segunda-feira, 30 de setembro de 2013

E por fim...a chuva chegou a Mira-Sintra


O espaço abaixo da minha janela e a vista ao longe
 A janela com a chuva
Este, foi um verão quente e cheio de luz. Quantas vezes abri a janela deste terceiro andar, exclusivamente para apreciar, interiorizar, guardar nos olhos e na alma, aquele azul, tão azul! E aquela luz tão viva tão forte, tão especial!
Uma delicia mesmo!

Muitos meses  se passaram sem uma pinga de chuva. O ar começava a "ficar pesado" e meio sujo. A natureza clamava por um pouco de água para se dessedentar. A època de praia, este ano, foi extensa, e  até á chegada do Outono, ainda estava bom para ir até á praia. E há tantas tão lindas aqui á volta.

Mas, um dia a chuva tinha que vir... e veio, a semana passada. Primeiro, um pouco envergonhada, quase a medo. Mas depois, creio que se apercebeu da felicidade e do prazer das plantas, arbustos e árvores...e então veio para ficar. Está aí. Desde ontem de manhã que ela não pára de cair; miudinha, miudinha, cercada de uma neblina espessa que apenas nos permite enxergar algumas dezenas de metros. Procuro a minha Serra amada e querida, de Sintra, mas apenas vejo neblina cinzenta, quase branca, Nem Serra, nem Palácio, nem os prédios de Fitares ou de Rio de Mouro.

Mas está tudo bem! Está tudo muito bem, mesmo! Tudo tem um tempo, como dizia o sábio rei Salomão; ou, tudo tem o seu tempo, como dizia a minha mãe. Agora é tempo de chuva. O Deus Criador sabe disso muito bem. Eu olho da janela e sorrio feliz, por constatar que os dois pinheiros da rua; os dois canteiros acabados de plantar com alegrias de casa e com relva, os  muitos  "Lauréis" -  assim lhe chamava a minha mãe em castelhano - têm um outro nome em português do qual não me lembro - mas dizia. os muitos Lauréis da cerca da Escola Secundária aqui mesmo ao lado, ainda cheios de flor...parecem sorrir para mim...regalados com a preciosa águinha da chuva.

Olho o céu cinzento escuro, vislumbro o meu Senhor por trás das nuvens, e, comovida e imensamente grata, sorrindo, com uma lágrima a rolar pela face...digo-lhe: Obrigada Senhor,  porque não só criáste, mas sustentas e cuidas, toda a obra magnífica que nos ofertáste, com imenso e terno amor.

domingo, 29 de setembro de 2013

Porque hoje é Domingo ( 266 )

O Pastor Jorge Leal, pregando a Palavra na Igreja das Boas Novas - Amadora
Porque não há boa árvore que dê mau fruto, nem má árvore que dê bom fruto.
Porque cada árvore se conhece pelo seu próprio fruto; pois não se colhem figos dos espinheiros, nem se vindimam uvas dos abrolhos.
O homem bom, do bom tesouro do seu coração, tira o bem, e o homem mau, do mau tesouro do seu coração, tira o mal, porque da abundância do seu coração fala a boca.
E porque me chamais: Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu vos digo?
Qualquer que vem a mim e ouve as minhas palavras, e as observa, eu vos mostrarei a quem é semelhante:
É semelhante ao homem que edificou uma casa, e cavou,  e abriu bem fundo, e pôs os alicerces sobre a rocha; e, vindo a enchente, bateu  com ímpeto a corrente naquela casa, e não a pôde abalar, porque estava fundada sobre a rocha.
Mas, o que ouve e não pratica é semelhante ao homem que edificou uma casa sobre terra, sem alicerces, na qual bateu com ímpeto a corrente, e logo caiu; e foi grande  a ruina daquela casa.

   (Ev. de S. Lucas cap. 6:43 a 49)

sábado, 28 de setembro de 2013

Do belíssimo Diário de Edith Holden

Edith Holden - Fonte da imagem: www.babelio.com

O Diário  no Original inglês


O mesmo Diário em português - o meu

Como os meus amigos que por aqui passam já perceberam, eu  gosto muito de livros. Tenho muitos, mesmo muitos...que tratam os mais diversos temas.Para além, dos meus livros pessoais...tenho aqui em casa uma biblioteca que, segundo o Jorge diz, tem mais de três mil exemplares.

Claro que o livro mais precioso e importante que possuo, é a Bíblia Sagrada - a Palavra de Deus. É através dela que me aproximo do meu  Abba - Paizinho - Deus e Senhor  - a minha melhor porção nesta terra.

Hoje, porém quero falar-vos de um livro maravilhoso que me foi oferecido há muitos anos - talvêz uns vinte...que é um meus preferidos. Trata-se do livro na imagem acima. A Alegria de viver com a Natureza. Isto, na versão portuguesa.
É um Diário, inteiramente escrito á mão com grande esmero, inclui os seus poemas favoritos e os seus pensamentos e observações pessoais acerca dos fenómenos  naturais que teve ocasião de presenciar nas proximidades da sua casa  em Warwickshire, bem como  durante as suas viagens pela Inglaterra e pela Escócia. As maravilhosas e excelentes aguarelas   de aves, borboletas, abelhas e flores que encontramos em cada página constituem o reflexo fiel do seu profundo amor á natureza; têm  o sentido do pormenor de um naturalista e a sensibilidade de um artista.
Este livro único e encantador permaneceu ignorado durante setenta anos.
 
Para começar, escolhi para partilhar hoje com os amigos, um texto escrito por a artista no dia 22 de Setembro de 1906, tendo em conta que entre nós chegou o Outono.
 
SETEMBRO
 
Set.22. Havia lá (na Escócia) uns enormes castanheiros que, segundo se diz, foram plantados pelos monges, e umas nogueiras gigantescas, as maiores que já vi na vida. Também há um buxo  que, ao que parece,  foi plantado pela raínha Mary. A maior parte dos castanheiros eram frondosos e fortes e tinham uns lindíssimos troncos retorcidos. Tanto os castanheiros como as nogueiras estavam carregados de frutos. Os muros das ruínas do convento estavam cobertos de avenca.
Em muitas das gretas que apareciam no alto, entre as pedras,  pendiam as delicadas campânulas lilases das campaínhas. Ao atravessarmos as altas colinas que separam o vale do Teith da zona  de Menteith, passámos por várias turfeiras. As cores  de alguns musgos e de algumas plantas do lameiro eram muito vivas. As mais notáveis eram as das espigas com sementes dos hartécios cor-de-laranja. e alguns musgos de um verde incrívelmente pálido. Agora a urze está a tornar-se castanha e só  de vez em quando aparece algum pedacito côr-de-rosa.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

A Tua Mão - Uma Parábola













Em volume, o teu coração
se assemelha a um punho fechado.
Vê o teu coração espelhado,
figurado na própria mão!

A mão poderás fechar,
Mão fechada é mão que nega,
que a tudo se prende e apega,
contraída, incapaz de soltar.

A mão poderás fechar.
Mão fechada é punho que ameaça,
que mãos estendidas rechaça,
mão que fere em vez de curar.

A tua mão poderás fechar.
Mão fechada é medo secreto,
é coração inquieto,
é consciência a arder e sangrar.

A mão poderás abrir.
Mão aberta é mão amiga
que dá, que apoia, que abriga,
é mão apressada a servir.

A mão poderás abrir.
Mão aberta jamais rejeita:
É coração que aceita,
que acolhe sem coagir.

A mão poderás abrir:
Pois a mão que o Cosmos encerra
aberta está sobre a terra,
a dar, e a distribuir.

Se de Deus a bendita mão
o seu coração revela:
Feliz serás, se por ela
guiares o teu coração!

No livro - A Prática da Esperança

Poemas e meditações para reflectir e orar
Autor: Lindolfo Weigartner

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

A Finlândia e Portugal - o Melhor e o Pior

Uma vista da Rua Augusta -  em Lisboa
Uma rua em Helsínquia - Finlândia

Nas minhas veias, corre, na mesma proporção, sangue Finlandês e sangue Português. Também, creio poder afirmar, com verdade, que aqueles donde provenho, aos quais estou ligada por fortes laços de afecto, estão espalhados  por estes dois países. Daí, poder afirmar, com convicção, que amo Portugal e amo a Finlândia. Claro que pelo facto de viver em Portugal desde os meus quatro anos, considero Portugal a minha Pátria amada e o país mais lindo do mundo. Só tenho pena que em muitos aspectos, que creio fundamentais, tais como a justiça social, a repartição da riqueza, a cultura do trabalho, as oportunidades iguais para todos os cidadãos, o nível de vida, a própria forma de "fazer politica" e, outros valores, que constatamos existiren na Finlândia, não estejam assim tão presentes e visíveis em Portugal.

O exemplo que se segue é prova do que acabo de afirmar:

Reader's Digest: Lisboa é a cidade menos honesta do mundo

Marta Marques Silva  
25/09/13 16:0

Se encontrasse uma carteira caída no chão devolvia-a? Num estudo recente sobre a honestidade, a Reader's  Digest chegou á conclusão que os habitantes de Helsínquia, Finlândia, são os mais honestos enquanto os lisboetas ocupam a última posição.


Para este estudo os investigadores deixavam cair no chão 12 carteiras no total, espalhadas por locais movimentados das cidades e ficavam depois a observar se os transeuntes ficavam com as carteiras ou as entregavam a alguma autoridade para que pudessem ser devolvidas aos seus donos. Cada carteira continha ainda cerca de 50 euros, fotografias de família e contactos.
Em Helsínquia 11 das 12 carteiras foram entregues, enquanto em Lisboa apenas uma foi devolvida - não por um lisboeta mas por um casal de holandeses que se encontrava de férias.
No total, das 192 carteiras apenas cerca de metade foi devolvida.

 O estudo conclui ainda que as condições económicas não têm impacto directo no facto de as pessoas ficarem com o dinheiro ou não. Mumbai, na Índia, alcançou a segunda posição, com os cidadãos a devolverem nove das 12 carteiras. Em comparação, apenas quatro foram entregues em Zurique, na Suíça

Conheça a lista completa das capitais:

1. Helsínquia, Finlândia: 11 de 12 carteiras
2. Mumbai, Índia: 9 de 12
3. Budapeste, Hungria: 8 de 12
4. Nova Iorque, EUA: 8 de 12
5. Moscovo, Rússia: 7 de 12
6. Amesterdão, Holanda: 7 de 12
7. Berlim, Alemanha: 6 de 12
8. Liubliana, Eslovénia: 6 de 12
9. Londres, Reino Unido: 5 de 12
1Varsóvia, Polónia: 5 de 12
11.Bucareste, Roménia: 4 de 12
12.Rio de Janeiro, Brasil: 4 de 12
13.Zurique, Suiça: 4 de 12
14.Praga, República Checa: 3 de 12
15.Madrid, Espanha: 2 de 12
16.Lisboa, Portugal: 1 de 12

( https://news.google.pt/


Uma nota positiva:


Cerca de duas horas depois de ter publicado este post, que li ao meu marido, ele foi surpreendido por alguém, um jovem estudante, que aqui perto de casa, caminhava num grupo que o meu marido ultrapassou. O tal estudante apreçou o passo e aproximando-se do meu marido, perguntou-lhe: "O senhor perdeu dinheiro"? O meu marido levou a mão ao bolso e verificou que não tinha uma nota de 10 euros que metera no bolso antes de sair de casa,. É que, quando caminhava, o molho das chaves começou a querer cair do bolso e ele, levando a mão ao bolso, não reparou que ao mexer nas chaves fez cair a nota de 10 Euros.
Disse ao jovem: "Sim, falta-me uma nota de dez Euros". O jovem estendendo a mão disse: "Aqui está ela, caiu do seu bolso e eu vi.
O meu marido agradeceu-lhe e louvou-o pela sua honestidade, e, ofertou-lhe um Euro para um gelado.

Gostei da atitude do jovem. Fiquei mais contente.

 

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Ao que se chegou! O Galo poderá ser proibido de cantar!


O galo que poderá ser proibido da cantar,  com a sua dona.

Cresci "no meio da criação"(Coelhos, patos e galinhas). Sorrio, ao lembrar-me de como a minha irmã mais nova, a Teresinha, gostava tanto, mas tanto, das galinhas, dos galos e dos pintaínhos, que andava sempre com eles ao colo. E um pormenor interessante: Cada um de nós, os filhos, escolhia a sua galinha ou o seu galo, ou o seu frango, de estimação. Dávamos-lhe um nome e assim ficavam a chamar-se até ao fim.Quando eu penso que as últimas galinhas que tivemos morreram de velhas, de morte natural... entendo melhor como amávamos e tratávamos bem a "criação". A certa altura também tínhamos patos, e nós crianças, sabendo que eles apreciavam tanto a água, e estávamos londe do rio, um belo dia, decidimos meter os patos num saco de linhagem e com eles ás costas, levámo-los até á nossa horta, á beira do Rio Mourão. Ali, numa represa onde o meu pai "juntava" a água para regar, colocámo-los lá dentro onde eles alegremente mergulharam  e grasnaram de satisfação. O pior foi retirá-los de lá...o rio era fundo e eu não podia entrar lá dentro. Socorri-me de uma cana comprida e só assim os consegui retirar do seu banho. Um estava um pouquinho tonto, dado que a cana, ás tantas, atingiu-lhe a cabeça. Porém logo recuperou.
Recordo como era para mim agradável, por volta das seis da manhã, acordar com o cantar dos galos. Não só o meu galo, mas o galo de toda a gente, ao redor. Nessa altura, quase todos tinham "criação". Eu acordava, pensava que o dia estava prestes a chegar, virava-me para o outro lado e continuava a dormir. Foi assim anos e anos.

Lembro-me que quando vim morar para Mira-Sintra, há cerca de 40 anos, aqui bem perto da minha casa, muitas pessoas tinham pequenas hortas onde tinham a "sua criação", e assim, continuei a ter o despertar dos galos.
Recordo que alguns cantavam também por volta da meia-noite. Nunca porém por nunca ser, o cantar dos galos me incomodou; pelo contrário, alegrava-me.
Hoje, e desde há há bastante tempo, nunca mais acordei com o cantar do galo. Creio que a pouco e pouco as pessoas daqui da zona deixaram de ter "criação". Dá trabalho e é dispendioso, e por outro lado, as pessoas vivem económicamente melhor, e podem comprar os ovos, bem como a carne de frango.

Agora perguntarão os amigos: "Mas porque está ela a falar disto?
è, porque  ante-ontem, numa reportagem na televisão, feita na vila de Resende - Viseu, passaram a notícia de que um galo poderá  ser proibido de cantar, porque os vizinhos fizeram queixa á Guarda Nacional Republicana, dizendo que o galo perturbava o seu sono. E parece que já são várias as pessoas a aderir á queixa. A dona do bicho diz que tem "criação" há mais de dez anos e nunca ninguém se lembrou de fazer qualquer queixa,  e explicou que a "criação" faz parte da  sua economia doméstica.

Eu, sinceramente, fiquei  espantada. Ao que nós chegámos! Como eu gostaria de continuar a ouvir o cantar dos galos, por aqui onde moro! Sinto uma saudade imensa e uma falta muito grande!
Tenho cá um pressentimento, tendo em conta"a cultura actual", em que as crianças e os jovens crescem sem qualquer contacto com a natureza, não conhecendo nem sequer o nome de uma planta, como o feijoeiro, ou o tomateiro...mas em que passam hoas e horas diante da televisão a vêr programas que praticamente em nada os ajuda, ou então, de volta dos telemóveis, ou da consola a jogar jogos estranhos e nada pedagógicos... pressinto que os vizinhos vão ganhar a causa e o alegre e feliz galo vai ser silenciado e acabará num arroz de cabidela.
Tenho pena! mesmo muita pena!

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

O Outono voltou.



Belíssimas folhas de Outono - Fonte da imagem: pixabay.com
Parece que foi ontem que o Outono se foi, e já o temos aí outra vez.
Gosto muito do Outono!É para mim, com a Primavera, uma "estação" linda, cheia de côr!

Poema de Outono

O outono já chegou - aos arrufos do vento as folhas num desmaio embalam-se pelo ar...- vão caindo... caindo... uma a uma, em desalento e uma a uma, lentamente, vão no chão pousar...

O céu perdeu o azul - vestiu-se de cinzento e envolveu na neblina a luz baça do luar...

- na alameda onde vou, de momento a momento, há um gemido de folha a cair e a expirar...

O arvoredo transpira as carícias dos ninhos, e o vento a cirandar na curva das estradas eleva o folhareu no espaço em redemoinhos...

Há um córrego a levar as folhas secas em bando...

- e à aragem que soluça entre as ramas curvadas, parece que o arvoredo em coro está chorando!...

(Jorge de Araújo)

domingo, 22 de setembro de 2013

Porque hoje é Domingo (265)


A viúva de Sarepta

Então, veio a palavra do Senhor, dizendo:
Levanta-te, e vai a Sarepta, que é de Sidon, e habita ali; eis que eu ordenei  ali a uma mulher viúva, que te sustente.
Então ele se levantou, e se foi  a Sarepta; e chegando á porta da cidade, eis que estava ali uma mulher,  apanhando lenha; e ele a chamou  e lhe disse:Traze-me,  peço-te, num vaso, um pouco de água que beba.
E, indo ela a buscá-la, ele a chamou, e lhe disse: Traze-me agora,  também, um bocado de pão na tua mão.
Porém ela lhe disse: Vive o Senhor, teu Deus,  que nem um bolo tenho, senão somente um punhado de farinha, numa panela, e um pouco de azeite, numa botija; e vês aqui, apanhei dois cavacos, e vou prepará-lo para mim e para o meu filho, para que comamos e morramos.
E Elias lhe disse: Não temas; vai, faze conforme á tua palavra; porém faze disso, primeiro para mim, um bolo pequeno, e traze-mo para fora; depois farás para ti e para o teu filho.
Porque assim diz o Senhor, Deus de Israel: A farinha da panela não se acabará,  e o azeite da botija não faltará, até ao dia em que o Senhor dê chuva sobre a terra.
E foi ela, e fez conforme á palavra de Elias; e assim comeu ela , e ele,  e a sua casa, muitos dias.
Da panela, a farinha não se acabou, e, da botija, o azeite não faltou; conforme  á palavra do Senhor, que falara  pelo ministério de Elias.

(I livro de Reis, cap. 17,  versículos 8 a 16)

sábado, 21 de setembro de 2013

Hoje - O Aniversário do Castanheiro Frondoso e da Rosa côr-de-rosa


A Rosa-côr-de-rosa - Clara
O Castanheiro Frondoso - José Baltazar  Regueiras

Hoje, 21 de Setembro de 2013, é para mim um dia muito especial. Celebro, com uma alegria imensa...o aniversário de duas pessoas muito queridas: O meu amado e saudos pai - José Baltazar Regueiras, e a minha doce e maravilhosa neta - Clara Machado Leal.
Separam-nos 109 anos! O meu pai nasceu em 1901, portanto há 112 anos, e a minha neta nasceu em 2010 - faz hoje 3 anos.

Associo, e já aqui neste espaço o escrevi, o meu querido Pai, a um grande e frondoso Castanheiro, que é para mim uma das mais belas e imponentes árvores. Ele cresceu no meio do souto dos castanheiros, lá em Vilela, no verdejante Minho.
Para mim, o meu pai foi o cristão mais Fiel que já conheci. Vivia vinte e quatro horas, sobre vinte e quatro horas em comunhão íntima com o seu Senhor. Era um Santo. Todos os que o conheceram e com ele conviveram...sabem que isto é verdade. A ele, ao seu exemplo, á sua fé...eu devo tanto, tanto! Ainda eu não sabia ler e já ele me ensinava, e aos meus irmãos, a Palavra Sagrada de Deus.
Nunca conheci ninguém, em toda a minha vida,  de 72 anos, que como o meu pai, realizasse sempre, sempre, o culto doméstico; todos os dias, inclusivé aos Domingos, depois de chegarmos "da Igreja", á tarde, reunidos á volta da mesa da sala, com as Bíblias e os Hinários( que ainda permanecem nessa mesa)cantávamos hinos e líamos a Palavra, que ele depois nos explicava tão bem!

A Clara, minha neta mais nova, sempre a associei a uma rosa cõr-de-rosa. Mesmo antes dela nascer era assim que eu a via, e hoje, com três anos, continua a ser uma rosa côr-de -rosa.

Claro que eu sou  suspeita, ao dizer que é uma menina muito especial, mas é, sem dúvida. Falando com a Educadora dela há poucos dias, ela mostrava o seu espanto por o seu desenvolvimento, quer na sua autonomia, quer no seu raciocínio, quer na sua linguagem e vocabulário. A Educadora dizia-me: "É que ela só tem dois anos"!

Gosta muito da avó Viviana e de vir cá para casa. Adormeço-a, á tarde, deitada ao lado dela, cantando-lhe canções e contando-lhe histórias.

Quanto eu sou grata ao Senhor por nos ter dado esta menina!?

Quanto eu sou grata ao Senhor por me ter dado o pai que me deu!?

OBRIGADA, SENHOR, POR UM E POR OUTRO.

PARABÉNS! Clara querida!

Vamos ver-nos daqui a pouco.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Um Comentário TESTEMUNHO - que não posso deixar de publicar aqui


Como faço todos os dias, ontem á noite, antes de ir dormir, passei pela "caixa de correio electrónico"  e verifiquei que havia uma notificação de um comentário deixado por um leitor, num artigo que eu escrevi há cerca de quatro anos atrás. Esse comentário tocou-me tanto! Emocionou-me tanto! Que eu decidi publicà-lo hoje, aqui:

Pacheco deixou um novo comentário na sua mensagem "A Madalena Machado partiu para a casa do Pai":

"Não sei se este blog ainda esta activo , mas mesmo assim vou deixar o meu comentário.,hoje tenho 58 anos , e só tenho agradecer a esta Bela Senhora e aos seu queridos Pais, nós tratava mos por Papá e mamã o carinho educação que me deram enquanto estive no LEP que na altura ficava na rua da Boavista 651 que descansem em paz, e se o céu existe eles estão lá, e só espero que os meninos e meninas de hoje que estão lá sejam tratados com o amor e carinho que nós fomos tratados pelo papá Machado mamã Isenia , Madalena e se não estou em erro Isabel Machado".

 (Fernando Alcino da Silva Pacheco)


Este é o artigo escrito em 23 de Novembro de 2009

A Madalena Machado partiu para a casa do Pai

A Madalena no seu último aniversário.
Foi ontem, ao entardecer.
Sem que ninguem estivesse á espera, a minha querida amiga e irmã em Cristo Madalena Machado, partiu para a casa do Pai.
Amiga de longa data, com quem trabalhei muito em Acampamentos em Àgua de Madeiros, e na União Feminina Missionária da Convenção Baptista Portuguesa.
A Madalena era uma pessoa maravilhosa.
Ao recordá-la, o que assoma á minha memória, é aquele sorriso transparente e límpido, cheio de bondade, e aquela risadinha que ela dava práticamente sempre, depois de cada frase que dizia.
Mulher exemplo, mulher amor, mulher dedicação.
Deu a sua vida inteirinha, á causa das crianças e jovens orfãos e desprotegidos, e aos idosos.
Os seus pais, os grandes e fiéis servos de Deus, Joaquim Eduardo Machado e Isménia Fontes Machado, já na glória, foram os fundadores do Lar Evangélico Português, na cidade do Porto, no longínquo ano de 1948.
O "Lar" começou na sua casa, onde além do pai e da mãe, havia seis filhos.
Com escassos recursos, este extraordinário casal começou a abrigar na sua casa crianças orfãs e desamparadas.
Muitas vezes não sabiam o que haviam de comer no dia seguinte; porém o seu Deus, em quem confiavam totalmente, sempre haveria de providenciar o necessário. E a este respeito há histórias comoventes de como o Senhor agiu e sempre abençoou a obra de amor, daquele casal.
Foi neste ambiente que a Madalena e os irmãos se criaram e foram preparados para a vida.
No ano de 1948, pela graça e misericórdia de Deus, o Lar Evangélico Português era inaugurado.
Já lá vão 61 anos...e o Lar lá está, sempre acolhendo, amando e ajudando dezenas de crianças, jovens, e de idosos.
Foi a este ministério de Amor que a Madalena dedicou a sua vida inteirinha.
Nunca casou, nunca "constituiu" família..deu-se na totalidade.
A sua família era aquela: todas as crianças, todos os jovens, todos os idosos, e todos os companheiros de trabalho que ali gastaram e gastam as suas vidas.
A Madalena ficará na história das mulheres Baptistas Portuguesas, como uma grande e extraordinária mulher.
Eu, lembra-la-ei sempre como uma carinhosa amiga, e como alguém que deixou um rasto de luz e de esperança, neste conturbado mundo em que vivemos.
Que o Senhor Deus seja louvado e engrandecido por a vida desta mulher.
Neste momento, no meio de lágrimas de saudade, eu digo:

O Senhor a deu, o Senhor a tomou.
Bendito seja o nome do Senhor.

«Então ouvi uma voz do céu, que dizia: Escreve: Bem-aventurados os mortos que desde agora morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem dos seus trabalhos, pois as suas obras os acompanham.»

(Livro do Apocalipse 14:13)

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

A minha Homenagem e a minha Gratidão ao Senhor Presidente da Junta de Freguesia de Queirã, Joaquim da Silva Mendes vitima das chamas


O Senhor Presidente da Junta de Freguesia de Queirã -  Joaquim da Silva Mendes

Ainda outra vez, aqui estou eu, a prestar a minha Homenagem e a minha Gratidão, a um valoroso e destemido homem - Joaquim da Silva  Mendes - Presidente da Junta de Freguesia de Queirã - Vouzela,  de 62 anos, que foi atingido pelas chamas, no dia 23 de Agosto, quando juntamente com os Bombeiros ajudava a combater um incêndio. Voltou atrás a fim de tentar salvar a carrinha  da Junta de Freguesia, e foi atingido pelas chamas ficando com mais de sessenta por cento do corpo queimado, tendo sido atingido  com gravidade no rosto e no couro cabeludo.
O Presidente da Junta, que inicialmente foi transportado para o Hospital de Viseu, acabou por ser transferido para a unidade do Porto, devido à gravidade dos ferimentos.  Morreu esta terça.feira, 17 de Setembro.

Lamentamos mais  uma vida perdida  de forma tão trágica.

Á família do Joaquim,  e aos habitantes de Queirã, apresento as minhas  sentidas condolências, e oro, para que o Senhor - Deus de Amor e de toda a Misericórdia, os console e encoraje.

Ao  Senhor Presidente Joaquim da Silva Mendes, apresento a minha gratidão e a minha Homenagem.

Muito, e muito Obrigada
Que de Deus receba a recompensa.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

"Consegues contar e ordenar as estrelas do céu"?

Fonte da imagem: de.wikipedia.org 
 
"Consegues contar e ordenar as estrelas no céu"?

Esta, foi uma pergunta feita por Deus a Job. (Job cap. 38:31 a 33)
Os nomes usados nestes versículos referem-se á formação de conjuntos de estrelas. Crê-se que, a olho nu, podem ser vistas cerca de sete mil estrelas. Porém, com o moderno telescópio Hubble, é possível ver cerca de cem milhões de estrelas! E, cada vez que  os cientistas desenvolvem  um novo telescópio, mais podemos ver e aprender acerca da vastidão deste maravilhoso universo criado por Deus e que, se estivermos atentos, nos "fala" de Deus.

Já que não podemos  contar o número total das estrelas que há no céu, seria tolice pensar que podemos controlá-las.

"És capaz de atar as cordas que seguram a constelação das Plêiades ou de desatar as de Orion"?

Na verdade, o sustento e controlo de tão vasto universo requer a existência de um Deus Todo-Poderoso cuja compreensão ultrapassa o nosso  conhecimento.

(Pastor João Serafim Regueiras)

In - Revista da Escola Bíblica Dominical -
          !5/09/2013
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segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Deus é Tudo, na minha vida!


Fonte da imagem:nataliaazeredo.blogspot.com 

Amigo:

"OU DEUS É TUDO NA TUA VIDA OU ELE NÂO È NADA".

    (Paul David Washer)

Nota:

Se quiser saber quem é Paul David Washer. veja aqui.

domingo, 15 de setembro de 2013

Porque hoje é Domingo (264)




E Jesus, entrando em casa de Pedro, viu a sogra deste, jazendo com febre.
E tocou-lhe na mão, e a febre a deixou; e levantantou-se e serviu-os.
E, chegada a tarde,  trouxeram-lhe muitos endemoninhados , e ele, com a sua palavra, expulsou deles os demónios, e curou todos os que estavam enfermos; para que se cumprisse  o que fora dito pelo profeta Isaías, que diz: Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e levou as nossas doenças.

(Evangelho de S. Mateus cap.8:14 a 17)

sábado, 14 de setembro de 2013

TELA - Um poema de Pedro Homem de Mello

Fonte da imagem: mesamarcada.blogs.sapo.pt 

As folhas da ramada á flor da vinha,
Com laivos transparentes de esmeralda,
Desenham sobre a vida uma grinalda
E dão-lhe paramentos de raínha.

O Sol peneira cor pela tardinha:
Faz dos bagos rubis. A luz escalda!
E a terra avermelhada junto á falda
É como a carne  onde a alma se advinha...

Vindima.Cor. Em ranchos as moçoilas
- Garridos ramalhetes de papoila -
Levam canastras rubicundas, cheias.

Onde em cachos maduros juigo ver
O sangue das videiras a correr
Por entre o negro azul de enormes veias.

(Pedro Homem de Mello)
 No livro - SEGREDO
Lello & Irmão - Editora - 1953

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Noticias da bébé Maria Ana


É com um sorriso no rosto e com o coração alegre, que venho dar noticias sobre a bébé Maria Ana. Como se lembrarão, pedi aqui neste espaço as preces dos amigos  pela  sua frágil  vida. Tendo pouco mais de um ano, passou a maior parte deste tempo( 8 meses) no hospital.
Pela misericórdia do Senhor, está em casa, no conforto do seu lar e no aconchego dos seus familiares, há cerca de um mês. Está  a recuperar muito devagarinho...já pesa mais de oito quilos.
Aguarda a decisão médica sobre a necessidade de vir a fazer uma transplantação de medula óssea.
Agradeço, de coração, a todos que por ela intercederam  e peço o favor de continuarem a rogar ao Senhor para que a sua recuperação seja completa.

Que o Senhor Deus vos recompense e abençoe

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

A Fundação Gil precisa Urgentemente de ajuda na área da música.

Músico com crianças doentes. - Fonte da imagem: activa.sapo.pt 

 Fundação Gil

O Dia do Gil precisa, Urgentemente, de voluntários  para integrarem  a equipa da HORA DA MÚSICA, a fim de realizarem  acções nos serviços  de pediatria  dos hospitais da área  da grande Lisboa. Se tem conhecimentos musicais ( não é condição ser profissional da área),  se toca um qualquer instrumento, se tem disponibilidade  de (no máximo) 5 horas/ mês (de segunda a sexta-feira, entre as  10:00 e as 16:30), prazer em ajudar,  e em lidar com crianças, sentido de responsabilidade e capacidade de entrega, envie, por favor, um email para
mariagabrielsousa@fundacaodogil.pt
 

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Origem da Lenda da Romaria minhota de S. Bento da Porta Aberta

Fonte da Imagem: flickriver.com
 

São Bento da Porta Aberta

A porta ficara fechada a noite inteira, mas a imagem de São Bento, que tinha sido colocada na capela, a qual fora recentemente inaugurada, apareceu pela manhã em cima de uma árvore no adro! Os do Cossourado, paredes de Coura, foram logo chamar o padre, tanto mais que julgavam ser aquilo obra de algum brincalhão. Vá lá, não entendiam que quem tivesse deitado mão a tão valiosa imagem, em vez de a deixar ali, a não levasse para outro local. Bem, o padre lá dirigiu as manobras para o santo ser apeado com os necessários cuidados e depois colocaram-no no altar principal da igreja. E quanto á porta do templo, quatro voltas á chave. Porém, no dia seguinte, logo pela manhã, lá estava de novo a imagem em cima da árvore! Então, a população ficou maravilhada, já não acreditando em brincadeiras ou malvadez. E a reposição foi feita. E não é que aquilo se repetiu dias a fio? Sucediam-se multidões para sentir aquela deslocação. As pessoas interrogavam-se sobre o que é que queria o santo com aquelas deslocações. Seria porque preferia a árvore que dava sombra ao recinto? Outro lembrou-se de que fosse porque a igreja era abafada, pois não tinha janelas para a entrada de ar, mas não passou sem alguém alvitrar que o São Bento queria era ver quem passava no caminho! Outros  mais moderados, aventavam que a porta era demasiado fechada e nem permitia que quem passasse pudesse ver o santo em dias em que não estivesse aberta. A discussão foi  bem grande. Finalmente a porta foi substituída por uma outra de grades.
Grades largas, que permitiam olhar lá para dentro, ver bem o São Bento. Porém não tanto que permitissem a entrada de animais  ou de ladrões. E, montada a  porta, no dia seguinte, logo pela manhã, foram vê-la.  E o Santo estava no seu altar. E de lá nunca mais saiu, pelo que deram á capela e ao local, o nome de São Bento da Porta Aberta!

José Viale Moutinho - no livro - Portugal Lendário
        TESOURO DA TRADIÇÃO POPULAR

Nota:

Lembro-me, de que quando era criança pequena, e vivíamos em Vilela -Cabeceiras de Basto - o meu pai não, porque era crente evangélico convertido na Argentina - mas a família dele, fazerem todos aqueles prepatrativos para irem todos os anos á Romaria do São Bento da Porta Aberta.


terça-feira, 10 de setembro de 2013

A Pequena Praça - um poema de Sophia de Mello Breyner Andresen

Sophia de Mello Breyner Andresen  - Fonte da imagembrito-semedo.blogs.sapo.cv 

Apanhei da estante aqui ao lado, uma mão cheia de livros de poesia para selecionar um poema  para publicar neste espaço. Eram nove. Quando os coloquei á minha frente, na mesa, calhou ficar por cima "Cem Poemas de Sophia"- tenho praticamente toda a sua obra. Verifiquei que um pequeno papel amarelo, marcava uma página. Abri, e encontrei este belo e comovente poema - A Pequena Praça - tendo então  decidido publicá-lo aqui, a fim de o partilhar com os amigos:

A Pequena Praça

A minha vida tinha tomado a forma de uma pequena praça
Naquele outono em que a tua morte
         se organizava meticulosamente
Eu agarrava-me á praça porque tu amavas
A humanidade humilde e nostálgica das pequenas lojas
onde os caixeiros dobram e desdobram
                                       fitas e fazendas
Eu procurava tornar-me tu porque tu ias morrer
E a vida toda deixava ali de ser a minha
Eu procurava sorrir como tu sorrias
Ao vendedor de jornais ao vendedor de tabaco
E á mulher sem pernas que vendia violetas
Eu pedia á mulher sem pernas que rezasse por ti
Eu acendia velas em todos os altares
Das igrejas que ficavam ao canto desta praça

Pois mal abri os olhos e vi foi para ler
A vocação do eterno escrita no teu rosto
Eu convocava as ruas os lugares as gentes
Que foram as testemunhas do teu rosto
Para que eles te chamassem para que eles desfizessem
O tecido que a morte entrelaçava em ti.

Sophia de Mello Breyner Andresen
 No livro - Cem poemas de Sophia

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles - Homenageado


O arquitecto paisagista Gonçalo Ribeiro Telles

 A esplanda  no Centro Interpretativo.

Tenho grande estima, admiração e gratidão, pelo Arquitecto Paisagista  portugês, Gonçalo Ribeiro Telles. Por muitos motivos, principalmente, por ser da sua responsabilidade o Projecto de construção deste meu tão "querido" Bairro de Mira-Sintra, onde vivo Um Bairro exemplar.
Já neste espaço, em dez de Abril de dois mil e treze, escrevi sobre ele aqui. Hoje, com muita satisfação volto a fazê-lo.

Muitos Parabéns Senhor Arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles
Muito e muito obrigada por toda a sua excelente obra e por ser a pessoa maravilhosa que é.

Gonçalo Ribeiro Telles Homenageado

Já abriu o Centro Interpretativo do Jardim com o nome de Gonçalo Ribeiro Telles, em homenagem ao arquitecto paisagista que, juntamente com Viana Barreto  (1924 - 2012), concebeu toda a envolvência dos edifícios da Fundação Gulbenkian. O novo espaço multimédia, que resulta de uma parceria com a Samsung , convida os visitantes  a experimentar  em vídeo-hall os "10 andamentos"  do Jardim , numa proposta inspirada nos "10 mandamentos que Ribeiro Telles define para a criação de um jardim e que permite viajar pela obra do arquitecto através dos seus desenhos. Para os mais novos, há também uma proposta multimédia que permite muita interação e brincadeira  recorrendo á tecnologia.
A inauguração do novo equipamento realizou-se no dia 19 de Julho, por ocasião da homenagem feita pela Fundação Gulbenkian a Gonçalo Ribeiro Telles, personalidade profundamente ligada á história desta  instituição e que,  nas palavras de Artur Santos Silva durante a cerimónia de homenagem , "sempre se afirmou na primeira linha de defeza dos valores da cidadania, incansável na luta pela instauração em Portugal de um regime democrático e de uma sociedade mais justa". Durante a cerimónia foi ainda evocado o Prémio Sir Geoffrey Jellicoe, considerado o Nobel da Arquitetura  Paisagista, que em abril deste ano  destinguiu internacionalmente Gonçalo Ribeiro Telles. Na  sua breve intervenção, o prestigiado arquitecto paisagista afirmou sentir-se "artífice de uma criatividade cultural de uma sociedade e de um país".
O Centro Interpretativo Gonçalo Ribeiro Telles está aberto ao público todos os dias do ano, das 10h00 ás 19h00, oferecendo um serviço de cafetaria e esplanada, onde os gelados  são  a principal atracção.

(Noticias - Newsletter)
Fundação Caloust Gulbenkian

domingo, 8 de setembro de 2013

Porque hoje é Domingo (263)



Na verdade, há veios de onde se extrai a prata, e para o ouro lugar em que  o derretem.
O ferro tira-se da terra, e da pedra se funde o metal.
Ele pôs fim ás trevas, e toda a extremidade ele esquadrinha; as pedras da escuridão e a sombra da morte.
Transborda o ribeiro até ao que junto dele habita, de maneira que se não pode passar a pé; então intervem o homem e as águas se vão.
A terra, de onde procede o pão, em baixo é revolvida como por fogo
As suas pedras são o lugar da safira, e têm pós de ouro.
Essa vereda a ignora a ave de rapina, e não a viram os olhos da gralha.
Nunca a pisaram filhos de animais altivos, nem o feroz leão passou por ela.
Ele estende a sua mão contra o rochedo, e revolve os montes desde as suas raízes.
Dos rochedos faz sair rios, e o seu olho descobre todas as coisas preciosas.
Os rios tapa, e nem uma gota sai  deles e tira para a luz o que estava escondido.
Mas onde se achará a sabedoria?
E onde está o lugar da inteligência?
O homem não lhe conhece o valor; não se acha na terra dos viventes.

(Livro de Job cap 28:1 a 13)

sábado, 7 de setembro de 2013

A minha Gratidão e a minha Homenagem ao bombeiro Daniel Falcão, morto pelas chamas

O jovem bombeiro Daniel Falcão
Ontem, aqui neste espaço, homenageei o bombeiro Fernando Reis, que foi morto pelas chamas, quando combatia um fogo florestal.

Registei a propósito:

Até quando virei  eu aqui a este espaço, homenagear bombeiros que vão dia-a- dia oferecendo as suas preciosas vidas  para salvar os outros?
Quanto eu anseio que o Fernando seja o último!

Não foi. Hoje, já há outra morte a chorar - digo chorar, porque é mesmo o que eu não consigo deixar de fazer... Um vida jovem...apenas 25 anos!
Que tragédia!Que Perda! Quanta dôr...para os seus familiares e colegas!?
Soube hoje pela manhã, pela comunicação social, que a mãe do Daniel permaneceu á sua cabeceira, dia e noite,  no hospital por mais de trinta dias. Será que os juízes, que tão benevolentes são para com os criminosos incendiários - que assim agindo, DEIXAM DE FAZER JUSTIÇA - será que esses homens e essas mulheres saberão avaliar a perda desta vida  e toda a dôr desta mãe?
Não. Não são. Creio que só o seriam "talvez",  no momento em que fosse um filho seu  a morrer no meio das chamas.
E os responsáveis pelas florestas - governos, ministros, secretários de estado, e todos os muitos outros que desde o 25 de Abril de 1974...nunca, mas nunca mesmo, fizeram o seu dever em relação á preservação e cuidado das zonas florestais. O que andaram a fazer? todos estes quase 40 anos?
Pobre e infeliz povo, que não tem gente capaz e responsável para zelar por o País. Servem-se do país, enriquecem, fazem grandes negócios, estão todos muito bem na vida...á custa do voto que o povo lhes dá.
E já agora: quem é que morre nos combates aos fogos no país? São os filhos do povo. Alguém me saberá informar se acaso conhece algum bombeiro que vá lutar contra os incêndios, que seja filho de algum ministro, juíz,  deputado ou ou outro qualquer político?

Para a mãe do Daniel, de quem não sei o nome...vai toda a minha solidariedade.

Amiga:
Estou consigo de alma e coração.Orgulho-me de ser a mulher - mãe que é.
Eu costumo dizer que quando Deus criou a mulher,Ele sabia o que que significava ser mãe, e por isso Ele investiu muito do seu amor...no coração das mães.O amor das mães. creio eu, é muito parecido ao de Deus.

Ao Daniel, jovem herói, corajoso e dterminado, eu digo, com os olhos rasos de água:
Obrigada, muito, muito obrigada Daniel  por ter dado a sua vida em prol  dos outros.
O Daniel é um Herói!
O Daniel é um exemplo!
Oro. ao Deus de amor e de toda a misericórdia, que console, encoraje e conforte, os corações da mãe, de todos os familiares, dos colegas da Corporação de Miranda do Douro, e de todos os bombeiros de Portugal.

 Seguem algumas informações sobre o Daniel Falcão:

O bombeiro de 25 anos da corporação de Miranda do Douro (Bragança) que estava internado no Hospital da Prelada, no Porto, morreu nesta sexta-feira, mais de um mês depois do internamento, confirmou à agência Lusa o director de comunicação da unidade.
De acordo com Luís Pedro Martins, o bombeiro Daniel Falcão, que tinha ficado gravemente ferido no incêndio de Miranda do Douro a 1 de Agosto, não resistiu às queimaduras de segundo e terceiro grau que lhe afectaram entre 70 a 80% da superfície corporal.
Daniel Falcão foi um dos cinco bombeiros da corporação de Miranda do Douro envolvidos num incidente com uma viatura que ardeu, no combate ao incêndio que lavrava em Cicouro. Na altura, o comandante da corporação, Luís Martins, descreveu à Lusa que os bombeiros foram surpreendidos por uma mudança brusca do vento e ficaram encurralados no meio do fogo, entre Cicouro e São Martinho de Angeira, junto à fronteira com Espanha
Daniel Falcão é o 109.º bombeiro a perder a vida no combate a incêndios florestais desde 1980, segundo a contabilização feita por Duarte Caldeira, ex-presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, que está a elaborar um estudo sobre o assunto.

       (http://www.publico.pt/)

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

A minha Gratidão e a minha Homenagem ao Bombeiro Fernando Reis, vitima das chamas



O bombeiro Fernando Reis - morto pelas chamas
Até quando virei  eu aqui a este espaço, homenagear bombeiros que vão dia-a- dia oferecendo as suas preciosas vidas  para salvar os outros?
Quanto eu anseio que o Fernando seja o último!

Eis a noticia:

«Morreu nesta quinta-feira o bombeiro da corporação de Valença que tinha ficado ferido num incêndio naquele concelho do distrito de Viana do Castelo, a 29 de Agosto. Fernando Reis, de 50 anos, estava internado desde esse dia no Centro Hospitalar de Coimbra com prognóstico muito reservado.
O homem era motorista nos bombeiros e integrava uma equipa que combatia as chamas na freguesia de Sanfins. Naquele dia, o presidente da direcção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Valença, Luís Brandão Coelho, explicou à Lusa que o bombeiro foi “envolvido nas chamas” quando estava a tentar retirar a viatura, “numa reviravolta do fogo provocada pelo vento”. A viatura também foi atingida. Segundo a mesma fonte, Fernando Reis era bombeiro voluntário desde 1987 e tinha "muita experiência".»

«A revolta instalou-se ontem na corperação de Bombeiros de Valença quando, ao início da tarde, se soube da morte de mais um bombeiro, Fernando Manuel Reis, de 50 anos. A esperança de uma possível recuperação caiu por água abaixo e o roubo de mais uma vida desencadeou uma chuva de críticas face à situação em que se encontram as florestas antes dos incêndios começarem, escreve o Jornal de Notícias.

 “É revoltante. Roubaram-nos um homem. Espero que em vez de mandarem psicólogos, mandem máquinas para arranjar a floresta, que multem aqueles que não limpam, que mudem as leis e que prendam realmente aqueles que pegam fogo. Mataram mais um”, disse ao Jornal de Notícias o comandante Veiga Rodrigues.

 Para o comandante, “esta e outras mortes podiam ser evitadas”. “Se a floresta estiver arranjada como deve ser, não há tantas mortes. A floresta está desordenada, está a saque”, criticou.

     (http://www.noticiasaominuto.com)

Em sinal de luto será colocada a bandeira a meia haste nos Paços do Concelho de Valença durante o dia de hoje, quinta-feira.

O funeral do Bombeiro Fernando, realiza-se hoje, sexta-feira, pelas 17 e 30 h, nas instalações da Corporação.

Ao bombeiro Fernando, agradeço de todo o coração, a dádiva da sua preciosa e importante vida, em prol dos outros e do bem comum.
Presto também a minha sentida Homenagem.
Obrigada, Fernando, muito Obrigada!
É um Herói!
É um exemplo!

Oro,para que o Deus de amor e de misericórdia, console, conforte e encorage, os seus familiares, de um modo especial os seus filhos, os seus colegas de Corporação, e todos os Bombeiros de Portugal.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Este blogue está de luto...Senhora Ministra da Justiça


 Este blogue ogue está de luto, o meu coração está de luto, o meu povo está de luto!

Por estes  verdadeiros Heróis:

Fernando Rei -  a sétima vitima. Morreu hoje em Coímbra. 

 Daniel Falcão - a oitava vitima - vai a enterrar amanhã
 Estou de luto  por o meu país queimado, reduzido a cinzas, onde florestas, animais, bens pessoais, searas e culturas...tudo se foi.
Por estas imagens que me transmitem a cruel realidade da tragédia que se abateu sobre o meu povo:


O mais triste, o mais cruel, é que, como cidadã que procura observar e conhecer o que se passa á minha volta, constato que nem todos estão de luto. Sobretudo a classe política, tem manifestado uma quase indiferença, como se fosse algo sem importância.
Saliento a Senhora Ministra da Justiça - Drª Paula Teixeira da Cruz.
Interrogada por um jornalista sobre a moldura penal que contempla este tipo de crime, respondeu:
Não creio que deva ser  revista. A moldura penal é adequada.
Chocou-me a ligeireza com que tratou este assunto dos incêndios em Portugal.  
Daí a algumas poucas horas a comunicação Social, apresentava dados que parecem ser desconhecidos da senhora Ministra: 

Número de incendiários condenados quase duplicou em cinco anos mas só em 5% dos casos há pena de prisão
Entre 2007 e 2011, 280 pessoas foram condenadas pelos tribunais de 1.a instância por provocarem incêndios florestais. Mas dessas, só 14 foram condenadas a penas de prisão efectivas. Ou seja, apenas 5% do total.


E se, em 2011, só um em cada dez condenados por este crime teve de cumprir penas de prisão, em 2007 ou 2008 não há registo de que alguém tenha ido para a prisão por atear fogos, de acordo com os dados enviados ao i pelo Ministério da Justiça.
Ainda não há dados disponíveis sobre acusações e condenações concretizadas em 2012 e 2013, mas só este ano já foram detidos pela Polícia Judiciária (PJ) 54 suspeitos de fogo posto. Cinco deles, segundo avançou ontem o "JN", eram menores.
O número de incendiários condenados praticamente duplicou em cinco anos (de 37 em 2007 para 68 em 2011) mas os juízes pouco alteraram as decisões finais. A maioria dos suspeitos que chega a julgamento é condenada a penas de prisão suspensas ou a multa. Há casos excepcionais de condenação a medidas de segurança de internamento (seis no espaço de cinco anos) e até seis casos de penas de prisão substituídas por multa, mas não há registo de que alguma pena tenha sido convertida em trabalho comunitário.
Em 2011, por exemplo, só em sete casos os juízes optaram pela pena de prisão: dos 68 condenados, 20 tiveram de pagar uma multa e 40 foram sujeitos a penas de prisão suspensas, mas com regimes variados (17 com regime de prova, três com sujeição a deveres, quatro com regras de conduta e nove a prisão suspensa simples). Ainda assim, 2011 foi o ano em que mais incendiários tiveram de responder pelo crime na prisão: foram apenas quatro em 2010, três em 2009 e zero em 2007 e 2008.

 (http://www.ionline.pt/)
Há uma normalidade nas rotinas, como se nada tivesse acontecido.
No meu entender, o País, a começar pelos políticos e continuar com as "elites", devia estar de luto. As bandeiras nacionais deviam estar a meia -haste. Deveria ser decretado, no mínimo três dias de luto nacional.
Quando eu penso que quando morre um político( que fez o quê?) ou um Presidente da República(que fez o quê?), a bandeira Nacional é colocada a meia-haste e decreta-se luto nacional... porquê não agora fazer o mesmo com estes Heróis?
Na verdade, o meu país e o meu povo, está muito mal servido pelos seus representantes.
E. afinal é o povo que os elege e lhes entrega o Poder de governar!

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

A minha Gratidão e a minha Homenagem ao jovem bombeiro Bernardo Cardoso, morto pelas chamas


O jovem bombeiro Bernardo Cardoso.Fonte da imagem(Diário Digital / Lusa):
                                                                                                                                                    
 É com uma imensa tristeza, com uma enorme revolta, e uma profunda gratidão, que hoje, aqui, lembro e homenageio, o jovem bombeiro Bernardo Cardoso, de apenas 19 anos,  da Corporação dos Bombeiros Voluntários de Carregal do Sal. É a  quarta vitima, apanhada pelo fogo, na Serra do Caramulo, e que se encontrava internado com queimaduras graves, no Hospital da Prelada, no Porto. Veio a falecer ontem.
Sobe assim para seis, o número de Bombeiros mortos pelo fogo, nas últimas quatro semanas em Portugal.

Obrigada, muito Obrigada, Bernardo, por ter assim, de uma forma tão generosa, tão pronta, oferecido a sua tão jovem vida...para salvar os outros.
Como mãe de quatro hoimens, eu sei bem o valor da vida dos nossos filhos.
Em lágrimas, e com o coração triste como a noite, de todo o coração lhe agradeço.
O Bernardo é um Herói!
O Bernardo é um exemplo!
Oro, ao Único que pode consolar, confortar e encorajar, O Deus de amor e de toda a misericórdia, que esteja com os seus familiares, os seus colegas de Carregal do Sal e com  todos os bombeiros de Portugal.

«De acordo com um comunicado hoje divulgado, o corpo de Bernardo Cardoso estará em câmara ardente no Salão da Associação Humanitária dos Bombeiros de Carregal do Sal, a partir das 14:00.
As cerimónias fúnebres estão marcadas para as 18:30, com missa de corpo presente, no quartel dos bombeiros, seguindo depois para o cemitério de Currelos.

(Diário Digital / Lusa)


«Bernardo é a quarta vítima mortal do grande incêndio do Caramulo, que já tinha roubado a vida a Cátia Dias, 21 anos, da mesma corporação; a Ana Rita, de 24 anos, de Alcabideche; e Bernardo Figueiredo, de 23, do Estoril. Bernardo Cardoso era o mais jovem do grupo de voluntários e militares do GIPS da GNR que, a 29 de agosto, ficou cercado pelo fogo. Filho único, sonhava desde criança integrar o corpo de bombeiros.
Neste verão já morreram seis bombeiros no combate às chamas. Na Prelada está ainda internado Daniel Falcão, 25 anos, bombeiro de Miranda do Douro, em estado reservado, com 70 a 80% do corpo queimado. Outros cinco estão em estado grave em Coimbra.» 

( http://www.cmjornal.xl.pt/)

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Aguarela - um Poema de Miguel Torga

Miguel Torga. Fonte da imagem: www.guiadeportugal.pt 

 Aguarela

Campos de Aveiro,
Manchas verdes de arroz,
E a vela de um barco moliceiro
Que um pirata ali pôs.

A servir de moldura, o velho mar cansado;
E um céu alto a descer e a ter fundura
Na quilha reluzente de um arado.

Miguel Torga

Linha Lisboa-Porto,1 de Agosto de 1942.

No livro- Poesia Completa I

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

O aviãozinho de papel


Fonte da imagem:www.aviacao.org.
Um destes dias, assomei  a esta  janela aqui ao meu  lado, neste terceiro andar, onde vivo, em Mira-Sintra, para uma vez mais usufruir da beleza, da luminosidade, do céu retinto de azul, e da limpeza perfeita que caracterizam  este espaço onde gosto muito de viver.
O neto Nuno  passou no corredor, e eu, chamei-o para comigo apreciar a vista da minha janela. Ele debruçou-se  ao meu lado e eu, ia dizer-lhe: Nuno, repara na limpeza da nossa rua; não vês qualquer lixo, qualquer papel, no chão. Porém nesse momento reparei num papel branco caido no chão  do outro lado da rua.
"Engoli em seco" e disse-lhe: Olha, ia dizer-te que nunca vês em Mira-Sintra um papel no chão, mas, está ali um papel do outro lado da rua, o que me espanta! Não é costume!
O rapazinho, fixando-me, disse baixinho: "Avó: é um avião de papel que eu amandei da janela."
Quer dizer, "o lixo" da minha rua, consiste num aviãozinho de papel, feito com uma folha A4, por o Nuno.

domingo, 1 de setembro de 2013

Porque hoje é Domingo (262)



"Quem me dera que as minhas palavras fossem escritas! Quem me dera, fossem gravadas  num livro!
E que, com pena de ferro, e com  chumbo, para sempre fossem esculpidas na rocha.

Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra.

E depois de consumida a minha pele, contudo ainda em minha carne verei a Deus.
Vê-lo-ei, por mim mesmo, e os meus olhos, e não outros o contemplarão; e por isso os meus rins se consomem no meu interior".

(Livro de Job, cap. 19:23 a 27)