sexta-feira, 31 de julho de 2015

A floresta é generosa

Um presente lindo da floresta - Fonte da imagem: tockandar.blogspot.com

«A floresta é generosa. Pode dispensar ao homem a madeira de algumas das suas árvores, e todo o tempo a floresta silenciosa está activa, dando-nos o oxigénio, ajudando a eliminar os poluentes. Mesmo visualmente, as árvores são belas e aliviam o stress, mas no  seu silêncio elas fazem muito mais. A sua única voz é o vento; elas não têm voto nem protecção.»

(Sir Frank Fraser Darling - no belissimo livro: O meu Livrio da Natureza)

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Moram agora no céu - os queridos irmãos - Manuel Gaspar, Maria Cristina Vistas e Fernando Cábi

Neste ano de 2015, muitos meus  amados irmãos e irmãs na fé, mudaram-se para o céu. Tocou o clarim, e eles que estavam preparados para a partida, foram  transportados à glória.Como diz a Palavra Sagrada: "Para que descansem dos seus trabalhos e as suas obras os sigam".

Nas últimas três semanas partiram três. O primeiro deles foi o meu amado irmão Manuel Gaspar, membro fiel da igreja Evangélica Baptista de Morelena - Pero - Pinheiro - Sintra.


Creio que o poderia chamar de "irmão sorriso". Sempre me lembro dele como "introdutor". Tinha a função de, meia hora antes  do  culto, abrir a porta da Casa de Oração .Recordo que eu e o pastor, meu irmão, éramos os primeiros a chegar, depois do irmão Manuel Gaspar. Ele estava sentadinho no seu lugar de toda a vida - orando em silêncio,  com os olhos fechados, sorrindo para Deus. Algumas vezes  lhe falei sobre isso, e ele, só sorria para mim, não dizia mais nada. Eu pensava: sobre o que é que ele estaria a falar com o Senhor que o levava a sorrir.
Nunca o saberei, mas eram decerto coisas lindas.
Era um homem de poucas palavras, mas de uma  grande fé  e um eficiente testemunho cristão. 
Deixou um bom nome, e uma boa recordação, em Morelena e arredores.


Na semana seguinte, o Senhor chamou a  minha querida irmã Maria Cristina Vistas, também membro da Igreja Evangélica Baptista de Morelena. Lembro-me´dela muito jovem, linda, muito linda! Deus deu-lhes três filhas, as quais ela sempre vestia de igual. Até serem jovens as três irmãs sempre vestiram de igual. Roupa bonita,  feita por a mãe... sempre muito bem penteadas...Eram conhecidas por todos ali à volta. Muito prendadas, a Rosa Maria, a Eunice e a Dulce, serviam ao Senhor, e ainda servem... com imensa alegria. Quando jovens formaram um trio de vozes que cantava e encantava toda a gente. Ainda há cerca de dois meses, numa festa de Homenagem ao seu pastor te tantos anos, elas cantaram um desses cânticos.
Mas falemos da sua mãe, da irmã Maria Cristina.Sabia cozinhar muito bem. Cozinhou a vida inteira- enquanto pôde para toda a família Ao domingo todos iam almoçar lá a casa. Também cozinhou bastante em almoços na comunidade para angariação de fundos para a construção do Centro de Dia e Lar da Terceira Idade, na aldeia. Ela e a irmã Lisete, chegarm a cozinhar para mais  300 pessoas. Enquanto pôde, sempre colaborou com o Centro de Dia e o Lar de Idosos..
A querida irmã Maria Cristina, conhecendo-me há muito e sabendo "das minhas dores", quando eu chegava junto dela, ou ela junto de mim, sempre dizia com um doce sorriso e uma voz suave : Então, Viviana?
Sei que me estimava muito e queria-me muito bem. 

Uma nota importante: Tinha um belo jardim junto de casa, onde semeava e plantava flores para enfeitar  a Casa de Oração. Rosas, das mais belas rosas! Lírios! Coroas imperiais! Hortensias! E. frésias...das mais lindas frésias. Também outras irmãs traziam das suas flores para alegrar a Casa de Oração. Sempre, sempre pelo menos há cerca de sessenta anos, que aquele jarrão está belíssimo, sempre, sempre, com flores naturais. Um dia, vendo lá frésias, de um tom rosa tão lindo, e sabendo que eram do jardim da irmã Maria Cristina, pedi-lhe umas mudas para pôr no meu jardim da casa da aldeia, Pois a querida irmã Cristina logo mas trouxe e elas "pegaram" tão bem... que já estão há  dezenas de anos... e  todas as primaveras florescem e alegram o meu jardim.
Iguais a estas.


Na semana seguinte, o senhor chamou para si, o meu querido irmão Fernando Cábi, natural da Guiné- Bissau. Era jovem, tinha apenas 44 anos. Pai de duas meninas - A Isabel de 14 anos e a Madalena de 1O. 
O Fernando  casou por procuração, com uma linda e heróica mulher - a Quinta Sanca, que já estava em Portugal há vários anos quando o Fernando, depois de casar, chegou a Portugal, mais propriamente à Amadora. Quando o marido chegou a Quinta já tinha conseguido comprar uma casa, com o seu pequeno salário de empregada fabril. O Fernando conheceu o evangelho  ainda na Guiné. Através da ajuda e apoio de um tio, conseguiu preparar-se  na área  do ensino da Palavra Sagrada.  Era um homem grande! Tinha mais de dois metros! Robusto e forte.
Nunca esquecerei as suas orações  em voz alta, nos cultos. Tinha uma fé firme e inabalável. Ao chegar a Portugal "tirou" a carta de pesados de longo curso, tendo viajado por toda a Europa. Com a chegada da crise ficou sem trabalho e emigrou para o Luxemburgo, onde estava ultimamente. A esposa, a querida Quinta, como muitas outras jovens mulheres guineenses, emigraram para a Inglaterra, mais propriamente Manchester, onde logo conseguiu trabalho e o direito a uma boa casa. Trabalha num Hotel, trabalho bastante pesado mas que ela não tem dificuldade em enfrentar.
Na véspera do Natal  de 2014, o Fernando tendo vindo a Portugal tratar de uns assuntos, sofreu um acidente, ficando cerca de seis   meses em estado de coma, não tendo resistido a uma infecção respiratória.
O Culto fúnebre foi uma belíssima expressão de fé, da Quinta Sanca,  Foram momentos extraordinariamente tocantes e belos. 
Do meu querido irmão Fernando Cábi, vou guardar o afecto e o amor cristão do último abraço que me deu, poucos dias antes do acidente. Olhando-me, com um sorriso muito lindo e muito doce, correu para mim e abraçando-me disse-me: "Ó minha querida irmã Viviana!

Sou muito, muito grata ao Deus de amor, por  todo o carinho recebido destes três queridos irmãos: 
irmão Manuel Gaspar, irmã Maria Cristina Vistas e irmão  Fernando Cábi. 

Obrigada Senhor por estas três preciosas vidas!
O quanto me deram ! O quanto me amaram!
Os exemplos de fidelidade  a Cristo e aos irmãos na fé.
Até logo, meus caros
A gente vê-se um dia destes.

terça-feira, 28 de julho de 2015

Para que tenham uma ideia de como é "a minha horta".

Pode ver-se a encosta da Serra de Sintra com o Palácio e o Castelo.  A horta fica  em frente deste telhado.         
Um aspecto da horta. Em primeiro plano as batateiras de onde comemos hoje, as batatas.

 Um outro aspecto.  Em primeiro plano as plantas que dão "a chia"

Lá à frente, junto à ribeira,  pode ver-se um belíssimo canavial de canas da Ìndia.

Eu, "escondida" no meio da enorme nogueira.

Os tomates
As courgetes
O pepino
As romãs
As nozes
Alguns produtos recolhidos

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Revelando a beleza de Cristo


REVELANDO A BELEZA DE CRISTO

«Quando pensamos na doutrina da salvação, o que, imediatamente, nos vem à mente é a bondade da graça divina que nos garante o perdão dos nossos pecados, a absolvição (ou libertação) da condenação eterna e a certeza e o gozo da vida eterna, que nos é outorgada no presente e que será plenamente desfrutada na presença de Deus, na nova terra que será preparada para esse mesmo fim.
Embora estas bênçãos façam, de facto, parte das consequências da obra expiatória que o Senhor Jesus realizou na cruz do Calvário, há, contudo,  um elemento qualificador que a todas elas dá sentido.
Segundo o ensino das Escrituras, o ponto mais alto da nossa experiência cristã será a nossa glorificação, isto é, a plenitude da santidade que irá caraterizar a nossa vida, adequando-a à nova realidade de proximidade e de comunhão com o Deus santo (Romanos 8: 17,18).
A ressurreição dos nossos corpos (ou a sua transformação aquando da vinda do Senhor Jesus) inaugurará o estado final e permanente da nossa nova vida em Cristo, isto é, a redenção do nosso corpo (Romanos 8:23).
A santificação, portanto, é a operação sobrenatural que o Espírito santo realiza no interior de cada um daqueles que foram regenerados e justificados por Deus, realizando as “cirurgias” necessárias a fim de que, no final, as marcas do caráter de Cristo estejam bem patentes na personalidade de cada filho do Pai celeste.
O processo da operação espiritual levada a cabo pelo ministério e pelo poder transformador do Espírito Santo requer uma resposta e uma entrega voluntárias por parte do crente.
A evidência das mudanças que vão sendo operadas no coração (centro da personalidade humana) garantem a qualidade da saúde espiritual, necessária a todos aqueles que foram alcançados pela maravilhosa graça divina. É por esta razão que o autor bíblico afirma que “sem a santificação, ninguém verá a Deus” (Hebreus 12:14). Significa que a santificação funciona como a “bússola” que garante a rota certa rumo à bendita presença de Deus.
O desafio divino aos salvos em Cristo é que estes, diferentemente de Moisés que resolveu ocultar a glória refletida em seu rosto, por ter estado na presença de Deus, reflitam a imagem do caráter de Cristo, por meio do seu viver.
A glória e a imagem de Cristo a serem reveladas têm a ver com o Seu caráter. Por outras palavras, essa glória corresponde ao fruto do Espírito, marca e evidência da presença e da Sua ação no interior de um coração quebrantado, amolecido e transformado pelo poder divino (Gálatas 5: 22,23).
Essa transformação é um processo contínuo, por meio do qual a experiência da fé vai alcançando, progressivamente, diferentes e crescentes graus de glória, até ao “dia de Cristo” (Filipenses 1:6).
Esta é a razão pela qual o apóstolo Paulo  apelou, com alguma emoção, aos crentes em Roma, rogando-lhes que se deixassem transformar pela renovação da sua mente (Romanos 12:2). É como se o apóstolo os estimulasse a “deixar que o Espírito realizasse a sua sensível obra de transformação interior” neles, a fim de que a beleza de Cristo, e não a feiura do mundo, fosse vista por todos.
Que o Senhor de toda a glória nos dê a sua graça, capacitando-nos a viver de modo tal que a glória, o caráter e a beleza de Cristo sejam patentes diante daqueles que se encontram no nosso raio de ação ou que connosco vivem.
Que o Senhor afaste de nós tudo o que venha ofuscar a santidade e a beleza do nosso bom Mestre, impedindo  muitos de verem a glória e os resultados (maravilhosos) do poder da cruz em nós e através de nós». 
Soli Deo Gloria! 


Pastor Samuel Quimputo
Boletim 164
26 julho 2015

domingo, 26 de julho de 2015

Porque hoje é Domingo (348)



Ouvindo a Palavra Sagrada na Casa  de Oração da Igreja Baptista das Boas -Novas - Amadora

«Mas tu és o que me tiraste do ventre; 
fizeste-me confiar, estando aos seios de minha mãe.
Sobre ti fui lançado desde a madre;
tu és o meu DEus desde o ventre de minha mãe.
Não te alongues de mim, pois a angústia
está perto, e não há quem ajude...

...Então declararei o teu nome aos meus irmãos;
louvar-te-ei no meio da congregação.»

(Salmo 22:9 a 11 e 22)

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Olá! "Alguém de Mountain View - Santa Clara- Califórnia - U.S.A."



Mountain - View . Santa Clara - Califórnia - U.S.A.



Em princípio, reservarei as quintas-feiras - embora hoje seja sexta - feira -  para " me meter" com alguém que vem com muita frequência visitar este humilde espaço, e que eu não faço ideia de quem seja.
Todos os dias, no registo das dez últimas visitas, eu encontro "alguém" que vem de Mountain View - Santa Clara - Colorado - U.S.A.
Por isso, aqui e agora, quero saudar "esse alguém" , dizer-lhe: Muito Obrigada! e, enviar-lhe um grande e fraterno abraço
Tinha gosto em conhecê-lo/a.
Se acaso se quiser "revelar"...deixo aqui o meu contacto:
vivianabengelsdorff@gmail.com


quinta-feira, 23 de julho de 2015

Aldrabas e Batentes

Uma aldraba  da região de Viseu Fonte da imagem:http://dispersamente.blogspot.pt/

"A aldraba distingue-se do batente porque ao girar acciona o fecho e abre a porta. Os batentes servem ou serviam para chamar os da casas.
Batentes nas fotos 1,2,5,6 e 11;
Aldrabas se rodarem sobre um eixo para abrir a porta nas fotos 4 e 10,há aldrabas que também são batentes."

Batente de mão ou punho de mafona - Fonte: (http://portasaldrabas.blogspot.com/

quarta-feira, 22 de julho de 2015

O fim do percurso da Ribeira da Mata e a sua entrada no mar

Sob esta ponte de madeira, percorre os últimos metros, a Ribeira da Mata.

 Ontem, ao fim da tarde, ainda com o sol bastante quente, rumámos à  nossa praia preferida - o  Magoito.

Ao descer por esta rampa de madeira,

 

Com uma paisagem deslumbrante...percorremos lado a lado, os últimos metros  que a água percorre até entrar no mar.

Assim:
Pode ver-se claramente, o pequeno leito da ribeira a entrar no mar. Fonte da imagem: http://www.playocean.net  
Ao passarmos sobre a ponte de madeira, debrucei-me e, olhando a água, que parecia ter pressa, disse para a neta Carolina, para o Zé e para o Jorge:

Qual será o "sentimento" desta água doce ao aperceber-se que vai deixar de ser doce, ao entrar no mar...e passar a fazer parte do enorme Oceano!?


terça-feira, 21 de julho de 2015

As surpreendentes coisas que nos acontecem quando nos deixamos guiar pelo Espírito Santo


Há uns dias atrás, como acontece todas as semanas, eu, e a maninha Teresinha,  fomos até  Maceira - a nossa aldeia do coração. Antes, passámos pelo cemitério de Montelavar, para cuidar das campas dos nossos pais.

Agora, aqui, começa uma interessante história:

Entramos sempre pela cancela das traseiras do cemitério, pois fica a caminho da aldeia.

A Teresinha estacionou o carro num parque de estacionamento que ali há, num espaço amplo. Estavam apenas dois carros estacionados : Um, juntinho à  cancela, e outro  bastante afastado, logo no início, quando se chega. Estávamos nós a sair do carro quando nos apercebemos da chegada de uma camioneta de caixa aberta, daquelas usadas pelos empresários  para transportar produtos. Vimos a camioneta, mas não demos   importância, pois ambas pensámos que seria alguém das muitas fábricas de mármores que há por ali, que viesse visitar a campa de algum familiar.

De repente, vimos sair da camioneta uma "velhinha" , muito magrinha e  usando canadianas, a qual, imediatamente, começou a ralhar connosco, porque o nosso carro estava estacionado atravessado, em vez de, como habitualmente, ficar viradinho para o caminho preparadinho para sair. O curioso, é que a Teresinha nunca estacionou o carro daquela maneira.

Ora, a velhinha, que entrou com uma condução invejável, foi estacionar juntinho do carro que estava perto da cancela. Ralhou, ralhou, por não termos estacionado o carro bem . Ela dizia: " Acham que está bem o que fizeram? estão a ocupar esse espaço todo, e se chegasse agora um funeral? como é que era?
Eu e a minha irmã ficámos caladinhas e espantadas. Mas como ela não parava  de falar, a minha irmã disse: "A senhora tem toda a razão, eu não devia estacionar assim."

A minha irmã, foi entrando no cemitério, onde estão dois cães de guarda, presos, e ela foi dar-lhes comida. Traz-lhes sempre, sempre comida.
Eu fiquei para trás á espera da velhinha,  que não parava de falar, muito zangada. Quando chegou junto de mim, eu disse-lhe: A senhora não se aborreça, faz-lhe mal, a minha irmã já reconheceu que a senhora  tem razão. Nisto, fixei o rosto dela e,  vi que tinha muitas, muitas rugas profundas,  que abriam sulcos na pele de tez tisnada  pelo sol. O seu rosto era pequenino e harmonioso, nele podiam ver-se uns lindos olhos já com pouco brilho e amortecidos.

Ao olhá-lo, emocionei-me...

Disse-lhe então: A senhora tem uma cara tão linda! Tão linda!
As suas rugas são tão bonitas!
Há quem ache que as rugas são feias, mas eu acho que não.
Ela olhou-me espantada e muito séria . Eu perguntei-lhe de seguida: Posso tirar-lhe uma fotografia? Para lhe dar, é para si...Ela, naturalmente, surpreendida,  ficou a olhar para mim. Eu acrecentei: Tenho aqui uma máquina  que até foi o meu filho que me deu, e, tirando-a da minha pequena alcofa, que transporto habitualmente comigo, para levar poucas coisas,  mostrando-lhe disse: É cor- de - rosa, é linda!
Ela  preparou-se para a fotografia, e eu percebi que ela me dava autorização. Estávamos já dentro do cemitério e então eu disse-lhe: Não vamos tirar aqui dentro, vamos ali para fora escolher um lugar. Ela , colocou-se junto do primeiro carro e pousou para a foto. Tirei-lhe duas ao rosto e duas de corpo inteiro. Verifiquei que ficou contente.

Entrámos novamente no cemitério, e ela levou-me junto das campas dos seus familiares. Campas de mármore branco, muito bem cuidadas e cheias de fotos de familiares ali sepultados; explicou-me quem era cada um, e quem foram os bons e quem foram os maus.
Eu, pretendia, uma vez as fotos reveladas, colocá-las num envelope e deixá-las ali escondidas debaixo de alguma pedra. Ela, olhando-me, disse-me: Oiça lá: a senhora não frequenta nenhum café aqui perto? Eu disse: acabei de vir de um, "o Sol", em Pero - Pinheiro. Sugeriu-me então deixar lá as fotos entregues ao jovem proprietário, que ela depois iria lá buscar.
 Certo, disse eu, fica combinado . Entretanto perguntou-me: "onde fica a campa da sua mãe?" Enquanto caminhávamos para lá, ela disse-me que tinha 81 anos e que, todas as noites ia cuidar de uma senhora de 91 anos que vivia sozinha. Aliás, acabara  de vir  de lá. Contou-me que o filho estava muito zangado  com ela, porque não precisava, de, usando canadianas, ir tomar conta da senhora. Que lhe disse, que enquanto ela vivesse, ele tinha uma fatia de pão para lhe dar. Percebi que estava a sofrer com isso e disse-lhe: A senhora faça de acordo com o que lhe diz a sua cabeça e o seu coração. Não se preocupe com o que diz o seu filho. Olhe, ele até devia sentir orgulho de a mãe, aos 81 anos e com incapacidade motora, ser capaz e ter gosto de ajudar a outra senhora de 91. 

Chegámos entretanto, junto da minha irmã que acabava de cuidar da campa da minha mãe, e disse-lhe: Olha Teresinha, esta senhora quer conhecer a campa da   nossa mãe.
Eu pensava que a minha irmã estivesse aborrecida comigo por a ter deixado sozinha, mas não, ela estava até muito bem disposta e foi muito simpática com a "velhinha" que lhe tinha ralhado. 

Estávamos já com pressa, pois ainda íamos a caminho da aldeia, e eu, disse à velhinha: Olhe  dona D. temos que ir andando.  Ela, com um doce e lindo sorriso, pendurou-se ao meu pescoço( sou bastante grande) e disse-me: "Deixe-me dar-lhe dois beijinhos". Eu respondi: Com muito gosto, e beijei-a também. Ela, sorrindo ainda, acrescentou: "Eu gostava muito que fosse a minha casa", e disse-me onde morava - uma aldeia aqui perto. Eu respondi-lhe: Quem sabe? Algum dia apareço lá!

E assim, nos despedimos.

Estou a pensar, que em vez de deixar as fotografias no café, vou mas é levar-lhas lá casa. O que é que os  amigos acham?  Acham bem?

 Resumindo e concluindo: 

Não foi por acaso que a Teresinha estaciou "mal" o carro.
Se estivesse bem estacionado a velhinha não ralharia connosco e naturalmente...não teria motivo para nos falar. Não falando, eu não poderia perceber que ela precisava de ajuda.
E por fim, eu não teria "ganho"mais uma linda amiguinha como é a dona. D.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Um poema de Mário Dionísio

O poeta e escritor Mário Dionísio. Fonte da imagem: http://arpose.blogspot.pt

XVI

Vê-se agora melhor o mais distante

É lá que cintilam sentimentos
esquecidos
emergindo da noite como quem
de manso bate à porta
sem ninguém
que o espere

A sua hora
morta jaz e apodrecendo sob o musgo de idos
tempos

Mas da muita distância agora cintilante
um teimoso acordar se desenlaça vem
e como um vidro fere.

(Mário Dionísio - no livro - Terceira Idade.

domingo, 19 de julho de 2015

Porque hoje é Domingo (347)


«E no dia seguinte, Festo, assentando-se no tribunal mandou que trouxessem Paulo. E, chegando ele, rodearam-no os judeus que haviam descido a Jerusalém, trazendo contra Paulo muitas e graves acusações, que não podiam provar.
Mas ele, em sua defesa, disse: Eu não pequei em coisa alguma contra a lei dos judeus, nem contra o templo, nem contra César.
Todavia Festo, querendo comprazer aos judeus, respondeu a Paulo e disse: Queres tu subir a Jerusalém, e ser lá perante mim julgado acerca destas coisas? Mas Paulo disse: Estou perante  o tribunal de César, onde convem que seja julgado; não fiz agravo algum aos judeus, como tu muito bem sabes. Se fiz algum agravo, ou cometi alguma coisa digna de morte, não recuso morrer; mas se nada há das coisas de que estes me acusam, ninguém me pode entregar a eles; e apelo para Cesar.
Então Festo, tendo falado com o conselho, respondeu: Apelaste para Cesar? para César irás.
... E  Agripa disse a Festo: Bem podia soltar-se este homem, se não houvera apelado para César.

E, como se determinou que havíamos de navegar para Itália , entregaram Paulo, e alguns presos a um centurião por nome Júlio, da corte  augusta. E, embarcando nós num navio adramitino, partimos navegando pelos lugares da costa da Ásia. Mas não muito depois deu no navio um pé de vento, chamado Euro-aquilão. E, sendo o navio arrebatado, e não podendo navegar contra o vento, dando de mão a tudo, nos deixámos ir à toa....E ao terceiro  nós mesmos, com as nossas próprias mãos, lançámos ao mar a armação do navio. E, não aparecendo, havia já muitos dias, nem sol, nem estrelas, e caindo sobre nós uma não pequena tempestade, fugiu-nos toda a esperança de nos salvarmos.
...E havendo já muitos dias que não se comia, então Paulo, pondo-se em pé no meio deles, disse: 
...Admoesto-vos a que tenhais bom ânimo, porque não se perderá a vida de nenhum de vós, mas somente o navio. Porque esta mesma noite, o anjo de Deus, de quem eu sou, e a quem sirvo, esteve comigo.
...Dando porém num lugar de dois mares, encalharam ali o navio; e fixa a proa, ficou imóvel, mas a popa abria-se com a força das ondas. Então a ideia  dos soldados foi que matassem os presos para que nenhum fugisse, escapando a nado. Mas o centurião querendo salvar Paulo, lhes estorvou o intento; e mandou que os que pudessem nadar se lançassem primeiro ao mar, e se salvassem em terra. E os demais, uns em tábuas e outros em coisas do navio. E assim aconteceu que todos chegaram à terra salvos.

E logo que chegaram a Roma, o centurião entregou os presos ao capitão da guarda; mas a Paulo se lhe permitiu morar por sua conta à parte, com o soldado que o guardava.
...E Paulo ficou dois anos inteiros na sua própria habitação que alugara, e recebia todos quantos vinham vê-lo. Pregando o reino de Deus, e ensinando com toda a liberdade as coisas pertencentes ao Senhor Jesus Cristo, sem impedimento algum.

(Livro dos Act. dos Apóstolos  versículos vários dos cap, 25,26,27e 28)

sábado, 18 de julho de 2015

Serafim Silva - doou plaquetas pela 100ª vez!


Rosas  de gratidão para o Serafim Silva.

Serafim Silva, fez a 100ª doação de plaquetas, no I. P. O. do Porto, esta semana.
A primeira, foi feita aos vinte anos quando estava no serviço militar.
Daí para cá,  não mais deixou de o fazer,  e sempre com uma alegria e um espírito de dádiva verdadeiramente admiráveis.
Ontem, recebeu um significativo diploma  comemorativo, das mãos da médica directora do serviço de sangue do I.P.O. do Porto.
Foi lindo, muito lindo!
Um momento deveras comovente....

Eu, sendo enfermeira, e tendo sido dadora de sangue desde os bancos da Escola de Enfermagem até cerca dos cinquenta anos - quando por motivos de saúde - anemia - deixei de o poder fazer -  não posso deixar de valorizar grandemente, a atitude de doação do Serafim Silva.
Obrigada, muito obrigada Serafim! Que  o bom Deus o recompense e lhe conceda muita saúde e alegria.

Para mim foi um espanto!
Não imaginava sequer que tal proeza tivesse lugar.
100 doações! É obra!

O meu abraço de imensa  e  profunda gratidão.

Acaso, essa gente bonita de 20 anos...não quererá seguir o exemplo do Serafim?
Estou a desafiá-los. Força!

A seguir,  deixo  esta explicação  abaixo, que creio poderá ser útil.

«Além da recolha de dádiva de sangue, no IPO-Porto também é possível efetuar dádivas de plaquetas. Ou seja, o nosso sangue é composto por glóbulos vermelhos (eritrócitos), glóbulos brancos (leucócitos), plasma e plaquetas, componente que tem como principal função a coagulação sanguínea. O corpo humano possui uma quantidade elevada de plaquetas e, parte delas, pode ser doada sem riscos, o processo que permite efetuar essa colheita é a Aferese, que significa separar ou retirar.
Através da doação por Aferese é possível colher apenas um determinado componente sanguíneo, nesta caso as plaquetas».

(Fonte: Site do I.P.O. do Porto.)

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Olá! "Alguém de Carcavelos - Cascais"

Praia de Carcavelos - Cascais. Fonte da imagem: www.portugalvirtual.pt

Em princípio, reservarei as quintas-feiras - embora hoje seja sexta - feira -  para " me meter" com alguém que vem com muita frequência visitar este humilde espaço, e que eu não faço ideia de quem seja.
Todos os dias, no registo das dez últimas visitas, eu encontro "alguém" que vem de Carcavelos - Cascais.
Por isso, aqui e agora, quero saudar "esse alguém" , dizer-lhe: Muito Obrigada! e, enviar-lhe um grande e fraterno abraço
Tinha gosto em conhecê-lo/a.
Se acaso se quiser "revelar"...deixo aqui o meu contacto:

vivianabengelsdorff@gmail.com

quinta-feira, 16 de julho de 2015

AMOR DE MÃE - José Zorrilho

Márcia Venturini - Uma mãe exemplar
AMOR DE MÃE
Amor de mãe!
Amor que é, na terra,
imagem pura  do amor divino;
sentimento claríssimo
que encerra quanto de formoso
lá do céu ao mundo veio;
íris de paz na contínua guerra
que é o nosso destino na terra;
bálsamo celestial;
gozo da alma;
porto seguro de aprazível calma. 

(José Zorrilho)

Nota:

Na foto acima, a minha saudosa amiga e irmã em Cristo, Márcia  Venturini,
Para mim, uma das mães mais belas e extraordinárias que até hoje conheci.
Que o diga, o amado pastor Joede Venturini, seu filho.
 

terça-feira, 14 de julho de 2015

Fardos: O que fazer com eles? - Pastor Orlando Arraz Maz


Bendito seja o Senhor
que dia a dia leva o nosso fardo.
Deus é a nossa salvação” (Salmo 68:19)


Ao ler a palavra “fardo” logo me vem à mente a história narrada no livro “O Peregrino”, onde um homem trazia um fardo pesado às suas costas e o impedia de andar pelo caminho estreito. Quando se aproximou da cruz seu fardo foi solto como num passe de mágica, e aliviado entrou pela porta da cruz.

No decorrer da vida quantos fardos uma pessoa carrega! O fardo do trabalho, da incompreensão de amigos e familiares, da doença, da dor, do infortúnio, da morte, e por aí teríamos uma longa e infindável lista.


Eu conheço o tamanho do meu fardo e sei que me oprime. Tira minha alegria e deixa sulcos no meu rosto. Cada um bem conhece o seu. Todos carregam fardos e ninguém escapa deles. Pode ser leve ou pesado, passageiro ou demorado, mas não deixa de ser um fardo.


Fardo não é pecado.  Pecado é tentar levá-lo sem pedir ajuda de Deus, e reconhecer que dia a dia Ele o carrega sobre si. Pecado é ser orgulhoso, arrogante e cheio de autoconfiança.


Neste salmo Deus se dispõe a levar nosso fardo dia a dia. Um dia, um ano, uma vida toda.


Que tal, então, pedir ajuda ao Senhor Deus e confessar que o fardo é pesado e que eu sou inútil e fraco? Quando tomo este passo, ele arrebata de mim meu fardo, coloca seu jugo sobre meu pescoço e me conforta dizendo: ”Deixa comigo o seu fardo e toma o meu que é leve, porque sou manso e humilde de coração” (Mat.11:28,29)


Não se esqueça: nosso fardo tem a tristeza e o peso do pecado. O fardo de Cristo é suave e leve e tem o peso do amor.


A Cristo toda a glória.


Orlando Arraz Maz - no blogue -http://arrazmaz.blogspot.pt/

segunda-feira, 13 de julho de 2015

O Meu Berço - Um poema de António Ferreira de Sousa

 
O MEU BERÇO
 
 - Ó minha «terra mater» - Arrifana,
Meu berço pequenino onde nasci!
Não vejo ainda outra igual a ti
Nos longes desta terra luzitana.
 
Se a própria natureza se ufana
De encantos dar, a outras que já vi,
Na minha linda terra ela sorri,
Tão franca e tão leal que não engana.
 
 - Bemdita sejas tu, Fiel cidade!
É teu o meu amor   e o meu enleio,
Ó catedral humilde da Saudade!
 
Se para os filhos teus tu  és  madrasta
E deixas que abandonem o teu seio,
Que importa? Sou teu filho. Isso me basta... 
 
    ( António Ferreira de Sousa - ou - António Madalena-
 no livro: Fogos - Fátuos (1943) 

domingo, 12 de julho de 2015

Porque hoje é Domingo (346)


Os filhos de Deus

Nisto são manifestos os filhos de Deus e os filhos do diabo. Qualquer que não pratica a justiça, e não ama a  seu irmão, não é de Deus. Porque esta é a mensagem  que ouviste desde o princípio: que nos amemos uns aos outros. Não como Caim, que era do maligno, e matou a seu irmão. E por que causa o matou?  Porque as suas obras eram más e as de seu irmão justas.
Meus irmãos, não vos maravilheis se o mundo vos odeia. Nós sabemos que passámos da morte para a vida, porque amamos os irmãos. 
Quem não ama a seu irmão permanece na morte. Qualquer que odeia a seu irmão é homicida. E vós sabeis que nenhum homicida  tem a vida eterna permanecendo nele.
Conhecemos o amor nisto: que ele deu a sua vida por nós, e nós devemos dar a vida pelos irmãos.

   (I Ep. do apóstolo João cap3: 10 a 14)

sábado, 11 de julho de 2015

Uma alegria enorme para a "avó Viviana"

Belíssimas  flores de nardo marítimo  na praia do Magoito - Sintra. 
Esta última  segunda-feira, o dia surgiu cheio de luz e sol.
O Zé (meu filho) estava de folga, e ofereceu-nos uma ida até à praia do Magoito, a nossa preferida.
Entrámos  no fiat punto azul e passámos por casa do filho Miguel, aqui bem perto, e apanhámos a Inês, nossa neta de 15 anos.
Chegados à praia, optámos por "descer" - a praia fica lá em baixo - por um dos dois caminhos possíveis:
Um percurso muito agradável, por uma estrada de tábuas de madeira, com um corrimão de cada lado, que serpenteia por a arriba, no meio de uma vegetação rara e muito bela.
Logo no início, debrucei-me na amurada de madeira, para apreciar as plantas e flores ali existentes, e, eis senão quando os meus olhos "bateram"" certeiros, numas belíssimas flores de nardo marítimo, que, estando já no fim da sua época, ainda teimavam em florir, no meio da areia seca.
Fiquei encantada!
Chamei de imediato a Inês para os apreciar, pois não é todos os dias que se podem ver flores de nardo marítimo.
Ela veio, ficou ao meu lado embevecida com "a beleza-surpreza"...e então eu, uma leitora  persistente da Bíblia Sagrada, lembrei-me da passagem  que conta um episódio muito terno e muito lindo, ocorrido com o Senhor Jesus, em Betânia. Com uma alegria imensa, e num tom suave  e lento - para ela entender bem - comecei a recitar-lhe de memória este trecho bíblico que se encontra  no Ev. de S. Marcos cap.cap.14:3 a 7:
«E, estando ele em Betânia, assentou-se à mesa, em casa de Simão, o leproso, veio uma mulher, que trazia um  um vaso de alabastro com um unguento de nardo puro de muito preço, e, quebrando o vaso, lho derramou sobre a cabeça.
E alguns houve que em si mesmos se indignaram, e disseram: Para  que se fez este desperdício de unguento?
Porque podia vender-se por mais de trezentos dinheiros, e dá-los aos pobres. E bramavam contra ela.
Jesus, porém, disse: Deixai-a, para que a molestais? Ela fez-me boa obra».
Parei aqui.
A Inês tomou a palavra,  e, de memória, continuou:
«Porque  sempre tendes  os pobres convosco, e podeis fazer-lhes bem quando quiserdes; mas a mim nem sempre me tendes».
Então,  eu, comovida e feliz, abracei a Inês e disse-lhe:
Minha querida: Tu deste continuidade ás palavras citadas pela avó?
Tu sabes de memória este texto?
Tu tens apenas 15 anos...
Ela, sorriu tranquilamente e, ficou em silêncio.

Que bom!
Constatar que o evangelho e a Palavra Sagrada, fazem parte da vivência dos meus netos!
Posso estar tranquila. Estão no caminho certo e sei, que o Deus dos meus pais, também meu Deus,  é  já também o Deus dos meus netos~. Glória, toda a Glória para o Senhor.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Olá! "Alguém de Braga"


Braga - Quinta do Freixieiro . Fonte da imagem: www.quintadefreixieiro.com.
OLÁ! "ALGUÉM"  DE  BRAGA"

Em princípio, reservarei as quintas-feiras para " me meter" com alguém que vem com muita frequência visitar este humilde espaço, e que eu não faço ideia de quem seja.
Todos os dias, no registo das dez últimas visitas, eu encontro "alguém" que vem de  Braga..
Por isso, aqui e agora, quero saudar "esse alguém" , dizer-lhe: Muito Obrigada! e, enviar-lhe um grande a fraterno abraço

Tinha gosto em conhecê-lo/a.
Se acaso se quiser "revelar"...deixo aqui o meu contacto:

vivianabengelsdorff@gmail.com

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Pontes de Portugal - Ponte de Ponte de Lima (9)

Ponte de Ponte de Lima - Fonte da imagem: https://pontesvida.wordpress.com
«Numa das mais belas vilas de Portugal subsiste uma das mais belas pontes do país, a Ponte sobre o Rio Lima. A destacar as suas particularidades visto tratar-se não de uma mas de duas pontes… 

“Monumento Nacional de primeira grandeza é a medieva ponte que atravessa o leito do Rio Lima, ao largo da vila minhota de Ponte de Lima. Esta ponte e este rio – que estão na origem do nome da povoação que o margina – sempre se revelaram importantes vias de comunicação do Alto Minho.

A ponte, que estabelece a ligação entre a parte central do burgo e o Bairro de Além-da-Ponte, seria reconstruída cerca de 1362. A sua estrutura é composta por 24 arcos, com o troço inicial construído sobre um velho braço do rio e que actualmente se encontra assoreado – vestígios materiais de uma anterior ponte romana que ligava o eixo viário entre Braga e a cidade espanhola de Astorga. Este trecho inicial da ponte romana, que se localiza na margem direita do leito do rio, foi edificado no tempo do imperador Augusto.

Os romanos e bem aparelhados arcos de volta perfeita contrastam vivamente com os restantes 16 arcos quebrados, que sustentam grande parte do estreito tabuleiro de circulação. Estes arcos góticos trecentistas, intercalados por olhais, estão assentes em excêntricos talha-mares graníticos que se assemelham a diminutas e pontiagudas proas de um barco.” »

  (No blogue:  https://pontesvida.wordpress.com)


segunda-feira, 6 de julho de 2015

Apresento-lhes a Rosa Chinensis «Perle D´or»





 Reparem bem na beleza suave dos tons  das pétalas.

Obtida por Dubreuil em 1883, o vigor desta roseira varia conforme os jardins.
Produz incessantemente ramalhetes de flores de um amarelo de âmbar, com o centro alaranjado.
As pétalas de comprimento irregular, têm a página inferior canelada.
Floresce abundantemente

Sub-arbusto:
0,80m x o,60, por vezes maior.
Sol directo.
Diâmetro das flores:
4cm, 20 a 40 pétalas
Perfume de chá.

( No meu livro - Rosas Antigas & Silvestres- 
de Paul Starosta - Eléonore Cruse)

domingo, 5 de julho de 2015

Porque hoje é Domingo (345)

 Templo da Terceira Igreja Evangélica Baptista de Lisboa. 
O repouso do cristão

«Portanto, ainda resta um repouso para o povo de Deus.

Procuremos, pois entrar naquele repouso para que ninguém caia no mesmo exemplo de desobediência.
Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração. E não há  criatura alguma encoberta diante dele; antes todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele  com quem temos de tratar.

Cheguemos pois, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno».
   (Epistola de S. Paulo aos Hebreus cap.4;9, 11 a 13, 16)

sábado, 4 de julho de 2015

O Menino Grande . Um Poema de Sebastião da Gama

Os meninos brincando "no mar feito gelo" na Ilha de Uto- Finlândia          

.O MENINO GRANDE

Também eu, também eu,
joguei ás escondidas, fiz baloiços,
tive bolas, berlindes, papagaios,
automóveis de corda, cavalinhos...

Depois cresci,
tornei-me do tamanho que hoje tenho;
os brinquedos perdi-os, os meus bibes
deixaram de servir-me.
Mas nem tudo se foi:
ficou-me, dos tempos de menino,
esta alegria ingénua
perante as coisas novas
e esta vontade de brincar.

   (Sebastião da Gama - No, Boletim Cultural - 1990
 Na Rota das Palavras - Fundação Calouste Gulbenkian)

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Cântico Fraterno - Um Poema de Miguel Torga


 CÂNTICO   FRATERNO

Chamo por ti.
Chamo por ti, com versos fraternais.
Nunca te vi,
Mas nascemos dos mesmos pais.

Chamo em nome da vida, que me ordena
Que te diga a verdade;
É o meu lenço que acena,
Mas o cais é de toda a humanidade.

Deixa as sombras e vem!
És homem  como eu sou, hás-de gostar
De pisar com desdém
A herança que não podes renovar.

O passado é o passado - já morreu.
Grande é o futuro, por nascer.
Nenhum fruto maduro prometeu
O que a semente pode prometer.

Do que foi embebedas a lembrança.
Do que há-de ser, estremeces!
Vindo, voltas a  ser criança;
Mas aí, apodreces.

Chamo por ti de manso,
Numa ordeira canção;
É uma ponte de sonho que te lanço...
Passa por ela, irmão!

  (Miguel Torga - 
  - no livro - Miguel Torga - Obra Completa
  Antologia Poética (Circulo dos Leitores)