quarta-feira, 31 de agosto de 2016

RAIO - Mata 323 renas na Noruega

   Renas mortas - | FOTO: Havard Kjotvedt/Reuters)

Um raio matou 323 renas selvagens, incluindo 70 crias jovens, na zona de montanha do parque de Hardangervidda, na Noruega, durante uma violenta tempestade ocorrida na sexta-feira.

A macabra descoberta foi feita por um guarda florestal na zona do planalto da montanha Hardangervidda, onde vivem cerca de 10 mil renas em liberdade. As imagens transmitidas pela televisão norueguesa mostram os animais mortos, concentrados numa área muito restrita.

Segundo Kjartan Knutsen, porta-voz da Agência do Meio Ambiente da Noruega, os animais costumam agrupar-se durante chuvas fortes e na semana passada a região sofreu uma tempestade com fortes trovoadas e relâmpagos: "Os animais reúnem-se quando o tempo fica mau e estes foram atingidos por um raio. É uma coisa rara. Nunca tínhamos visto uma coisa parecida numa escala tão grande", disse.

Segundo o Guinness, o caso mais mortífero em relação a animais provocado por um relâmpago registou-se em 2005, quando um raio matou 68 vacas na Austrália.

E o relâmpago mais mortífero em relação a pessoas aconteceu em 1971, quando um raio provocou o despenhamento de um avião de uma companhia aérea peruana na Amazónia, provocando a morte a 91 pessoas.

  ( http://www.sabado.pt/)

terça-feira, 30 de agosto de 2016

SUBINDO SEMPRE - Pastor Orlando Arraz Maz



CASA DE ORAÇÃO - IGREJA EM JARDIM BOTUCATU - S. P.  - 1973 - 2016

«Completamos mais um ano de testemunho no local onde o amor de Deus nos plantou há 43 anos.

Todo este tempo pode ser representado por uma escada de 43 degraus, onde cada um demonstra a fidelidade de Deus.

Presenciamos momentos de alegrias e tristezas que se mesclaram, quando nossas vozes se emudeceram, custando-nos ver as bênçãos que desciam dos céus.

43 anos – 43 degraus

Uma escada bem alta – 43 degraus – e penso na subida um a um.

O primeiro degrau é fácil de subir – basta levantar o pé. Mas quando se chega lá pela metade, o fôlego começa a faltar.

Assim podemos classificar o aniversário da igreja nesta localidade. Os degraus foram sendo galgados um a um, até chegarmos ao topo.

Uns mal começaram e partiram. Mudanças de cidades, novos horizontes, empregos, família;

Outros, após galgarem um bom número de degraus foram chamados pelo Senhor, e nos deixaram na subida.

A escada permanece firme, pois está firmada sobre uma rocha que é  Cristo.

Os degraus não se gastam com o passar dos anos, e apesar de serem molhados com lágrimas, não apodrecem.

Ao subirmos o que nos conforta é ouvir a voz do Sumo Pastor, que é o eterno Deus, o Senhor, nos dizendo que Ele não se cansa e nem se fatiga. E que seu entendimento é inescrutável.

Ainda hoje, quando estamos no 43º degrau, Ele nos conforta dizendo, que embora nos cansemos na subida, ele aumenta nossa força e renova nosso vigor.
.
Assim, queremos continuar subindo os degraus que ainda serão construídos, pois cremos que nossas forças serão renovadas e nossa alegria no Senhor será constante e abençoada.

Obrigado, Pai, por esta escada de 43 degraus. Do seu topo, não permita que olhemos para baixo onde nada nos anima. Mas que continuemos subindo, sempre e sempre, olhando para Jesus.»

Que assim seja
Orlando Arraz Maz - No blogue: http://arrazmaz.blogspot.pt/

Nota pessoal:

Gostei muito da forma  como o estimado  irmão pastor Orlando Arraz Maz - nos comunica a boa notícia  da celebração dos 43 anos de vida desta Igreja do Senhor.
A imagem acima...é de uma enorme beleza e significado.
É mesmo assim!
Os que caminham com Cristo vão sempre subindo, degrau a degrau, na direcção do Lar Eterno,  que nos aguarda, e que Senhor Jesus Cristo  com a sua morte na cruz, nos ofertou.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

SONHO - Um poema de Pedro Homem de Mello

O Poeta português -  Pedro Homem de Mello 

SONHO

Comprei um baú na feira,
Pintei-o todo de azul...

No baú pus uma rosa...
Lembrei-me da tua face.
Ouvi ao longe o comboio...
Cuidei que ele me arrastasse!

No baú pus uma rosa...
Ou foi um cravo encarnado?
Fez-se mais perto o comboio:
Passou mesmo a nosso lado...

No baú pus uma rosa...
Por nenhuma outra a trocara!
Nunca vi flor mais formosa!
Ai, depois, não vi mais nada:
Nem a flor, nem o comboio,
Nem o teu rosto...

                                     A ventura
 Passa por nós... mas não pára.

(Pedro Homem de Mello - no livro - SEGREDO -1953)

domingo, 28 de agosto de 2016

Porque hoje é Domingo (404)


DAVID  LOUVA  A DEUS  
 
"Sê exaltado,  ó Deus, sobre os céus ;  seja a tua glória sobre toda a terra....

...Preparado está o meu coração, ó Deus;  preparado está o meu coração; cantarei louvores e salmodiarei.
Desperta! glória minha; desperta! alaúde e harpa; eu mesmo despertarei  ao romper da alva.
Louvar-te-ei, Senhor,  entre os povos; cantar-te -ei entre as nações.
Pois a tua misericórdia é grande até aos céus e a tua verdade até ás nuvens.
Sê exaltado, ó Deus,  sobre os céus; e seja atua glória sobre toda a terra."

   (Livro dos Salmos cap. 57:5, 7 a11)

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

O COLAR MAIS PRECIOSO

Pintura de Jaroslav Cermak (1830 – 1878, Czech)


O COLAR MAIS PRECIOSO
COM QUE SE ORNA UMA MÃE
SÂO OS BRACINHOS DE SEUS FILHOS.

(Provérbio napolitano)


quarta-feira, 24 de agosto de 2016

OS MEUS HINOS QUERIDOS (10)

Pastor Alfredo Henrique da Silva 
 OS MEUS HINOS QUERIDOS

    Vigiar e Orar

Número 162 do Cantor Cristão


Bem de manhã, embora o céu sereno
Pareça um dia calmo anunciar,
Vigia e ora; o coração pequeno
um temporal pode abrigar.

Bem de manhã, e sem cessar,
Vigiar, sim, e orar!

Ao meio-dia, e quando os sons da terra
Abafam mais de Deus a voz de amor,
Recorre à oração, evita a guerra
E goza paz com o Senhor.

Do dia ao fim, após os teus lidares,
Relembra as bênçãos do celeste amor,
E conta a Deus prazeres e pesares,
Deixando em suas mãos a dor.

E sem cessar, vigia a cada instante,
Que o inimigo ataca sem parar;
Só com Jesus em comunhão constante
É que o fiel vai triunfar.

Tradutor -  do original francês -  Pastor Alfredo Henrique da Silva

Alfredo Henrique da Silva

Alfredo Henrique da Silva (1872-1950) HPD nº 107
Nasceu 18 de janeiro de 1872 no Porto, em Portugal.
Faleceu 22 de fevereiro de 1950 no Porto, em Portugal.
Alfredo Henrique da Silva foi pastor da Igreja Metodista, professor em sua cidade natal, onde também foi vereador. Ele exerceu a Superintendência da Obra Metodista Portuguesa, em sucessão ao Rev. Roberto Moreton. Foi fundador da Associação Cristã da Mocidade, do Porto, e redator do Amigo da Infância, um jornal evangélico para crianças, muito apreciado em seu tempo. Ele esteve no Brasil em 1922, chefiando a delegação que representou o Governo Português nas comemorações do Centenário da Independência política. Por várias vezes representou oficialmente seu país no estrangeiro, sendo muito acatado em sua pátria. Depois do seu falecimento, ocorrido no dia 22 de Fevereiro de 1950, em sua própria casa e na companhia de seu filho, Dr. Luís da Silva, um jornal noticiou no dia seguinte uma nota biográfica: “Tal como vivera, faleceu ontem, numa atitude de edificante serenidade, o Sr. da Silva – cuja existência, identificada na prática das mais belas virtudes, foi admirável exemplo de civismo, na frutuosa actividade dum verdadeiro apostolado de Bondade e Tolerância, de Fraternidade e Amor.”

O pastor Dr. Alfredo Henrique da Silva é autor de vários cânticos sacros. No hinário Salmos e Hinos encontram-se 10 produções dele. Entre eles está o hino Bem de manhã, embora o céu sereno... (HPD nº 107) que ele traduziu, em 1913, do hinário francês Psaumes et Cantiques (Salmos e Cânticos). Sua versão está em quase todos os hinários evangélicos do Brasil, demonstrando seu valor. Não se conhece o autor do original francês, pois a maioria dos hinários das Igrejas Reformadas da época não registravam os nomes dos autores
   (( www.luteranos.com.)
 
O compositor Norte-americano - L. Mason
O Compositor do Hino  - Vigiar e Orar
Lowell Mason (January 8, 1792 – August 11, 1872)

Nota  pessoal:

Este belo Hino - Vigiar e Orar - era um dos muitos  que cantávamos no culto doméstico na casa dos meus pais. Naturalmente, por isso, sei-o de memória, e continuo a achá-lo muito belo e inspirador. Muitas vezes,  enquanto "vou lidando"  vou -o cantando.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Sobre a PAZ

Paz - Fonte da imagem: http://www.scrapsdinamicos.com.br/

AMIGO:

   «Há qualquer coisa de muito belo na paz Guerras, conflitos, racismo, enfim, todas estas coisas são muito malignas, provocam desconfiança, espionagem e outras coisas mais. É difícil viver num mundo onde existe tanta fome e tanto terrorismo.
   Mas também  há bons momentos na vida, aqueles em que não há guerra, aqueles em que por exemplo estamos reunidos com a família, a conversar, rir bem...
    É isto que é preciso: PAZ!
   Paz no mundo! Alegria, confiança, alimentos para todas as crianças, para todas as pessoas com fome no mundo inteiro.
   Por isso te peço, amigo, que contribuas para a paz, de alguma maneira; faz como eu, escreve uma carta a alguém. Talvez esse alguém te compreenda assim como eu espero que me tenhas compreendido.»

Uma amiga
   Margarida, 14 anos.

No livro - PALAVRAS DE PAZ.
Uma experiência pedagógica pela paz.
Esc.Sec. Santa Maria - Sintra 1987

CÂMARA MUNICIPAL DE SINTRA/

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

A Joaninha - Coccinellidae

Joaninha -  Coccinellidae. Fonte da imagem: https://pixabay.com/
A Joaninha - Coccinellidae

Hoje, decidi apresentar aqui aos amigos, "um bichinho". Pensei um pouco e, sorrindo, escolhi a Joaninha.
Creio não haver ninguém, que não simpatize  ou "engrace", com ela. É tão bonitinha! Na forma e na cor...
Lembro-me que quando  era criança, encontrava-as com frequência nas plantas da horta do meu pai, ou nas flores, tanto campestres como de jardim.

Recordo-me me, que  naquela altura, ninguém "tinha medo"? destes e doutros bichinhos, como as aranhas, as abelhas, ect. etc. como hoje...Tenho vários netos que, já crescidos, não podem ver uma aranha, por mais pequenina que seja, ou uma vespa, ou uma traça.
Isso espanta-me! Pois eu  "não tenho medo", nem de aranhas, mesmo quando andam sobre o meu braço, o que já aconteceu no pátio e jardim da casa da aldeia, abelhas, ou vespas...que já me picaram... três de uma vez...convivendo muito bem com elas. Claro que as respeito e não as persigo, nem com elas me meto.

Mas voltemos ás Joaninhas:

Em criança,  eu,  os meus irmãos, e os amiguinhos, apanhávamos com muito cuidado uma Joaninha,  que colocávamos em cima de uma folha,  na mão,  levantávamos a mão e dizíamos "uma cantilena" mais ou menos assim:

"Joaninha avoa, avoa,  que o teu pai foi a Lisboa, buscar uma prenda para ti."

E, ía-mos repetindo, repetindo,  a lenga-lenga, até que a Joaninha começava "a desembrulhar" as asas... e levantava voo,  para nossa alegria e satisfação. 

Pesquisando na net, sobre esta "lenga-lenga", descobri isto:

Joaninha voa voa
Que o teu pai foi a Lisboa
Com um saco de dinheiro
P'ra pagar ao sapateiro

Joaninha voa voa
Que o teu pai foi para Lisboa
Com um saco de farinha
Para ti, ó Joaninha.

Ou, então:


Joaninha voa voa
Que o teu pai está em Lisboa
A tua mãe no moinho
A comer pão com toucinho.

Joaninha voa voa
Que o teu pai está em Lisboa
Com um rabinho de sardinha
Para comer, que mais não tinha...


Joaninha voa voa
Que o teu pai foi p'ra Lisboa
Voa, Joaninha voa
Qu'eu te darei pão e broa
Voa voa, Joaninha
Leva cartas p'ra Lisboa
Enfiadas numa linha.


( http://amaral-marques.blogspot.pt/)

Para quem estiver interessado, deixo aqui, alguma informação sobre as Joaninhas:

Joaninha é o nome popular dos insetos coleópteros da família Coccinellidae. Os cocinelídeos possuem corpo semiesférico, cabeça pequena, 6 patas muito curtas e asas membranosas muito desenvolvidas, protegidas por uma carapaça quitinosa que geralmente apresenta cores vistosas. Podem medir de 4 a 8 milímetros, vivendo até 180 dias ou ate 6 meses. Como os demais coleópteros, passam por uma metamorfose completa durante seu desenvolvimento; seus ovos eclodem em 1 semana e o estágio larval é de 3 semanas, durante o qual o inseto já apresenta a mesma alimentação do adulto (imago). As larvas, geralmente, tem corpo achatado e longo, com tubérculos ou espinhos e faixas coloridas ao seu longo. Possui duas antenas que servem para sentir o cheiro e o gosto. Há cerca de 4500 espécies na família, distribuídas por 350 gêneros, distinguíveis pelos padrões de cores e pintas da carapaça.
As joaninhas são predadores no mundo dos insetos e alimentam-se de afídios, moscas da fruta, pulgões, piolhos da folha e outros tipos de insetos, a maioria deles nocivos para as plantas. Uma vez que a maioria das suas presas causa estragos às colheitas e plantações, as joaninhas são consideradas benéficas pelos agricultores. Apesar da grande utilidade, estes insetos sofrem ameaça dos agrotóxicos utilizados pelos agricultores em suas plantações, embora a maioria das espécies não seja considerada como ameaçadas.

 ( https://pt.wikipedia.org/wiki/Joaninha)

domingo, 21 de agosto de 2016

Porque hoje é Domingo (403)


«Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, mais penetrante que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma  e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para  discernir os pensamentose intenções do coração. E não há criatura alguma encoberta diante dele; antes todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele com quem temos de tratar.»

   (Ep. do apóstolo Paulo aos Heb.4:12 e 13)

sábado, 20 de agosto de 2016

Uma quadra inédita de Agostinho da Silva

 O escritor português Agostinho da Silva,  com o seu gato -.Fonte da imagem: estrolabio.blogs.sapo.pt

Umas coisas deram certo
e muitas porém erradas
estas são as de meu feito
as outras presenteadas.
 (Agostinho da Silva - no livro- Quadras Inéditas - pág.142) 

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

COM O ENSINO E O PODER DO ESPIRITO - Pastor Dr. João António Marques

Fonte da imagem: Adwww.mulherespiedosas.com.br.
COM O ENSINO  E O PODER DO ESPÍRITO 

As coisas de Deus, que o homem precisa agora de conhecer, não estão mais envolvidas em mistério: «Não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte; nem se acende a  candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos os que estão em casa» (Mat.5:14-15)
 - disse Jesus. A luz brilha agora em cada discípulo do Senhor e deve  reflectir-se à sua volta, para que alumie  também os outros.
As verdades que Deus nos ensinou não são para ficarem escondidas em nosso coração, mas para serem faladas, de modo a oferecerem a outros oportunidades como nós já experimentámos, de serem felizes, de serem filhos de Deus.
Esta é a missão de todos os discípulos  de Jesus, no mundo, que devemos aceitar com o sentido do dever do servo e com o sentido da honra do embaixador, seguindo o exemplo de Paulo, cuja vida foi inteiramente dedicada à proclamação do Evangelho, do qual dizia: «[Dele] não me envergonho, porque é o poder de Deus, para salvação de todo aquele que crê.»

(Pastor Dr. João António Marques - no livro - Olhai para os Lirios  do  Campo - pág.130)

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Apresentando a Rosa Canary Bird - Hibrido de Xanthina

A linda e luminosa rosa Canary Bird Fonte da imagem: jonestherose.co.uk  
 Como gosto muito de rosas, e gosto de partilhar, de vez em quando  "vou à cata" das mais belas, e apresento-as aqui aos amigos, com muito gosto e muita alegria.
 
Hoje,  trouxe esta,  "amarelinha".

É das primeiras a florescer, logo no começo de Abril, forma um arbusto aberto tão alto  quanto frondoso.
As flores são de um tom amarelo canário luminoso. A floração dura um mês e é espectacular apesar da simplicidade das corolas. 
Não exige muitos cuidados, mas é importante ir retirando os ramos secos.
Esta bela flor é-nos proposta como  rosa de arbusto, sendo uma das melhores
.Origem:
É provavelmente  descendente da Rosa hugonis x Rosa Xanthina.

Alguns dados sobre ela:

Altura - 2m
Tamanho das flores 5cm
Número de Pétalas  5

(No meu livro - Todo Rosas, página 158 - de Orietta Sala


segunda-feira, 15 de agosto de 2016

COISAS SIMPLES - Um poema de João Apolinário


 Monte alentejano - pintura de Carlos Sousa - Fonte da imagem:  https://www.google.pt.

COISAS  SIMPLES

Quero a simplicidade
do linho sobre a mesa
uns restos de verdade
da perdida beleza

Gosto das coisas pobres
mas simples e reais
como os velhos cobres
nas cozinhas antigas

Amo a forma tranquila
dos móveis de castanho
e as louças de argila
que lhes dá mais tamanho

Desejo  essa  janela
moldura da paisagem
com verdes abstratos
nas résteas de sombras

E o cheiro crepitante
da fumaça no céu
do velho povoado
no tempo que morreu.

(João Apolinário - no livro- O  Poeta Descalço)

domingo, 14 de agosto de 2016

Porque hoje é Domingo (402)


A  FÉ SEM OBRAS

«Meus irmãos, que importa se alguém disser que tem fé, e não tiver as obras?
Porventura a fé pode salvá-lo? 
E, se o irmão ou a irmã estiverem nus, e tiverem  falta de alimento quotidiano. E algum de vós lhe disser: Ide em paz, aquentai-vos, e fartai-vos; e não lhes derdes as coisas necessárias para o corpo, que proveito virá daí? Assim também a fé sem as obras é morta em si mesma.»

(Ep.do Apóstolo Tiago 2:14 a 17)

sábado, 13 de agosto de 2016

As ternas palavras de Raul Brandão sobre a sua mãe

O Escritor português Raul Brandão Fonte da imagem:pt.wikipedia.org 
 Uma sugestão aos amigos que por aqui passarem:

Depois destes terríveis dias de angústia e sofrimento, em que o fogo devorou  uma grande extensão de     Portugal, sugiro que tirem algum tempo para ler este belíssimo texto de Raul Brandão, pois estou certa que vos fará bem...assim como o fez a mim.

É um pouco longo mas vale a pena investir algum tempo na sua leitura.

«Duas sombras têm acompanhado a minha vida e estão aqui  a meu lado...Minha mãe gastou-se a sonhar, só nervos e paixão; viu cair por terra todos os seus sonhos. -  e teimou em sonhar; atrevendo-se contra todo o universo! A realidade temerosa afastou-a  sempre de si. Venceu-a. Deu-nos a vida a todos. Alimentou-nos do mesmo sonho que a devorou até ao final, sem medo da morte, como se a morte fosse a continuação natural da vida.. Foi dela que herdei a sensibilidade e o amor pelas árvores, pela água, e dela herdei também o meu sonho...Bastava que a bica do quintal deitasse menos para a minha mãe adoecer. Ficava horas, a olhar extasiada, o pouco musgo humedecido, donde escorria, vindo da escuridão, com um hálito de frescura, o fio azul infatigável que caía em baixo, desfeito em milhares de gotas liquidas que logo subiam à superfície  reluzindo em bolhas iluminadas.Ás vezes  íamos vê-la brotar do fundo da mina,  e ansiosos e calados assistíamos na escuridão ao nascer  misterioso da água borbulhando na madre e correndo logo na caleira de pedra. Quando mais tarde minei o monte, fi-lo com a mesma ansiedade. Ver na terra sequiosa e inútil  escorrerem as primeiras gotas que lhe dão vida e a transformam é  um dos  espectáculos mais lindos que conheço. É criar. 
       De Verão, ao levantar-se muito cedo, o primeiro olhar da minha mãe era para a fonte, que se ia reduzindo, desde o jorro do Inverno que transborda ao fio de Setembro, deitado com aflição. Em Agosto secam os montes, em Setembro secam as fontes.
 - Se secasse!...
       De noite punha o ouvido à escuta -  como me acontece ainda hoje a mim. No silêncio profundo aquela voz é extraordinária de frescura e pureza. Nenhuma outra me fala da mesma maneira. - nem  a das folhas, nem a do  vento -, nenhuma outra me fala tão baixinho e com tanto encanto. Ás vezes muda de tom - ás vezes, e por momentos, emudece. Secou. E lá torna a correr...
        Plantou árvores até aos últimos dias - como eu as planto.
        E, já prostrada, mantinha de pé a ilusão, e teimava em sonhar - como eu sonho até ao fim da vida. Foi tal o frenesi,  o encanto, as lágrimas,  que ainda hoje vivo da vida da minha mãe. Ás vezes sonhávamos juntos. Sentava-me ao pé dela e era capaz de estar assim horas perdidas. Ou, tendo corrido pelo quintal numa exaltação, ia direito ao alegrete desatava aos soluços com a cabeça no seu colo. Ela não me dizia palavra nem me estranhava sequer - talvez porque visse em mim reproduzida a mesma sensibilidade exagerada; só me passava a mão na cabeça, e àquele contacto ia serenando e chorando cada vez mais baixinho....
      A Lua aparecia atrás dos montes, sobre a mais bela paisagem do Mundo - porque a paisagem mais bela é aquela em que fomos criados e que faz parte da nossa substância.
      Há imagens tão  delicadas, no fundo do meu ser, que tenho medo que desapareçam tocando-lhe. Apagaram-se a pouco e pouco. Melhor: transformaram-se pouco a pouco, mais desvanecidas e mais lindas, num fundo de auréola como certas figuras dos livros. Sinto-a doirada. Pura e doirada. Toda a matéria desapareceu, reduzida a fios de aranha.[...]
       Foi ela  que me falou pela primeira vez daquele pobre que costumava entrar pela porta dos desgraçados dentro,  quando menos se espera, e se senta ao pé do lume.:-  Assim andava o Senhor pelo mundo!... - E eu fugia para o fundo do quintal, para sonhar com Ele. Nunca mais deixei de amar a solidão nem de ver esse pobre extraordinário que me tem acompanhado até à velhice.
        Porque será que todas as outras sombras vejo distintamente - e a minha mãe não? minha mãe é um fantasma de saudade, que lá está todas as noites sentada ao pé  da bica. Não a separo desse fio, que a lua toca por momentos com o seu dedo molhado de branco - e que nasce para apagar a sede de todos com indiferença, mas que só fala  aos que sabem amar...»
     (Vale de Josafat - Memórias III)

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Ainda os fogos e...os nossos Heróis Bombeiros

 Bombeiro na Madeira. Fonte da imagem:www.publico.p

«Além das vítimas, os bombeiros são os novos heróis nacionais. No auge da tragédia anual dos incêndios, o seu papel é determinante. Mas só 7% da sua atividade passa por apagar fogos. Há 30 mil em Portugal, mais de 90% são voluntários e destes só alguns recebem por isso: 1,75 euros à hora. Aos profissionais paga-se 500 euros por mês. É assim ser bombeiro em Portugal.
      
Renascer das cinzas. É um lugar comum dizê-lo, mas é para o que parecem estar de facto prontas as vítimas do fogo no Funchal.

 No Madeira, o balanço possível é este: três mortos e mil desalojados, mais 1.500 casas e hóteis ardidos.


  ESTOU CANSADO DAS INANIDADES QUE SE DIZEM SOBRE OS INCÊNDIOS

Diz o Jornalista José Manuel Fernandes -  no OBSERVADOR

Portugal gastou e gasta a maior parte do dinheiro em bombeiros e aviões para, quando chegam os grandes incêndios, se recordar de que quase tudo o resto que foi proposto e planeado ficou por fazer.
Quando começam os fogos de Verão há duas rotinas que se repetem. A primeira é a das inesgotáveis e repetitivas reportagens a mostrar populares e bombeiros queixando-se da “falta de meios”. A segunda é a dos responsáveis políticos a repetirem umas banalidades gerais sobre ordenamento e prevenção. Ou mesmo – como sucedeu agora com o Presidente da República e o primeiro-ministro – a dizerem disparates com o ar mais sério do mundo.

Vamos ver se nos entendemos. Primeiro: os fogos de Verão com a dimensão dos deste ano não são uma fatalidade estival, mas são uma fatalidade de um país que nunca teve uma política coerente e competente para os prevenir. Segundo: os fogos de Verão continuarão a sobressaltar-nos ciclicamente porque nenhum dispositivo de combate algum dia os dominará quando o terreno é propício à propagação das chamas e a meteorologia concorre para aumentar os riscos.
Todos se recordam dos grandes incêndios de 2003 e 2004. Menos se recordarão que nessa altura se realizou um estudo de enorme ambição do qual resultou Plano Nacional de Defesa da Floresta contra Incêndios. E quase ninguém saberá como foi esse plano aplicado e que balanço podemos fazer dez anos passados da sua aprovação (pela Resolução do Conselho de Ministros nº 65/2006). O grau de ignorância é tal que Marcelo Rebelo de Sousa, arrastando atrás de si um enxame de microfones enquanto visitava uma zona ardida, sugeriu que devíamos ter “um esquema que envolva o Estado, municípios, proprietários”, ou seja, o esquema que esse plano desenhava há dez anos. E que António Costa tenha dito, depois de visitar a Autoridade Nacional de Protecção. Civil (para um “briefing operacional”…), que “é altura de, dez anos volvidos, não perder mais tempo para fazermos aquilo que é essencial fazer, a reestruturação da floresta de forma a termos uma floresta mais resistente, mais sustentável”, ou seja, concretizar aquilo que ele mesmo ajudou a que não se concretizasse...


...Infelizmente sinto que estou aqui a escrever este texto sem que isso sirva para muito, como não serviram os muitos que escrevi, no mesmo sentido e num horizonte temporal de 30 anos (já sou um velho jornalista…). Portugal não tem melhor meteorologia para evitar grandes fogos florestais, nem uma orografia que facilite a exploração florestal ordenada (ou o combate aos incêndios. Até aqui todos de acordo. Mas a Portugal faltaram sobretudo políticas correctas, capacidade de fazer as escolhas menos populares e de enfrentar lobbies poderosos como os dos bombeiros (e sei do que falo, pois até já fui dirigente de uma associação de bombeiros voluntários) e dos poderes locais. É por isso que é tão ridículo dizer que, dez anos depois, se deve fazer o que não se quis fazer há dez anos.

(Jornal O Obervador)

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Foi assim há 3 anos... hoje, está tudo tal e qual. O que foi feito para melhorar?

 Este blogue  está de luto, o meu coração está de luto, o meu povo está de luto!
Por estes  verdadeiros Heróis:

Fernando Rei -  a sétima vitima. Morreu hoje em Coímbra. 

 Daniel Falcão - a oitava vitima - vai a enterrar amanhã 
 Estou de luto  por o meu país queimado, reduzido a cinzas, onde florestas, animais, bens pessoais, searas e culturas...tudo se foi.
Por estas imagens que me transmitem a cruel realidade da tragédia que se abateu sobre o meu povo:








O mais triste, o mais cruel, é que, como cidadã que procura observar e conhecer o que se passa á minha volta, constato que nem todos estão de luto. Sobretudo a classe política, tem manifestado uma quase indiferença, como se fosse algo sem importância.
Saliento a Senhora Ministra da Justiça - Drª Paula Teixeira da Cruz.
Interrogada por um jornalista sobre a moldura penal que contempla este tipo de crime, respondeu:
Não creio que deva ser  revista. A moldura penal é adequada.
Chocou-me a ligeireza com que tratou este assunto dos incêndios em Portugal.  
Daí a algumas poucas horas a comunicação Social, apresentava dados que parecem ser desconhecidos da senhora Ministra:

Número de incendiários condenados quase duplicou em cinco anos mas só em 5% dos casos há pena de prisão
Entre 2007 e 2011, 280 pessoas foram condenadas pelos tribunais de 1.a instância por provocarem incêndios florestais. Mas dessas, só 14 foram condenadas a penas de prisão efectivas. Ou seja, apenas 5% do total.
E se, em 2011, só um em cada dez condenados por este crime teve de cumprir penas de prisão, em 2007 ou 2008 não há registo de que alguém tenha ido para a prisão por atear fogos, de acordo com os dados enviados ao i pelo Ministério da Justiça.
Ainda não há dados disponíveis sobre acusações e condenações concretizadas em 2012 e 2013, mas só este ano já foram detidos pela Polícia Judiciária (PJ) 54 suspeitos de fogo posto. Cinco deles, segundo avançou ontem o "JN", eram menores.

O número de incendiários condenados praticamente duplicou em cinco anos (de 37 em 2007 para 68 em 2011) mas os juízes pouco alteraram as decisões finais. A maioria dos suspeitos que chega a julgamento é condenada a penas de prisão suspensas ou a multa. Há casos excepcionais de condenação a medidas de segurança de internamento (seis no espaço de cinco anos) e até seis casos de penas de prisão substituídas por multa, mas não há registo de que alguma pena tenha sido convertida em trabalho comunitário.
Em 2011, por exemplo, só em sete casos os juízes optaram pela pena de prisão: dos 68 condenados, 20 tiveram de pagar uma multa e 40 foram sujeitos a penas de prisão suspensas, mas com regimes variados (17 com regime de prova, três com sujeição a deveres, quatro com regras de conduta e nove a prisão suspensa simples). Ainda assim, 2011 foi o ano em que mais incendiários tiveram de responder pelo crime na prisão: foram apenas quatro em 2010, três em 2009 e zero em 2007 e 2008.
 (http://www.ionline.pt/)

Há uma normalidade nas rotinas, como se nada tivesse acontecido.
No meu entender, o País, a começar pelos políticos e continuar com as "elites", devia estar de luto. As bandeiras nacionais deviam estar a meia -haste. Deveria ser decretado, no mínimo três dias de luto nacional.
Quando eu penso que quando morre um político( que fez o quê?) ou um Presidente da República(que fez o quê?), a bandeira Nacional é colocada a meia-haste e decreta-se luto nacional... porquê não agora fazer o mesmo com estes Heróis?
Na verdade, o meu país e o meu povo, está muito mal servido pelos seus representantes.
E. afinal é o povo que os elege e lhes entrega o Poder de governar

Nota de hoje - 10/8/2016:

Publiquei este texto e estas imagens, há 3 anos, neste blogue, sob o título:
" Este  blogue está de luto." (3/9/2013)
Os meus amigos que por aqui passarem, pensem o que entenderem...

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Como são feitos os santos - Pastor Dr. João António Marques

O  mui amado e saudoso, irmão Moisés Valador, um dos homens "mais santos" que já conheci.



COMO SÃO FEITOS OS SANTOS
...os santos de Deus são incomparavelmente mais numerosos do que os "santos" da igreja.
A graça de Deus é mais poderosa do que a vontade papal ou do que o poder dos políticos ou mesmo que as pressões populares. Sem as limitações de todas estas forças mundanas, ela vai operando o «novo nascimento» de todos os  "nicodemos" que sinceramente se abeirem de Jesus. E assim faz que surjam santos, incessantemente, pelo mundo, sem requerimentos, nem decretos,  sem testemunhas de milagres e sem declarações médicas. Não há listas de espera,  nem retenções "na gaveta", nem prazos mais ou menos dilatados. Há apenas um momento, o  momento em que o  arrependimento do pecador se encontra com a graça divina, o momento bendito da conversão e da salvação da alma. Nesse momento decisivo, o individuo entra na família de Deus, torna-se um verdadeiro santo de Deus.

(Pastor Dr. João António Marques. Já com o Senhor) 
no livro - OLHAI  PARA OS LÍRIOS DA CAMPO, página 96 -  2007

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Noitinha - Um soneto de Florbela Espanca

Paisagem alentejana - Fonte da Imagem: paula-travelho.blogs.sapo.pt

NOITINHA

A noite sobre nós se debruçou...
Minha alma ajoelha, põe as mãos e ora!
O luar, pelas colinas, nesta hora,
É água dum gomil que se entornou...

Não sei quem tanta pérola espalhou!
Murmura alguém pelas quebradas fora...
Flores do campo, humildes, mesmo agora,
A noite  os olhos brandos lhes fechou...

Fumo beijando o colmo dos casais...
Serenidade idílica das fontes,
E a voz dos rouxinóis nos salgueirais...

Tranquilidade... calma... anoitecer...
Num êxtase, eu escuto pelos montes
O coração das pedras a bater...

(Florbela Espanca - Sonetos)

domingo, 7 de agosto de 2016

Porque hoje é Domingo (401)

 
 « E rogamo-vos, irmãos, que reconheçais os que trabalham entre vós e que presidem sobre vós no Senhor, e vos admoestam;  E que os tenhais em grande estima e amor, por causa da sua obra. Tende paz entre vós. 
  Rogamo-vos, também, irmãos, que admoesteis os desordeiros, consoleis os de pouco ânimo, sustenteis os fracos, e sejais pacientes para com todos.  Vede que ninguém dê a outrem mal por mal, mas segui sempre o bem, tanto uns para com os outros, como para com todos.
   Regozijai-vos sempre.  Orai sem cessar.  Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco. 
  Não extingais o Espírito.  Não desprezeis as profecias.  Examinai tudo. Retende o bem.  Abstende-vos de toda a aparência do mal.  
 E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.  Fiel é o que vos chama, o qual também o fará.»
 
(I Ep. de S. Paulo aos Tess.: cap.5:12 a 24)

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Ninho de Chilreta ou Andorinha-do-mar-anã (Sternula albifrons pallas)

Ninho de Chilreta  - Fonte da imagem: http://obiologoamador.blogspot.pt/ 
  Ninho de Chilreta ou Andorinha-do-mar anã  (Sternula albifrons Pallas)
Ninhos que, em geral, são muito simples, como se vê. Alguns, no entanto, revelam-se um pouco mais elaborados. Pergunto-me se tal se deve a uma possível maior experiência de alguns dos nidificantes.
Nota: os ninhos, nesta altura encontram-se já desocupados pelas crias.

(Local e data: Estuário do Sado; 29 - Junho - 2016)


                                                        ( http://obiologoamador.blogspot.pt/)

A Andorinha-do-mar-anã ou Chilreta é a menor andorinha-do-mar da Europa. É uma ave marinha elegante, com bico comprido e pontiagudo, asas longas e pontiagudas, cauda longa e bifurcada e patas curtas. Apresenta plumagem cinzenta na face dorsal e branca na face ventral, com manchas pretas na cabeça (em forma de barrete e de mascarilha) e na ponta das asas e fronte branca. O macho exibe, na fase reprodutora, o bico e as patas alaranjadas. Pode atingir 25 cm de comprimento e 47 cm de envergadura

       (.http://www.natural.pt/portal)

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

NENA - O tocante livro, que o meu filho Pedro escreveu e dedicou à avó Nena - minha mãe

 Na capa: a Nena, minha mãe, o meu irmão  pastor Regueiras, o meu filho Pedro, e eu,  ceifando o trigo. 


O sonho do meu filho Pedro, o mais velho, tornou-se realidade, no passado dia 16 de Julho de 2016.
Ao fim de 13 anos e três meses, do dia do funeral da minha querida e saudosa mãe, pois foi nesse dia que ele entendeu, e decidiu, que não podia protelar por mais tempo, passar para um livro toda a sua riquíssima experiência com a avó Nena, o Pedro apresentou à família, reunida na casa da avó Nena, em Maceira - Pero pinheiro,  o resultado de 13 anos de pesquisa, tradução e organização, do  livro dedicado à Nena - 
NENA
Transcrevo, aqui, o texto de apresentação que consta do livro:

 APRESENTAÇÃO

   «Porquê este livro?
   Dizia o pedagogo João dos Santos que «uma criança não pode viver sem uma avó e sem uma aldeia. Se as não tiver, é preciso inventá-las.» Dou graças a Deus porque não precisei de as inventar. Este livro conta  a história da avó Nena, num relato tão factual quanto possível, construido a partir dos documentos disponíveis e as memórias  dos que com ela privaram. 
Mas, porque é um neto que escreve, também aqui se trazem sentimentos e reflexões pessoais. Um livro de família, portanto. Que pretende registar uma história notável e, ao mesmo tempo, participar na sua continuação.»
Pedro Leal
O livro conta a  extraordinária história da família da minha mãe - os Bengelsdorff -  a começar no ano  de 1793, ano de nascimento do meu bisavô - Friedrich  Wilhelm  Bengelsdorff, em Wittstok, na Alemanha, e vai até  aos dias de hoje.  

O dia 16 de Julho de 2016, ficará para sempre na memória e no coração de nós todos, os familiares que, reunidos na "casa da avó Nena", com o Pedro sentado à mesa, onde a Nena se sentava, ladeado por familiares e ainda por muitos sentados à volta da sala, com as bisnetas  adolescentes, sentadas no "sofá da avó Nena", onde nos últimos anos da sua preciosa vida, a encontrávamos  quando a visitávamos, o Pedro  no  usou da palavra para apresentar o livro.

No meio de um respeitoso silêncio, e de uma  contida expectativa, todos, dos mais novos aos mais velhos, "beberam" cada palavra,  que o Pedro,  duma forma tão sábia e tão apropriada  proferiu.

Chegou o momento alto, quando o Pedro  colocou o livro mas mãos de cada um. Excepto o Pedro, ainda ninguém o conhecia.
Quando recebi o meu e comecei a folhear, reparei nestas palavras:

"Para a minha mãe.
Dar o melhor; dar sempre o  nosso melhor melhor."

O que senti...guardo comigo.
    

Depois, conforme receberam os livros,  todos começaram a ler, num silêncio e numa atmosfera, indescritíveis. Os que desejaram, puderam expressar o seu sentir; alguns não podendo conter a emoção do momento, pararam...para engolir as lágrimas que teimavam em estar presentes.  

Antes da apresentação do livro, tivemos a alegria e a bênção, de tomar  uma refeição em conjunto. 
Foi um dia lindo! muito lindo! E...inesquecível...

Não resisto a  partilhar com os amigos que habitualmente por aqui passam,  as palavras ternas e belas que o meu filho Pedro, escreveu "no meu livro",  quando "lhe pedi um autógrafo":
 « PARA A MINHA MÃE, COM MUITO AMOR.
 PENSEI ESTE LIVRO  PARA TI. AQUI  ESTÁ».

Pedro Leal
16/7/2016

Imaginem o meu sentir...
Tanta alegria!
Tanta gratidão para com o meu Deus e Senhor!

Obrigada meu filho.
És uma bênção e uma fonte de alegria na minha vida.
Que o Deus da nossa família, e nosso Deus, te  recompensem com uma vida longa, feliz, e repleta de bênçãos
Um abraço da mãe

Nota: A capa é um trabalho da minha nora Joana Machado.
         A paginação é da responsabilidade do grande e bom amigo - Jorge Vaz Viegas.
Este livro não se encontra à venda. Foi feito para a família.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

E já estamos em Agosto...

Florinhas de Agosto- na "minha Ribeira das Jardas"

E já estamos em Agosto...

"O nome actual deste mês vem do imperador Augusto, mas não foi escolhido por ter nascido neste mês, mas porque ao longo dos seus dias viveu nele os seus momentos mais afortunados. Como Julho tinha 31 dias e Agosto apenas 30, julgou-se necessário acrescentar um dia a este  último mês, para que Augusto em nada fosse inferior a Júlio.
 
Alguns provérbios populares sobre o mês de Agosto:
 
"Em Agosto, toda a fruta tem gosto".

"Agosto, frio no rosto".

Agosto tem a culpa e Setembro leva a fruta".

Em Agosto antes vinagre do que mosto".

 Algumas Efemérides em Agosto:
 
Inauguração da Ponte Salazar - 1966 (hoje ponte 25 de Abril) 

Carlos Lopes vence a maratona de los Angeles ( 1984)

Nasce Miguel Torga (1907)

Deflagração do incêndio do Chiado - Lisboa (1988)
Nasce Cesária Évora (1941)

Portugal reconhece a Independência do Brasil - (1825)

Diana de Gales morre em Paris (1997)

Poema sobre  Agosto:

"Ó mais belo dos meses, rei do Verão maduro,
apogeu do ano.
Com o teu traje que brilha à luz do Sol,
chega o doce Agosto."

(R.Combe  Miller)

Algumas flores que nos visitam em Agosto:

Nardo marítimo -  Praia do Magoito

Florinha no meio das pedras (Foto minha)

Um passarinho do mês de Agosto:
 O belo e colorido Guarda - Rios



Desejo, muito sinceramente, a todos os amigos que habitualmente por aqui passam um abençoado e próspero mês de Agosto.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

A minha sentida Homenagem ao Professor Mário Moniz Pereira

O grande português  -  Professor Mário Moniz Pereira .Fonte da imagem -www.cmjornal.xl.pt 
Foi treinador de nomes que levaram o atletismo nacional a todo o Mundo, como Álvaro Dias, Domingos Castro, Manuel de Oliveira, Armando Aldegalega, José Carvalho, Hélder de Jesus, Aniceto Simões, Carlos Lopes, Fernando Mamede, Dionísio Castro, entre muitos outros. A Moniz Pereira devem-se momentos como o recorde mundial dos 100m metros, estabelecido por Fernando Mamede (1984), três Campeonatos Mundiais de Corta Mato conquistados por Carlos Lopes e, ainda, a Medalha de Ouro na Maratona Olímpica de Los Angeles, feito histórico no Atletismo português cumprido também por Carlos Lopes. A lembrar também a primeira medalha olímpica do Atletismo nacional, que Lopes conquistou em 1976.

Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/desporto/futebol/detalhe/morreu_mario_moniz_pereira.html
Foi treinador de nomes que levaram o atletismo nacional a todo o Mundo, como Álvaro Dias, Domingos Castro, Manuel de Oliveira, Armando Aldegalega, José Carvalho, Hélder de Jesus, Aniceto Simões, Carlos Lopes, Fernando Mamede, Dionísio Castro, entre muitos outros. A Moniz Pereira devem-se momentos como o recorde mundial dos 100m metros, estabelecido por Fernando Mamede (1984), três Campeonatos Mundiais de Corta Mato conquistados por Carlos Lopes e, ainda, a Medalha de Ouro na Maratona Olímpica de Los Angeles, feito histórico no Atletismo português cumprido também por Carlos Lopes. A lembrar também a primeira medalha olímpica do Atletismo nacional, que Lopes conquistou em 1976.

Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/desporto/futebol/detalhe/morreu_mario_moniz_pereira.html
«Morreu, este domingo, Mário Moniz Pereira, antigo atleta, treinador e dirigente, ligado durante décadas ao atletismo e ao Sporting.

Foi o clube de Alvalade que informou o falecimento de Moniz Pereira, através das redes sociais.

O Sporting CP lamenta informar a morte do Professor Mário Moniz Pereira, com 95 anos, pelo qual está de luto. O Professor Mário Moniz Pereira é o símbolo máximo do atletismo do Sporting CP e desporto nacional.
O Clube endereça as mais sentidas condolências à família e amigos.

  Moniz Pereira tinha 95 anos

 A história da vida de  Moniz Pereira confunde-se com a do atletismo, que amava como ninguém, e também com a do fado. Mesmo depois de fazer "quatro vezes vinte mais dez", como gostava de dizer, manteve o sorriso de felicidade e citava o refrão do fado que o celebrizou: "Valeu a pena"

 "Na véspera dos Jogos Olímpicos, o seu exemplo reforça ainda mais a vontade de todos os desportistas nacionais de se superarem e obterem resultados que o honrem e o recordem como grande motivador do nível que o nosso atletismo e nosso desporto têm atingido", assinala o texto.»

  ( http://www.jn.pt/)


»Antigo diretor do Estádio Nacional, Moniz Pereira foi diretor técnico da Federação Portuguesa de Atletismo e Selecionador Nacional de Atletismo.
Mário Moniz Pereira, nascido a 11 de Fevereiro de 1921, em Lisboa, foi a referência do atletismo nacional no pós-guerra, especialmente depois do 25 de Abril. Sempre ao serviço do Sporting, de que era sócio número 2, e muitas vezes com a 'camisola das quinas'. Mas, fazendo da defesa do atletismo uma constante.

Pelo Sporting foi, sucessivamente, atleta, seccionista, treinador e, por fim, vice-presidente, a partir da direção de Santana Lopes.
Acabado o Liceu, entrou para o INEF, actual Faculdade de Motricidade Humana. Já depois da II Guerra Mundial, dava aulas como assistente e iniciava os primeiros passos como treinador no clube.
O contacto com o estrangeiro, a partir de 1948, deu-lhe experiência.
A consagração, só veio depois de 1974, e quando já centenas de atletas lhe tinham passado pelas mãos.

Conseguiu para os seus atletas a dispensa de meio - dia de trabalho e isso foi o arranque para uma verdadeira "avalanche" de sucessos, com destaque para os títulos olímpicos e os recordes mundiais.
O comando direto do atletismo do Sporting deixou-o após Barcelona"92.»

  ( http://www.tsf.pt»

Nota pessoal:

Foi com tristeza que soube da notícia da morte do grande português Professor Mário Moniz Pereira.
Disse, para a neta Carolina, de 14 anos, que estava sentada ao meu lado: Olha, minha querida, Portugal inteiro vai estar triste com o desaparecimento deste grande homem e grande português.
Sei que tal como eu,  o povo português, tem por ele um grande carinho e uma grande admiração.
Creio que foi uma daquelas vidas que valeram a pena ser vividas. Deixou atrás de si um rasto de luz, muito parecido com o que hoje, neste belíssimo dia de Verão, podemos sentir e observar.

Não sei da sua fé, mas uma coisa posso constatar: foi muito abençoado por Deus.
Tanto no que toca à sua longevidade (95 anos) como à alegria e  gosto de viver que sempre transparecia.
Ainda no que toca à linda e numerosa família  que soube sabiamente construir.

Existe um enigma comigo há muito, muito tempo:  A enfermeira directora da então, Escola de Enfermagem do Hospital de Santa Maria, onde fiz o meu curso de Enfermagem Geral, no longínquo ano de 1964, chamava-se Maria José Moniz Pereira, que eu creio ser familiar de Mário Moniz Pereira. Pesquisei, pesquisei...e nada consegui descobrir. Ele, na altura teria uns 40 anos e ela uns cinquenta e tal. Seria tia?

Já agora, se algum amigo souber  e me quiser informar, eu ficaria muito grata.

Ao homem grande, Professor Mário Moniz Pereira, aqui fica registada a minha enorme admiração e a minha  gratidão,  por ser a pessoa maravilhosa que foi, e por  todas, e foram tantas...as alegrias que proporcionou aos nossos atletas, levando-os até à vitória,  e aos portugueses em geral, que vibraram, quando por exemplo, Carlos Lopes venceu a grande maratona de Los Angeles,  ou quando Rosa mota o conseguiu  em Seul.

OBRIGADA, MUITO OBRIGADA! meu caro compatriota,  por tudo, tudo, mas tudo, que fez, em prol dos atletas e do atletismo,  e não só...todas as outras e variadas modalidades em que se empenhou.
Irei lembrá-lo sempre com muito carinho.
Creio que o mesmo acontecerá com o bom povo português.
Foi treinador de nomes que levaram o atletismo nacional a todo o Mundo, como Álvaro Dias, Domingos Castro, Manuel de Oliveira, Armando Aldegalega, José Carvalho, Hélder de Jesus, Aniceto Simões, Carlos Lopes, Fernando Mamede, Dionísio Castro, entre muitos outros. A Moniz Pereira devem-se momentos como o recorde mundial dos 100m metros, estabelecido por Fernando Mamede (1984), três Campeonatos Mundiais de Corta Mato conquistados por Carlos Lopes e, ainda, a Medalha de Ouro na Maratona Olímpica de Los Angeles, feito histórico no Atletismo português cumprido também por Carlos Lopes. A lembrar também a primeira medalha olímpica do Atletismo nacional, que Lopes conquistou em 1976.

Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/desporto/futebol/detalhe/morreu_mario_moniz_pereira.html
Foi treinador de nomes que levaram o atletismo nacional a todo o Mundo, como Álvaro Dias, Domingos Castro, Manuel de Oliveira, Armando Aldegalega, José Carvalho, Hélder de Jesus, Aniceto Simões, Carlos Lopes, Fernando Mamede, Dionísio Castro, entre muitos outros. A Moniz Pereira devem-se momentos como o recorde mundial dos 100m metros, estabelecido por Fernando Mamede (1984), três Campeonatos Mundiais de Corta Mato conquistados por Carlos Lopes e, ainda, a Medalha de Ouro na Maratona Olímpica de Los Angeles, feito histórico no Atletismo português cumprido também por Carlos Lopes. A lembrar também a primeira medalha olímpica do Atletismo nacional, que Lopes conquistou em 1976.

Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/desporto/futebol/detalhe/morreu_mario_moniz_pereira.htm