quinta-feira, 7 de julho de 2011

In Memoriam - Drª Maria José Nogueira Pinto


A Drª Maria José Nogueira Pinto



Uma rosa branca para a Drª Maria José Nogueira Pinto.

Hoje á tarde, na sua casa no Campo Grande em Lisboa, partiu para a eternidade
uma grande mulher e uma grande senhora - A Drª Maria José Nogueira Pinto.Contava 59 anos, era casada com o Dr. Jaime Nogueira Pinto, era irmã da jornalista Maria João Avilez, era mãe de três filhos: Eduardo, Catarina e Teresa, era avó de cinco netos, o mais novo nascido a 29 de Maio último.
Morreu de cancro do pâncreas.
Jurista de formação, Maria José Nogueira Pinto destacou-se na vida política como figura de Estado e dirigente partidária.Mulher de fortes convicções, defensora de causas, extremamente inteligente e, segundo a Drª Maria de Belém - "uma mulher sem medo". Em 1999, no Parlamento como lider parlamentar do CDSPP. aquando da discusção do aborto, foi Maria José Nogueira Pinto a primeira subscritora de um projecto lei que acabou por chumbar, mas que condicionou todo o debate posterior: o projecto de lei que propunha o reconhecimento pelo Estado da Entidade Jurídica do Embrião.
Hoje, ao saber-se da sua morte, era geral a tristeza e os seus pares falaram dela com enorme apreço e respeito. O Dr. Anacoreta Correia disse: "Ela faz falta ao País, - já está a fazer falta - faz falta á família e faz falta aos amigos."
Dela, disse o Dr. Paulo Portas:
«A memória que tenho sobre a forma como encarou a doença é a de uma pessoa com uma fé serena e completa, que procurou cumprir e cumpriu todos os seus deveres e todas as suas obrigações, fosse como candidata ou como deputada, fosse como comentadora ou como articulista, até ao último fôlego, sem deixar que o sofrimento a diminuísse», declarou."

Eu admirava esta mulher e tinha por ela grande consideração e respeito Acho que soube, de uma forma sábia, aproveitar bem a sua vida e ser um exemplo.
Lembrá-la - ei com saudade e admiração.
Obrigada Maria José, por tudo que fez pelo nosso País, por o nosso povo, e por ter sido a mulher que foi.
Descanse em Paz.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Meu amado e querido Pastor António dos Santos


Pastor António dos Santos


Pastor António dos Santos no último Domingo.


Púlpito da Terceira Igreja Baptista de Lisboa.

Quando o jovem António dos Santos chegou a Leiria para estudar no recém-criado Seminário Teológico Baptista, teria cerca de 21 anos, e eu, que frequentava a Igreja Baptista de Leiria com a minha família, teria 13 anos. Era um jovem bonito, bem parecido e muito sorridente e simpático. Recordo-me das suas pregações como aluno do Seminário e recordo-me também do início do seu namoro com a jovem Natália Santos, com quem viria a casar nessa Igreja e com quem repartiu a vida durante 52 anos. Foi há pouco tempo, cerca de dois anos, que o Senhor a chamou á sua presença, depois de uma doença prolongada Impressionou-me sobremaneira a forma tranquila e bela, quase sempre sorrindo, como dirigiu o funeral da esposa. Sòzinho. Não lhe vi uma lágrima, mas uma calma e uma esperança comoventes.
Sentiu muito a falta da companheira fiel e amiga, de tantos anos.Percebe-se que ele tem muitas saudades e talvez, alguma pressa de voltar a estar com a sua Natália.
Nunca esquecerei que ele, e a esposa, num momento muito difícil da minha vida ajudaram-me tanto! Usaram de tanto amor e tanto cuidado comigo que ainda hoje quando revejo mentalnente esses tempos e essas situações, não consigo deixar de me comover.
Completou o curso Teológico e foi consagrado Pastor da Igreja de Leiria, logo de seguida, quando o saudoso Pastor Dr. António Maurício deixou Leiria para iniciar um trabalho evangelistico em Coimbra. Em 1961 aceitou o pastorado da Terceira Igreja Baptista de Lisboa, onde me agreguei quando nesse mesmo ano deixei também Leiria para vir estudar Enfermagem na capital. Curioso...era a Igreja que ficava mais perto da minha escola de enfermagem. Colaborei bastante com ele principalmente na União da Mocidade e no grande coral da Igreja.
Foi ele que no dia 19 de Junho de 1966 dirigiu a minha cerimónia matrimonial.
Desde esse dia, há 45 anos, envia-me sempre uma carta recordando o meu casamento, dizendo-me palavras muito bonitas e desejando-me as maiores bençãos de Deus.
Também desde esses tempos que no dia do meu aniversário, todos os anos, recebo uma carta de felicitações assinada por a sua mão. Não sei se mais algum pastor faz isto que o Pastor António dos Santos faz. Eu não conheço mais ninguém.
Desde criança e até hoje, estive agregada a cinco Igrejas no total. Admirei, respeitei e colaborei com todos esses pastores, no entanto, quem marcou verdadeiramente a minha vida, foi o meu querido e amado Pastor António dos Santos. Ele foi SEMPRE o meu Pastor e será, enquanto ambos vivermos. E mais...tenho uma carta escrita para que seja ele a realizar o meu funeral se eu fôr chamada á presença de Deus antes dele. Afinal, só nos separam 8 anos.
No passado Domingo foram comemoradas as sua Bodas de Ouro, como Pastor na seara do Mestre, na Terceira Igreja de Lisboa, onde serve o seu Deus desde 1961
Foi-lhe prestada uma bela, justa e linda homenagem.
Está cansado. Gastou-se. Gastou-se por amor ao seu Deus e por amor aos seus irmãos. Porém continua sorrindo, sorrindo sempre; e mantem aquela serenidade e aquela paz que sempre lhe conhecemos.Sei que brevemente, irá passar o testemunho a um jovem Pastor, que eu amo muito também, que é filho de uma das minhas amigas mais queridas que há pouco tempo partiu para junto de Deus.
Apráz-me dizer:
Obrigado, muito obrigado, meu querido e amado Pastor António dos Santos.
Foi e é, exemplo para mim. Que o bom Deus o recompense por a entrega total da sua vida á sua obra, e por nos amar tanto. Eu sei o quanto ele me ama e estima.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Sentes a doçura


Fonte da imagem: //www.clouds365.com/blog/

O amor é...algo como as nuvens
que cobriam o céu
antes do sol surgir.
Não é possível tocar as nuvens, tu sabes;
mas sentes a chuva e sabes quão felizes
estão as flores e a terra sedenta num dia quente.
Também não é possível tocar o amor;
mas sentes a doçura
que em tudo derrama.

Annie Sullivan (1866 - 1936)
In - O Grande Livro do Amor

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Uma partilha, um desafio.


Caminho na serra de Sintra

Ao inicar este dia e esta semana, e depois de ter vivido ontem um dos dias mais felizes e significativos da minha vida - o culto festivo da celebração dos 29 anos da minha igreja - quero fazer aqui, com os amigos, que gentilmente, aqui vêm, uma partilha e um desafio:

Há muitos, muitos anos, quando eu era bem jovem ainda, o Senhor Deus, em quem eu aprendi a crer desde pequenina, disse baixinho, ao meu ouvido: "Viviana, filha minha, dá-me o teu coração." Então, eu respondi: Sim, Senhor, eu dou-te o meu coração e a minha vida.Por favor fica comigo, faz em mim a tua morada e sê Tu o meu Senhor, o meu mestre, o meu guia, o meu orientador e o meu companheiro de jornada. E Ele entrou e ficou até hoje comigo, e posso afirmar com toda a convicção e certeza que foi sem sombra de dúvida a melhor e a mais sábia decisão que até hoje tomei. Passadas décadas, ao acordar, todos os dias, o meu primeiro pensamento é para Ele para dizer-lhe: Senhor meu Deus, obrigada por a noite de descanso e paz que me deste; por favor, Paizinho, fica comigo neste dia que me dás para viver; enche e preenche o meu coração, o meu espírito, a minha mente e a minha casa. Pai, ajuda-me a viver este dia de uma forma sábia e útil, que eu possa de alguma forma contribuir para o bem daqueles que estarão hoje ao meu lado, ou com quem me cruzarei, e possa passar a tua linda e maravilhosa mensagem de amor, colaborando assim para que o teu reino se cumpra na terra.Oro em nome de Jesus, teu Filho, amen.
Neste dia, quero desafiar todos aqueles que por aqui passarem e que ainda não convidaram o Senhor Deus a entrar e a ficar com eles, nos seus corações e nas suas vidas, que não deixem de o fazer quanto antes; não fazem ideia do quanto estão a perder, de como as suas vidas seriam diferentes, da felicidade que é nunca estar sòzinho, ter sempre alguém com quem conversar, com quem desabafar, com quem chorar ou com quem rir; alguém que nos mostra como resolver as situações difíceis que se nos apresentam a cada instante; alguem que incute esperança, alegria, serenidade e paz para viver cada dia e para o incerto futuro. E acima de tudo dá-nos a salvação eterna da nossa alma, através da entrega, para sacrifício, na cruz do Calvário, do seu filho muito amado o nosso Mestre e Senhor Jesus Cristo.
Amigos: Não retardem a decisão. Estão a perder uma oportunidade única de serem verdadeiramente felizes, tanto aqui, como na eternidade.
Não peço desculpa de vos dirigir estas palavras, nem me preocupo se vos incomodei com elas...o que vos garanto é que que tinha mesmo de vo-las dizer, por imperativo de consciência e porque vos amo e vos quero bem.
Um abraço

domingo, 3 de julho de 2011

Porque hoje é Domingo (160)


Vede quão grande amor nos tem concedido o Pai, que fôssemos chamados filhos de Deus. Por isso o mundo não nos conhece; porque não o conhece a ele.

Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos.

E qualquer que nele tem esta esperança purifica-se a si mesmo, como também ele é puro.

Qualquer que comete pecado, também comete iniqüidade; porque o pecado é iniqüidade.

E bem sabeis que ele se manifestou para tirar os nossos pecados; e nele não há pecado.

Qualquer que permanece nele não peca; qualquer que peca não o viu nem o conheceu.

Filhinhos, ninguém vos engane. Quem pratica justiça é justo, assim como ele é justo.

Quem comete o pecado é do diabo; porque o diabo peca desde o princípio. Para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo.

Qualquer que é nascido de Deus não comete pecado; porque a sua semente permanece nele; e não pode pecar, porque é nascido de Deus.

Nisto são manifestos os filhos de Deus, e os filhos do diabo. Qualquer que não pratica a justiça, e não ama a seu irmão, não é de Deus.

Porque esta é a mensagem que ouvistes desde o princípio: que nos amemos uns aos outros.

(I Ep. de S. João cap.3:1 a11)

sábado, 2 de julho de 2011

Um livro...



Brincadeira sugerida pelo meu amigo Manuel
do blogue: arrozcomtodos.blogspot.com/
Escolher um livro, abrir na página da sua idade e escolher um trecho,ilustrando o post com uma bela imagem.Quem quiser participar é só levar o selo, que está aí em cima.


Imagem da net.

Livro

O Alçapão - de João Leal

Página 70

Entretanto, caminhando na nossa direcção, vinha um vagabundo. O cabelo caía-lhe na cara e e a barba chegava-lhe ao peito. Vestia um sobretudo roto e nos pés trazia um par de sapatilhas de basquetebol sem atacadores. "Olhó o gajo," disse espantado o das tatuagens para o gordo. Ficámos os três a vê-lo a aproximar-se. Vinha a falar consigo próprio num monólogo de louco e mal deu por nós três mesmo ali ao pé dele, quando virou as escadas do Cool Breeze e começou a descer para a entrada. Parou a meio, de costas, levantou a cabeça como se o tivessem chamado e virou-se. Reconheci então o padre Rui.
- Padre...?
perguntei estupfacto.
- És o Jorge. Folgo em saber que estás bem. Também falhei contigo, não foi?
Eu sei, eu sei.
disse com uma voz triste.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Os deliciosos figos e o nosso pic-nic.


Hoje, como sobremesa, no nosso pic-nic que fizemos na "praínha" da nossa horta, saboreámos deliciosos figos de agricultura biológica, que o Jorge encontrou á venda num mercado ao ar livre, na Amadora, e ainda outros, que a Terezinha comprou para mim. Ambos sabem o quanto eu aprecio figos...
Eram muito doces. E o local onde os comemos era muito agradável. Sentados no chão, á sombra de uma árvore, rindo e conversando uns com os outros, ouvindo o murmúrio da água correndo por entre as pedras, enquanto duas libelinhas se divertiam voando sobre a água e as rãs coaxavam, namoricando, e um rouxinol nos deliciava com os seus alegres trinados.
Afinal, tudo coisas muito simples...mas que nos proporcionaram momentos muito felizes e belos, que guardaremos na nossa memória.