quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Por Portugal adentro (4) Fachada do Mosteiro de Rates

Fachada do Mosteiro de Rates. Fonte da imagem: www.infopedia.pt
Rates era um  mosteiro que seguia os costumes monásticos peninsulares e que foi oferecido pelo conde D. Henrique, no ano  1100, ao mosteiro francês de  La-Charit - suir - Loire, pertencente à congregação de Cluny.
      (No livro Memória de Portugal - Circulo de Leitores)

A Igreja  de São Pedro de Rates, também referida como Igreja Românica de Rates, localiza-se em São Pedro de Rates, concelho de  da Póvoa do Varzim, distrito do Porto, em Portugal. Constitui um dos mais importantes monumentos românicos medievais no então emergente reino de Portugal, dada a relevância das formas arquitectónicas e escultóricas.
Situado junto à bacia do rio Ave, é um dos mais importantes mosteiros  beneditinos clucinenses e está ligado à lenda de São Pedro de Rates, mítico primeiro bispo de Braga, "Primaz das Espanhas" (reinos da Península Ibérica),  hipótese que remonta  essencialmente ao século XVII.
   (Wikipédia)

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Contrição - Um poema de Bastos Tigre


Não sei a quanto mal dei eu motivo,
Danos que fiz e prantos que causei;
Mas se homem sou e, se entre os homens vivo,
Vivo do erro sujeito à humana lei.

Soberbo fui, querendo ser altivo?
Quis ser justo e o inocente castiguei?
Fui, servindo à maldade, ao bem, nocivo?
- Vivo e vivi. É tudo quanto sei.

Quem há que os rumos do destino mude?
Dependesse de mim, fora eu feliz
Na divina volúpia da virtude.

Não me castigarás, sereno juiz,
Pelo bem que não fiz porque não pude,
Nem pelo mal que sem querer eu fiz.

Autor: Bastos Tigre (1882 - 1957)
( http://www.nicoladavid.com/)

 Alguns dados sobre Bastos Tigre:

«Manuel Bastos Tigre (Recife, 12 de março de 1882 — Rio de Janeiro, 1 de agosto de 1957) foi um bibliotecário, jornalista, poeta, compositor, humorista e destacado publicitário brasileiro.

Estudou no Colégio Diocesano de Olinda, onde compôs os primeiros versos e criou o jornalzinho humorístico O Vigia. Diplomou-se pela Escola Politécnica, em 1906. Trabalhou como engenheiro da General Electric e depois foi ajudante de geólogo nas Obras Contra as Secas, no Ceará.

Foi homem de múltiplos talentos, pois foi jornalista, poeta, compositor, teatrólogo, humorista, publicitário, além de engenheiro e bibliotecário. E em todas as áreas obteve sucesso, especialmente como publicitário. "É dele, por exemplo, o slogan da Bayer que correu o mundo, garantindo a qualidade dos produtos daquela empresa: "Se é Bayer é bom". Foi ele ainda quem fez a letra para Ary Barroso musicar e Orlando Silva cantar, em 1934, o "Chopp em Garrafa", inspirado no produto que a Brahma passou a engarrafar naquele ano, e veio a constituir-se no primeiro jingle publicitário, entre nós." (As vidas..., p. 16).

Prestou concurso para Bibliotecário do Museu Nacional (1915) com tese sobre a Classificação Decimal. Mais tarde, transferiu-se para a Biblioteca Central da Universidade do Brasil, onde serviu por mais de 20 anos.

Exerceu a profissão de bibliotecário por 40 anos, é considerado o primeiro bibliotecário por concurso, no Brasil.

No dia 12 de março é comemorado o Dia do Bibliotecário, que foi instituído em sua
homenagem.  
Fonte: (wikepedia)

terça-feira, 6 de outubro de 2015

E já estamos no mês de Outubro

                                   Bagas de sabugueiro. Fonte da imagem: pt.depositphotos.com

OUTUBRO

É o oitavo mês  do antigo calendário romano. Os eslavos chamam-lhe "Mês amarelo" devido à cor que as folhas adquirem; os anglo-saxões conheciam-no por "fylleth"  de inverno, porque  consideravam que nesta lua-cheia (fylleth" começava a estação mais fria.

  Adágio

"Quem planta no Outono
leva um ano de abono." 

                                                             Um poema de Grahame

"Enquanto as campaínhas  (flores) permanecem na erva
que cobre o redil e os bosques,
surge nova revoada de flores,
de cores suaves e sem perfume,
há frutos, e não flores, que tecem
a grinalda silvestre que cinge
a fronte do Outono: as rubras bagas
cobrem agora os espinhos quase sem folhas,
a sarça verga-se sobe a sus carga de azeviche,
a aveleira deixa pender os seus ramos ruivos,
que penetram no ribeiro que passa por ali,
ameaçando inundar as margens cheias de folhas.
Muitas vezes contemplo, como se eu fosse uma estátua,
esse ribeiro, seguindo com os olhos sonhadores,
a espuma da àgua, ramos enganchados de sorveira,
ou palha das ceifas, que a torrente
arrasta vertiginosamente." 

(No meu livro - A Alegria de Viver com a Natureza)

Lindas bagas de Outono.

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

APRENDENDO COM O MESTRE


«É confortador o facto de o Senhor Jesus, nosso Salvador, aquele que se ofereceu como expiação pelos nossos pecados, ser, igualmente, o nosso amado Mestre.
A verdade é que todos aqueles cujas vidas foram redimidas pelo sangue do Cordeiro, e cuja transformação moral e espiritual tem sido, eficazmente, realizada pelo espírito santo, encontram em Cristo, isto é, por meio da sua Palavra, orientações sólidas e confiáveis para os desafios diários.
Sem reservas, o Senhor Jesus apresentou-se perante os seus discípulos como o “bom” pastor, assim como o “único” caminho que leva a Deus.
Aqui, no texto da nossa reflexão, assume-se como aquele que garante o verdadeiro alívio, que proporciona descanso a todos os que, em consciência e com humildade, reconhecem que carregam sobre si um fardo insuportável.
O desafio (ou convite) feito pelo Senhor Jesus apoia-se no seu caráter e nas suas qualidades pessoais.
Ele identifica-se como “manso” e “humilde” de coração, o que significa ser possuidor de uma tranquilidade interior, que não se deixa perturbar, qualquer que seja a situação. Por outras palavras, ele reconhecia-se (com toda a razão) como alguém possuidor de um “brando génio”, simples e pacífico.
Uma pessoa humilde é aquela que tem “os pés bem assentes na terra”; alguém que não necessita criar uma dupla personalidade fingindo ser o que não é.
O que se destaca neste discurso, empolgante e desafiador, é a afirmação de que todos aqueles que estiverem dispostos a aliviar o fardo da sua vida, devem “matricular-se na escola” do incomparável Mestre.
Aprender, neste contexto, quer dizer “assumir o compromisso de fazer-se discípulo” ou “tornar-se discípulo” de alguém, o que implica, necessariamente, aceitar a orientação do instrutor, do Mestre.
Não admira, pois, que na fé cristã todos os crentes sejam considerados “discípulos” do único Mestre qualificado para os ensinar, alguém  totalmente confiável, que é o Senhor Jesus.
O desafio, portanto, é imitar o Mestre na sua atitude mansa de liderança, e na proximidade com que abordava os seus alunos, com um elevado grau de humildade.
Todos os crentes (cristãos) estão obrigados, ou melhor, condicionados, a seguir o exemplo do seu Senhor e Mestre, cuja vida foi vivida em prol e ao serviço dos outros, partindo da premissa de que o amor aos outros é a inegável evidência do amor a Deus.
A lição para todos nós é que, em todas as áreas da nossas vida, devemos agir como aquele que é o nosso exemplo maior, fazendo tudo sem arrogância, sem nenhuma inclinação para a violência, seja ela psicológica, emocional, verbal ou física.
Que a nossa confiança nos ensinos do bom Mestre, registados nas Sagradas Escrituras, aumente cada vez mais, treinando o nosso caráter, de modo a tornar-se mais parecido com o daquele que tudo faz com mansidão e com humildade. 
Soli Deo Gloria! »
 
  (Pastor Samuel Quimputo)
Igreja Ev. Baptista de Sete - Rios - Lisboa

domingo, 4 de outubro de 2015

Porque hoje é Domingo (358)

 
Jesus é o pão da vida para os que crêem

E uma grande multidão seguia a Jesus, porque via os sinais que operava sobre os enfermos...

...E Jesus tomou os pães e, havendo dado graças, repartiu-os pelos discípulos, e os discípulos pelos que estavam assentados; e igualmente também os peixes.
E quando  estavam saciados, disse aos seus discípulos: Recolhei os pedaços que sobejaram, para que nada se perca...

... Disse-lhes Jesus: Trabalhai,  não pela comida que perece , mas pela que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do homem vos dará; porque, a este, Deus o Pai o selou...
 
...Porque o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo...

...E Jesus lhes disse: Eu sou  pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome; e quem crê em mim não terá sede.
...Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim tem a vida eterna.
Eu sou o pão da vida.
 
   ( Versículos vários do cap, 6 do evangelho de S. João)

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Chinelos dos pastores da Serra da Estrela dão volta ao mundo

Chinelos artesanais . Fonte da imagem: rr.sapo.pt 
Jovem empresária de Seia recupera tradição e faz calçado de burel ou com com os retalhos das sobras das fábricas têxteis da região.


Um tipo de calçado serrano em vias de extinção foi recuperado graças a Rita Paiva, uma jovem empresária do concelho de Santa Marinha, em Seia.

Os Chinelos d'Avó são feitos de burel ou com os retalhos das sobras das fábricas têxteis da região. O trabalho é 100% artesanal e o resultado é exportado do interior profundo para os quatro cantos do mundo.
Num pequeno atelier em sua casa, com a companhia de um gato, sentada frente a uma máquina de corte, que a ajuda a talhar os moldes, Rita Paiva dá asas à criatividade. “São tecidos mais grossos, utilizo muito o burel, que é a lã natural de ovelha”, mostra a designer gráfica, de 32 anos.
A história dos Chinelos d'Avó nasceu de um episódio triste na vida Rita Paiva: “O meu pai faleceu em Novembro de 2012 e ele tinha um sobretudo azul escuro, quando ele morreu as irmãs dele, (ele tinha oito irmãs) queriam o sobretudo, e decidi não dar o casaco a ninguém e fazer antes os chinelos a partir do tecido do casaco do meu pai”, conta a jovem empresária.

Rita vende chinelos para países como Alemanha, Holanda, Luxemburgo ou Venezuela
A partir dali os pedidos não pararam. Passados três anos, Rita faz 50 pares de chinelos, por semana, e até contratou uma funcionária com o apoio do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), que suporta parte do ordenado e os descontos para a Segurança Social.
Os chinelos dos pobres, dos pastores.

  (rr.sapo.pt)

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Cestos para supermercados da Serra Leoa fabricados na Guarda

 O cesteiro Fernando Nelas Pereira . Fonte da imagem: observador .pt

Fernando Nelas Pereira, cesteiro há 50 anos na vila de S. Gonçalo, mostrou-se hoje animado com a possibilidade de fabricar "milhares" de cestos para a Serra Leoa.

O artesão de 61 anos disse à agência Lusa que a encomenda relacionada com a produção de cestos, de forma rectangular, surgiu por intermédio de um empresário de Vila Nova de Gaia.
"Já me trouxeram uns modelos daquilo que eles vão precisar e eu acho que são milhares e milhares de cestos. Talvez [o seu fabrico] não seja com o vime, parte deles, ou quase todos, mas será com materiais sintéticos adequados para o pão, para a fruta e para tudo", explicou.
Fernando Nelas Pereira disse à Lusa que ainda está na fase de produção dos modelos, mas acredita que a encomenda está segura.
"O cliente já quase me garantiu a encomenda e vamos negociar. Serão milhares de cestos" para equipar móveis de supermercados onde os produtos estarão expostos aos clientes, disse.
A encomenda para a Serra Leoa "vai ser bem paga", embora não adiante valores por a mesma ainda se encontrar na fase de negociação.
Apesar dos cestos poderem ser produzidos  com material sintético plastificado, que imita o vime, o cesteiro admite  que vão ficar vistosos.

O artesão acredita que este negócio poderá ser a "salvação do setor" que tem definhado ano após ano devido à utilização dos plásticos e à concorrência dos produtos chineses. A confirmar-se, como espera, será bom para si e para outros cesteiros da terra que envolverá no projeto.
A vila de Gonçalo, que tem o epíteto de Capital da Cestaria, já teve "mais de 700 cesteiros" e atualmente possui "uns vinte" no ativo, segundo Fernando Nelas Pereira.
"Há 50 anos Gonçalo tinha um fabrico de 3.500 cestos por dia, que era uma média de cinco cestos por cada cesteiro. Hoje faz-se uma média de 40 ou 50 cestos, portanto, a arte está terminada, porque eu tenho 61 anos e o mais jovem cesteiro é um rapaz com trinta e poucos anos, que anda aos dias a trabalhar no campo", adiantou.
Devido à diminuição das encomendas, o artesão, que chegou a ter cinco empregados, trabalha hoje sozinho na sua oficina.
A arte da cestaria "não tem ajudas" e é difícil "porque é feita em água", apontou, explicando que nos meses de inverno é necessário "retirar os vimes dos tanques" onde são colocados para ficarem moles e poderem ser trabalhados.
O cesteiro mostra-se "triste" por verificar que a arte que abraçou aos 11 anos "está a desaparecer" e apela ao Governo e à Câmara Municipal da Guarda que ajudem na sua manutenção.
"O cesto é a peça mais utilitária que existe, embora hoje se fabrique mais para decoração", concluiu.
   ( http://economico.sapo.pt/)