domingo, 7 de setembro de 2008

Porque hoje é Domingo (21)


E aconteceu que, quando voltou Jesus, a multidão o recebeu, porque todos o estavam esperando.

E eis que chegou um homem de nome Jairo, que era príncipe da sinagoga; e, prostrando-se aos pés de Jesus, rogava-lhe que entrasse em sua casa;

Porque tinha uma filha única, quase de doze anos, que estava à morte. E indo ele, apertava-o a multidão.

E uma mulher, que tinha um fluxo de sangue, havia doze anos, e gastara com os médicos todos os seus haveres, e por nenhum pudera ser curada,

Chegando por detrás dele, tocou na orla do seu vestido, e logo estancou o fluxo do seu sangue.

E disse Jesus: Quem é que me tocou? E, negando todos, disse Pedro e os que estavam com ele: Mestre, a multidão te aperta e te oprime, e dizes: Quem é que me tocou?

E disse Jesus: Alguém me tocou, porque bem conheci que de mim saiu virtude.

Então, vendo a mulher que não podia ocultar-se, aproximou-se tremendo e, prostrando-se ante ele, declarou-lhe diante de todo o povo a causa por que lhe havia tocado, e como logo sarara.

E ele lhe disse: Tem bom ânimo, filha, a tua fé te salvou; vai em paz.

Estando ele ainda falando, chegou um dos do príncipe da sinagoga, dizendo: A tua filha já está morta, não incomodes o Mestre.

Jesus, porém, ouvindo-o, respondeu-lhe, dizendo: Não temas; crê somente, e será salva.
E, entrando em casa, a ninguém deixou entrar, senão a Pedro, e a Tiago, e a João, e ao pai e a mãe da menina.

E todos choravam, e a pranteavam; e ele disse: Não choreis; não está morta, mas dorme.

E riam-se dele, sabendo que estava morta.

Mas ele, pondo-os todos fora, e pegando-lhe na mão, clamou, dizendo: Levanta-te, menina.

E o seu espírito voltou, e ela logo se levantou; e Jesus mandou que lhe dessem de comer.

E seus pais ficaram maravilhados; e ele lhes mandou que a ninguém dissessem o que havia sucedido.
(Evangelho de S. Lucas capítulo 8 vers. 40 a 56)

sábado, 6 de setembro de 2008

As camarinhas


Que saudades que eu tenho das camarinhas!
Só de pensar nelas cresce-me água na boca!

Foi há muitos, muitos anos, quando eu er jovem e ainda solteira, que eu soube o que eram as camarinhas.
Vi-as pela primeira vez na mata da praia da Pedra Lisa- em Àgua de Madeiros.
Então, lembro-me que foi um verdadeiro banquete!
Comi tantas, tantas!

Parecem pérolas penduradas no arbusto.
Primeiro são de côr branca e, quando bem maduras tornam-se cor - de - rosa.

Um dia destes tenho que me pôr a caminho e ir até lá para matar saudades das camarinhas.

A camarinha (Corema album) ou camarinheira é um arbusto da família das Empetraceae, é endémico em Portugal.
Frequente em sistemas dunares ou em matas baixas dos pinheirais.
Produz um fruto comestível e a sua rama liberta um cheiro semelhante ao mel.
É um arbusto que poderia ser adaptado como ornamental, mas muito pouco visto sem ser no seu estado natural.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Caminha...


Gostei muito deste poema que a minha amiga Rosa me "ofereceu" num comentário.
Habitualmente, o que tenho de bom, gosto de partilhar, por isso decidi deixá-lo aqui á disposição dos que por aqui passam.

"Caminha!
Vai serenamente, de fronte erguida
como proa de um navio rasgando
do mesmo modo rasga os ventos, mesmo que sejam contrários.

Caminha!
Não sejas indiferente
àquilo que te rodeia
Vai de olhos abertos
e faz que girem em redor de ti
pois, crê, existem escolhos
e não sabes em que direcção os encontrarás.

Sê humano!
Se o fores, encontrarás força e confiança
e saberás captar a dos outros...
Mesmo a dos indiferentes!
Dá o exemplo subindo à montanha..
Mas deixa visível a tua caminhada
para que os outros, indo atrás de ti,
não se percam no caminho.

Que a tua vida certa, laboriosa e fatigada
seja uma sinfonia de amor que apeteça cantar..."
(Henrique Manuel)

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Persiste...


Ainda que os teus passos pareçam inúteis, vai abrindo caminhos,

como a água que desce cantando da montanha.

Outros te seguirão.

(Saint Exupéry)

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Vamos tão longe quanto a vida nos permitir


Encontrei este texto que considero muito interessante, no blogue da amiga Anita -"Amor Fraternal ".

Pedi-lhe permissão para o publicar aqui, porquanto achei que os amigos que têm a bondade de aqui vir, por certo gostarão de o ler.

« As facilidades da vida limitam-nos.Todas as nossas perfeições deixam-nos assim preguiçosos e acomodados.
Não desenvolvemos por que não vemos a necessidade de ir além.
É como ter acesso a algo e nunca buscá-lo, exactamente por que está ali, disponível.
Ficamos admirados diante daqueles que encontram dificuldades e as vencem.
Ficamos boquiabertos diante de vídeos de deficientes que fazem muito mais do que nós e nesses instantes nos sentimos culpados.
Mas isso passa logo.
Poderíamos nesse caso, perguntar-nos quem é o verdadeiro deficiente.
Esquecemos que a vida é cheia de alternativas e bloqueamo-nos diante do primeiro muro.
Precisaremos primeiro estar cegos para que possamos desenvolver nossos outros sentidos?
Será necessário perder o uso das pernas para se fazer uso das mãos e da mente?
Deus nos vê e Seu coração deve ficar apertado.
Então Ele permite as dificuldades, não para nos maltratar, mas para que possa sair de nós o que melhor temos como a pérola fechada na concha e infinitamente mais linda que sua roupa
A vida nos mói, amassa, derruba muitas vezes para que possamos encontrar as saídas, para que possamos aprender a ver com os olhos da fé, para que possamos desenvolver outros sentidos e enriquecer nossas vidas.
Para que possamos ser exemplo para os que vêm atrás de nós, assim como são para nós aqueles que seguem adiante e nem sequer compreendemos como é que conseguem as forças.
Não é a cegueira ou os defeitos físicos que nos tornam incapazes e debilitados, mas a cegueira e defeitos da acomodação, do desânimo, da falta de perseverança.
As alternativas não faltam na vida.
O que falta muitas vezes é a motivação.
E se esta não vem por si só, será necessário sim uma queda, uma perda, uma dor para que possamos florescer e mostrar ao mundo do quanto somos capazes. »

(Letícia Thompson)

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Memória


Chove.
Mas, afinal, já chove há muitos anos...
O mundo dos meus pés nunca se move
Sem chuva , tristeza e desenganos...

Apesar disso,
Lembro-me perfeitamente bem
Do luminoso sol de certo dia...
Um lindo sol que doirava
Num toco que rebentava
Uma folha nascia
(Miguel Torga)

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

A murta




Há aqui perto do lugar onde vivo, um caminho muito antigo, ladeado por muros de pedras colocadas umas sobre as outras. Provávelmente estes muros serão centenários.
No lado direito do muro, para quem desce, existem vários tufos de uma bela planta chamada Murta.

Em toda a restante zona envolvente deste Bairro creio que não existem mais plantas destas o que me leva a crer que aquelas á beira do caminho devem ter sido ali plantadas por alguem que delas gostava, há muito, muito tempo atrás.
Nesta altura do ano estão floridas e ficam por isso ainda mais belas. As suas flores são de um branco muito alvo.
Quando passo por lá não resisto a colher um pequeno ramo para colocar na jarra de vidro que está em cima da mesa da sala de entrada. Porém, a última vez que as colhi, tive uma surpresa um tanto desagradável! è que escondida debaixo de uma folha do raminho estava uma abelha, que me "cumprmentou" com uma valente "ferroadela!"

Claro que a partir daí quando passo, olho as belas flores mas penso duas vezes antes de decidir colher um ramo.

A murta ou murteira (Myrtus communis) é um arbusto da família das Myrtaceae, uma das famílias de plantas que mais aprecio.
Tive conhecimento que foram levadas sementes desta planta para o espaço.
O objectivo é fazer testes sobre a germinação de plantas nativas de vários países.
O projecto foi a bordo do Vaivém Espacial Endeavour (voo STS-108, Dezembro de 2001) e faz parte dum projecto Ciência Viva
A partir dos murtinhos(pequenos frutos escuros) faz-se um licor muito apreciado que se chama "Arrabidino".
A partir das folhas é extraído um óleo especial que é usado em cosmética e ainda como componente de medicamentos anticatarrais e antisépticos.
A madeira deste arbusto é muito procurada para fazer cachimbos.
Da raíz e da casca é extraído tanino.
È considerada uma planta medicinal

Na mitologia grega a murta era consagrada a Afrodite e as noivas usavam bels grinaldas de flores de murta, que parece que ainda hoje usam.
Esta planta pode atingir a altura de cinco metros.
A polinização é feita por insectos(eu que o diga!) e a dispersão é levada a cabo pelos pássaros que se alimentam das bagas.