sábado, 6 de fevereiro de 2010

Porque hoje é Domingo (89)


Louvando a Deus com cânticos

«Por isso, tenham o espírito preparado para a acção. Estejam atentos e ponham a esperança na graça que lhes será concedida quando Jesus se manifestar. Como filhos obedientes a Deus, não sigam aqueles vícios de outrora quando viviam na ignorãncia. Pelo contrário sejam santos em tudo aquilo que fazem, assim como Deus, que vos chamou, é santo. Pois a escritura diz: Sejam santos. porque eu sou santo.
Se invocam como Pai aquele que julga cada um conforme as suas obras sem fazer distinção de pessoas, então tenham-lhe respeito enquanto vivem neste mundo. Saibam que foram resgatados daquela vida inútil que tinham herdado dos antepassados. E não foi pelo preço de coisas que desaparecem, como a prata e o ouro, mas pelo sangue precioso de Cristo, como de um cordeiro sem mancha nem defeito. Ele tinha sido destinado para isso, ainda antes da criação do mundo, e manifestou-se nestes últimos tempos para vosso bem. Por meio dele creêm em Deus, que o ressuscitou dos mortos, e o glorificou. E assim a vossa fé e esperança estão postas em Deus.
Aceitando a verdade, ficam purificados, para amarem sinceramente os irmãos na fé. Tenham pois amor uns aos outros de todo o coração, uma vez que nasceram de novo, não de semente corruptível, mas incorruptível, por meio da palavra de Deus, que vive para sempre. É assim que diz a escritura:
Todo o homem é como a erva
e toda a sua glória como a flor da erva.
A erva seca e a flor cai,
mas a palavra do Senhor permanece para sempre.
É esta a palavra que entre vós foi evangelizada.

(I Epístola de S. Pedro cap.1:13 a 25)

Salvamentos pelos filhos


Uma pobre minhoca prestes a morrer

Ontem, durante a nossa caminhada pelo campo, teve lugar um salvamento.
Eu caminhava um pouco á frente, de máquina fotográfica na mão, entretida a tirar algumas fotografias num local tão cheio de coisas bonitas, quando o meu filho Zé, de 28 anos, me chamou, para observar uma minhoca que se encontrava mesmo no meio do caminho, imóvel, e sem possibilidade de se deslocar, pois tinha-se aventurado a sair do meio das ervas molhadas pela chuva, e tinha ido perigosamente por o caminho de terra batida, onde a areia se agarrara ao seu corpo, qual croquete, ficando condenada a não conseguir dali sair, e muito provávelmente, vir a ser esmagada por um qualquer pé de alguém distraído que ali passasse, ou então, servir de pequeno almoço a alguma ave das muitas que ali há.
O Zé olhava para ela preocupado, e perguntou-me: "onde é que a ponho?" Eu respondi: No meio dessas ervas molhadas aí ao lado, onde ela poderá livrar-se da areia e prosseguir o seu caminho.
Entretanto, eu abaixei-me para apanhar um pauzito para ele a levantar e tirar dali; mas, ele já ia agarrá-la com a mão, sem qualquer problema. Como a mim me faz muita impressão tocá-las, lá lhe passei o pauzito e ele com todo o cuidado colocou-a no meio das flores amarelas(azedinhas).
Achei bonito o cuidado dele com a minhoca, que me fez lembrar um outro caso, quando ele tinha cerca de dois anos e ia ás cavalitas do Pedro. o irmão mais velho, que tinha na altura 17 anos, e que ao caminharmos por um caminho na aldeia, onde no meio crescia uma erva muito verdinha, e onde dos lados estava marcado o chão pela passagem das rodas dos tractores, vimos então uma caracoleta de pauzinhos ao sol, a sair perigosamente do meio da erva verde aproximando-se do local de passagem das rodas dos tractores. Todos parámos para "apresentar" a caracoleta ao "menino," e quando já ía-mos a caminhar novamente, chegando quase perto do moínho de vento lá no alto, reparámos que o Pedro com o menino ás cavalitas estava a voltar para trás. Imaginem o que ele foi fazer! Foi, nem mais nem menos "salvar" a caracoleta da possível morte pelas rodas de algum tractor, pegando nela e colocando-a a salvo atrás do muro, junto a uma videira.
Fiquei muito contente de ver o meu Pedro, um lindo rapaz de 17 anos, a salvar uma caracoleta.
Quando ontem vi o Zé fazer o mesmo á minhoca, lembrei-me logo do salvamento a que o Zé assistiu aos dois anos, e pensei se aquela atitude do irmão quando ele era pequenino, teria alguma coisa a ver com a sua actuação agora, aos 28 anos!
Como mãe, fiquei feliz, porque pelo menos isso eu consegui passar para eles! Além de muitas e muitas outras coisas, claro.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Um poema de Rosa Lobato Faria


Faleceu ontem em Lisboa, a atriz e escritora Rosa Lobato Faria. Tinha setenta e sete anos.
Talvez a palavra que melhor a caracterizasse, seja a palavra - delicadeza.
Em sua memória, e como preito da minha singela homenagem, publico aqui um dos seus poemas.

O tempo

“O tempo tem aspectos misteriosos:
Um ano passa a toda a velocidade,
E um minuto, se estamos ansiosos
Parece, às vezes, uma eternidade.

Um dia ou é veloz ou pachorrento
-depende do que está a contecer-
O tempo de estudar, pode ser lento.
O tempo de brincar, passa a correr.

E aquela terrível arrelia
Que até te fez chorar, por ser tão má,
deixa passar o tempo. Por magia,
Quando olhamos para trás, já lá não está. “

(Rosa Lobato Faria)

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Uma surpresa preocupante


Galinha de água - Gallinula Chloropus - Imagem de Gonçalo Elias


Aspecto da margem antes da limpeza - Imagem da net.


Filhote - Imagem da net


A zona sem vegetação era a zona do habitat das galinhas de água




Um aspecto da Ribeira -


O arco da velha ponte

O que resta da ponte centenária

Hoje, o nosso passeio matinal levou-nos até á Ribeira das Jardas. Trata-se na verdade de uma Ribeira, mas para nós, é o rio. Dizemos por exemplo: Vamos ao rio.
Chovia mas mesmo assim fomos.
É sempre um prazer enorme ir até ao "rio".
Porém, logo ao chegarmos, tivemos uma surpresa. Andaram a desassorear o rio e a limpar as margens. Eu sei que era necessário fazer isso, pois com toda a chuva que este inverno tem caído o rio poderá transbordar. E, recordo-me que já há muito tempo que o rio não era limpo nem cuidado.
A minha primeira reacção foi de contentamento, por as autoridades responsáveis se terem preocupado e fazer aquele trabalho.
Mas, de repente, chegando a um lugar onde as galinhas de água tinham o seu habitat, onde eu ficava que tempos a espreitar para as ver sair do meio dos caniços das margens, com os filhotes pequenos para se alimentarem, chegando aí...reparei que ninguém as tinha tido em conta e ao limparem as margens, tiraram absolutamente toda a vegetação onde se escondiam, onde tinham os seus ninhos e o a sua habitação.
Não restou uma ervinha verde que fosse...
E agora? o que lhes aconteceu?
Possívelmente foram mortas com as máquinas...
Ai que raiva!
Sempre a mesma coisa! Nunca se fazem as coisas como deve ser.
Ora, toda a gente sabia, inclusivé os serviços camarários de Sintra, que há uma fauna e uma flora muito importante naquela ribeira, que deve ser tida em conta e respeitada.
Ninguém pensou nisso.
E é assim, com atitudes como estas, que se põe a perder muito do nosso património e herança, como povo e como país.
Amanhã mesmo, conto apresentar uma reclamação junto da Câmara Municipal de Sintra. Sim, porque como cidadãos, não podemos permitir atitudes como esta.
Todos, e cada um de nós, tem o dever e a obrigação de vigiar e zelar por as coisas belas e importantes que existem na nossa comunidade.

Convido os meus simpáticos leitores a gastarem um pouco do seu precioso tempo, lendo esta belíssima descrição do que é a Ribeira das Jardas, que encontrei casualmente, num blogue de alguém que é grande amigo e apreciador daquela Ribeira e da zona envolvente.

A RIBEIRA DAS JARDAS UM NOME E UM SÍTIO ÚNICOS...

«Ao longo do seu percurso a ribeira que nasce na serra da Piedade freguesia de Almargem do Bispo, toma diversos nomes: Ribeira de Vale de Lobos depois ao passar por Meleças e Rinchoa Ribeira das Jardas, após Agualva-Cacém Ribeira do Papel. Quando finalmente, entra no Rio Tejo em Caxias, leva o nome de Ribeira de Barcarena.

É sobre o lanço da JARDA o nosso apontamento de hoje. Trata-se dum local edílico com todas as condições para ser uma ímpar área de recreio e convívio, mas não está ainda devidamente aproveitado. Com a despoluição da ribeira têm aparecido diversas espécies próprias das zonas húmidas como as galinholas. Já observamos uma destas aves na ribeira junto ao pontão de madeira no caminho da Rinchoa para Mira Sintra. As águas límpidas estão bordejadas por inúmeras árvores de porte significativo e folha perene o que dá um aspecto verdejante em qualquer estação do ano ; este arvoredo é uma reminiscência do que teria sido um bosque em galeria bastante frondoso.

A Jarda foi sempre uma ribeira de muita vegetação,daí o seu nome . Dando o devido desconto as fantasiosas intrepertações sobre o significado de Jarda, a nossa hipotese é a seguinte:

Jarda é uma unidade de comprimento inglesa e americana e cuja medida padrão era uma vara. Jarda no alemão antigo (visigótico) queria dizer VARA, BASTÃO.

Como a nossa Ribeira tinha arvores, de cujos ramos se podiam obter varas cajados bordões e outro tipo de objectos para os quais as varas têm utilidade, recebeu por isso o nome jarda, ou como diriamos hoje, RIBEIRA DAS VARAS. Sem esforço podemos concordar ser um belo e distinto nome. Como a vara sempre esteve associada ao poder e ao seu exercício a ribeira da jarda tem o dom de nos fascinar com o som cantante e verde das águas do seu leito...

Resta fazer um voto para que a requalificação do Polis do Cacém chegue também até ao Caminho de Fitares porque a Ribeira das Varas merece ser apreciada não só pelos que moramos em Sintra mas todos os habitantes da Area Metropolitana de Lisboa. Aqui deve construir-se um verdadeiro passeio ribeirinho, no rio Tejo o passeio só pode ser "marginal" pois o Tejo não é uma Ribeira.»

Ribeira há uma e única no interior duma zona densamente povoada...Esta!

Julio Cortez Fernandes

http://tudodenovoaocidente.blogs.sapo.pt/8057.html

O belo Ciclamen da Raquel


Cyclamen Persicum - Foto da Viviana

Por trás do vidro da janela do décimo andar, o belo Ciclamen da Raquel, minha linda e jovem sobrinha, recém casada, não pára de se rir para o sol que o aquece e ilumina, e o faz produzir umas atrás das outras, maravilhosas flores de um tom de rosa belíssimo.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Anoitece em Mira-Sintra...


Clique em cima da foto para ver melhor.


Quando a noite vem chegando, depois de um belo dia de sol e céu azul, e com a lua a estrear-se na fase de cheia, é esta a imagem que eu vejo da janela da minha cozinha.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Peço as vossas orações


Imagem da net

Peço a todos os que têm a gentileza e a amabilidade de visitarem este cantinho, que por favor, intercedam junto do bom Deus por a Cristina, uma jovem mulher, mãe de duas crianças, que se debate meste momento com uma grave e perigosa doença. Há quatro anos foi-lhe amputado um seio por cancro; entretanto tudo pareceu correr bem, mas a doença voltou ainda com mais força, agora no outro seio.
Vai iniciar hoje o tratamento com quimioterapia.
A Cristina é uma lutadora, uma mulher cheia de coragem e esperança.
Nestes últimos quatro anos ela juntou-se de alma e coração, aos que, através de grupos e instituições lutam contra o flagelo do cancro da mama.
Oremos e intercedamos junto de Deus por esta mulher-mãe.
"A oração da fé salvará o enfermo e o Senhor o levantará."
Que o possamos fazer com muito empenho e muito amor.
Obrigada.