O Teco na casa da aldeia.
Alguns amigos já conhecem, outros ainda não, o nosso lindo e fiel (?) gato Teco. Digo fiel, porque nestes quatro anos que com ele convivo, nunca houve motivo para não confiar nele. É um gato muito especial, que só quer bom trato, companhia e muito mimo e festinhas. Adotpou-me como uma espécie de mãe, pois gosta imenso de mim, mais do que a todos da casa...e só está onde eu estou. Ás vezes só reparo nele passado muito tempo, mas ele ali está fielmente a guardar-me e a tomar conta de mim.
O mais curioso é que o "bichinho" obedece-me.Uso uma meia dúzia de palavras sempre nas mesmas circunstâncias e ele entende-me muito bem. Digo: "Não, não pode!" Ele refila com um "miau" muito caracteristico... e vai andando, nem tenta uma segunda vez. Digo-lhe: "Sai!" E ele sai mesmo.
Digo-lhe : "Deita!" E ela deita-se. Quando não quer comer a comida que tem no prato e mia de um certo modo a pedir outra, ao mesmo tempo que tenta levar-me para junto da porta do armário onde está guardada a comida dele, digo-lhe olhando-o nos olhos (azuis lnmdíssimos): "Come!" Ele protesta mas come mesmo..
Quando está para fazer alguma, como por exemplo, saltar para cima da mesa da sala...eu digo-lhe: " Ai, ai ,ai! Não pode!" Ele barafusta e desiste da ideia.
Os netos, Nuno, Inês e Sara que estiveram aqui estes dias, tiveram oportunidade de assistir a estas cenas de obediência, e ficaram espantados.
Eu, marota...para ver a reacção deles, disse: Quer dizer, o meu gato é mais obediente que os meus netos! Eles não acharam muita piada! E, sobretudo a Inês que é uma menininha muito obediente e que procura agradar á avó Viviana, fez uma careta de nada satisfeita. Claro que eu depois disse-lhes que estava a brincar e eles entenderam.
Esta noite, contrariamente ao que é habitual...o gato Teco vai dormir comigo, pois estão cá a dormir a Margarida, a Carolina e a Beatriz, que geralmente precisam de ir á casa de banho durante a noite, e não querem de modo algum encontrar-se com o Teco no corredor.
Já sei que ele se vai portar bem. Vai aninhar-se em cima dos meus pés e aí dormir até lá para as seis da manhã.
Somos uns sortudos por nos ter calhado um gato tão especial.