quinta-feira, 8 de julho de 2010

Poesia Cabo - verdiana


Escritor Manuel Lopes

Ao ler as notícias sobre a visita de Sua Excelência o Senhor Presidente da República, Professor Doutor Anibal Cavaco Silva, á República de Cabo Verde, constatei que fizeram parte da programação textos e poemas da autoria do escritor Cabo- verdiano Manuel Lopes, que não conhecia.
Lancei-me á descoberta e foi um grande prazer conhecer um pouco da sua obra.
Dele publico este interessante poema:

A Garrafa

Que importa o caminho
da garrafa que atirei ao mar?
Que importa o gesto que a colheu?
Que importa a mão que a tocou
- se foi a criança
ou o ladrão
ou filósofo
quem libertou a sua mensagem?
e a leu para si ou para os outros?

Que se destrua contra os recifes
ou role no areal infindável
ou volte ás minhas mãos
na mesma praia erma donde a lancei
ou jamais seja vista por olhos humanos
que importa?
... se só de atirá-la ás ondas vagabundas
libertei meu destino
da sua prisão?...

(Manuel Lopes)
1907 - 2005

terça-feira, 6 de julho de 2010

Tempo para ver os filhos e os netos.



Nas últimas semanas tenho tido a benção de ter os meus quatro filhos mais por perto. Ora um, ora outro, eles têm estado por aqui, com os filhos ... os meus netos.
Isso altera o ritmo da vida e torna o dia bem diferente do habitual.
Daí, eu não visitar os meus amigos nos seus blogues, nem responder aos simpáticos comentários que alguns aqui deixam e não publicar diariamente um post. Também tenho falhado no envio diário da minha palavra amiga, via e-mail, aos meus queridos amigos e familiares.
Quero porém que saibam que esse facto não altera, nem interfere absolutamente nada, na minha grande amizade e estima por pessoas tão especiais, como vós sois.
Se Deus quiser será assim por mais algumas semanas.

Ontem, falando sobre isto com a minha maninha Esperança, que acabou de regressar da Madeira, onde esteve algum tempo com a única filha e os dois únicos netos, ela disse-me:

«Afinal, temos é que aproveitar o melhor possível todas as oportunidades que tivermos para os ver-mos.Pois já nos resta pouco tempo para estarmos com eles. Dez anos? Quinze?Na melhor das hipóteses vinte?
O que é isso? É muito pouco.»
Quando desliguei o telefone fiquei a pensar nas sábias palavras da minha irmã mais velha, e acho que ela tem toda a razão!

Lembrei-me do célebre poema enjoadinho de Vinícius de Morais.

...Porém que coisa
Que coisa louca
Que coisa linda
Que os filhos são!

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Os "Enleios" da minha infância


Para mim, são Enleios."
Imagem da net.

Tive a benção de crescer no campo, primeiro na Argentina e depois em Portugal, na zona de Leiria.
Nas minhas andanças á procura da melhor erva para os coelhos, palmilhava toda a zona envolvente da nossa casa.
Principalmente no verão quando, motivado pela seca, escasseava a tão necessária ervinha, era na vala (ribeira) onde tínha mais probabilidade de encontrar boa e fresca erva.
Entrava na água limpida e cristalina, e ficava encantada com toda aquela verdura na beira das vala. A variedade de flores e cores, encantavam-me.
Recordo-me que havia uma trepadeira que dava umas flores brancas, tipo uns sininhos, que subiam pelas canas acima até lá bem alto, e ficavam sobre a água a baloiçar ao vento, que fazia as minhas delícias.
Não lhe conheço o nome, e após várias tentativas de pesquisa na net, não consegui descobrir. Apenas encontrei uma fotografia que é a que publico acima.
Se por acaso algum amigo souber o nome dela, e queira ter a gentileza de me informar, eu ficaria muito grata.
Obrigada.

domingo, 4 de julho de 2010

Porque hoje é Domingo (109)


A minha amiga, e irmã em Cristo, Maria da Luz.

«Não se enganem: com Deus não se brinca. Cada um há-de colher aquilo que semeou. Aquele que semeia o que agrada aos maus instintos terá uma collheita de perdição, mas quem semeia o que agrada ao Espírito terá uma colheita de vida eterna. Não nos cansemos de praticar o bem pois, se não desanimar-mos teremos a colheita no tempo devido. Portanto, enquanto é tempo, façamos o bem a todos, especialmente aos que pertencem á nossa família na fé.»
( Ep. de S. Paulo aos Gálatas cap. 5 : 7 a 11)

sábado, 3 de julho de 2010

Quem me dera...


Casa rural no Minho, perto do Gerês.

Quem me dera ter uma casa com uma janela igual a esta!
Se fosse minha, retirava as cortinas, abria a janela e, sentava-me ao entardecer, num daqueles bancos de pedra que acho lindíssimos, e ali ficaria até o dia declinar, ouvindo calmamente, serenamente, o cantar dos ralos e dos grilos.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

O Teco tem hoje a sua oportunidade


O Teco na casa da aldeia.

Alguns amigos já conhecem, outros ainda não, o nosso lindo e fiel (?) gato Teco. Digo fiel, porque nestes quatro anos que com ele convivo, nunca houve motivo para não confiar nele. É um gato muito especial, que só quer bom trato, companhia e muito mimo e festinhas. Adotpou-me como uma espécie de mãe, pois gosta imenso de mim, mais do que a todos da casa...e só está onde eu estou. Ás vezes só reparo nele passado muito tempo, mas ele ali está fielmente a guardar-me e a tomar conta de mim.
O mais curioso é que o "bichinho" obedece-me.Uso uma meia dúzia de palavras sempre nas mesmas circunstâncias e ele entende-me muito bem. Digo: "Não, não pode!" Ele refila com um "miau" muito caracteristico... e vai andando, nem tenta uma segunda vez. Digo-lhe: "Sai!" E ele sai mesmo.
Digo-lhe : "Deita!" E ela deita-se. Quando não quer comer a comida que tem no prato e mia de um certo modo a pedir outra, ao mesmo tempo que tenta levar-me para junto da porta do armário onde está guardada a comida dele, digo-lhe olhando-o nos olhos (azuis lnmdíssimos): "Come!" Ele protesta mas come mesmo..
Quando está para fazer alguma, como por exemplo, saltar para cima da mesa da sala...eu digo-lhe: " Ai, ai ,ai! Não pode!" Ele barafusta e desiste da ideia.
Os netos, Nuno, Inês e Sara que estiveram aqui estes dias, tiveram oportunidade de assistir a estas cenas de obediência, e ficaram espantados.
Eu, marota...para ver a reacção deles, disse: Quer dizer, o meu gato é mais obediente que os meus netos! Eles não acharam muita piada! E, sobretudo a Inês que é uma menininha muito obediente e que procura agradar á avó Viviana, fez uma careta de nada satisfeita. Claro que eu depois disse-lhes que estava a brincar e eles entenderam.
Esta noite, contrariamente ao que é habitual...o gato Teco vai dormir comigo, pois estão cá a dormir a Margarida, a Carolina e a Beatriz, que geralmente precisam de ir á casa de banho durante a noite, e não querem de modo algum encontrar-se com o Teco no corredor.
Já sei que ele se vai portar bem. Vai aninhar-se em cima dos meus pés e aí dormir até lá para as seis da manhã.
Somos uns sortudos por nos ter calhado um gato tão especial.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Presentes bonitos











Obrigada querida Sandrinha, por a sua linda e doce amizade, e também por estes presentinhos bonitos. ( http://aotoquedoamor.blogspot.com)