segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

As pessoas passam...as suas flores continuam


Os gradeamentos e os vidros destruidos.


A bela rosa cointinua a florir.


No meio da ferrugem florescem os narcisos.

Aqui bem perto do lugar onde moro há uma zona de vivendas. Bem numa esquina, está uma casa abandonada e já bastante vandalizada. Sempre que ali passo não consigo deixar de olhar para ela e, intrigada, tentar perceber a sua história e o motivo porque assim está, e assim continua ano após ano. Há estranhos que entram e saem dela e a vandalizam cada vez mais. Faz-me pena e revolta.
É interessante notar, apesar de tudo, que as rosas e os narcisos plantados ali há muito tempo, sabe-se lá por quem, continuam a teimar em nascer e florir todas as primaveras.
Vão-se as pessoas mas as "suas" flores ficam.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Porque hoje é Domingo (141)


Igreja em Vilar da Veiga - Gerês

« Mas isso desagradou extremamente a Jonas, e ele ficou irado.
E orou ao SENHOR, e disse: Ah! SENHOR! Não foi esta minha palavra, estando ainda na minha terra? Por isso é que me preveni, fugindo para Társis, pois sabia que és Deus compassivo e misericordioso, longânimo e grande em benignidade, e que te arrependes do mal.
Peço-te, pois, ó SENHOR, tira-me a vida, porque melhor me é morrer do que viver.
E disse o SENHOR: Fazes bem que assim te ires?
Então Jonas saiu da cidade, e sentou-se ao oriente dela; e ali fez uma cabana, e sentou-se debaixo dela, à sombra, até ver o que aconteceria à cidade.
E fez o SENHOR Deus nascer uma aboboreira, e ela subiu por cima de Jonas, para que fizesse sombra sobre a sua cabeça, a fim de o livrar do seu enfado; e Jonas se alegrou em extremo por causa da aboboreira.
Mas Deus enviou um verme, no dia seguinte ao subir da alva, o qual feriu a aboboreira, e esta se secou.
E aconteceu que, aparecendo o sol, Deus mandou um vento calmoso oriental, e o sol feriu a cabeça de Jonas; e ele desmaiou, e desejou com toda a sua alma morrer, dizendo: Melhor me é morrer do que viver.
Então disse Deus a Jonas: Fazes bem que assim te ires por causa da aboboreira? E ele disse: Faço bem que me revolte até à morte.
E disse o SENHOR: Tiveste tu compaixão da aboboreira, na qual não trabalhaste, nem a fizeste crescer, que numa noite nasceu, e numa noite pereceu;
E não hei de eu ter compaixão da grande cidade de Nínive em que estão mais de cento e vinte mil homens que não sabem discernir entre a sua mão direita e a sua mão esquerda, e também muitos animais?

(Livro do Profeta Jonas cap.1:1 a 11)

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Que mundo é este em que vivemos?


A senhora foi encontrada no quarto andar
deste prédio na Rinchôa - Sintra


Ouvi a notícia e fiquei estarrecida.
Demorei algum tempo a recuperar a minha habitual tranquilidade.
Já lá vão dois dias e o acontecimento não sai do meu pensamento, perturbando-me ainda.
Pensei logo escrever aqui algo sobre o assunto, porém como o acho tão terrível e tão desagradável, ponderei, ponderei, se seria melhor não falar nele e assim poupar-vos e não vos perturbar.Mas ao terceiro dia e ouvindo os meios de comunicação social falar a toda a hora nele, decidi partilhar convosco o que penso sobre a situação. Sei que corro o risco de me acusarem de citar coisas ruíns demais e chocantes, porém, mesmo assim eu prefiro dizer o que penso e o que acho desta civilização tão pobre dos valores que o cristianismo nos ensina e nos transmite. Os valores do amor ao próximo, da valorização do ser humano, do respeito por os outros, da solidariedade e da bondade.

Aqui muito perto do lugar onde vivo, pegado a Mira-Sintra, fica a Rinchôa que praticamente vejo da minha janela. Num quarto andar de um prédio que fica junttinho do Conservatório onde os meus netos Nuno e Inẽs estudam música, esteve durante nove anos! o cadáver de uma idosa que ali viveu mais de trinta anos, caído de bruços no chão da cozinha, tendo ao lado o esqueleto de um cão e perto, os cadáveres dos passarinhos. Em 2002 uma vizinha deu por falta da senhora e foi á Polícia e á Guarda participar o sucedido e pedir para virem arrombar a porta e ver o que se passava com a senhora.Não quiseram ir alegando que se estivesse alguém morto lá dentro cheiraria mal, o que parece não seria o caso. Um sobrinho, foi durante esses nove anos 13 vezes ao tribunal de Sintra pedir para irem abrir a porta. Não foram. A mesma resposta: se estivesse alguém morto lá dentro cheiraria mal, o que não seria o caso.
Segundo o sobrinho, a última vez que esteve no tribunal foi uns dias antes da notícia sair na comunicação social.
Ao longo destes nove anos a caixa de correio ficou abarrotada de cartas com o vale da Pensão da reforma da senhora, e outras.Nunca, para além do sobrinho ninguém veio saber dela.
Até que o Ministério das Finanças, por uma dívida de 1500 Euros de falta de pagamento da sisa, sem mais, decidiu pôr em leilão o apartamento da senhora, que no caso foi vendido por um preço baixíssimo, creio que cerca de trinta mil Euros, de onde descontou os 1500 da dívida, ficando com 28.500 Euros em seu poder. Pois bem, foi quando uma senhora ucraniana que arrematou o apartamento, acompanhada de um agente da autoridade, procedeu ao arrombamento da porta, que descobriram a senhora idosa caída. na cozinha.
O país inteiro ficou chocado. Agora, o próprio procurador Geral da República ordenou um inquérito para apurar responsabilidades.
E nós perguntamos: Num lugar onde vivem 46.000 pessoas, onde há sempre gente nas ruas, onde há todo o tipo de estruturas e serviços, com vizinhos no prédio por baixo e por cima da casa da senhora, passando á sua porta durante nove anos, como foi possível isto acontecer? Impressiona e assusta.
Vários sociólogos tentam explicar o acontecido, mas, nota-se que também eles estão profundamente tristes e chocados, e avisam: Portugal hoje é o terceiro país da União Europeia com mais idosos a viverem sózinhos o que conduzirá a que acontecimentos deste género tenham cada vez mais lugar.

Eu! - de Fernanda de Castro


Imagem- http://criz-motherofthebride.blogspot.com)

O homem de génio diz: eu sou.
O poderoso afirma: eu posso.
O rico diz: eu tenho.
E o ambicioso: eu quero.
Eu! Eu! Eu!
E afinal
esses que vivem sós,
completamente sós,
quanto dariam para como tu,
ou como eu,
dizerem simplesmente: nós

(Fernanda de Castro, in «39 Poemas», 1942)

Encontrei este poema no blogue da amiga Fernanda
- http://nanda-fernandarocmsncom.blogspot.com/ - e não resisti a partilhá-lo aqui com os amigos.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Novos presentinhos e boas notícias





Mais uma vez (já foram tantas) a minha querida amiga Sandrinha do blogue - http://aotoquedoamor.blogspot.com/ - ofereceu-me estes dois lindos presentinhos.
Eu sei que ela o faz com muita alegria e com muito carinho, e por isso lhe estou muito grata. Obrigada, de coração, amiga. Agradeço ao nosso Deus por ter preparado o "nosso encontro" e peço-lhe que abençoe a nossa linda amizade e a projecte por toda a eternidade.

Boas notícias



Lembram-se de eu ter escrito, não há muito tempo, que a gatinha sem dono, a mãe dos gatinhos, da aldeia, tinha desaparecido? Estávamos muito tristes porque receávamos que alguém lhe tivesse feito mal. Mas ontem, quando chegámos á nossa casa da aldeia ela deu por a nossa chegada e veio lá de não sei de onde, ter connosco e comeu. Foi um alivio. Ela está bem graças a Deus.
Ao vê-la, lembrei-me do que o amigo Manuel deixou no seu comentário:
"Não se preocupe porque se ela estiver viva ela aparece."
E apareceu. Que bom!

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

E as visitas são: 150.000!





Ao comemorar as 150.000 visitas a este blogue, quero agradecer a todos aqueles que durante estes três anos e meio tiveram a amabilidade e a gentileza de por aqui passar, manifestando assim o seu interesse por as coisas simples do dia - a dia, que por aqui vou publicando.
Sou grata a Deus por esta oportunidade de, desta forma, abrir o meu coração e partilhar com todos os amigos aspectos da minha vivência que têm significado para mim.
Por tantos amigos e amigas que vieram enriquecer a minha vida, por o carinho e amizade que me têm dispensado, o meu MUITO, MUITO OBRIGADA!
Andaremos por aqui, com alegria e com prazer, até quando Deus assim quiser.
O meu caloroso e afectuoso abraço a cada um.

Colher e semear


Flores do bosque - Viviana

"Se temos de esperar,
que seja para colher a semente boa
que lançamos hoje no solo da vida.
Se for para semear,
então que seja para produzir
milhões de sorrisos,
de solidariedade e amizade."

(Cora Coralina)