sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Folhas -Um poema de Graciete Pio



Folhas

Folha de papel,
Folha escrita ou folha em branco...
Folha que vai de mão em mão
E traz o riso, a vida ou dor e pranto
Ao mais feliz e ansioso coração...
Folha de Hera viçosa e verdejante
A enfeitar muros velhos nos caminhos
E as árvores rodeando em doce enleio,
Levada pelo saudoso viajante
Á esposa com um mundo de carinhos...
Colhida por namorados em passeio...
Folha de árvore caindo tristemente
Sob a pressão de um vento embalador
Que sopra lenta, calma, suavemente...
Folha de livro, nosso amigo melhor
Nas noites excitantes, sem sono,
como nos dias de mísero abandono...
Dupla página de assunto vário...
Folha de férias, alegria do operário...
Folha de aço cortante numa espada
Fria e cruel, pelo homem desembainhada;
Causa de lágrimas, de dor e de lamento,
Em vez de amor trás morte e sofrimento...
Trinta surpresas: folha de calendário,
Que tráz em si destino oculto vário...
Folha que enfeita a flor tão delicada
E lhe empresta a leveza de uma asa,
Ornamentando desde a mais cuidada
Á mais triste e humilde campa rasa...
Que espécie de folha sou eu?
Folha seca? Folha verde?
Folha que se desprende e que se perde
No vácuo imenso do azul do céu?

...Eu quero ser a folha limpa, em branco,
Folha espaçosa com a imensidade,
Na qual a mão divina do Deus santo
Escreva o Bem, o Belo e a Verdade!

Graciete Pio . no livro: Perfume do Céu

Nota: Cresci com a Graciete nos bancos da Igreja Baptista de Leiria.

Por Portugal adentro...(2)


Ericeira -Mafra.
Fonte da imagem
: http://www.trekearth.com Foto de Luis marques

Ontem, foi dia feriado em Portugal. Celebraram-se os 101 anos da Implantação da República.
O dia esteve magnífico - autêntico verão - o que fez com que muita gente de Lisboa e arredores, incluindo os cá de casa, corresse para junto do mar na Ericeira, a refrescar-se, e a "abancar" nos excelentes restaurantes, onde para além da boa carne do Oeste se pode apreciar um peixe fresquinho e o famoso marisco da zona, que há séculos fez da Ericeira um dos mais famosos portos pesqueiros portugueses. Já só no seu bem organizado museu da Misericórdia se podem admirar modelos dos antigos barcos de pesca típicos da Ericeira.
Aliás, foi neste porto que em 1910 a família real - a Raínha Dona Amélia e o seu filho D. Manuel, partiram para o exílio.
A Ericeira tem o condão de nos encantar não só com o seu mar belíssimo, as suas arribas multicores, como a da foto acima, e ainda pelo seu antigo casarío de uma enorme beleza. A zona mais moderna expandiu-se grandemente nos últimos tempos, contando com abundante habitação e toda uma rede de infra-estruras que fazem da Vila da Ericeira um local previligiado de veraneio.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Uma brisa fresca em tempo de crise


A Porcel - Fábrica de Porcelanas - Oiã - Aveiro.

Como portugueses, estamos cansados, saturados, "fartos até á raíz dos cabelos", de ouvir a todo o momento falar de crise, de austeridade, empresas falidas e, quanta coisa ruim por aí por esse Portugal fora. Pois bem, é bom que conheçamos e saibamos que nem tudo é tão terrível assim como dizem.Hoje, quero partilhar aqui com os amigos, uma história verídica e de sucesso, que a minha amiga Dilita descobriu...e divulgou no seu blogue - http://rendadebirras.blogspot.com/ - no passado dia sete de Junho:

"A Porcel - Indústria Portuguesa de Porcelanas SA, ajudou a reconstruir um dos maiores templos da religião Bahá'i, localizado em Israel, destino anual da peregrinação de milhares de fiéis, através da produção de telhas que revestem a cúpula, apropriadamente descrita como "jóia da coroa", do Santuário do Báb considerado de "valor excepcional" na lista de Património da Humanidade da UNESCO. "

- http://rendadebirras.blogspot.com/ -

Vejam, alegrem-se e animem-se.
Graças a Deus, ainda há por aí excelentes exemplos a seguir.
Obrigada Dilita por a iniciativa.

Veja aqui.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

E pronto! A missão está cumprida.


A mãe dos gatinhos.

O dia de hoje - 4 de Outubro de 2011 - foi repleto de emoções fortes. Chorei sentidamente... e sorri de satisfação, por atingir o objectivo que me tinha proposto: Cumprir uma importante missão.
Há cerca de cinco meses decidi salvar uma linda gatinha adolescente, de morrer envenenada lá na aldeia.Trouxe-a cá para casa para junto do nosso lindo gato Teco, (a minha irmã chama-lhe "o nosso gato de porcelana") que também salvei da morte certa...quando foi encontrado, escondido e já sem se poder levantar - tal era o estado de fraqueza - no meio de uns arbustos de um canteiro, aqui e perto, por uma cadela a "Neca" que por sua vez também foi salva... aqui na rua, por a minha amiga Mitó. Foram três salvamentos!
Não foi fácil a adaptação da gatinha aqui em casa, pois ela entendeu que o espaço era todo dela e, toca de correr e perseguir o pobre do Teco que começou a entrar em depressão. Ficou triste, quase não comia, deixou de brincar, e andava com um ar infeliz.Por sua vez a gata trazia hábitos de "casa de banho ao ar livre" o que levou a que acontecessem "coisinhas" um tanto desagradáveis. Comecei a reparar que a barriga da gata estava a crescer e levei-a ao veterinário que confirmou uma gravidez no início, coisa que eu não estava á espera, mas que não constituiu qualquer problema, pois seria uma oportunidade de salvar esta ninhada, já que a primeira acabou no afogamento dos gatinhos mal nasceram.Cuidámos o melhor possível dela e acarinhámo-la muito. Uma madrugada teve os gatinhos num roupeiro, em cima de um pullover do Jorge. Arranjámos um tabuleiro bem confortável que colocámo-lo num canto do escritório do Jorge. Ali foram crescendo, até começarem a sair do tabuleiro e a vir para a sala e a cozinha.Eram quatro, mas dois deles, muito bonitinhos, morreram não sei como... um dia de manhã estava um morto e no dia seguinte outro. Gordinhos e aparentemente saudáveis sem qualquer sinal de violência. Até hoje não percebi o que ali aconteceu. Fui enterrá-los, os dois no mesmo dia, na hortazinha junto ao rio. Fiz uma "cerimónia." Chorei, chorei muito. O único assistente foi o Jorge, que me deixou chorar á vontade. Depois, colhi flores e coloquei-as em cima da terra que sinalizei com uma pedra grande. Todas as vezes que vamos á horta, vamos lá pôr flores.
Entretanto, os outros dois gatinhos foram crescendo e ficaram muito bonitos; um gatinho e uma gatinha. Como moro num 3º andar (apartamento) percebi que não podia ficar com os dois gatinhos mais a mãe e o Teco. Eram muitos gatos. Depois de ter perguntado á família e aos vizinhos se queriam ficar com um gatinho e não ter havido uma resposta positiva, lembrei-me de publicar aqui neste espaço a fotografia dos gatinhos e aguardar a ver se aparecia alguém que os adoptasse Aí, a Mimi, minha comadre, falou com a nora Sofia, que é veterinária e tem uma loja de animais em Lisboa, que colocou na loja a foto dos bichinhos, o que chamou a atenção de um homem jovem que gostou da "carinha" do gatinho. Tudo combinado, fomos hoje levar o gatinho a casa da Mimi, onde a nora o foi buscar e levou para o entregao ao novo amo. Já está num novo lar... onde sei que vai ser bem tratado e acarinhado... quer dizer, ser feliz!
Despedi-me dele com lágrimas, enquanto lhe pedia desculpa por não poder ficar com ele. A mãe, andou calada demais durante o dia, mas agora, que era hora de irem os três dormir em cima do cadeirão na sala, anda por aí por a casa a chamar por ele com miar de chamamento. Ficou longo tempo diante da porta de entrada a olhar por a greta por baixo da porta, como que á espera que ele apareça a qualquer momento. Pobrezinha! Tenho-lhe feito muitas carícias e festinhas... para ajudar a que a separação seja mais fácil. Mas, era assim que era para ser... ele teria de ir para uma outra família, para um novo lar. Estou cheia de saudades e com pena da mãe...mas estou feliz porque salvei a mãe, salvei os filhos e encontrei alguém que tem muito carinho e amor para dar ao lindo gatinho que foi chamado por o novo amo, de Gaitán, o jogador do Benfica. O Zé quando soube do nome ficou todo contente, porque era esse o nome que ele tinha sugerido para o gatinho.
Então, ao fim deste dia cheio de emoções fortes... é altura para dizer: Foi muito bom ter-te connosco este tempo, Gaitán! Que sejas verdadeiramente feliz!
Como até ontem não tinha surgido nenhum adoptante para a gatinha e como estamos tão afeiçoados a ela... decidimos que ela vai ficar connosco. De um, vamos passar a ter tês gatos. O Teco já não está deprimido há agum tempo, agora todos se dão bem e, assim sendo, vêm-me á lembrança as célebres palavras de Shakespear: "Tudo está bem, quando acaba bem."

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Força, Gil! Esta etapa já está! Venha daí a próxima.


O neto Gil




Clique em cima para ver melhor.

Os netos são uma fonte alegria.Graças a Deus, eu bem o posso afirmar.
O Gil, neto mais velho, terminou com êxito o seu ensino secundário e já ingressou na Faculdade de Ciências de Lisboa, onde se matriculou no Curso de Meteorologia - Oceanografia e Geofísica.
Iniciou o ensino básico com cinco anos e, sem nunca reprovar, aos 17 anos está a iniciar a vida académica. Foi sempre um bom aluno, aplicado e trabalhador e assim obteve um Diploma do 12º ano com a classificação de 17 valores e um certificado de Excelência.
Os amigos que me desculpem esta "vaidadezinha" de avó, mas, na verdade, estou muito feliz com o sucesso do Gil. Estou certa que irá continuar a estudar com gosto e empenho e já o posso imaginar como Meteorologista ás voltas com as nuvens, com o vento e a humidade e temperatura do ar. Ele já tem no telhado da sua casa - que é por cima da minha - e na janela do seu quarto, todos os equipamentos que lhe permitem bastante informação sobre o estado do tempo.
Aliás, aqui ao lado, no meu blogue chega toda essa informação...de modo que vos posso dizer que neste momento, aqui em Mira-Sintra, a temperatura do ar é de 19, 7º - c - humidade do ar 69 - ponto de orvalho 13,8 - chuva 0,00 mm e a pressão atmosférica 1024,1. Actualizado há 4 segundos atrás.
Parabéns, Gil!
Obrigado por esta alegria que me dás.
Vai em frente! Persegue o teu sonho!
Que Deus te abençoe.
Um beijo da avó Viviana.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Crise? Qual crise?


O "tio Teco" com os gatinhos.


O brinquedinho do gatinho "Pipo"
(O mais escurinho)

Decididamente, crise, é coisa que não se vislumbra aqui por casa!
Se até o gatinho se entretém a brincar com uma nota de cinco euros... no chão da cozinha!
Ah! mas eu ainda fui a tempo de a salvar inteirinha...

domingo, 2 de outubro de 2011

Porque hoje é Domingo (171)


Capela em Lamego.
Fonte da imagem: http://lamegoimage.blogspot.com

«E aconteceu que, completando-se os dias para a sua assunção, manifestou o firme propósito de ir a Jerusalém.

E mandou mensageiros adiante de si; e, indo eles, entraram numa aldeia de samaritanos, para lhe prepararem pousada,

Mas não o receberam, porque o seu aspecto era como de quem ia a Jerusalém.

E os seus discípulos, Tiago e João, vendo isto, disseram: Senhor, queres que digamos que desça fogo do céu e os consuma, como Elias também fez?

Voltando-se, porém, repreendeu-os, e disse: Vós não sabeis de que espírito sois.

Porque o Filho do homem não veio para destruir as almas dos homens, mas para salvá-las. E foram para outra aldeia.

E aconteceu que, indo eles pelo caminho, lhe disse um: Senhor, seguir-te-ei para onde quer que fores.

E disse-lhe Jesus: As raposas têm covis, e as aves do céu, ninhos, mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça.

E disse a outro: Segue-me. Mas ele respondeu: Senhor, deixa que primeiro eu vá a enterrar meu pai.

Mas Jesus lhe observou: Deixa aos mortos o enterrar os seus mortos; porém tu vai e anuncia o reino de Deus.

Disse também outro: Senhor, eu te seguirei, mas deixa-me despedir primeiro dos que estão em minha casa.

E Jesus lhe disse: Ninguém, que lança mão do arado e olha para trás, é apto para o reino de Deus.

(Ev. de S. Lucas cap.9:51 a 62)