quarta-feira, 8 de julho de 2015

Pontes de Portugal - Ponte de Ponte de Lima (9)

Ponte de Ponte de Lima - Fonte da imagem: https://pontesvida.wordpress.com
«Numa das mais belas vilas de Portugal subsiste uma das mais belas pontes do país, a Ponte sobre o Rio Lima. A destacar as suas particularidades visto tratar-se não de uma mas de duas pontes… 

“Monumento Nacional de primeira grandeza é a medieva ponte que atravessa o leito do Rio Lima, ao largo da vila minhota de Ponte de Lima. Esta ponte e este rio – que estão na origem do nome da povoação que o margina – sempre se revelaram importantes vias de comunicação do Alto Minho.

A ponte, que estabelece a ligação entre a parte central do burgo e o Bairro de Além-da-Ponte, seria reconstruída cerca de 1362. A sua estrutura é composta por 24 arcos, com o troço inicial construído sobre um velho braço do rio e que actualmente se encontra assoreado – vestígios materiais de uma anterior ponte romana que ligava o eixo viário entre Braga e a cidade espanhola de Astorga. Este trecho inicial da ponte romana, que se localiza na margem direita do leito do rio, foi edificado no tempo do imperador Augusto.

Os romanos e bem aparelhados arcos de volta perfeita contrastam vivamente com os restantes 16 arcos quebrados, que sustentam grande parte do estreito tabuleiro de circulação. Estes arcos góticos trecentistas, intercalados por olhais, estão assentes em excêntricos talha-mares graníticos que se assemelham a diminutas e pontiagudas proas de um barco.” »

  (No blogue:  https://pontesvida.wordpress.com)


segunda-feira, 6 de julho de 2015

Apresento-lhes a Rosa Chinensis «Perle D´or»





 Reparem bem na beleza suave dos tons  das pétalas.

Obtida por Dubreuil em 1883, o vigor desta roseira varia conforme os jardins.
Produz incessantemente ramalhetes de flores de um amarelo de âmbar, com o centro alaranjado.
As pétalas de comprimento irregular, têm a página inferior canelada.
Floresce abundantemente

Sub-arbusto:
0,80m x o,60, por vezes maior.
Sol directo.
Diâmetro das flores:
4cm, 20 a 40 pétalas
Perfume de chá.

( No meu livro - Rosas Antigas & Silvestres- 
de Paul Starosta - Eléonore Cruse)

domingo, 5 de julho de 2015

Porque hoje é Domingo (345)

 Templo da Terceira Igreja Evangélica Baptista de Lisboa. 
O repouso do cristão

«Portanto, ainda resta um repouso para o povo de Deus.

Procuremos, pois entrar naquele repouso para que ninguém caia no mesmo exemplo de desobediência.
Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração. E não há  criatura alguma encoberta diante dele; antes todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele  com quem temos de tratar.

Cheguemos pois, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno».
   (Epistola de S. Paulo aos Hebreus cap.4;9, 11 a 13, 16)

sábado, 4 de julho de 2015

O Menino Grande . Um Poema de Sebastião da Gama

Os meninos brincando "no mar feito gelo" na Ilha de Uto- Finlândia          

.O MENINO GRANDE

Também eu, também eu,
joguei ás escondidas, fiz baloiços,
tive bolas, berlindes, papagaios,
automóveis de corda, cavalinhos...

Depois cresci,
tornei-me do tamanho que hoje tenho;
os brinquedos perdi-os, os meus bibes
deixaram de servir-me.
Mas nem tudo se foi:
ficou-me, dos tempos de menino,
esta alegria ingénua
perante as coisas novas
e esta vontade de brincar.

   (Sebastião da Gama - No, Boletim Cultural - 1990
 Na Rota das Palavras - Fundação Calouste Gulbenkian)

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Cântico Fraterno - Um Poema de Miguel Torga


 CÂNTICO   FRATERNO

Chamo por ti.
Chamo por ti, com versos fraternais.
Nunca te vi,
Mas nascemos dos mesmos pais.

Chamo em nome da vida, que me ordena
Que te diga a verdade;
É o meu lenço que acena,
Mas o cais é de toda a humanidade.

Deixa as sombras e vem!
És homem  como eu sou, hás-de gostar
De pisar com desdém
A herança que não podes renovar.

O passado é o passado - já morreu.
Grande é o futuro, por nascer.
Nenhum fruto maduro prometeu
O que a semente pode prometer.

Do que foi embebedas a lembrança.
Do que há-de ser, estremeces!
Vindo, voltas a  ser criança;
Mas aí, apodreces.

Chamo por ti de manso,
Numa ordeira canção;
É uma ponte de sonho que te lanço...
Passa por ela, irmão!

  (Miguel Torga - 
  - no livro - Miguel Torga - Obra Completa
  Antologia Poética (Circulo dos Leitores)

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Olá! "Alguém" de Rio Tinto

Fonte da imagem:pelalinhaferrea.blogspot.p

Prémio  ganho pela Estação de Rio Tinto - Gondomar - no Concurso "Estações Floridas" 
OLÁ! "ALGUÉM"  DE RIO TINTO

Em princípio, daqui em diante, reservarei as quintas-feiras para " me meter" com alguém que vem com muita frequência visitar este humilde espaço, e que eu não faço ideia de quem seja.
Todos os dias, no registo das dez últimas visitas, eu encontro "alguém" que vem de Rio Tinto.
Por isso, aqui e agora, quero saudar "esse alguém" , dizer-lhe: Muito Obrigada! e, enviar-lhe um grande a fraterno abraço

Tinha gosto em conhecê-lo/a.
Se acaso se quiser "revelar"...deixo aqui o meu contacto:

vivianabengelsdorff@gmail.com


quarta-feira, 1 de julho de 2015

E o mês de Julho chegou

A erva abelha - Fonte da imagem: www.naturophoto.cz.com
hipericão - Fonte da imagem: www.tuasaude.com

E O MÊS DE JULHO CHEGOU

Estas belas flores,  fazem parte dos "jardins  naturais", que podemos observar em Julho.
Encontram-se facilmente por aí pelos nossos campos. De salientar, que  nesta secretária onde escrevo, tenho bem juntinho a mim, uma linda jarra verde com hipericão florido, cor de oiro. Colhi-o há dias junto á minha Ribeira das Jardas.

O mês de Julho, que no nosso calendário é o sétimo, era originariamente o quinto mês do ano, e por isso os romanos lhe deram o nome Quintilis. O nome de Julius tomou-o posteriormente em honra de Júlio César, que nasceu neste mês.
De dois autores ingleses, partilho aqui com os amigos estes dois interessantes poemas:

"Dai-me o  canto da rola,
o riso ameno do trigo batido pelo vento,
a suave encosta dessa colina pastoril,
o ribeiro juncoso onde o gado se reune
vagueando e bebendo até se saciar"

   (Jean Ingelow)

"O amarelo da trevo estende-se pelas clareiras,
o amarelo da potentilha de folhas orvalhadas,
e o amarelo da perpétua. Amarelos estão
os montículos de musgo. O trigo, de colo azul,
baloiça até se tornar amarelo nos fardos.
Amarelo esverdeado, irrompe do matagal o alegre pica-pau.
Afiada como uma foice é a margem entre a luz e a sombra.
Ri o coração da terra, olhando para os céu.
Pensando na colheita, olho e penso na minha".
    (Amor no vale - .Meredith)

E já agora , aqui deixo um registe da naturalista Edith Holden,  de como se apresentou o dia 1 de Julho de 1906 - portanto faz hoje 109 anos:

Julho 1 -" Um dia agradável, embora sombrio, com  brisa de nordeste."

Curiosamente, muito igual ao dia de hoje aqui em Mira-Sintra.

(Do meu livro - A Alegria de viver com a Natureza de Edith Holden)