sexta-feira, 7 de abril de 2017

A VERDADEIRA LIBERDADE

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A VERDADEIRA LIBERDADE

"A tragédia do século XX" ,  segundo Chesterton citada por João Del Nero, "não é tanto  a falta de liberdade: é a falta de gosto pela liberdade".
Na realidade, o homem do século actual vive um drama quotidiano buscando a liberdade no individualismo egoísta, na satisfação dos seus apetites, na corrida cega e violentadora da salvaguarda dos seus interesses materiais, tornando-se verdadeiro obcecado das competições sem entranhas. Eis a razão das loucuras colectivas em que se perpetram os crimes mais terríveis, em que se fomentam as guerras mais atrozes deixando o mundo transformado numa fogueira indominável alimentada pelo corpo e pela alma do homem desesperado, homem que buscando a riqueza encontra a miséria;  buscando a fama encontra o escárnio; buscando o conforto encontra o meio hostil;  buscando a alegria encontra a lágrima e buscando a liberdade, encontra a escravidão!
Desorientado por esta cegueira e esta dureza de coração é que o homem, cheio de vaidade e personalismo não pode encontrar a liberdade no Livro Santo (Bíblia), liberdade que é  oferecida em todas as suas páginas: liberdade que é sonhada após a passagem do mar Vermelho, liberdade que é realizada na entrada de Canaã pelo povo Hebreu; liberdade que é aspirada pelo filho pródigo feito guardador de porcos, liberdade que é  realizada no seu regresso cheio de arrependimento e humildade; liberdade que é  ansiada pelo pecador afastado de Deus, liberdade que é realizada quando ele submisso se entrega a Cristo com a pergunta Súplice: "Senhor, que queres que faça?"

 (João Crisóstomo  de Oliveira - no livro - A BÍBLIA LIBERDADE SALVADORA

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Do Grande Livro do Amor

Thomas  Woodrow Wilson.
«Acima de tudo, ela deu-me algo
porque viver!
Os seus braços são capazes
de afastar qualquer cuidado;
As suas palavras
são o meu consolo
e inspiração...
E tudo isso, porque
o amor que ela me tem 
é a minha vida.»

(Thomas Woodrow Wilson - Presidente dos Estados Unidos da América
  1856 - 1924
Para a sua mulher Ellen)

quarta-feira, 5 de abril de 2017

A ÁGUIA E O ESCARAVELHO - Curvo Semedo


A ÁGUIA E O ESCARAVELHO

De veloz águia fugindo
Novo pequeno coelho,
Encontra na fuga a toca
Dum graúdo escaravelho.
Posto que ténue este abrigo
Buscando salvar a pele,
Julgar-se pode se o triste
Faria por entrar nele
Comovido o escaravelho
Do mal daquele infeliz,
Á feroz águia intercede:
«Ave real, neste pobre
»Meu compadre e meu vizinho
»Tuas garras não empregues,
»Tem dó dele, coitadinho!
»Sei que para ti não obsta
»O asilo da minha casa,»
Ela nisto num safanão
Lhe dá com o coto d`asa.
A vitima infausta empolga
Do abrigo tendo zombado,
Deixando o bom protector
De frio susto embaçado;
No qual esta horrível cena
Faz tão rápida mudança,
Que toda a sua piedade
Se torna logo em vingança.
Vai ao tronco onde o seu ninho
Tinha a cruel águia feito,
Quebra-lhe os ovos e vem
Inda pouco satisfeito,
Ela vendo o fero estrago
Da sua prole querida,
Com gritos atroa os ares,
Tenta contra a própria vida.
Tomar severa vingança
Em vão do insulto pretende,
Que a pequenez do agressor
Da sua raiva o defende.
No ano seguinte mais alto
Vem seu ninho edificar,
Mas lá mesmo o vingativo
Lhe vai os ovos quebrar.
Assim do coelho a morte
Segunda vez é vingada,
 E a sua atroz matadora
Sente aflição duplicada,
Seis meses em vãos gransnidos
Atroa montes e vales:
Faz este  enojo segundo,
Que se exacerbem  seus males;
Protecção pedindo a Jove
Seu templo excelso procura,
E do númem  no regaço
Guarda a terceira postura.
Naquele sitio sagrado
Põe toda a sua esperança,
Que tem no abrigo do nume
Do seu ninho a segurança.
Mas de tom muda o contrário,
Que os passos todos lhe espreita,
Põe -se  d´alto, e imunda escória
Sobre o manto ao númem  deita;
O sacerdote do templo
Indo-lhe logo limpar,
Os ovos do oculto ninho
Deixa cair e quebrar.
Quando a feroz águia observa
Aquela nova desgraça,
Faz desatinos de louca,
E ao mesmo Jove ameaça.
Qu ´há-de abandonar-lhe a corte
E ir viver para os desertos,
Diz ao monarca dos numes
Com outros mil desacertos.
Jove en honra  à sua estátua
Manda, por ordem real,
Comparecer o agressor
Perante o seu tribunal.
Ele vem, expõe-lhe o facto,
conta a sorte do coelho,
D´águia o Deus repreende a insânia
E a teima do escaravelho.
E fazendo esforços vãos,
Sem que os possa acordes ver,
Assim decreta, do fado
Tendo ouvido o parecer:
« De amor, ó águia  somente
»Sentirás o impulso terno
»Quando o escaravelho obtuso
»Esteja em quartéis d´inverno.»
Assim foi, e assim se cumpre,
Deixando ver ao mortal
Que ás vezes  do mais pequeno
Pode vir o maior mal.

(Curvo Semedo - no livro - Fábulas)

terça-feira, 4 de abril de 2017

PENSE NISTO

PENSE NISTO

«O Senhor a quem servimos, é o consultor jurídico no tribunal da nossa consciência. Uma resolução tomada por nós à revelia  do consentimento do Senhor cuja vontade deve ser feita acima de tudo, ainda que nos pareça lícita, pode realmente não convir aos nossos interesses fundamentalmente espirituais.»

  (Rosalino da Costa Lima - no livro - OUTRORA E AGORA

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Fábula da Fábula - Um poema de Miguel Torga

 O Poeta português  - Miguel Torga.
FÁBULA DA FÁBULA

«Era uma vez
Uma fábula famosa,
Alimentícia 
E moralizadora, 
Que, em verso e prosa,
Toda a gente
Inteligente,
Prudente
E sabedora
Repetia
Aos filhos,
Aos netos
E aos bisnetos.
À base  duns insectos
De que não vale a pena fixar o nome,
A fábula garantia
Que quem cantava
Morria
De fome.

E, realmente...
Simplesmente,
Enquanto a Fábula contava,
Um demónio secreto segredava
Ao ouvido secreto
De cada criatura
Que quem não cantava
Morria de fartura.»

(Miguel Torga - Coimbra -  22 de Julho de 1958

No livro  - Antologia Poética)

domingo, 2 de abril de 2017

Porque hoje é Domingo (434)


Salmo 112

ALELUIA!

«Feliz o homem que teme ao SENHOR
e gosta de cumprir os seus mandamentos.
Os seus descendentes serão pderosos no país;
benditos serão os descendentes dos homens honrados.
Em sus casa haverá abundância  e riqueza
e a sua porperidade durará para sempre.
Ele é como uma luz que brilha  na escuridão para oa retos;
é bondoso, clemente e generoso.
O homem bom empresta com generosidade
e conduz os seus negócios com honradez.
Ele que é fiel jamais cairá
e será sempre lembrado.
Não tem receio das más notícias,
porque o seu coração está firme e confiante no SENHOR.
O seu coração está firme, por isso nada receia,
até ver derrotados oseus inimigos.
Reparte generosamente com os necessitados,
mas a sua generosidade permanecerá para  sempre;
será poderoso e respeitado.
Ao ver isto, o homem mau enfurece-se,
range os dentes e consome-se.
A ambição dos maus fracassa sempre.»

  (Salmo 112 - Na Bíblia para Todos)

sábado, 1 de abril de 2017

O Impacto da Bíblia (2) Adoniran Judson

O missionário  Norte-Americano Adoniran Judson - https://pt.wikipedia.org/


O  IMPACTO DA BÍBLIA

Adoniran Judson, (9 de Agosto de 1788 - 12  de Abril de 1850) foi um notável missionário Norte -Americano, que durante cerca de 40 anos pregou o Evangelho entre os nativos  na Birmânia .- actual Myanmar. Também ajudou na organização da língua  birmanesa.

Acerca da Biblia, afirma:

"Achei as Escrituras doces ao paladar, senti tão grande sede de conhecer as coisas religiosas que, frequentemente, passava quase noites inteiras lendo-as."

(Henrique de  Queiroz Vieira - no livro - O Impacto da Bíblia)