sexta-feira, 8 de junho de 2018

Vindima - Um poema de Miguel Torga

O poeta e escritor português  Miguel Torga
Vindima

Mãe:
Já só te encontro no meu coração.
Fora dele, é o renovo e a negação
Dos pesadelos.
Enxertam-se os bacelos
Do presente,
E o mesmo alvaralhão tinge a nascente
Que mana dos lagares,
Altares
Do esquecimento.
E nenhum pensamento
Se detém
A recordar, na embriaguês do mosto.
A doçura das linhas do teu rosto
Mãe!

(Miguel Torga - no livro - Poesia Completa II)
       Coimbra, 20 de Outubro de 1953

quinta-feira, 7 de junho de 2018

O LIVRO CHEIO DE PAZ E O CORAÇÃO CHEIO DE ANGÚSTIA

 A água corre tranquila, enquanto as papoilas saudam o Crisdor. (foto minha)

O livro cheio de paz e o coração cheio de angústia.

  «O coração  do homem vive sempre cheio de angústia e ansiedade porque está distanciado de Deus.
Para este coração ferido de dor, de tédio e de desespero, há uma grande mensagem de poder e paz que está inscrita na primeira página do LIVRO: "No princípio Deus" .

   Impressionado com a criação do mundo, o homem não tem reparado nestas três palavras significativas, no pórtico do Genesis   "NO PRINCÍPIO DEUS".

   Deus no princípio do mundo e de todas as coisas.

   Deus no princípio da vida, de todos os planos e de todas as aspirações - eis o fundamento da paz e segurança que os homens esquecem, para segurar-se desesperadamente ao bezerro de ouro dos bens materiais das fazendas, do fausto e do poder. 

   O LIVRO DA PAZ diz: NO PRINCÍPIO DEUS; mas o coração do homem replica: "NO PRINCÍPIO O OURO".  O livro da graça diz "NO PRINCÍPIO DEUS", no entanto o coração replica envaidecido "NO PRINCÍPIO a riqueza, o capital". 

  (João Crisóstomo de Oliveira - no livro - O LIVRO DO CORAÇÃO)

quarta-feira, 6 de junho de 2018

A casa cor-de-rosa, do Magoito - Antes e depois

Foto da Viviana.

Esta, era a casa cor-de-rosa  da "minha praia" do Magoito - Sintra, há muitos anos atrás.
Mesmo à beirinha do mar; no seu lado esquerdo, apenas a estrada a separava do Oceano.
Á frente, tinha um parque de estacionamento e...depois o mar.
Aquela porta aberta na varanda, para a qual davam as escadas, durante anos e anos, mesmo muitos anos, estava sempre aberta. Fosse eu demanhã ou á tarde á praia, sempre via a porta aberta. Geralmente não via ninguém.
Um dia, encontrei a moradora junto ao portão da entrada e, "não fosse eu a Viviana" que fala com toda a gente, mantive uma agradável conversa com a senhora, que me disse, que tinha herdado aquela casa dos avós.
Nunca mais a vi. Estive algum tempo sem lá ir e, quando voltei, pela primeira vez, encontrei a porta  da varanda fechada, bem como todas as janelas, com os estores corridos.

No café mais próximo, perguntei por a moradora da casa cor-de-rosa,  ficando então a saber que a senhora tinha ido para um  lar de idosos. Nada mais me souberam adiantar. Fiquei triste, muito triste.

Dada a minha dificuldade em caminhar, tenho saído muito menos de casa,e assim, estive vários meses sem ir ao Magoito. Quando lá voltei, encontrei a casa assim:
 Foto da Viviana.
A porta da varanda continua fechada e os estores de uma das janelas, já foi forçado.
Creio que é o primeiro passo para "uma ocupação selvagem".
Que  pena! Se ninguém fizer nada, incluindo a Junta de Freguesia, lá se vai a casa mais linda do Magoito.
Tenciono contactar a Câmara Municipal de Sintra, no sentido de valorizar este imóvel e, quem sabe, nele instalar um Museu do Mar, ou  outro projecto cultural que tenha a ver com o "meu belo mar do Magoito", que se pode ver ao lado da casa, tão azul! Tão lindo!

terça-feira, 5 de junho de 2018

Palavras de S. Franciso de Assis

Um lindo pôr-do Sol  visto da minha janela.

«QUE  AO  AMANHECER
TODOS  LOUVEM  O  SENHOR
POR  TER  CRIADO  O SOL
QUE  NOS  É  TÃO  ÚTIL  
E  DURANTE  O  DIA 
AOS OLHOS DÁ  A SUA LUZ.

E AO  ENTARDECER,
QUANDO VEM A NOITE,
TODOS LOUVEM A DEUS
PELO NOSSO IRMÃO FOGO,
QUE NO MEIO DAS TREVAS
AOS OLHOS 
PERMITE VEREM CLARO.»

  (S. Francisco de Assis)    

segunda-feira, 4 de junho de 2018

A CONCHA - Um poema Vitorino Nemésio

 O escritor e poeta português - Vitorino Nemésio 

A CONCHA

A minha casa é concha. Como os bichos
Segreguei-a de mim com paciência:
Fachada de marés, a sonho e lixos,
O horto e os muros só areia e ausência.

Minha casa sou eu e os meus caprichos.
O orgulho carregado de inocência
Se ás vezes dá uma varanda, vence-a
O sal que os santos esboroou nos nichos.

E telhados de vidro, e escadarias
Frágeis, cobertas  de hera, oh bronze falso!
Lareira aberta ao vento, as salas frias.

A minha casa... Mas é outra a história:
Sou eu ao vento e à chuva, aqui descalço.
Sentado numa pedra de memória.

  Vitorino Nemésio - no livro - Poesia (1935 - 1940)

domingo, 3 de junho de 2018

Porque hoje é Domingo (492)


«Queridos amigos, amemo-nos uns aos outros porque o amor vem de Deus.
Todo aquele que ama nasceu de Deus e conhece-o. Aquele que não ama não conhece a Deus, uma vez que Seus é amor.
   Foi assim que Deus mostrou o seu amor por nós: enviou o seu Filho único ao mundo, para recebermos a vida por meio dele. E esse amor consiste nisto: não fomos nós que amámos a Deus, mas foi ele que nos amou e nos enviou o seu Filho para ser sacrifício de expiação pelos nossos pecados.
   Queridos amigos, se Deus nos amou desta maneira também nós devemos amar-nos uns aos outros. Nunca ninguém viu  Deus. Se nós nos amarmos uns aos outros, Deus está em nós e o seu amor realiza-se de forma perfeita na nossa vida...

   ...Nós amamos porque Deus  nos amou primeiro. Se alguém diz que ama a Deus  mas tem ódio ao seu  irmão é um mentiroso. Aquele que não ama o seu irmão, a quem vê, como pode amar a Deus, a quem não vê! O mandamento que Jesus nos deixou é este: aquele que ama a Deus deve também amar o seu irmão.»

 ( I Ep.de S. João 4:7 a 12; 19 a 21)

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Agradecer, agradecer, agradecer...

Quanta beleza nas flores do campo! (foto minha, na mesa de leitura na varanda do Zé.)

"SABER AGRADECER:
EIS  UMA  GRANDE ORAÇÃO!" 

(No pequeno livro - Obrigado)