segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Até onde pode levar o egoísmo ?


Imagem da net.

A tragédia vem relatada no Diário de Notícias de hoje e teve lugar em Mamarrosa - Oliveira do Bairro.
Um engenheiro agrónomo de 63 anos, disparou uma arma de fogo sobre o ex- genro, um advogado do Porto, causando-lhe morte imediata. O advogado viveu em união de facto com a filha do engenheiro agrónomo, juíza em Ílhavo, e deste relacionamento nasceu uma menina, agora com três anos, que ficou, por decisão do tribunal, á guarda da mãe, estando há algum tempo o pai da criança a disputar o poder paternal sobre a menina, facto este que o ex- sogro nunca viu com bons olhos e munca aceitou.
Todos os sábados o pai deslocava-se á casa da ex-companheira e levava a filha a brincar no parque da terra e a passar o dia com ele.
Ontem, ao meio da manhã ele estava a brincar com a menina no parque, quando apareceu o ex- sogro que depois de uma troca de palavras, disparou friamente sobre ele, matando-o. A seguir, foi entregar-se ás autoridades.

Este acontecimento impressionou-me bastante.
Depois de o meu marido me ler a notícia fiquei longo tempo a reflectir sobre ela e concluí:
Este avô, agiu da forma que agiu, tão somente por egoísmo e amor próprio.Ele na verdade não ama a menina, sua neta, porque se a amasse verdadeiramente não seria o causador da imensa tragédia que se abateu sobre esta inocente criança, matando-lhe o pai, que muito a amava ao ponto de passar os sábados com ela.
Ela ficou orfã para sempre.E uma criança orfã sofrerá a vida inteira a perda irreparável de um pai.
Quando a criança compreender a imensidão da tragédia que o avô lhe causou, certamente não poderá jamais amá-lo como acontece com todos os netos.
E penso:
Até onde o egoísmo e o amor próprio podem levar um ser humano!?
Afinal, toda esta situação poderia muito bem ser resolvida de uma forma amigável e normal e todos poderiam ser felizes.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Porque hoje é Domingo (140)


Capela rural da Zona de Mandaguaçú -
Maringá - Brasil

«E já está próximo o fim de todas as coisas; portanto sede sóbrios e vigiai em oração.

Mas, sobretudo, tende ardente amor uns para com os outros; porque o amor cobrirá a multidão de pecados.

Sendo hospitaleiros uns para com os outros, sem murmurações,

Cada um administre aos outros o dom como o recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus.

Se alguém falar, fale segundo as palavras de Deus; se alguém administrar, administre segundo o poder que Deus dá; para que em tudo Deus seja glorificado por Jesus Cristo, a quem pertence a glória e poder para todo o sempre. Amém.

Amados, não estranheis a ardente prova que vem sobre vós para vos tentar, como se coisa estranha vos acontecesse;

Mas alegrai-vos no fato de serdes participantes das aflições de Cristo, para que também na revelação da sua glória vos regozijeis e alegreis.

Se pelo nome de Cristo sois vituperados, bem-aventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória e de Deus; quanto a eles, é ele, sim, blasfemado, mas quanto a vós, é glorificado.

Que nenhum de vós padeça como homicida, ou ladrão, ou malfeitor, ou como o que se entremete em negócios alheios;

Mas, se padece como cristão, não se envergonhe, antes glorifique a Deus nesta parte.

Porque já é tempo que comece o julgamento pela casa de Deus; e, se primeiro começa por nós, qual será o fim daqueles que são desobedientes ao evangelho de Deus?

E, se o justo apenas se salva, onde aparecerá o ímpio e o pecador?

Portanto também os que padecem segundo a vontade de Deus encomendem-lhe as suas almas, como ao fiel Criador, fazendo o bem.»

(I Epistola de S. Pedro cap. 4:7 a 19)

Um momento bonito


Pisco de peito ruivo ou-Erithacus Rubecula.

Hoje de manhã, com um sol radioso e um céu azul de anil, seguia eu por um caminho ladeado de belas árvores e arbustos que separa a escola primária da secundária, aqui perto de casa, quando vi um lindo passarinho - um pisco de peito ruivo - que desfrutava dos quentes raios de sol e cantava uma linda melodia, em cima de um candeeiro público.
Assim que o vi e ouvi, parei para o não perturbar no seu feliz momento matinal, e ali fiquei deliciada a ouví-lo cantar ao mesmo tempo que ele, viradinho para mim, me observava, até que passou um jovem mesmo junto do candeeiro e ele, assustado, levantou vôo e foi pousar bem no alto de uma árvore.
Nesta altura do ano há muitos passarinhos destes em Portugal; eles vêm de muito longe passar o inverno connosco, aproveitando o nosso belo clima.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

"Beleza" - de Almeida Garrett


Imagem da net.

...Sorrindo entre dores
Ao filho que adora
Inda antes de o ver
- Qual sorri a aurora
Chorando nas flores
Que estão por nascer –
A mãe é a mais bela das obras de Deus.
Se ela ama! - O mais puro do fogo dos céus
Lhe ateia essa chama de luz cristalina:

É a luz divina
Que nunca mudou,
É luz... é a Beleza
Em toda a pureza
Que Deus a criou.

Almeida Garrett, in 'Folhas Caídas

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Temos pontes muito bonitas


Ponte Romana de Vila Formosa - Alter do Chão
Clique em cima para ampliar e ver melhor.

Veja-se quanta beleza há nesta ponte e na zona circundante!

«A Ponte de Vila Formosa é Monumento Nacional. Construída pelos romanos nos finais do séc. I, início do séc. II d.C. sobre a Ribeira de Seda, na estrada que liga Alter do Chão a Chança e Ponte de Sôr. Construída em grossa cantaria aparelhada e almofadada. Consta de 6 arcos iguais entre si e compostos nas frentes por trinta e três aduelas e cinco olhais em forma de pórtico.»

(http://noticiasdecastelodevide.blogspot.com/)

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

A gata e a cadela


A gatinha sem dono


A cadela que alguém abandonou por ali

Hoje, eu e a Teresinha viemos tristes da aldeia.A gatinha-mãe não voltou a aparecer.Já há duas semanas que não a vemos. Como ela estava sempre por ali, muitas vezes deitada no tapete da nossa porta de entrada, e vinha logo roçar-se nas nossas pernas e miava com uma voz muito fraquinha, estranhámos o facto.
Conhecêmo-la há cerca de quatro meses quando ela trouxe um a um pendurados pelo cachaço os quatro filhos pequeninos e escondeu-os num buraco no meio de umas ervas altas. Começámos a dar-lhe comida e ela vinha sempre á nossa procura.Era tão magra e tão fraquinha que quase não acreditámos que pudesse ser mãe e amamentar os quatro gatinhos.
Os gatinhos foram crescendo e a minha irmã trouxe sempre comida para eles e eles estão fortes e bonitos.
Um homem que vive só numa casinha ali ao lado, gostou muito deles e quando a chuva começou a cair ele levou-os para casa dele, onde ainda hoje estão.
A minha irmã vai carregada de latas de comida para toda a semana, pois nós só vamos a aldeia uma vez por semana.Ela deixa ficar a comida com o Chico, assim se chama o homem, e ele dá-lhes uma lata por dia.
Ele insiste em querer ajudar a comprar as latas.
Ao todo são cerca de 10 os gatos que ali vão comer até ficarem saciados.
A gatinha-mãe era a única que se aproximava de nós e entrava pela porta dentro percorrendo toda a casa e o pátio.
A última vez que ela fez isso foi há três semanas. Chovia muito, muito, e nós tínhamos que fechar a porta da rua para ir-mos embora e enxutámo-la para sair mas ela recuava e não queria sair e ir para a chuva.
Teve mesmo que sair, contrariada, pois nos tínhamos que ir embora...
Saíu e trepou para cima do murinho do jardim á chuva e ali ficou olhando-nos quando vínhamos embora.
Foi a última vez que a vimos. Estamos preocupadas e tristes pois não fazemos ideia do que é que lhe aconteceu.
Terá morrido?
Os filhos estão praticamente adultos e andam sempre a brincar no nosso jardim.

Quanto á cadela preta, ela foi abandonada por alguém ali junto do caminho. O meu amigo Inácio que vive logo ali começou a cuidar dela consoante podia, pois também não tem lá grande fartura.
Quando chegáva-mos com o carro a bichinha aparecia logo e estava junto do carro quando saíamos para nos cumprimentar.
A Teresinha comprou-lhe comida de cão mas é curioso que ela preferia e comia muito bem comida de gato e, os gatos também comem comida de cão.
Ela deixou de apaecer há umas três semanas e nós ficámos logo preocupadas porque ela não andava muito bem.
Hoje, ao chegar vi o meu amigo Inácio á porta e fui perguntar-lhe pelo animalzinho.
Ele contou-me uma cena triste....
Durante dois dias ela não veio ter com ele e não saíu do lugar onde costumava dormir - um palheirito ali perto. Ele foi lá procurá-la e ela lá estava deitadinha.Sacudiu a cauda e baixou as orelhas como que a cumprimentá-lo.

No outro dia o Inácio pediu ao amigo para levar a comida á cadela.
Na manhã seguinte, uma manhã de muita chuva, quando ele abriu a porta a cadela estava morta deitada ao lado da porta dele.Quer dizer, ela veio morrer á porta do amigo. Ele ficou muito triste porque gostava da cadela e foi chamar a Domicília, uma vizinha que mora logo ali pertinho e, qual não é o espanto do Inácio, ao chegar e verificar que o corpo da cadela já não estava lá no lugar onde três minutos antes o deixaram.
Perguntaram a toda a gente, foram verificar os caixotes de lixo e contentores e nada...o corpo da cadela desapareceu mesmo.

Resumindo e concluindo:
Estou triste por a gatinha mãe que desapareceu e pela cadela preta que morreu e desapareceu. É que a gente afeiçoa-se aos bichinhos e quer-lhes bem e depois ...sofremos quando lhes acontece qualquer coisa de ruím.
O que vale é que eu lhes tirei várias fotografias que vou imprimir e colocar numas molduras.
Ainda bem que as acarinhámos.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Aprecio muito a forma como ele o faz


Este é "o meu Presidente," ou seja, o Presidente da Câmara Municipal de Sintra:
Dr.Fernando Jorge Loureiro de Roboredo Seara.
Porém para nós os munícipes ele é o Fernando Seara, apenas.
Gosto deste homem e admiro-o muito.Na minha opinião foi até hoje o melhor Presidente da Câmara de Sintra.
Reconheço-lhe muitas qualidades e acho-o um homem bom.
Há um aspecto que eu aprecio imenso, que é a forma bela e respeitosa como ele sempre se refere ao seu pai e á sua mãe.
Creio que posso afirmar sem correr o risco de mentir, que em todas as vezes que assisti aos seus discursos públicos ou ás suas entrevistas televisivas, ele faz questão por um motivo ou outro, de falar dos seus pais.
E ele fá-lo sempre da mesma forma:

"O senhor meu pai, a senhora minha mãe."

Creio saber que a sua mãe já partiu.O seu pai ainda vive.
Numa entrevista a semana passada ele comoveu-se ao falar do seu pai.Com a voz embargada e os olhos húmidos ele disse: "O senhor meu pai que tem muita idade e está doente, continua a dar-me muitas alegrias."

Num tempo em que muitos idosos são tão pouco acarinhados pelos filhos, este homem é para mim um exemplo a seguir.
Obrigada Dr. Fernando Seara.