segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Jesus veio para quem?

Fonte da imagem: www.portalvital.com 

Qual o público alvo  de Jesus de Nazaré?

Jesus cumpriria o propósito da Sua vinda entre "os pobres", os desprovidos de saúde e honra, os de coração quebrado, aqueles cujas vidas era reprovada pela sociedade, fisicamente debilitados, exaustos e em desespero, "os cativos" vivendo  como prisioneiros de guerra, acorrentados moral e espiritualmente. Homens e mulheres "cegos" física e espiritualmente, "oprimidos", quebrados pela calamidade, mergulhados em problemas e opressão.
Estas pessoas precisavam da atenção de alguém que se preocupasse e lhes prestasse o cuidado necessário.

Qual é o teu público alvo?

Quem são os necessitados que, no "teu mundo" ,  Deus tem colocado para que executes os propósitos que Deus tem para a tua vida?

Os propósitos de Deus para ti precisam de toda a tua energia, agora! Faz-se tarde e há urgência! Vai e trabalha!

Sabes que é da vontade de Deus que te preocupes e cuides dos outros, de acordo com  as tuas possibilidades? Deus deseja que demonstres o Seu amor, cuidando  daqueles que, ao teu redor, necessitam de ti.

 (Excerto da Lição da Escola Bíblica Dominical de ontem. =6/10/2013 )
In-Revista da E. B. D.

domingo, 6 de outubro de 2013

Porque hoje é Domingo (267)




Ó Deus, tu és o meu Deus, de madrugada te buscarei; a minha alma tem sede de ti; a minha carne te deseja muito em uma terra seca e cansada, onde não há água;
Para ver a tua força e a tua glória, como te vi no santuário.
Porque a tua benignidade é melhor do que a vida, os meus lábios te louvarão.
Assim eu te bendirei enquanto viver; em teu nome levantarei as minhas mãos.
A minha alma se fartará, como de tutano e de gordura; e a minha boca te louvará com alegres lábios,
Quando me lembrar de ti na minha cama, e meditar em ti nas vigílias da noite.
Porque tu tens sido o meu auxílio; então, à sombra das tuas asas me regozijarei.
A minha alma te segue de perto; a tua destra me sustenta.
Mas aqueles que procuram a minha alma para a destruir, irão para as profundezas da terra.
Cairão à espada; serão uma ração para as raposas.
Mas o rei se regozijará em Deus; qualquer que por ele jurar se gloriará; porque se taparão as bocas dos que falam a mentira.

Livro dos Salmos cap.63

sábado, 5 de outubro de 2013

A Buganvílea

Buganvíleas  a começar a abrir, sobre a porta de entrada na casa da aldeia

A Buganvilea

É uma das plantas trepadeiras mais disseminadas e extraordinárias dos jardins subtropicais. Cobre pérgolas e muros, com flores de cores vivas. A da foto acima, possivelmente resultou de um a enxertia. Flores brancas enxertadas em planta cor-de-rosa. Tanto assim, que não sempre, mas por vezes, podem notar-se os tons rosa misturados no branco.
As flores isoladas são pequenas, tubulares e branco-amareladas. Contudo, encontram-se numa inflorescência,  rodeadas por três grandes folhas coloridas.
Há várias espécies e, mesmo dentro destas, de variadas cores, A buganvílea é originária da América do Sul, tendo sido introduzida na Europa em 1820.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Do Grande Livro do Amor



Nascente do Rio Ave - Fonte da imagem: bikenaturas.blogspot.com
       
 Há duas coisas inalteráveis,

    Desde que o tempo existe: 

          O fluir das águas,

E o estranho e doce caminho do amor.


      (Canção Japonesa)

No Grande Livro do Amor

 Oferta do Jorge -  no dia dos Namorados, em14/02/ 2011


quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Carta de Amor - Um poema de Pedro Homem de Mello


Pedro Homem de Mello. Fonte da imagemchuviscos.blogspot.com 




CARTA DE AMOR

Mandei-te versos meus onde pusera,
No desejo subtil de te encontrar,
Por trás de uma canção de primavera,
A minha alma a sangrar.

Por sorte, naquele dia,
Toda a suave alegria
De viver, de rir, de amar,
Espalhara-se na luz, espalhara-se no ar...

E o meu canto, e os meus ais
Não ouviste sequer!
A culpa não tua que és mulher,
A culpa foi do céu, azul demais...

(Pedro Homem de Mello
No livro - Segredo
Prémio Antero de Quental (Poesia)
e menção da Academia das Ciências
Porto, 1953)

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Para que servem as Mãos? Por Bibi Ferreira


 A grande atriz  Bibi Ferreira - Fonte da imagem. guia.uol.com.br
Há dias, quando publiquei aqui, o Poema - A tua  Mão - uma Parábola -  recebi da minha querida amiga Mimi um vídeo com o tema - "Para que Servem as Mãos" - um maravilhoso monólogo da grande atriz Bibi Ferreira, na altura com noventa anos.
Obrigada, Mimi.

Pois bem, gostei tanto, tanto desse Monólogo, que decidi partilhá-lo aqui, hoje com os amigos.
Naturalmente, muitos já o conhecerão; mas haverá por certo alguém que o possa apreciar pela primeira vez, como foi o meu caso.

Aqui está o texto, e em baixo, no fim, o Vídeo. È só clicar onde diz - Veja aqui.


Para que servem as mãos?

As mãos servem para pedir, prometer, chamar, conceder, ameaçar, suplicar, exigir, acariciar, recusar, interrogar, admirar, confessar, calcular, comandar, injuriar, incitar, teimar, encorajar, acusar, condenar, absolver, perdoar, desprezar, desafiar, aplaudir, reger, benzer, humilhar, reconciliar, exaltar, construir, trabalhar, escrever......

As mãos de Maria Antonieta, ao receber o beijo de Mirabeau, salvou o trono da França e apagou a auréola do famoso revolucionário;
múcio Cévola queimou a mão que, por engano não matou Porcena;
foi com as mãos que Jesus amparou Madalena;
com as mãos David agitou a funda que matou Golias;
as mãos dos Césares romanos decidiam a sorte dos gladiadores vencidos na arena;
Pilatos lavou as mãos para limpar a consciência;
os anti-semitas marcavam a porta dos judeus com as mãos vermelhas como signo de morte!

Foi com as mãos que Judas pôs ao pescoço o laço que os outros Judas não encontram.

A mão serve para o herói empunhar a espada e o carrasco, a corda;
o operário construir e o burguês destruir;
o bom amparar e o justo punir;
o amante acariciar e o ladrão roubar;
o honesto trabalhar e o viciado jogar.

Com as mãos atira-se um beijo ou uma pedra, uma flor ou uma granada, uma esmola ou uma bomba!

Com as mãos o agricultor semeia e o anarquista incendeia!

As mãos fazem os salva-vidas e os canhões;
os remédios e os venenos;
os bálsamos e os instrumentos de tortura, a arma que fere e o bisturi que salva.

Com as mãos tapamos os olhos para não ver, e com elas protegemos a vista para ver melhor.

Os olhos dos cegos são as mãos.

As mãos na agulheta do submarino levam o homem para o fundo como os peixes;
no volante da aeronave atiram-nos para as alturas como os pássaros.

O autor do "Homo Rebus" lembra que a mão foi o primeiro prato para o alimento e o primeiro copo para a bebida;
a primeira almofada para repousar a cabeça, a primeira arma e a primeira linguagem.

Esfregando dois ramos, conseguiram-se as chamas.

A mão aberta, acariciando, mostra a bondade;
fechada e levantada mostra a força e o poder;
empunha a espada a pena e a cruz!

Modela os mármores e os bronzes;
da cor às telas e concretiza os sonhos do pensamento e da fantasia nas formas eternas da beleza.

Humilde e poderosa no trabalho, cria a riqueza;
doce e piedosa nos afetos medica as chagas, conforta os aflitos e protege os fracos.

O aperto de duas mãos pode ser a mais sincera confissão de amor, o melhor pacto de amizade ou um juramento de felicidade.

O noivo para casar-se pede a mão de sua amada;
Jesus abençoava com as mãos;
as mães protegem os filhos cobrindo-lhes com as mãos as cabeças inocentes.

Nas despedidas, a gente parte, mas a mão fica, ainda por muito tempo agitando o lenço no ar.

Com as mãos limpamos as nossas lágrimas e as lágrimas alheias.

E nos dois extremos da vida, quando abrimos os olhos para o mundo e quando os fechamos para sempre ainda as mãos prevalecem.

Quando nascemos, para nos levar a carícia do primeiro beijo, são as mãos maternas que nos seguram o corpo pequenino.

E no fim da vida, quando os olhos fecham e o coração pára, o corpo gela e os sentidos desaparecem, são as mãos, ainda brancas de cera que continuam na morte as funções da vida.
E as mãos dos amigos nos conduzem...
E as mãos dos coveiros nos enterram!

BIBI FERREIRA IN CONCERT III – POP

 Veja aqui

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Cansa! Tanta Malidicência



Já não tolero, já não consigo assistir a tanta Malidicência.

Nos meus quase setenta e três anos, nunca me lembro de uma coisa  assim!
Basta vêr um telejornal, ouvir um comentador, ou até mesmo certos jornalistas, para se ficar incomodado, digo, até revoltado, com tanto ódio, com tanto rancor, tanto malquerer. E falam assim de pessoas que não estão presentes, logo, sem possibilidade de se defenderem. Ando mesmo triste com isso.
Hoje, casualmente, encontrei na net  um texto de um filósofo brasileiro - Huberto Rodhen -  do século vinte, que trata o tema de que atrás falo. Decidi então publicá-lo aqui, porque me pareceu interessante e esclarecedor.

Malidicência - Não fales mal de ninguém 

Toda a pessoa não suficientemente realizada em si mesma tem a instintiva tendência de falar mal dos outros.

Qual a razão última dessa mania da maledicência? 

É um complexo de inferioridade unido a um desejo de supeoridade.

Diminuir o valor dos outros dá-nos a grata ilusão de aumentar o nosso valor próprio.

A imensa maioria dos homens não está em condições de medir o seu valor por si mesmo. Necessita de medir o seu próprio valor pelo desvalor dos outros.

Esses homens julgam necessário apagar as luzes alheias a fim de fazer brilhar mais intensamente a sua luz. 

São como vaga-lumes (pirilampos)  que não podem luzir senão por entre as trevas da noite, porque a luz das suas lanternas fosfóreas  é muito fraca.

Quem tem bastante luz própria não neccessita de apagar ou diminuir as luzes dos outros para poder brilhar.

Quem tem valor real em si mesmo não necessita de medir o seu valor pelo desvalor dos outros.

Quem tem vigorosa saúde espiritual não necessita chamar de doentes os outros para gozar a consciência da saúde própria.

As nossas reuniões sociais, os nossos bate-papos são, em geral, academias de maledicência.

Falar mal das misérias alheias é um prazer tão sutil e sedutor,  algo
parecido com whisky, gin ou cocaína  que uma pessoa de saúde moral precária facilmente sucumbe a essa epidemia.

A palavra é instrumento valioso para o intercâmbio entre os homens. Ela porém, nem sempre tem sido utilizada devidamente.

Poucos são os homens que se valem desse precioso recurso para construir esperanças, eliminar dores e traçar rotas seguras.

Fala-se muito por falar, para "matar tempo". A palavra, não poucas vezes, converte-se em estilete da impiedade, em lâmina da maledicência e em bisturi da revolta.

Semelhantes a gotas de luz, as boas palavras  resolvem  conflitos e  dificuldades.

Portanto, cabe às  pessoas lúcidas e de bom senso, não dar ensejo para que o veneno da maledicência se alastre, infelicitando e destruindo vidas.

Desculpemos a fragilidade alheia, lembrando-nos das nossas próprias
fraquezas.

Evitemos a censura.

Enriqueçamos o coração de amor e banhemos a mente com as luzes da
misericórdia divina.

Porque, de acordo com o Evangelho de Lucas, 6,
45* ,"a boca fala do que está cheio o coração" .

*Bonus homo de bono thesauro cordis profert bonum, et malus homo de malo profert malum: ex abundantia enim cordis os eius loquitur.


Autor: Huberto Rhoden