quinta-feira, 28 de abril de 2016

SAUDAÇÃO - Um poema de Miguel Torga




               SAUDAÇÃO

Não sei se comes peixes, se não comes.
Irmão poeta Guarda-Rios:
Sei que tens céu nas asas e consomes
A força delas a guardar os rios.

É que os rios são água em mocidade
Que quer correr o mundo e conhecer;
E é preciso guardar-lhe a tenra idade,
Que a não  venham beber...

Ave com penas de quem  guarda um sonho
Líquido, fresco, doce:
No meu livro te ponho,
E eu no teu rio fosse...

Barril de Alva,  29 de Setembro de 1942

     Miguel Torga

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Os cravos na Revolução - Uma história deliciosa

Do blogue  - http://rendadebirras.blogspot.pt/ - da responsabilidade da minha amiga Dilita, trouxe esta "história deliciosa"...sobre a origem dos cravos vermelhos, na Revolução de Abril.
 
Trouxe na íntegra.
Ora vejam:
 
«Oh meus queridos Senhores "das Noticias ao Minuto", perdoem-me porque eu não me contive sem vos roubar esta noticia. Quero que ela chegue aos meus amigos de além mar................

 
"Foi Celeste Caeiro, agora quase com 83 anos, que em plena revolução, entusiasmada, se recusou a ir para casa e ofereceu um cravo a um soldado. Ao Notícias ao Minuto contou a história."
"Tinha então 40 anos e trabalhava num restaurante na Rua Braancamp, em Lisboa. A casa comemorava no dia 25 de abril o seu primeiro aniversário e os patrões decidiram fazer uma festa.No dia antes, compraram dezenas de cravos vermelhos e brancos que guardaram no restaurante em baldes com água, com intenção de, para assinalar a data, decorar o espaço e oferecer uma flor às clientes.“Levantei-me cedo, como de costume, mas quando cheguei ao trabalho os patrões disseram ‘meus senhores, a casa hoje não abre porque se está a dar um golpe de Estado. Vão para casa’. Pediram-me a mim e a outra empregada que levasse os cravos para casa”.Celeste pegou num grande molho e foi para o metro, com intenção de ir para o centro do acontecimento, apesar dos avisos da colega, que a aconselhou vivamente a ir para casa.

Ir para casa?! Então está-se a dar uma revolução e eu vou para casa?! Estava entusiasmada, já estava à espera que aquele dia chegasse há muito tempo”.Saiu do metro no Rossio e foi até ao Chiado onde se deparou com “um grande aparato”, tanques e soldados armados. Perguntou a um deles o que se estava a passar e disseram-lhe que iam para o Carmo deter o Marcelo Caetano.“Um dos soldados pediu-me um cigarro. Nunca fumei e tive pena de não o poder ajudar. Ainda olhei em volta para ver se lhe podia comprar um maço mas estava tudo fechado. Disse-lhe ‘Só tenho estes cravinhos’”.

“Tirei um do molho e dei-o ao soldado. Nunca esperei que ele aceitasse mas ele pô-lo no cano da espingarda. Comecei a distribuir os cravos por todos e a pô-los nas espingardas até ficar sem nenhum”.Celeste foi para casa e contou à mãe o que tinha feito, com intenções de voltar para a rua. “Esta rapariga é maluca! Vais levar um tiro!”.

“Até o escritor Luís de Sttau Monteiro, que eu conhecia - morava lá no prédio -, me disse que não voltasse a sair de casa. ‘Isto é uma guerra’, disse ele, e eu a pensar que ia correr tudo bem”.
 
 “Fui festejar. Foi muito bonito, uma maravilha”, ainda houve “gente que não queria a revolução”: chegou a ver a polícia a bater em pessoas e outras “escaramuças”, mas no geral o ambiente era de “euforia", contou Celeste que ainda se "comove" ao recordar aquele dia há meia vida atrás e sabe bem que, se fumasse, o 25 de Abril seria hoje completamente diferente."»
 
(No blogue - http://rendadebirras.blogspot.pt/ )
 
 Nota pessoal:

Achei esta história deliciosa e  fiquei encantada por a conhecer.
Nunca ouvi nada sobre a origem do cravo, "na boca" da metralhadora do soldado, no Largo do Carmo, no dia 25 de Abril de 1974.

Creio que é importante,  para a História do  nosso País e do nosso povo.
É que, torna ainda mais bela e mais rica , a forma como viemos a ser uma democracia  admirada e respeitada por a Europa e pelo mundo.


Creio, ainda, que a Dª Celeste, Caeiro deveria ser dada a conhecer, por quem de direito, porquanto, à sua maneira, teve um papel muito bonito, naquele longínquo dia 24 de Abril de 1974.

Pessoalmente, gostaria de a conhecer.
Obrigada por ter distribudo os seus cravos.
 

terça-feira, 26 de abril de 2016

Parabéns! Minha linda neta Carolina, pelos teus 14 anos!

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 A minha linda neta Carolina, passa hoje o seu 14º aniversário. 

E a segunda filha do meu Pedro e da minha Anabela...

Menina calma, tranquila, de poucas palavras.
Com uma fina sensibilidade e dada à reflexão.
É uma aluna exemplar,  a quem não é preciso lembrar os seus deveres escolares.
Crente fiel  no Senhor Deus - Criador, já deu o seu testemunho público de fé, pelo baptismo, na Casa de Oração da Igreja Evangélica Baptista das Caldas da Rainha, o ano passado.
Estuda Piano,  e já acompanha os hinos no Orgão da Igreja Baptista de Rio - Maior, onde cultua a Deus com a sua família desde pequenina.
Gosta muito de participar em Acampamentos juvenis e em actividades ao ar livre.

Para ela, minha linda e doce neta, desejo as maiores bênçãos de Deus.

 Parabéns! Muitos Parabéns, menina querida da avó...

Um abraço apertadinho,  cheio de carinho e ternura da avó Viviana

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Vivendo em Família - Pastor Samuel Quimputo


No princípio, Deus iniciou o seu relacionamento com a raça humana num ambiente e num contexto de família. E foi precisamente nesse ambiente que outorgou ao ser humano a responsabilidade de ser o seu vice-gerente, no cuidado e governo do resto da criação.
A ordem dada para a reprodução (multiplicação) e para o domínio (ou sujeição) sobre os animais, foi dada como expressão da “bênção divina” àqueles que tinham sido criados à sua imagem e semelhança.
Desde esse momento em diante, o relacionamento do Criador com os humanos tem-se fundamentado e consolidado, tendo a “linguagem do amor familiar” como suporte e matriz de convivência entre ambos. O amor familiar serve de exemplo visível e prático daquilo que caracteriza a relação de Deus com o seu povo.
O povo de Deus é composto da porção da humanidade que integra homens e mulheres de todas as gerações e de todas as classes sociais que, por meio do arrependimento e da fé, aceitaram viver debaixo do governo e da orientação divina, representando o modelo da humanidade, “idealizado” no princípio por Deus, caracterizado pelos relacionamentos saudáveis, evidentes no seio de uma família equilibrada.
A igreja local é a expressão visível da comunidade global que representa o povo de Deus. E é na igreja local que os dons e os ministérios são exercitados, e onde os membros do corpo de Cristo aprendem a servir a Deus, através do cuidado mútuo que mostram uns pelos outros.
Nesse ambiente de convívio familiar, que se traduz num espaço ideal de crescimento pessoal, as atitudes, os comportamentos e as ações devem ter como fundamento e motivação o amor verdadeiro e sacrificial.
Ao escrever a sua magna epístola aos crentes em Roma, Paulo exorta-os a exercitarem, no seio da sua comunidade (e não só), um amor “sem fingimento”, isto é, sem hipocrisia, sem dolo, querendo dizer com isso que, entre os membros da comunidade de redimidos, que partilham de um ambiente familiar, não deve haver lugar para a falsidade.
Segundo Paulo, a irmandade (gr. filadelfia) entre aqueles que se assumem como seguidores de Jesus, e que pertencem à família de fé, deve caracterizar-se  pela autenticidade da entrega e dos afetos, onde o respeito mútuo, a consideração pelo outro (irmão) e o zelo pelo bem comum, devem ser estimulados e deliberadamente promovidos.
Um dos aspetos mais poderosos do testemunho cristão é, sem sombra de dúvida, a evidência dos laços de amor que caracterizam a vida do povo da aliança, e que tornam visível o poder regenerador do Espírito Santo e a presença real do Reino de Deus em ação no coração de homens e mulheres transformados pela graça.
Onde o amor impera, as barreiras são ultrapassadas, as “pontes” (em vez de muros) são construídas, as necessidades são supridas, as feridas são curadas, os fracos são auxiliados, os erros são corrigidos, as dúvidas são gentilmente esclarecidas, os verdadeiros milagres da transformação acontecem.
Que o Deus da nossa salvação, aquele que com a sua maravilhosa graça nos arrancou das trevas e do poder de Satanás, para o reino do seu Filho amado, nos conceda a graça de vivermos como irmãos, o que de facto somos, fazendo com que os nossos relacionamentos sejam caracterizados e “coloridos” por um amor não fingido, mas real e autêntico. 
Soli Deo Gloria!
Pastor Samuel Quimputo
Igreja Ev. Baptista de Sete Rios - Lisboa

domingo, 24 de abril de 2016

Porque hoje é Domingo (386)



A SEGUNDA VINDA DO SENHOR

E, logo depois da aflição daqueles dias, o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas  cairão do céu, e as potências dos céus serão abaladas.
Então aparecerá  no céu o sinal do Filho do Homem (Jesus); e toda as  as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do Homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória.
E ele enviará  os seus anjos com  rijo clamor de trombeta,  os quais ajuntarão os seus escolhidos desde os quatro  ventos, de  uma à outra extremidade dos céus...

... Então, estando dois no campo será levado um e deixado outro:
Estando duas moendo no moínho, será levada uma e deixada outra.
Vigiai, pois, porque não sabeis  a que horas há-de vir o vosso Senhor.
Mas considerai isto: se o pai de família soubesse  a que vigília  da noite, havia de vir o ladrão, vigiaria e não  e não deixaria minar a sua casa.

(Ev. de S. Mateus 24:29 a 31, 40 a 43)

sábado, 23 de abril de 2016

Parabéns, meu filho Pedro, pelos teu 49 anos!

O Pedro na Peninha em Sintra As meninas a espreitar
O Pedro, meu primeiro filho, passa hoje o seu 49º aniversário.

Vive a cerca de  100km daqui, mas procura, pelo menos uma vez por mês, vir visitar-nos.
Nesse dia,  junta-mo-nos  todos os 18... entre pais, filhos, noras e netos.
É sempre uma alegria imensa.
Há uma comida,  que é caracteristíca do minho, de onde o meu saudoso pai era natural - "o condoitro" . que a minha mãe fazia e que eu faço desde há cerca de 50 anos, quando casei... e que é o prato preferido do Pedro.
Assim sendo, e porque toda a gente aprecia muito, inclusivé os mais pequenos,  faço questão de a ter em abundância sempre que o Pedro nos visita.
 
  Que dizer do "meu Pedro" ?
É um filho muito  amado - tal como os outros três -  que me quer muito bem e se preocupa comigo..
 
Um homem bom, de coração limpo e alma generosa.
Um fiel e esforçado servo de Deus. 
Um bom marido, um bom pai, um bom irmão e cunhado, um bom tio, um bom amigo e um cidadão exemplar nas suas responsabilidades.
Extremamente cuidadoso com o seu corpo e o  seu espírito.
Maratonista...desde há dezenas de anos. Ainda o ano passado com 48 anos fez com êxito a maratona de Lisboa.
 
Enfim...o Pedro é uma bênção para todos  aqueles que com ele lidam.
 
Creio que, lá por ser mãe...não estou a exagerar.
 
Quanto eu sou grata ao Senhor por a vida do Pedro!
 
Parabèns meu filho!
 
Que o Deus de amor a quem amas e serves...te cubra de bençãos!
Como também ás tuas lindas filhas e esposa.
Um grande  e carinhoso abraço da mãe.
 

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Provérbios de Salomão - De João de Deus (1)

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O poeta e pedagogo português - João de Deus

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 O livro - Campo de Flores

Provérbios de Salomão

Com quem te não faz mal
Procede por igual.

Vigiai diz Salomão,
Noite e dia o coração...
Que é dele que nos provém
Todo o mal e todo o bem

O ímpio, pode dizer-se,
Passa como a tempestade;
O justo é um alicerce
Eterno como a verdade.

Uns, dando, mais enriquecem,
Outros, roubando, empobrecem.

Quem de repente
Se enfurece é estulto;
Quem é prudente
Dissimula o insulto.

O insensato dá-lhe logo a fúria;
Quem é prudente dissimula a injúria.

É o temor de Deus fonte de vida;
          Quem não tomar  esse norte,
          Vai no caminho da morte,
           É uma alma perdida .

(João de Deus - no livro - Campo de Flores)