
Alberto Costa - Ministro da Justiça
…sim, estou furiosa!
Quem me conhece… sabe que sou uma pessoa mansa, e dada á boa paz.
Porém, quando vejo os responsáveis pela justiça em Portugal, tomarem decisões como a que ontem foi anunciada na Sic – notícias…”fervo” e revolto-me!
E a sorte do Ministro é não estar perto de mim! Caso contrário não sei o que faria!
Então não é que deixou de ser motivo para prisão preventiva, a violência doméstica!?
Só o será… se o agressor for apanhado em flagrante delito!
Agora, digam-me: Como é que se pode apanhar alguém em flagrante delito, dentro de quatro paredes e de porta e janelas trancadas!?
Daria para rir se não fosse tão sério.
E tem mais:
Se, por um grande e extraordinário milagre… alguém for apanhado em flagrante… se, por acaso esse momento for: de noite, ou ao sábado ou domingo… o agressor será presente ao juiz, mas… poderá voltar para casa! E, só na segunda – feira será preso.
Entretanto, pode á vontade, porque não? Continuar os mau tratos, até e quando lhe apetecer!
Extraordinário, não?
Agora, reparem, no que é que o governo tem para “oferecer” de ajuda, a essas mulheres maltratadas:
Como o agressor, protegido pela lei, continua ali á mão de maltratar… ela, poderá, caso haja uma vaga – o que é pouco provável, sair da sua casa e ir para um Centro de protecção de mulheres maltratadas.
Vejam, reparem bem:
Ela vitima de maus tratos, muitas vezes continuados, se achar que chegou a hora de parar de apanhar, terá que sair da sua casa e ir para um lugar estranho e ficar por lá o tempo necessário, ou talvez, para sempre…
Isto, enquanto o agressor vive confortavelmente na casa de ambos, e em completa liberdade sem sequer ser incomodado pela justiça.
Ora digam!
Isto é lá coisa que se faça? Isto tem alguma coisa a ver com a Justiça?
Que raiva! Porque é que hão-de ser sempre homens a ser ministros da justiça?
Quando é que um primeiro ministro tem a coragem e a sabedoria para, por uma vez pelo menos, dar essa incumbência a uma mulher!?
Se esse dia chegar, creio que é a única forma de fazer alguma justiça, neste tenebroso e horrível mundo da violência doméstica.Com os homens como ministros, nunca vamos lá