sábado, 26 de abril de 2008

A Carolina faz hoje 6 anos!


Parabéns, minha linda e querida neta Carolina, pelos teus seis anos!

Beijinhos da avó

Medos e pânicos



Ontem, foi a festa de aniversário da sobrinha neta Maria, que fez dois anos.
Estávamos num restaurante na praia de Carcavelos, mesmo á beira – mar, e havia muitas crianças, entre elas a minha neta Sara.
O calor repentino do dia, mais de trinta graus… encheu a praia de gente; pareciam formigas á beira – mar! Com as pessoas… vieram os “cães”, que por lei são proibidos na praia…mas estão por lá sempre.
Claro que as nossas crianças não resistiram a ir “molhar os pés” á beira da água, e o avô Jorge foi com elas; só que de repente a Sara – que tem um medo pavoroso dos cães – viu junto dela um cão e estancou… já não saiu dali sem ajuda. A pobre pequena praticamente, fica em pânico quando vê um cão.
O irmão e as primas e, parece que o avô também…riram-se dela… e não imaginam como ela ficou ofendida! Já não bastava o cão… ainda por cima estavam a troçar dela!
Quando voltaram para o restaurante a Sara vinha muito zangada com todos eles e foi logo procurar-me, e dizer-me que precisava de falar comigo em particular Eu, que estava no meio de uma conversa muito interessante, sobre poesia, com uma senhora, lá fui ouvir a Sara, que estava ofendidíssima com o irmão, primas e avô.
Lá tentei acalmar a pequena e disse-lhe para procurar esquecer o acontecido e aproveitar a excelente festa da qual estava a participar. Ela disse: “ó avó eu não consigo, eu não consigo…posso até estar errada mas não consigo! Porém, passado um bom bocado… ela já estava a brincar e a conversar com as primas e o irmão.
Poderão perguntar, “porque carga de água”… é que eu trago isto aqui…. Pois bem, é simplesmente para chamar a atenção para a necessidade de respeitarmos os medos das crianças e não só, os medos de todos…e nunca… por nunca ser, troçarmos ou rirmo-nos deles, porque esses medos, esses pânicos, trazem imenso sofrimento e, temos também que nos lembrar, que as pessoas não assim porque querem ou por escolha, mas, porque por algum motivo… vieram a ser vitimas dessa situação. Devemos sim, é pelo contrário, tentar ajudar e, encaminhar para um apoio especializado quando for caso disso.
Essa é a atitude mais correcta e aquela que está conforme o ensino de JESUS.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Parámos...para ouvir um rouxinol a cantar!



Ontem, ao pôr – do sol, o meu irmão veio buscar-me para irmos ao culto.
O fim do dia estava calmo e tranquilo, e o horizonte estava límpido e claro, de tal modo, que dava para ver ao longe o recorte dos ramos das árvores, iluminados por os últimos raios do sol, numa bela e característica noite de primavera.
O meu irmão não resistiu, e já em Mira – Sintra, parou o carro, saiu, e foi deliciar os olhos e a alma com aquele maravilhoso espectáculo da natureza.
Foi então que ouviu ali bem perto, um rouxinol a cantar.
Há quanto tempo ele não ouvia um rouxinol! Na nossa infância sim, nas várias casas em que vivemos, recordo de ouvirmos de noite o rouxinol a cantar.
O rouxinol (Luscínia megarhynchos) é conhecido pelo seu canto muito belo e agradável. É difícil de ver, e canta geralmente escondido nas charnecas, matas e bosques. Tem um extenso repertório com trinados fluidos, terminando em crescendo e é normalmente ouvido depois de escurecer, sendo um dos poucos pássaros a cantar à noite, normalmente escondido entre a vegetação (podem ver um aqui).
Ao regressarmos, cerca da meia – noite, por sugestão do meu irmão, parámos nesse mesmo local, saímos do carro, e lá continuava ele a cantar com todo o seu vigor e alegria. E ali ficámos longo tempo a ouvi-lo. Foi tão bom!
No silêncio da noite, o seu cântico tão melodioso e belo, fez-nos viver um momento único que nos deu uma imensa alegria e nos transportou de novo á nossa infância.
Eu não imaginava que houvesse um rouxinol em Mira – Sintra!
Tenho planos para sempre que possa, ir lá ouvi-lo, pois não é todos os dias nem em todos os lugares, que se pode ter a bênção de ouvir um rouxinol a cantar!
Há quanto tempo não ouve um rouxinol a cantar?

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Poema de um Pai



Não é a tua mão
Filho


Que eu levo
Na minha mão


È uma raiz
Que eu plantei em mim mesmo

(António Reis)

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Parabens Pedro


Parabéns ao meu filho Pedro que passa hoje mais um aniversário.

Um abraço carinhoso da mãe.

Viviana

Estou furiosa...


Alberto Costa - Ministro da Justiça
…sim, estou furiosa!
Quem me conhece… sabe que sou uma pessoa mansa, e dada á boa paz.
Porém, quando vejo os responsáveis pela justiça em Portugal, tomarem decisões como a que ontem foi anunciada na Sic – notícias…”fervo” e revolto-me!
E a sorte do Ministro é não estar perto de mim! Caso contrário não sei o que faria!
Então não é que deixou de ser motivo para prisão preventiva, a violência doméstica!?
Só o será… se o agressor for apanhado em flagrante delito!
Agora, digam-me: Como é que se pode apanhar alguém em flagrante delito, dentro de quatro paredes e de porta e janelas trancadas!?
Daria para rir se não fosse tão sério.
E tem mais:
Se, por um grande e extraordinário milagre… alguém for apanhado em flagrante… se, por acaso esse momento for: de noite, ou ao sábado ou domingo… o agressor será presente ao juiz, mas… poderá voltar para casa! E, só na segunda – feira será preso.
Entretanto, pode á vontade, porque não? Continuar os mau tratos, até e quando lhe apetecer!
Extraordinário, não?

Agora, reparem, no que é que o governo tem para “oferecer” de ajuda, a essas mulheres maltratadas:
Como o agressor, protegido pela lei, continua ali á mão de maltratar… ela, poderá, caso haja uma vaga – o que é pouco provável, sair da sua casa e ir para um Centro de protecção de mulheres maltratadas.
Vejam, reparem bem:
Ela vitima de maus tratos, muitas vezes continuados, se achar que chegou a hora de parar de apanhar, terá que sair da sua casa e ir para um lugar estranho e ficar por lá o tempo necessário, ou talvez, para sempre…
Isto, enquanto o agressor vive confortavelmente na casa de ambos, e em completa liberdade sem sequer ser incomodado pela justiça.
Ora digam!
Isto é lá coisa que se faça? Isto tem alguma coisa a ver com a Justiça?

Que raiva! Porque é que hão-de ser sempre homens a ser ministros da justiça?
Quando é que um primeiro ministro tem a coragem e a sabedoria para, por uma vez pelo menos, dar essa incumbência a uma mulher!?
Se esse dia chegar, creio que é a única forma de fazer alguma justiça, neste tenebroso e horrível mundo da violência doméstica.Com os homens como ministros, nunca vamos lá

terça-feira, 22 de abril de 2008

Crianças


Lutemos por um mundo em que possam brincar, não algumas crianças, mas todas as crianças.

(M V. Assis Pacheco)