domingo, 25 de junho de 2017

Porque hoje é Domingo (445)

            Púlpito da Casa de Oração de Morelena - Sintra.
«Ensina-me Senhor  o caminho dos  teus estatutos, e guardá-lo -ei até ao fim.
Dá-me entendimento e guardarei a tua lei, e observá-la- ei de todo o coração.
Faz-me andar na vereda  dos teus  mandamentos, porque nela tenho prazer.
Inclina o meu coração aos teus testemunhos, e não à cobiça.
Desvia os meus olhos de contemplarem a vaidade, e vivifica-me no teu caminho.
Confirma a tua palavra ao teu servo, que é dedicado ao teu temor.
Desvia de mim o opróbrio que temo, pois os teus juízos são bons.
Eis que tenho desejado os teus preceitos; vivifica.me na tua justiça.»
         (Livro dos Salmos cap. 119: 33 a 40)

sábado, 24 de junho de 2017

É muito duro estar a cavar a cova para pessoas que eu conhecia - diz Maria Joaquina

Maria Joaquina   abrindo as covas para  os que morreram queimados.
Desculpem, amigos,  mas creio que ainda é tempo de "falar daquilo de que o coração está cheio".
Não podemos esconder que estamos profundamente tristes, e solidários com os que sofrem.
Partilho convosco o que li ontem no Observador

«Cinco homens e  mulheres preparam o cemitério onde serão sepultadas perto de 40 pessoas. Porque é preciso ajudar o único coveiro da terra, fechar o ciclo e enterrar os mortos.

O cemitério de Vila Facaia, pequena aldeia a oeste da vila de Pedrógão Grande, é o único pedaço de branco numa área de muitos quilómetros quadrados. À volta, tudo ficou negro depois da passagem do incêndio, que devastou particularmente aquela freguesia: morreram perto de 40 pessoas naturais dali. Durante todo o dia de terça-feira, cinco funcionários da Junta de Freguesia, comandados pelo coveiro José Francisco, conhecido como Chico, iam cavando inúmeras sepulturas, para as dezenas de funerais que se vão suceder nos próximos dias. “Nunca tive de abrir tantas covas de uma vez”, desabafa José Francisco, 57 anos, que contou com a ajuda do coveiro da freguesia vizinha da Graça para a empreitada.

 À entrada do cemitério, local isolado no meio da floresta, a 500 metros da pequena aldeia, uma carrinha da Proteção Civil denuncia o aparato que ali se vive. Ao fim da tarde, José Francisco oferece bebidas frescas a quem esteve a trabalhar durante o dia todo. Às 18h30 realizam-se os dois primeiros funerais, mas neste primeiro dia foram abertas mais sepulturas do que apenas essas duas. “Só na nossa freguesia morreram à volta de 40 pessoas, mas não quer dizer que venham todas para aqui, porque há uns que vão para fora. Estamos a abrir covas porque, quando os corpos forem libertados, vai ser tudo muito rápido. Estamos a abrir covas para ficar à espera”, explica José Francisco, de boné na cabeça e copo na mão, sentado num murete à sombra da única árvore que ali permite evitar o calor.

 Num dia normal, entrar no cemitério significa entrar num local de silêncio rodeado de floresta. Mas, neste dia, passar por aquele portão e atravessar o estreito corredor empedrado leva-nos ao único sítio movimentado da aldeia. Os funcionários da junta de freguesia vão trabalhando um pouco por toda a área do cemitério — muitas das campas têm de ser levantadas, porque grande parte das vítimas vão ser enterradas junto de familiares.

 Do lado direito do corredor, Maria Joaquina, 49 anos, trabalha apressada sob um sol escaldante — a cova que está a abrir tem de ficar pronta a tempo do funeral desta tarde, agendado para as 18h30. Baixinha, de boné na cabeça e vestindo uma t-shirt transpirada e suja de terra, com o logótipo da junta, vai falando dos que morreram como se ainda cá estivessem — talvez para se lembrar deles, ou talvez para não se deixar ir abaixo. “Além vai ser marido e mulher. E a nora e o filho também, mas esses têm de ficar ao lado, porque não há espaço para todos ali”, conta, com a pá na mão. “Ó João Paulo, tenho que tirar esta terra daqui agora, não é?”, pergunta ao coveiro vizinho, que vai ajudando a orientar os funcionários da Junta de Freguesia, muitos deles pela primeira vez a fazer um trabalho daqueles.

 Maria conhecia todos os que morreram, mas nem isso lhe tira o afinco com que vai preparando o local onde vão ser sepultados os seus amigos. Não chora. Não é resignação ou derrotismo. É vontade de fechar um ciclo e de contribuir para um funeral digno para os que estimava. “O que é que a gente há de fazer? Não podemos deixar de fazer isto, temos de fazer alguma coisa”, diz, enquanto vai contando o trabalho feito. “Já temos uma, duas, três ali, quatro, cinco. Isto agora é abrir covas.”»

 (Observador  - 23/06/2017)

sexta-feira, 23 de junho de 2017

"Não disse à minha mãe que estou sempre quase a chorar"


O jornalista José Miguel Gaspar
  UM TESTEMUNHO COMOVENTE

Li, no Observador, depois confirmei no Jornal de Notícias, e confesso que o testemunho deste homem - Jornalista,  me tocou de tal maneira, que não resisti a partilhá-lo aqui neste espaço com os amigos.

Ora leiam

«Quando domingo de manhã muito cedo vim do Porto para Pedrógão Grande, não avisei a minha mãe, nem o meu pai, não lhes disse que vim a voar. Fiquei, claro, com remorsos, mas só ontem lhe liguei, a meio da manhã, assim que acordei. Quando ela atendeu, e atendeu logo, quase sem deixar tocar, em vez de me chamar como me chama sempre, num querido diminutivo, ela só disse, e imediatamente, numa voz que vi logo que já lhe vinha a fugir, "ó meu filho, ó...", e eu engasguei--me logo, não consegui dizer nada, estava despregado a chorar. Mas chorei como se me mordesse, chorei para dentro, sem a deixar ver, esganado, até ouvi os meus dentes apertados a ranger.

Mas ela já sabia, conhece-me há 48 anos, sabia que eu tinha que vir, e já me tinha lido, a mim e à Helena, os nossos textos vinham ontem no JN a abrir - "sim, mãe, ela está bem, mãe, não, mãe, ela não veio, ela está aí, está tudo bem, mãe, a sério, a sério que está tudo bem, mãe, então"...

...O telefonema foi curtinho, isso é anormal, muitas vezes falamos meias horas, é sempre à noite, quando eu chego tarde para jantar, quando chego cedo ela espanta--se, mas ontem não, não conseguia, não lhe disse mais nada, não lhe disse, claro que não, que ando aqui sempre quase a chorar, mas não é por mim, mãe, eu estou bem, é por eles, mãe, ninguém merece morrer assim, mãe, tantas pessoas que morreram a arder.»

(José Miguel Gaspar  - Jornalista  - http://www.jn.pt/ - 20-06-2017)

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Conhecer o Céu, Agora - Um pensamento de Santo Agostinho


Conhecer o Céu, Agora

«A marca suprema da Cidade de  Deus - o céu - é a paz eterna e perfeita. Onde nada pode fazer mal, nada pode ferir. Em comparação, até a vida  mais rica na terra é inadequada - que podem a comida, as roupas, o dinheiro, o sucesso e a fama oferecer que supere a paz e a alegria da Cidade Celestial?
Todavia, é possível viver desta  forma na terra onde podemos desfrutar, apenas em esperança,
 a bem-aventurança do céu; tal forma  é viver esta vida  por amor da outra.»

    (Santo Agostinho - Da "A cidade de Deus", cap.20)

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Sobre Portugal paira uma enorme nuvem de tristeza

Fonte da imagem:http://www.1zoom.me/pt. 

SOBRE PORTUGAL PAIRA UMA ENORME NUVEM DE TRISTEZA

Sugiro que aceitemos o grande desafio do Apóstolo Tiago:

"Quando algum dos vossos estiver em sofrimento, recorra à oração...

...A oração actua poderosamente quando é feita por um justo (crente)."

    (Ep.de S. Tiago 5:13  e 16b)

terça-feira, 20 de junho de 2017

Palavras belas de Frei Agostinho da Cruz

Resultado de imagem para lirios roxos do campo - imagens
O mais lindo lírio que fotografei, aqui perto de casa. 

«Os lirios do campo, que não fiam,
Vestidos de tamanha fermosura
Vejamos com os olhos  que não viam. (1)

     

Do que não semeou na terra dura
O passarinho colhe com licença
Do Criador de toda a criatura. (2)

       
O Bom Pastor - Fonte da imagem: Imagens Bíblicas - WordPress.com5
    
... Nesta nossa cristã  filosofia,
O Senhor, que de graça nos sustenta,
Diante  foi de nós por nosso guia..»

(1) - "E por que hão-de andar preocupados por causa da roupa? Reparem como crescem os lirios do campo E eles não trabalham nem fiam. Ev.. de S. Mateus 6:28)

(2 - Olhem para as aves do céu, que não semeiam, nem colhem, nem amontoam grãos  nos celeiros. E no entanto,  o vosso Pai dá-lhes de comer. Ev.de S. Mateus 6: 26)

  (Frei Agostinho da Cruz - no livro - Poesias  Selectas)

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Todo o nosso amor, compaixão e intercessão, por os nossos irmãos...de Pedrogão Grande

Que as nossas preces se, unam como uma só,
a favor de todos aqueles que, inesperadamente, 
enfrentam um sofrimento atroz.

domingo, 18 de junho de 2017

Porque hoje é Domingo (444)

«Como é imensa a riqueza de Deus e a sua sabedoria e ciência! Quem pode explicar os seus planos e compreender os seus caminhos! Bem diz a Escritura:

  Quem é que conheceu os pensamentos do Senhor?
  Ou quem lhe serviu de conselheiro?
  Quem antes deu algo a Deus
  para que isso lhe seja retribuído?

É que tudo veio de Deus e tudo existe por ele e para ele. A Deus seja dado louvor para todo o sempre. Ámen.»

(Ep. de S. Paulo aos Romanos cap.11:33 a 36)

sábado, 17 de junho de 2017

O QUE É A SAUDADE? - Um poema de Edite C.C. Pereira

 Fonte da imagem:http://mensagens.culturamix.com/

O QUE É A SAUDADE?

«Eu não sei bem definir
mas sou capaz de sentir,
a esta grande distância,
os dias da minha infância
cheios de felicidade.
Não será isto saudade?

Eu não sei bem definir
mas sou capaz de sentir
a força da emoção,
anseios do coração,
dos tempos da mocidade.
Não será isto saudade?

Eu não sei bem definir
mas sou capz de sentir
a falta de um grande amigo,
de quem se importa comigo
e me oferece amizde.
Não será isto saudade?

Eu não sei bem definir
mas sou capaz de sentir
que, algo em mim, já partiu
com os que amei e subiu
com eles  p´ra Eternidade.
Não será isto saudade?»

(Edite C.C. Pereira - no livro - Lágrimas e sorrisos)

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Recordando o grande pintor Português - Henrique Medina

Repare-se na  expressão  deste rosto de mulher. Impressionante! Fonte da imagem: http://nova-acropole.pt/
O notável autor. Fonte da imagem:YouTube

Pintor português, Henrique Medina de Barros nasceu a 18 de Agosto de 1901, na freguesia de Cedofeita, no Porto. Henrique Medina faleceu a 30 de Novembro de 1988, em Góios (Esposende), vítima de doença súbita.

Legou-nos uma obra vasta e notável, digna de ser  vista  e admirada. É bom trazê-lo à lembrança, para que a recordação da sua obra e e memória, permaneça  entre nós.

Se quiser saber mais sobre o pintos, clique aqui.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Os nossos filhos e o livro de Provérbios de Salomão

Um desenho da neta Margarida. 
"Ensina  ao menino o caminho  que deve seguir, e assim, mesmo quando for velho, não se afastará dele."  (Provérbios 22:6)

«O psiquiatra e escritor cristão John White teve de lutar, durante anos, por causa do aparente conflito entre o ensino deste versículo e o facto de ter um filho que não seguiu a orientação dos pais. White considera em que medida esta é uma promessa que pode ser aplicada em todas as situações.

"Este versículo nunca pode dar a garantia de que literalmente todos os filhos educados nos caminhos de Deus irão seguir esses caminhos durante toda a sua vida. O versículo ensina aquilo que  é mais provável: o facto de alguns filhos se desviarem do ensino que receberam não significa  necessariamente que os pais tenham falhado."

O livro de Provérbios dá muitos exemplos de comportamentos desviados que são a culpa dos próprios filhos:

"As mãos inactivas (dos filhos) levam à pobreza; as mãos diligentes alcançam riqueza." (Prov.:10:4)

As armadilhas que estão à frente dos jovens aliciam-nos de uma forma que podem muito facilmente achar atractiva. Quando um bando de amigos, por exemplo diz:

"Vem connosco! Vamos preparar uma emboscada e divertir-nos a armar ciladas aos inocentes. Vamos engoli-los vivos como o abismo, como os mortos que baixam à sepultura. Arranjaremos toda a espécie de  riquezas e encheremos  a nossa casa com os despojos! A tua parte  será igual à nossa, pois o que conseguiremos arranjar será de todos." (Prov.1:10 a 14)

Que admirável espírito de justiça!
O livro de Provérbios claramente responsabiliza, como sendo criminoso, o filho que rouba  o dinheiro aos seus pais

"Quem rouba aos pais,  dizendo que não é pecado, assemelha-se ao criminoso!" (Prov-28:24) 

Ou quem maltrata o pai ou expulsa  a mãe da sua casa (19:26). Ou que malgasta o  dinheiro da família com prostitutas (29:3)  

Contudo, com um admirável equilíbrio, este livro contraria as teorias recentes da pedagogia, ao afirmar que não é deixando um filho livre para escolher que se respeita mais a sua necessidade.É sim, dando orientação firme:

"Castigos e reprimendas dão sabedoria mas um rapaz entregue a si mesmo envergonha a sua mãe." (Prov:29:15) 
(Alan Pallister - Samuel Cerqueira  - No lIvro - ÉTICA CRISTà PARA HOJE)

quarta-feira, 14 de junho de 2017

A PÉROLA - Um poema de Pedro Homem de Mello


A PÉROLA

Longe do Sol e longe das estrelas
O pescador de pérolas andara
Em demanda da luz.

E a concha enfim das suas mãos escuras
Carregou-se de estrelas,
E o seu olhar de esfíngica cisterna
Fez-se espelho do Sol!

Mas para o Mar (que é como o céu
Onde o astro mais pequeno tem valor)
A pérola encontrada
Por esse pescador
Passou a ser a pérola perdida...

(Pedro Homem de Mello - no livro - Segredo - 1953)
Prémio Antero do Quental (Poesia)
E Menção  da Academia das Ciências

terça-feira, 13 de junho de 2017

Aconteceu, faz hoje 111 anos...

Escrofulária dos rios Fonte da imagem:http://www.adplda.com/pt/

Dia 13 de Junho de 1906

«Colhi algumas escrofulárias e ranúnculos - mata - boi, num  passeio que dei, esta tarde,  a uma vala (ribeira)  que há em Elmdon Park.
Ranúnculo -mata-boi. Fonte da imagem: http://obotanicoaprendiznaterradosespantos.blogspot.pt

Também encontrei doce-amarga, uva de cão, e potentila em flor.
 
Doce amarga . Fonte da imagem: https://www.google.pt/
 
Uva de cão - Fonte da imagem:https://www.google.pt/ 
Potentila. Fonte daimagem: floraastur.blogspot.com.
De manhã havia muitas nuvens grandes e densas muito cinzentas, e antes de chegar a casa caiu uma grande chuvada. Depois de uma seca tão prolongada, todos a agradecemos.»
 
        (No Diário de Edith Holden  - A alegria de Viver com a Natureza)

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Peço que orem comigo, pelas famílias dos "quatro meninos" que ontem morreram afogados

Hoje, Portugal acordou triste.

Creio, não haver ninguém indiferente, à dor, que vai no coração  dos pais, avós e outros familiares, dos quatro "meninos" - sim, meninos... "Meninos das suas mães" - no dizer de Pessoa, entre os 11 e os 18 anos que, num maravilhoso dia de Primavera, cheio de luz e sol, perderam a vida. 
Dois - o menino de 11 anos e a irmã de 14, no rio Vouga em Águeda. Com os pais, vieram fazer um pic-nic à beira rio. A certa altura, o menino entrou na água e ficou aflito; a irmã, correu em seu auxílio, mas ambos desapareceram na corrente. Uma priminha de 8 anos...ainda foi retirada a tempo da beira da água. 
Os  outros dois, "meninos"  de 16 e 18 anos,  "brincavam à bola" na praia da Baía, em Espinho. 
Ás tantas, a bola rolou para o mar, que estava alteroso e perigoso, e um dos "meninos" entrou na água para apanhá- la, mas imediatamente foi arrastado por uma onda. Um dos companheiros de jogo, vendo-o em aflição, correu a socorrê-lo, só que, foi arrastado também para o mar.

Hoje, a estas horas, prosseguem as buscas para recolher os corpos.

Naturalmente, estamos tristes. Coloque mo-nos no lugar dos familiares. Aquela mãe e aquele pai,  até ontem tinha dois filhos, hoje já não têm... E os pais dos dois "meninos maiores"? Tanta esperança, tantos projectos para a vida dos filhos!

Sentimos a sua profunda tristeza e, naturalmente, estamos solidários.
Há, no entanto, alguma coisa mais que podemos e devemos fazer: Orar, interceder, suplicar...ao Deus de amor e de toda a bondade, que console e conforte os corações dos pais, das mães e de todos os outros familiares.
Peço-vos que orem comigo. Juntos, levemos a Deus as nossas preces por estes  cujo coração, está carregado de dor.
Obrigada, muito obrigada.
Que Deus vos abençoe.

domingo, 11 de junho de 2017

Porque hoje é Domingo (443)


«Em ti Senhor, confio, nunca seja eu confundido...

...Pois tu és a minha  esperança, Senhor Deus; tu és a minha confiança desde a minha mocidade.
Por ti tenho sido sustentado  desde o ventre; tu és aquele que me tiraste  das entranhas de minha mãe; o meu louvor  será para ti constantemente...

...Encha-se a minha boca do teu louvor e da tua glória todo o dia.
Não me rejeites no tempo da velhice: não me desampares, quando se for acabando a minha força...

...Mas eu esperarei continuamente,  e te louvarei cada vez mais...
...Ensinaste-me, ó Deus, desde a minha mocidade, e até aqui tenho anunciado as tuas maravilhas.
Agora também, quando estou velho e de cabelos brancos, não me desampares, ó Deus, até que tenha anunciado a tua força, a esta geração, e o teu poder a todos os vindouros .»

  (Livro dos Salmos cap.71:1, 5, 8, 14, 17 e 18)

sábado, 10 de junho de 2017

Hoje - 10 de Junho - Dia de Portugal



"ESTA É A DITOSA  PÁTRIA  MINHA AMADA"
    (Camões)

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Portimão procura padrinhos para 30 rotundas da cidade


«A Câmara de Portimão abriu um concurso público para entregar aos privados a gestão e exploração das 30 rotundas na área urbana da cidade.

A Câmara de Portimão abriu um concurso público para entregar aos privados a gestão e exploração das 30 rotundas na área urbana da cidade, cuja manutenção dos espaços ajardinados terá como contrapartida a colocação de painéis publicitários.
Ao concurso inovador, que decorre até ao dia 29 de fevereiro, podem candidatar-se empresas e pessoas em nome individual, sendo a rotunda atribuída por um júri ao melhor projeto paisagístico.

“O município está numa situação económica difícil e, por isso, temos que ter engenho e arte para respondermos aos desafios permanentes”, disse à agência Lusa a presidente da autarquia, Isilda Gomes (PS).
A autarca acrescentou que a ideia, “diferente e inovadora, de arranjar padrinhos para as rotundas” surgiu durante uma conversa com um empresário “sobre os problemas que a autarquia tem em fazer os ajardinamentos, devido às dificuldades económicas”.
“Como considero que as boas ideias têm de ser acolhidas e desenvolvidas, decidi pô-la em prática”, destacou Isilda Gomes, sublinhando que o objetivo principal é encontrar parceiros que assumam a manutenção dos espaços verdes, “tendo como contrapartida a possibilidade de publicitarem as empresas e negócios, passando a rotunda a ter o nome da pessoa que a apadrinhar”.

Isilda Gomes adiantou que a ideia está a ser bem acolhida por todos os munícipes e empresários do concelho, tendo em conta o elevado número de pedidos de informações sobre o projeto.
“Dada a recetividade, penso que, mesmo tendo dinheiro, deveríamos continuar a ter este tipo de iniciativas”, sublinhou.
De acordo com a autarca, a concessão das rotundas está devidamente regulamentada no caderno de encargos, “devendo os projetos enquadrar-se na lei, no arranjo urbanístico, salvaguardando as questões de segurança relativamente ao trânsito rodoviário”.

“Os projetos terão que se enquadrar no espaço urbano e serão tidos em conta vários fatores, entre eles a valorização estética, cabendo à autarquia a decisão final”, indicou.
Para Isilda Gomes, a manutenção e os arranjos dos espaços verdes nas rotundas, “é de importância vital para a qualidade de vida dos residentes e dos milhares de turistas que anualmente visitam a cidade.
“Quem sabe se no futuro não faremos um concurso da rotunda mais bonita, porque quando somos nós a tratar do espaço público, temos muito mais cuidado e carinho com ele”, concluiu.»
   (Observador - o1-o2-2016) 

NOTA PESSOAL

Tomei conhecimento  desta interessante iniciativa, há cerca de duas semanas, a partir de um artigo sobre o assunto publicado no Diário de Notícias.  
Creio que, num tempo de escassês  de verbas  numa grande maioria das  Autarquias portuguesas, a solução encontrada por a Srª presidente da Câmara de Portimão é de valorizar  e imitar...

Acerca do assunto, contactei via e-mail, a autarquia de Portimão, no sentido de me fazer chegar, ou informar-me sobre onde encontrar, imagens de algumas rotundas já apadrinhadas,  a fim de apresentar o assunto neste espaço, uma vez que possa vir a servir de inspiração para outras zonas do país.  Felizmente, o meu pedido foi atendido, o que agradeço. e assim sendo, posso partilhar aqui com os amigos, algumas rotundas bem bonitas e de aspecto muito agradável.

Creio poder afirmar, sem margem para dúvida que, quando viajamos por aí, é muito agradável encontrar as rotundas cuidadas e  embelezadas. Pode até ser no nosso bairro, como por exemplo aqui em Mira-Sintra, onde os meus olhos "batem certeiros"  na apreciação de cada rotunda. 

Eis aqui , as imagens que recebi da Câmara de Portimão, mais propriamente, do Gabinete do chefe de Divisão do Ambiente Urbano -  Rui Agostinho







quinta-feira, 8 de junho de 2017

A PAZ É...

 Fonte da imagem:http://www.revistamissoes.org.br

A PAZ É...

Vida
Felicidade
Ser amigo de verdade 
Amar
Sorrir
Sonhar

               É ajudar 
                   É conviver
               É cantar 

É ter um gesto amigo
para com alguém 
que precisa de ti...

(Alunos do 8º ano, Turma F - )

Uma experiência pedagógica pela paz
Escola  Se. Santa Maria - Sintra 1987 

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Do Grande Livro do Amor (19)

Fonte da imagem: http://www.clickgratis.com.br/

NÃO ENTRAR 

No portão do meu coração, escrevi:
«É  proibido entrar.»
Porém o Amor  chegou, rindo, e gritou:
«Eu entro em toda a parte.»
(Herbert Shipman)
No Grande Livro do Amor -  um presente do  meu marido

terça-feira, 6 de junho de 2017

A bela borboleta Aporia crataegi

Borboleta Aporia crataegi .Fonte da imagem: http://www.borboleta.org/

A bela borboleta Aporia crataegi

«Características: As asas anteriores têm, aproxinadamente, 3,5 cm de comprimento. Esta borboleta é uma das maiores  da família a que pertence.É quase tão grande como a Pieris brassicae. Distingue - se  pelas  nervuras escuras nas asas, que são mais grossas  na fêmea  do que no macho.

Habitat: Aparece em terrenos abertos, jardins e várzeas .
Outrora encontrava-se com frequência, especialmente nos pomares, onde causava prejuízos. Muitos exemplares desapareceram com a utilização de produtos químicos. Hoje em dia aparece apenas em algumas regiões agrícolas e campos de cultura.

Zona de multiplicação: Voa essencialmente na Europa até 62 graus  de latitude. Desapareceu em Inglaterra, na Sardenha e Córsega. É muito frequente no Norte de África  (Marrocos e Argélia)

Período de voo: De Maio a princípio de Julho, numa geração.

Período larvar: De Agosto a Junho. As lagartas hibernam. Para tal, reúnem-se e constroem um ninho comum. São acinzentadas e têm ao longo do dorso duas riscas compridas  de cor vermelho - alaranjada. A crisálida é cinzenta e amarela com manchas pretas e fica pendurada muito bem agarrada ás folhas.

Alimentação: Especialmente de pilriteiro, mas também cerejas e outras árvores defruto.Ocasionalmente, de tramazeiras, pados e vidoeiros.

Generalidades: A Aporia crataegi distingue-se de outras borboletas pela diversidade  de que se alimenta a lagarta.»

(No livro -O Mundo da Natureza - Borboletas - Círculo dos Leitores)

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Bucólica - Um poema de Miguel Torga

O poeta português - Miguel Torga
Bucólica

A vida é feita de nadas:
De grandes serras paradas
À espera de movimento;
De searas onduladas
Pelo vento;

De casas de moradia
Caídas e com sinais
De ninhos que outrora havia
Nos beirais:

De poeira;
De sombra de uma figueira;
De ver esta maravilha:
Meu pai a erguer uma videira
Como uma mãe que faz a trança à filha.

(Miguel Torga - no livro - Poesia Completa I)
      Buarcos, 20 de Agosto de 1937

domingo, 4 de junho de 2017

Porque hoje é Domingo (442)


«Irmãos, não queremos que andem na ignorância a respeito dos que morrem, para não se mostrarem tristes como os outros que não têm esperança. Pois se nós acreditamos que Jesus morreu e ressuscitou, também Deus  reunirá com Jesus  todos os que morreram em união com ele.
   O que eu tenho a dizer em nome do Senhor é que nós, os que estivermos ainda vivos quando o Senhor vier, não precederemos os que já morreram. O próprio Senhor, ao sinal dado pela voz do arcanjo e pela trombeta de Deus, descerá do céu, e os que morreram  em união com Cristo ressuscitarão  primeiro. Depois nós, os que estivermos vivos, seremos conduzidos sobre as nuvens do céu, ao encontro do Senhor, juntamente com ele. E assim estaremos eternamente com o Senhor. Por isso confortem-se uns aos outros com estas palavras.
Irmãos, quanto ao tempo e ás circunstâncias em que isso vai acontecer não é preciso que vos escreva agora. Sabem muito bem que o dia do Senhor há-de vir como um ladrão, pela calada da noite. Quando alguém disser:«Há paz e segurança», é então que repentinamente a desgraça cairá sobre eles.Será como uma mulher grávida que começa a sentir as dores do parto: não conseguirão escapar.
   (I  Ep. de S. Paulo aos  Tessal. 4: 13 a 18)

Nota:
Desejo a todos os amigos que por aqui passarem hoje, um alegre e abençoado  Dia do Senhor.

sexta-feira, 2 de junho de 2017

SÓ MESMO EM PORTUGAL...


SÓ MESMO EM PORTUGAL...

Banda multada na estrada dedica música aos agentes da GNR

«A banda Minhotos Marotos dedicou, esta terça-feira, uma "desgarrada" aos agentes da GNR que a tinha multado.

A banda Minhotos Marotos dedicou, esta terça-feira, uma “desgarrada” aos agentes da GNR que a tinha multado. Os artistas seguiam viagem na auto-estrada em direção a Lisboa, onde teriam agendada uma atuação na SIC, quando foram mandados parar pela Brigada de Trânsito da Guarda Nacional Republicana (GNR). A multa foi por excesso de velocidade.
Os Minhotos Marotos são conhecidos pelas suas músicas populares e cantares desafiantes, as chamadas “desgarradas”. Consideram-se, segundo o seu site, “um jovem e inovador grupo de musica popular portuguesa à moda do Minho, com bons e boas tocadoras de concertina e outros instrumentos mais ou menos tradicionais”.
A intervenção musical foi filmada e aplaudida por alguns dos agentes, enquanto outros acompanhavam a melodia com a buzina do seu veículo.
O vídeo já foi visto por mais de um milhão de pessoas, depois de ter sido publicado no Facebook de Cláudia Martins, a protagonista principal da banda.»

( http://observador.pt/2017/05/30/banda-multada-na-estrada-dedica-musica-aos-agentes-da

 102)

Nota pessoal:

Acho que só mesmo  os portugueses seriam capazes de fazer isto. 
Principalmente, "a gente do Minho".Terra do meu pai.
Serem multados... pagarem a multa e, obsequiarem, duma forma tão espontânea e bela, os agentes da autoridade.
Achei lindo! Muito Lindo!

quinta-feira, 1 de junho de 2017

"QUANDO É QUE NOS VOLTAMOS A VER?"

Foi assim... com esta imagem...que ilustrei o texto que publiquei neste espaço, no dia da primeira visita da minha neta Clara aqui à nossa casa, no dia 2 de Dezembro de 2010, tinha ela 2 meses.
 Sempre a achei parecida com uma rosa.

Pois bem, a Clara cresceu, desenvolveu-se muito bem, está no primeiro ano do primeiro ciclo, sendo uma excelente aluna, é muito dotada, sobretudo para o desenho e as letras. Tem uma alegria enorme em ofertar aos que lhe querem bem, os expressivos e incríveis desenhos que faz. Então a mim..."a avó Viviana", faz isso com muita frequência; tenho-os todos bem guardados.

Há cerca  de uma semana, como frequentemente acontece com a nossa família, juntámo-nos num almoço em casa do "Ti Zé", o meu filho mais novo, que tem como uma das suas agradáveis caracteristícas, receber a família e os amigos lá em casa, embora viva sozinho. O convívio foi muito bom, a comida estava boa, o ambiente também...com muita alegria , risos e brincadeiras à mistura.

Pois bem, quando chegou a hora de nos separarmos, o pai João disse: "Meninas (são duas - há também a Luz de 3 anos)  vamos lá a calçar os sapatos e preparar porque temos que ir embora".
Eu, estava sentada no sofá, na sala, e a Clara ia a passar junto de mim quando ouviu a ordem do pai, parou olhou - me, e perguntou:

"QUANDO É QUE NOS VOLTAMOS A VER?"

 Eu, surpreendida  com a pergunta da menina de 6 anos, respondi:

Provavelmente será na próxima semana.

Ela continuou:

"PODE SER NA CASA DE MACEIRA?  (casa da aldeia, que era dos meus pais)

Eu perguntei:
Gostavas que fosse lá?
Ela respondeu:

"SIM, E COM TODO O GRUPO"

Todo o grupo, são 18...
Eu e o Jorge, os 4 filhos, as três noras e os 9 netos.

Eu respondi:
Quem sabe? Sim, é possível que nos juntemos todos lá.

A Clara sorriu contente e foi calçar os sapatos e apanhar o casaquinho para ir embora.

Despedimo-nos, eles foram-se embora,  e eu, mãe e avó, comovida...dei graças, ao Deus da nossa família, por me aperceber deste sentimento familiar tão belo, que já paz parte da vida da Clara.

Eu, deixá-los-ei  um dia, para usufruir "o melhor de tudo" que me espera...sabendo que estas crianças que Deus me deu, como presentes preciosos, darão continuidade aos maravilhosos encontros familiares, que tanto têm enriquecido as nossas vidas e unido com laços muito fortes, a nossa abençoada família.Toda a minha gratidão e louvor, vão para o Senhor.
MUITO OBRIGADA SENHOR!