terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Porque é tempo de Natal - Celebremos o Natal

Fonte da imagem: joabealmeida01.blogspot.pt

Como crente em Cristo e, profundamente grata, pela  vinda de Jesus a fim de morrer na Cruz em meu lugar, resolvendo de uma vez o  o meu problema espiritual, concedendo-me a Vida Eterna, estou já a viver plenamente o espírito do Natal.
A minha alma está em festa!
Vibro, de contentamento e alegria!
Já estou  a celebrar o Natal.
Daí, ocupar este espaço até ao dia de Natal, com temas que a ele digam respeito.
E começo assim:

É TEMPO DE NATAL

É tempo de dar-mos as mãos
Descobrir um caminho novo
E nunca ficarmos sós
No meio do nosso povo.

É tempo de voltar a ser
Homem - criança - crescida
Poisar a arma do mal
E sermos flores na vida.

É tempo  de fazer a paz
Num mundo que não tem fim
Enquanto formos capazes
De pensar na vida assim.
         (Assis Portugal)

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

UM SONHO ANTIGO... Um poema de Edite C.C. Pereira

Flor de aboboreira.Foto tirada na margem da ribeira, na minha horta em Galamares - Sintra.

UM SONHO ANTIGO ...

«Uma vez uma menina
inda muitopequenina
teve um sonho diferente:
sonho não compreendido,
naquele tempo atrevido,
que alvoroçou toda a gente.

Depois, já quase mulher,
teve mesmo que escolher
o que queria ser na vida.
E aquele sonho antigo
que foi crescendo consigo,
tomou forma definida.

Decidiu ser Enfermeira.
E, querendo esta carreira,
teve muito que lutar
contra ideias e conceitos
de quem só via defeitos
na vida que ia encetar.

Com muita perseverança,
sempre cheia de esoerança,
durante anos estudou.
E por fim já preparada,
começou uma caminhada,
a que sempre desejou.

 E viu tanto sofrimento
que nunca, em qualquer momento,
pensou poder encontrar.
Os dramas de tantas vidas,
a dor, esperanças perdidas
e a morte sempre a espreitar.

Mesmo sendo já mulher,
continuou a crescer.
E dentro de si mudou:
Ganhou calma e paciência
mas perdeu a inocência
da menina que sonhou.

Teve uma vida tão cheia!
Nem ela fazia ideia
que sempre iria lembrar
os sucessos, incertezas,
alegrias e tristezas.
Valeu a pena sonhar.»

(Edite C. C. Pereira - no livro - Lágrimas  e Sorrisos)

Nota pessoal:
A Edite  estudou na Escola Técnica de Enfermeiras - Instituto Português de Oncologia.
Entretanto, eu estudava  na Escola de Enfermagem do Hospital de Santa Maria.

Recebi o meu diploma fez 53 anos,  há três dias - 08/12/1964.

domingo, 10 de dezembro de 2017

Porque hoje é Domingo (469)


ORAÇÃO do profeta Habacuc sobre Shigionoth.
Ouvi, Senhor, a tua palavra, e temi: aviva ó  Senhor, a tua obra, no meio dos anos, no meio dos anos a notifica: Na ira lembra-te da misericórdia...

...Porquanto, ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja vacas.
   Todavia, eu me alegrarei no Senhor: exultarei no Deus da minha salvação.
   Jeová, o Senhor, é a minha força, e fará os meus pés como os das corças, e me fará andar sobre as minhas  alturas.
  ( Livro do profeta Habacuc3:1 e 2; 17 a 18)

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Colhe-se proporcionalmente ao que se semeia - Pastor João António Marques

O semeador semeando. Fonte da imagem:https://insightscristaos.com/

«Ninguém  espere,  um dia, anular a sua colheita ou modificar os seus frutos, porque «a  seu tempo», cada um colherá o bem ou o mal que houver semeado.

Colhe-se proporcionalmente ao que se semeia

Resta-nos  acrescentar que, o que acontece no  aspecto qualitativo, colhendo-se aquilo que se semeia, dá-se também no aspecto quantitativo, isto é, «quem semeis pouco, pouco  ceifará, e quem semeia em  abundância, em abundância também  ceifará*. Há uma relação matemática de  proporcionalidade entre o que se semeia e o que se colhe. Conforme a quantidade de semente, assim será a dos frutos recolhidos; conforme a extensão da lavoura, assim será a grandeza da colheita; quanto maiores os investimentos, mais vastos os resultados;  quanto mais sacrifícios se fizerem na sementeira, maiores alegrias se terão na colheita. Há quem faça  searas pequenas e depois fique triste pela colheita insignificante. O ano correu de feição, anunciando bons resultados. O tempo chega: ceifa-se, debulha-se, mede-se o trigo e o rosto do agricultor espelha tristeza. Ele  comenta: «Tão pouco! Que pena! O ano foi tão bom que poderia ter colhido muito mais! ». Poderia, é verdade, se tivesse semeado muito mais;  mas não semeou. Semeou pouco, pouco também  pôde colher, a despeito de todas as condições favoráveis.»
(Pastor Dr. João António Marques - no livro - Olhai para os Lírios da Campo)

Nota pessoal:
Este amado pastor, com quem lidei de perto, já "descansa dos seus trabalhos e, as suas obras seguiram-no". Deixou-nos bons livros, os quais gosto muito de ler e partilhar.
 /

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Aconteceu faz hoje 111 anos

 A naturalista inglesa  . Edith Holden 

Sete de Dezembro de 1906

«Forte geada que  deixou tudo branco, e nevoeiro. Hoje foi o primeiro dia verdadeiramente  invernoso que tivemos. Esta manhã veio comer ao jardim uma multidão de pássaros. Os melharucos travaram tremendas batalhas  à volta do coco e, uma das vezes um pisco de peito ruivo meteu-se dentro e não deixou que  os melharucos  se acercassem até comer tudo o que quis. Parece - me  que os piscos - de peito - ruivo não gostam muito de coco, mas molesta-os que os melharucos  desfrutem de algo  de que eles não podem participar.» 

   (Edith Holden - no livro - A Alegria de Viver com a Natureza )

Um lindo pisco- de - peito - ruivo. Fonte da imagem: http://obiologoamador.blogspot.pt

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

PEDIDO - Um poema de Miguel Torga

O poeta português - Miguel Torga.
                  PEDIDO

«Ama-me sempre, como à flor do lírio
Bravo e sozinho, a quem a gente quer
Mesmo já seco na recordação.
Ama-me sempre, cheia da certeza  
De que, lírio que sou  da natureza,
Na minha altura eu brotarei do chão».                                                                                                                                                              
(Miguel Torga - no livro - Antologia Poética)
   C oimbra, 12 de Abril de 1943.

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Algumas palavras (pobres) para um grande homem: O português Gonçalo Ribeiro Telles

O arquitecto português - Gonçalo Ribeiro Teles. Fonte da imagem: https://www.publico.pt
O Jorge, meu marido, logo de manhã cedo, abriu o Diário de Noticias e, sabendo o quanto eu admiro e valorizo o arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles, disse:me: "Olha vem aqui um artigo sobre Gonçalo Ribeiro Telles, talvez te interesse."

Tenho o jornal aberto à minha frente e, leio:

«Homenagem depois do tempo a um homem antes do tempo!

Autor: António Sousa Cardoso  - Presidente da Causa Real

Gonçalo Ribeiro Telles é um homem do nosso tempo. Depois de uma vida inteira dedicada à causa pública, Gonçalo Ribeiro Teles foi, finalmente homenageado pelo Estado português! Não sei se pela má consciência dos desastres ambientais de tão trágicas consequências para os portugueses, se pelo frenesim com que o nosso  Presidente da Repíblica agracia portugueses mais ou menos distintos.
Acho que este tardio e justíssimo reconhecimento do Estado foi foi  felizmente precedido, de há muito tempo, por um alargado e sincero reconhecimento dos portugueses. De todos os partidos políticos, de todas as sensibilidades sócioculturais. Da nação que tantos não gostam,  por puro preconceito, de falar..

...Gonçalo Ribeiro Telles  enquanto político distinguiu-se sempre pelo que mais tem faltado hoje  às classes dirigentes - o sentido da ética, de responsabilidade e de compromisso.
A verdade é que que  Gonçalo Ribeiro Telles foi mais do que um grande dirigente político e um grande cidadão. Foi o percursor das mais importantes agroambientais aplicadas em Portugal e foi teimosamente pioneiro, no permanente  alerta ás autoridades públicas dos muitos erros cometidos por tantos governos na preservação, ordenamento, desenvolvimento e qualificação do território no sentido pleno da palavra!Gonçalo Ribeiro Telles foi o  primeiro"verde", por consciência e cidadania, antes de existirem  Verdes por oportunidade política!...

...Ao apostolo da modernidade, Gonçalo Ribeiro Telles, com quem tanto aprendi, o meu modesto, sincero e eterno obrigado!»
 (D.N. - 5/12/17)

Nota pessoal:

Fico muito feliz, cada vez que alguém se lembra deste grande senhor - Arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles. Também eu o admiro muito! Mas, mesmo muito! 
Além de tudo o mais, só ao lembrar que foi ele,  nos anos  setenta, o responsável pela qualidade  em todas as áreas, do meu  querido e inigualável, bairro de Mira-Sintra -   onde  moro, desde a sua inauguração, sinto para com ele uma grade gratidão!
É minha intenção, sugerir ao Presidente da Casa de Cultura de Mira-Sintra,  que endereçe, em nome dos moradores, um convite ao arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles, a fim de lhe ser prestada uma justa homenagem,  como preito de gratidão e reconhecimento, da excelência de qualidade que colocou neste bairro - social.
Fomos uns privilegiados! Podem crer!