... como eles crescem; não trabalham nem fiam; e eu vos digo que nem mesmo Salomão, com toda a sua glória, se vestiu como um deles.
Ev.de Mateus 6:28 e 29.

Segunda-feira, 19 de Março de 2012

A Cirurgia da neta Inês.


A Inês

A intervenção cirúrgica decorreu durante toda a manhã.
O cirurgião explicou ao meu filho que este tipo de cirurgia só é feita a jovens maiores de 14 anos. A Inês tem doze. Mas como a situação de desvio da coluna era tão grave - 80 por cento - ela não podia esperar. Depois, a Inês é magrinha,- só pesa 31 quilos, o que tornou muito complicado adaptar a quantidade de anestsia necessária a este tipo de cirurgia complicada e demorada, ao peso.Mas graças a Deus este problema foi ultrapassado, creio que com a ajuda Divina.

O cirurgião teve algumas surpresas com que não contava, como por exemplo agumas costelas já estarem deformadas pelo que tiveram que ser cortadas. Segundo ele, voltarão a crescer dentro de três meses.

Foi difícil endireitar a coluna dado o seu péssimo estado. Foram colocados ao longo dela 12 parafusos. Ficou direitinha.

A Inês acordou da anestesia, respondeu a algumas perguntas do médico e queixou-se de dores. Administraram-lhe um analgésico e voltou a adormecer.
Mais tarde, voltou a acordar, chamaram o pai e a mãe para a ver; quando chegaram junto dela ela tinha os olhinhos fechados, a enfermeira disse-lhe: "Olha quem está aqui"! Ela abriu os olhos, sorriu para os pais e voltou a adormecer.

ÉBENEZER - Até aqui nos ajudou o Senhor! -

"E sempre nos ajudará"!

Agradeço de coração, o apoio. carinho e preces.
Bem hajam.

Por favor continuem a rogar por a minha menina, nesta fase difícil de tanto sofrimento.

O meu abraço
Avó Viviana

Domingo, 18 de Março de 2012

Cirúrgia da neta Inês - Corrente de Oração



Chegou o dia da cirúrgia da Inês. Será amanhã de manhã, pelas sete e trinta.
Será operada á coluna para correcção de uma escoliose grave que está a deformar o seu corpo. Deu entrada no Hospital da Cruz Vermelha em Lisboa, hoje ao fim da tarde. Estive com ela. Estava serena e confiante.

Amanhã, pelas sete e trinta da manhã, estarei de joelhos diante do Senhor, confiando-lhe a Inês. Ficarei muito grata se os amigos que crêm em Deus e no poder da Oração, se juntarem a mim nesta prece.

Logo que eu obtenha informações sobre a cirúrgia eu virei aqui partilhá-las com os amigos.

O meu abraço e a minha gratidão

Que Deus vos abençoe

Avó Viviana

Porque hoje é Domingo (193)



«Ora, rogamo-vos, irmãos, que reconheçais os que trabalham entre vós e que presidem sobre vós no Senhor, e vos admoestam; E que os tenhais em grande estima e amor, por causa da sua obra. Tende paz entre vós.
Rogamo-vos, também, irmãos, que admoesteis os desordeiros, consoleis os de pouco ânimo, sustenteis os fracos, e sejais pacientes para com todos. Vede que ninguém dê a outrem mal por mal, mas segui sempre o bem, tanto uns para com os outros, como para com todos.
Regozijai-vos sempre. Orai sem cessar. Em tudo ai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco.

(I Epístola de S. Paulo aos Tessalonicenses cap. 5: 12 a 18)

Sábado, 17 de Março de 2012

Desculpem amigos...


Frésias lindas...iguais ás do meu jardim, para os amigos

... a minha ausência nestes últimos dias.Vou ter mesmo de comprar um novo computador, pois o que tenho voltou a falhar.

Entretanto, partilho convosco uma frase que ouvi ontem do Professor Dr. João Lobo Antunes, que me deixou a pensar:

"Em Portual temos mais cadeiras de rodas do que cadeirinhas de bébés".

O meu abraço e a minha gratidão para todos os amigos que gentilmente passam por aqui.

Quarta-feira, 14 de Março de 2012

"Está-me no sangue"... não posso deixar de alertar



Se levei a vida inteira - não só os cerca de quarenta anos...na qualidade de enfermeira de saúde pública - a tentar passar a ideia das vantagens de uma alimentação sudável, não é agora porque tenho setenta e um anos...que deixarei de alertar as pessoas para assunto de tão grande importância.

CARNE VERMELHA É MAIS LETAL DO QUE SE PENSAVA

«Já se sabia que as carnes vermelhas deviam ser consumidas moderadamente, mas um amplo estudo da Harvard School of Public Health agora divulgado acentua essa ideia, concluindo que mesmo quando comida em quantidades reduzidas, em apenas uma refeição diária, aumenta significativamente os riscos de doenças cardiovasculares e de cancro.

Pequenas quantidades de carne processada como bacon, salsichas ou salame aumentam em um quinto as probabilidades de morte precoce, no caso de bifes o risco aumenta em 12%, referem as conclusões do estudo da universidade norte-americana divulgado agora nos Archives of Internal Medicine , publicação bi-mensal da American Medical Association.

"Tendo em conta o aumento das evidências de que mesmo quantidades moderadas de carne vermelha são associadas ao aumento do risco de doenças crónicas e mortes prematuras, (a dose recomendada) de 70 gramas por dia parece ser generosa. O ponto a reter é que deveríamos comer carnes vermelhas apenas ocasionalmente e não como parte da nossa dieta regular", afirmou Frank Hu, um dos co-autores do estudo.

As conclusões são baseadas nos dados recolhidos ao longo de 28 anos num grupo de cerca de 38 mil homens e 84 mil mulheres.

Os investigadores recomendam que as carnes vermelhas sejam substituídas por outras fontes de proteínas como peixes, aves domésticas, nozes e legumes.»

(http://expresso.sapo.pt/carne-vermelha-e-mais-letal-do-que-se-pensava)

Terça-feira, 13 de Março de 2012

Assim pensava Santo Agostinho


Flores de linho

"Ó SENHOR, NOSSO DEUS,
SOB O ABRIGO DAS VOSSAS ASAS
ASSENTÁMOS AS NOSSAS ESPERANÇAS"!

(Santo Agostinho)

Segunda-feira, 12 de Março de 2012

Não posso deixar de denunciar veementemente...

Mas que país é este?
Mas que sociedade é esta?
Como foi possível durante quarenta anos esta "adolescente"ter estado sequestrada pelo pai, fechada numa casa, incomunicável com o mundo exterior, a sofrer horrores, sem que ninguém tomasse uma iniciativa para a salvar, quando pelos vistos "toda a aldeia" estava a par do que se passava? É assustador pensar que em pleno século vinte e um, num país da União Europeia as coisas aconteçam assim.

Tomei conhecimento hoje á tarde, deste horror, e não posso deixar de o denunciar veementente. Conheço a aldeia pois há muitos anos atrás, mais precisamente há quarenta e sete anos, estive lá como enfermeira de saúde pública a fazer um curso sobre saúde, na Casa do povo, para a população.
Eis a notícia:

Avis: Mulher fechada em casa há quarenta anos

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Benavila - Avis
Fonte da imagem:
562.photobucket.com/


«Numa pequena aldeia de Avis, uma mulher vive enclausurada desde os 14 anos. Terá sido abusada e o pai mantém-na refém. Vive como um animal, com sinais de demência. O ‘segredo’ é conhecido por todos, mas poucos fizeram alguma coisa para a recuperar para a vida.

Está fechada em casa há quase meio século. A casa, onde Maria Perpétua Violante vai morrendo aos poucos, causa estranheza a quem chega. Se não se conhecesse a sua história, dir-se-ia que ninguém existe por trás daquelas paredes. Os vidros grossos e foscos de um verde estridente, ladeando a porta principal, ferem a simplicidade do restante casario, de rosto de cal e faixas amarelas ou azuis, que emboneca a aldeia alentejana de Benavila, junto à barragem do Maranhão (em Avis, Portalegre). A porta do n.º 2 da rua Dr. Júlio Varela da Conceição e Silva nunca se abre, nem para o carteiro, que há muito desistiu de bater.

Ao lado da entrada, a única janela que dá para a praça, sem cortinas, adensa o mistério. À direita, o vidro martelado impede a visita da luz e qualquer visibilidade para o interior. Na parte esquerda, colada ao vidro liso, uma placa de madeira castanha impede os olhares curiosos. De repente, a casa anima-se de uma ira que só a solidão movida por um terrível segredo explica. A placa de madeira desliza, não mais que a largura da palma de uma mão, e os olhos negros de Maria Perpétua, pendurados num rosto de lua cheia branco como a cal, descobrem o movimento inesperado na rua.

Num instante, Maria Perpétua atravessa a casa e refugia-se no pequeno quintal de muros altos onde o pai, cúmplice do seu cativeiro, arrasta lenha para a chaminé de barro que os aquece no rude Inverno. António Espinheiro, 91 anos, é a única companhia da filha. A mulher morreu há muito e, dos cinco filhos do casal, apenas restam Maria Perpétua e dois irmãos, que estão proibidos de entrar na casa e que, como tantos alentejanos, partiram em busca de melhor sorte. A voz da mulher, igual aos ganidos histéricos de um coiote, solta-se em imprecações e insultos contra o pai: «Está uma mulher à porta, seu c… Está uma mulher à porta, seu c…».

As explosões de raiva contra o pai são bem conhecidas das gentes da aldeia. O povo já não lhe adivinha o rosto, muito menos o sofrimento, apenas lhe conhece os gritos, as injúrias que parecem ser o seu único espaço de autonomia. Aos insultos, António responde sempre em tom inaudível, para não promover falatórios. Quando se pede uma descrição a partir das memórias que guardam da adolescente que com apenas 14 anos se enclausurou, só se obtém traços gerais. Dizem que tinha um espírito vivo, cabelos compridos sempre bem penteados, olhos sorridentes e voz de uma musicalidade maravilhosa. Era curiosa, procurava as coisas atrás das coisas.

Abusos na adolescência

Mas o mal que aflige Maria Perpétua, hoje com 55 anos, todos conhecem ou pensam conhecer. Já a tinham esquecido, remetida à condição de fantasma, quando o SOL entrou na aldeia para remexer no passado. De início, vizinhos e familiares pareciam participar no mesmo entusiasmo por libertá-la e assim se libertarem do fardo desagradável.

Bebiana Sombreireiro – uma das suas primas, que com ela partilhou os sonhos rosa da infância e adolescência – escuta, encostada ao portão de ferro, os mesmos sussurros desesperados. Foi a ela que Maria Perpétua confidenciou o seu drama, há 40 anos. A vergonha e o medo levaram-na a fazer um pacto que não mais quebrou: despegar-se do mundo, e fechar-lhe as portas.

Síndrome de Estocolmo

António Coimbra de Matos, decano dos psicanalistas em Portugal, passa em revista mais de meio século da sua vasta experiência, mas nunca viu nada assim. A atitude de Maria Perpétua enquadra-se na tão badalada ‘síndrome de Estocolmo’ – desvio mental desenvolvido pelas vítimas de sequestro e que ficou muito colado a Natascha Kampush, a garota austríaca sequestrada aos 10 anos por um pedófilo e que assim permaneceu até fugir em 2006, oito anos depois. «Esta mulher deve estar muito mal, numa loucura de isolamento. Vê o mundo apenas através do pai, com quem mantém uma relação ambivalente. Por um lado odeia-o, daí os insultos, por outro aceita, porque está na sua estrita dependência e ganhou medo ao mundo circundante».

O estado primitivo em que a mulher vive há quase meio século não escapa à análise: «Essa voz é de contacto social, de estímulos, vive como um bicho numa jaula». Coimbra de Matos deita também a aldeia no divã: «Todos se defendem e atiram a responsabilidade para o pai, mas os pais já não têm essa autoridade absoluta sobre os filhos. A aldeia foi de uma cumplicidade passiva e também não quer pôr a sua honra em causa. Isto é um caso para o Ministério Público, que tem como obrigação proteger os cidadãos indefesos. Se eu fosse delegado, já tinha feito uma conferência com o delegado de saúde e o psiquiatra da zona e afastava aquele pai, que está a impedir que a filha se trate. Isto pode ainda acabar como o caso de Beja, em que o pai matou e suicidou-se depois».

Foi feita há duas semanas uma denúncia ao Ministério Público da comarca de Avis. Nídia foi ouvida logo como testemunha e a prima Maximina também se deslocou ao tribunal, deixando os seus contactos, mas ainda não foi chamada. O pai de Maria Perpétua tomou conhecimento da presença de jornalistas e ninguém lhe põe a vista em cima. A própria aldeia fechou-se num silêncio frio. Maria Perpétua continua no cárcere e, abalada pelas vozes de quem passa na rua, espreita como um animal treinado para afastar estranhos. E assim vai ficar, até ser demasiado tarde para a ajudarem.»

Por Felícia Cabrita

http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=4370