domingo, 21 de abril de 2019

Porque hoje é Domingo (535)


No Domingo de manhãzinha, as mulheres  levaram os perfumes que tinham preparado e foram ao túmulo. Nisto, viram que a pedra que tapava a entrada do sepulcro tinha sido rodada para o lado. Entraram mas não encontraram o corpo do Senhor Jesus. Estavam ainda sem saber o que haviam de fazer, quando viram dois homens de pé junto delas, vestidos com roupas brilhantes. Elas baixaram os olhos para o chão, cheias de medo, mas eles disseram-lhes: «Porque procuram  entre os mortos aquele que está vivo?  Não está aqui, mas ressuscitou. Não se lembram do que ele vos disse, quando ainda estava na Galileia, que é preciso que o Filho do Homem seja entregue ao poder dos maus, que seja pregado numa cruz e que ao terceiro dia ressuscite?»  Elas então lembraram-se daquelas palavras. Saíram do Túmulo e foram dizer tudo isto aos  aos onze apóstolos e a todos os demais. Essas mulheres eram Maria Madalena,  Joana e Maria, mãe de Tiago, e ainda outras que  também confirmavam isso. Mas os apóstolos acharam que aquelas coisas que as mulheres contaram não faziam sentido e não acreditaram nelas. No entanto, Pedro levantou-se e correu  até ao sepulcro. Inclinou-se, viu apenas as ligaduras e voltou para casa  admirado com o que tinha acontecido.
       (Ev. de S. Lucas 24:1 a 12)
            Na Bíblia para Todos

sexta-feira, 19 de abril de 2019

"...pelo precioso sangue de Cristo".


Aos pés da cruz vemos as mãos, os  pés e o lado de Jesus, todos destilando fluxos vermelhos de sangue precioso. Seu sangue é "precioso" por causa da sua eficácia redentora e expiatória. Por ele,  os pecados do povo de Cristo são expiados; são redimidos da lei; são reconciliados com Deus, feitos um com Ele. O sangue de Cristo também é "precioso"  em seu poder purificador; ele "purifica de todo o pecado." "Ainda que os vossos pecados sejam como o escarlata,  eles se tornarão brancos como a neve."  Por meio do sangue de  Jesus, nenhuma mancha é deixada no cristão, nenhuma ruga ou coisa parecida permanece. Ó, sangue precioso que nos purifica, removendo as manchas da iniquidade abundante, e nos permite ser aceitos no Amado, a despeito  das muitas formas em que nos rebelamos contra nosso Deus!  O sangue de Cristo é também "precioso" em seu poder de preservação. Sob o sangue aspergido, estamos salvos do anjo destruidor. Lembre-se de que a verdadeira razão de sermos poupados é o facto de Deus ver o sangue. Eis aqui consolo para nós quando o nosso olho da fé está fraco, pois o olhar de Deus permanece o mesmo. O sangue de Cristo é "precioso" também em sua influência santificadora. O mesmo sangue que justifica, afastando o pecado, completa a obra, vivificando a nova natureza, levando-a a subjugar o pecado e a seguir os mandamentos de Deus. Não há causa para tão grande santidade como aquela que flui  das veias de Jesus. E "precioso", inexplicavelmente precioso, é esse sangue, porque ele tem  um poder de superação.
Está  escrito: "Venceram por causa do sangue do Cordeiro." Como   poderiam fazer de outra forma?Aquele que luta possuindo o precioso sangue de Jesus, luta com uma arma que não pode conhecer derrota. O sangue de Jesus! O pecado morre na sua presença, a morte deixa de ser morte: os portões do céu se abrem.  O sangue de Jesus! Devemos seguir marchando, conquistando e para conquistar, enquanto confiamos no seu poder!
    (Spurgeon - no livro - Manhã e Noite)

domingo, 14 de abril de 2019

Porque hoje é Domingo (534)


Com as tuas mãos  me criaste e formaste;
dá-me inteligência para aprender os teus mandamentos!
Os que te temem hão-de alegrar-se enquanto me virem,
porque  pus a minha esperança na tua palavra.
Senhor, sei que os teus decretos são justos
e que tens razão  quando me castigas.
Que o teu amor me sirva de conforto,
conforme a promessa que me fizeste!
Mostra-me a tua misericórdia e viverei,
pois sinto-me feliz com a tua lei.
Fiquem envergonhados os insolentes,
que sem razão me maltrataram;
eu quero meditar nas tuas instruções.
Que se reúnam comigo os que te temem,
os que conhecem os teus preceitos.
Que o meu coração obedeça ás tuas leis,
para não ter de que me envergonhar.
     (Salmo 119: 73 a 80)

sexta-feira, 12 de abril de 2019

CANTO DA PRIMAVERA - Um poema de Soares de Passos

Uma bela flor, fotografada  num jardim de Sintra

CANTO DE PRIMAVERA

Eis surge a quadra florida,
A quadra dos amores,
Vertendo almos fulgores
Do seio juvenil.
Tudo revive ao hálito
Que a natureza aquece;
Tudo rejuvenesce
À  luz do ameno Abril.

Os bosques odoríferos
Se cobrem de verduras:
Nos montes e planuras
Renasce a tenra flor;
Dos perfumados  zèfiros
As músicas suaves
Se juntam das mil aves
Os cânticos d´amor.

Salve, estação esplêmdida,
Que à terra dando vida,
A tudo dás prazer!
Minha alma em doces extases
Festeja a tua vinda,
E se ergue à luz infinda,
Manancial do ser.

D´onde, ó calor benéfico,
Derivas teu alento?
E d´onde o movimento
Que dás à criação?
Do foco sempre vívido
Que anima a natureza
Por toda a redondeza
Da terra, e da amplidão.

Como nos campos fúlgidos
Espalha essas estrelas,
Assim as flores belas
Nos campos terreais:
Quão belo ó Providência,
É teu poder fecundo
Enchendo o vasto mundo
D´alentos  imortais!

Debalde o imenso vórtice
Retoma quanto gera:
Tudo se regenera
No perenal crisol,
E tudo canta harmónico
O Ser que, das alturas,
Aos gelos dá verduras,
Às sombras novo sol.

Cantai ó aves módulas,
Cantai em coro ledo!
Murmúrios do arvoredo,
Cantai a Jeová
Campinas aromáticas,
Erguei-lhe os mil perfumes
Das flores em cardumes
Que a Primavera dá!

Abriu-se o tabernáculo
Da terra florescente;
Todo sorri fulgente,
Todo respira amor:
Ressoem nele os cânticos
De mística harmonia,
Dizendo noite e dia:
- Hossana ao Criador!

(Soares dos Passos - no livro - Poesias)

Nota sobre o autor:
António Augusto Soares de Passos nasceu na cidade do Porto em 27 de Novembro de 1826 - filho de Custódio José Passos e de D. Ana Margarida do Nascimento Soares de Melo.
O poeta, faleceu, vitima de tuberculose, na manhã do dia 8 de Fevereiro de 186o, aos 34 anos.


terça-feira, 9 de abril de 2019

O LUGAR DO NOSSO DESCANSO

  
   Estamos no mundo enfrentando a vida. Cada um  com os seus próprios problemas. Horas tristes, dias difíceis, alegrias, tribulações, esperanças, anseios, planos, sonhos. Luta pelo bem-estar da família, preocupações com os filhos, o marido, o futuro e as coisas incontáveis que preenchem  dia a dia o nosso pensamento.
   As horas correm velozes e, muitas vezes, falta o tempo para se realizar tudo o que se planeia logo no começo de um dia. Os nossos dias ficam tão cheios com as nossas actividades, tão diversas, que voam sem quase nos apercebermos que o tempo passa, impiedosamente, e caminhamos para o dia  em que tudo temos de deixar. A nossa existência é tão preenchida com as coisas materiais, com cuidados para a defesa dos nossos próprios interesses e os interesses dos que amamos, que chegamos a esquecer-nos, mesmo apesar de irmos à Igreja, de lermos apressadamente a nossa Bíblia, de ouvirmos as mensagens do pregador, que  não é nesta terra que pisamos, no lar que habitamos, o lugar do nosso descanso. Não ficaremos aqui. Estamos de passagem. E a nossa atitude quando vamos a um lugar apenas de passagem é, sem dúvida,  de desprendimento. Estamos sempre a pensar no dia ou na hora da partida e não nos detemos; ficamos em expectativa,  sem que nada nos prenda, aguardando a oportunidade de continuarmos a jornada.
   Por que havemos de viver alheias às realidades mais prementes da nossa existência? Por que vivermos verdadeiramente agarradas  ás lutas desta vida, obcecadas com tudo e com todos que nos rodeiam, presas, escravas dos laços que nos unem, como se a vida fosse apenas isto que nos absorve, que nos faz lutar encarniçadamente, de olhos postos em baixo,  quando devíamos constantemente erguê-los, para contemplarmos o Céu, o futuro lugar do nosso descanso?
  Cada dia que passa estamos mais próximas desse lugar.
   Se diariamente recordássemos esta realidade maravilhosa seríamos capazes de aprender a viver sem apego a nada, nada, do mundo. Não seriam as  lutas  nas dificuldades que absorveriam toda a nossa atenção, que roubariam todas as nossas energias. Não seriam  os momentos de felicidade que nos deixariam doentias saudades, que nos fariam esquecer da eterna bem-aventuramça, lá,  na Pátria e no Lar a que realmente pertencemos.
   Levante-mo-nos. Recomecemos a jornada  mais lembradas que tudo aqui é transitório. Desprendamo-nos de nós e de tudo que nos amarra, que domina o nosso coração, que preenche a nossa vida sem deixar lugar para o Supremo Amor que deve ser o princípio e o fim, o verdadeiro motivo da nossa existência - o Amor a Deus expresso numa atitude de vida  que se torne Serviço, Bênção, entrega de nós próprios, sem esperarmos qualquer recompensa.
   Lembremos  estas palavras de Jesus: «Aquele que ama o pai ou a mãe, o filho, ou a filha mais do que a mim, não é digno de mim.» (Mat.10:37)
   Que possamos, do mais  profundo da nossa alma, com a maior humildade e com toda a sinceridade de coração, suplicar ao Senhor:
   Não me deixes, Senhor, amar nada, nem ninguém mais do que a Ti. Faze-me levantar os olhos de tudo o que eu chamo meu, para contemplar-te a Ti e viver em cada dia, como viajante que caminha rumo ao teu encontro.Amen.
  (Dra Maria Fernanda Santos - médica Pediatra. Na revista "A MISSIONÁRIA - Em Dezembro de 1967)

domingo, 7 de abril de 2019

Porque hoje é Domingo (533)

Canta de alegria ó cidade de Sião!
Alegra-te ó cidade de Jerusalém!
Olha o teu Rei que chega justo e vitorioso,
humilde e montado num jumento,
no filho de uma jumenta.
Ele destruirá os carros de guerra de Efraím,
os cavalos de Jerusalém e os arcos de guerra.
Estabelecerei a paz entre as nações,
dominaá desde um mar até ao outro,
desde o Eufrates até ao fim do mundo 

   (Livro do profeta Zacarias 9:9 e 10)
            Na Bíblia para Todos

quinta-feira, 4 de abril de 2019

O BOM PASTOR - Um poema de Cremilda Simões

Lirios´do campo- em Mira-Sintra

O BOM PASTOR

Quem não conhece a figura rústica
protectora e forte
de um Pastor de rebanhos
a guardar e apascentar, por serras e campinas,
 - neste particular - ovelhas.
Ovelhas que orienta, encaminha
chamando-as como a meninas?!

Ovelhas, animais indefesos
expostos a todo o ataque de animais selvagens.
Que se tresmalham, sem senso de direcção
a boas pastagens.
Desgarradas se não tiverem  o Pastor
que as busque e encontre trazendo-as
seguramente
ao dar-lhe a mão.

É assim que jesus nos vê.
A cada um de nós e a todos.
Sentindo grande compaixão.
Ele se nos revelou e se intitulou:
«Eu sou o bom Pastor...conheço as minhas ovelhas».

Mas quantas há, errando sem orientação...
Sem protecção.
Desviadas, falhando a encontrar o caminho
do qual se alienaram e que as levaria a Deus?
O Caminho!...
O  Único caminho que é Jesus
«O bom Pastor  que deu a sua vida pelas ovelhas»
na Cruz.

O lobo devorador
Seu arqui-inimigo e de suas ovelhas
quantas vezes anda em derredor!...
Afugenta-as, levando-as a encontrar
os que aparentam ser pastores cuidadosos.
Mas antes...atraindo-as a pastos estéreis
ressequidos, sequiosos.

«Mercenários» que fogem ante o perigo
abandonando os rebanhos.
Deixando as ovelhas dispersas, expostas
a todo o inimigo... arrebatadas com seus anhos!...
que amorosamente os transporte aos ombros
através de escolhos, sebes derrubadas
em seus escombros.

Todavia, o Senhor afirmou: «As minhas ovelhas
seguem-Me, porque conhecem a minha  Voz».
Com Ele, «nada nos faltará».
Pois a vida que nos dá..é dieta por excelência
da qual vem o  Pão que nutre a nossa alma.
Guia-nos sempre «a pastos verdejantes»
e a águas cristalinas que dessedentam
e são em todo o tempo: Revigorantes.

Ele vai à nossa frente, ao  Seu  Aprisco
a fim de que o sigam
todos aqueles que se juntam ao Seu rebanho
já redimido por Sua Vida substitutiva
na cruz.

Jesus.
está pronto a ouvir uma oração sincera
e tomará conta, agora e na eternidade
de todo o coração
que  n`Ele  confia e espera.
Sua bondade e misericórdia é uma constante
que se desdobra, qual nuvem luminosa
sempre cada vez mais...
mais adiante.

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Se és  uma ovelhinha
que procura caminhar sem tropeçar
neste mundo
e em seus caminhos, sem norte.
Não demores, nem hesites ao seu gracioso apelo:
«Vem...segue-me».
pois com Jesus, o bom Pastor, vencerás
até a própria morte.

       (Cremilda Simões - no livro - Jardim Regado)