sexta-feira, 10 de outubro de 2014

O caracol - Um poema de Cabral do Nascimento

Caracol . Fonte da imagem: nhacdj.org

O CARACOL

Pode a noite ir já distante
E o sol arder como brasa:
Mais atrás ou mais adiante,
Eu paro, cheguei a casa.

A ave de volta ao ninho,
Rasgue o ar com sua asa,
Que eu, devagar, no caminho,
Direi já que estou em casa.

Todo o tempo me sobeja,
no monte ou campina rasa,
Em qualquer lado onde eu seja,
Se paro, cheguei a casa

(Cabral do Nascimento)

 Alguns  dados sobre o poeta: 

João Cabral do Nascimento

      1897 - 1978

Nasceu a 22 de Março de 1897, no Funchal. É filho de João Cabral Crowford do Nascimento e de D. Palmira Cabral do Nascimento.
Fez o curso primário e secundário nesta cidade até 1915.
Entre 1915 a 1922 frequentou a Faculdade de Direito de Lisboa e de Coimbra.
Em 1923, já no Funchal, ensinou na Escola Industrial e Comercial.
Em 1931 foi nomeado primeiro director do recém-formado Arquivo Distrital do Funchal.
Em 1937, fixou residência em Lisboa e ensinou nas escolas Ferreira Borges e Veiga Beirão até se aposentar, em 1958.
Em 1943 obteve o prémio Antero de Quental.
Faleceu a 2 de Março de 1978, em Lisboa.

Fernando Pessoa elogiou a sua primeira obra,"As Três Princesas Mortas num Palácio 
em Ruínas" (1916), na revista "Exílio", considerando-o como "um poeta digno" do movimento "Orpheu".

(http://escritoresdamadeira.no.sapo.pt/)


7 comentários:

Rosa disse...

Olá Viviana.

Um poema interessante...

Ainda estou a sorrir, porque pensei, dava um certo jeito andar com a casa sempre por perto como o sr. caracol.

Havia menos correrias e decerto tinha mais uns minutinhos de folga :))


E temos de novo mais um fim de semana que se aproxima, por isso, Viviana, desejo que o passem da melhor forma possível.
Abraços

Viviana disse...

Querida Rosa
Também sorri... ao ler as suas palavras aqui deixadas.
Como eu a entendo!

Por aqui, o dia está cinzento e fresco.
Ontem tivemos um dia de sol quentinho..."foi sol,de pouca dura"!

Um bom sábado amiga

O meu abraço"à Eduarda"
viviana

Fmaria Mesquita disse...

Olá Viviana. Nunca me esqueci de si nem esqueço. Os primeiros amigos que fiz aqui na net são os que continuam a ser os meus amigos. Não são muitos mas são os que preciso ainda que eu passe muito tempo sem os visitar nos blogs, nunca os esqueço.Eu vou andando vencendo um dia de cada vez, mas sempre a enfrentar tudo como deve ser enfrentado; todos nós estamos sujeitos a doenças, a coisas menos boas. Porque hei-de eu reclamar? Então o que fariam as crianças que nem a viver começaram? Eu vivi muito, dediquei-me às pessoas que amo e continuo a fazer o mesmo com tranquilidade. O futuro quem o conhece? Ninguém sabe se está bem ou não ou se virá a estar no próximo minuto. Lamento saber que está a ficar impedida de andar. Mas eu sei que a Viviana tem o coração cheio de coisas boas; as coisas em que acredita. Apesar de eu não ter religião nenhuma, como sabe, admiro a sua fé, a força com que a defendo. Sinal que sabe o que quer. Ohe deixo-lhe aqui o meu email. Não faz mal que fique publico; afinal so abro e respondo ao que quero.
fernandaroc@msn.com
Com muita amizade
Tenho a cereteza que essa sua alegria de viver nunca a abandonará.
Beijinho muito, muito grande

Viviana disse...

Obrigada, Fernanda

Que bom tê-la como amiga!...

Palavras sábias, as suas.
Creio que é assim mesmo, como a Fernanda faz, que devemos enfrentar as doenças e as surpresas menos agradáveis que a vida nos trás.

Viver um dia de cada vez...
Saboreando todas as coisas boas com que somos presenteados todos os dias.
Sobretudo, valorizar as "pequenas coisas"...que são muitas vezes as melhores.

Muito obrigada, amiga por tudo
Continue assim, linda e de alma bela.
O meu abraço carinhoso
Viviana



Viviana disse...

Fernanda

Ah! muito obrigada pela gentileza e simpatia de deixar o seu e-mail.
Viviana

dilita disse...

Olá amiga Viviana

Que singeleza, e que bonito!

Obrigada.

Beijinhos.
Dilita

Viviana disse...

Querida Dilita

Sim, amiga

Tão singelo e tão belo!

Um abraço
Viviana