segunda-feira, 21 de abril de 2008

Campo de Papoilas vermelhas, precisa-se


ATENÇÃO:

Os meus olhos, e o meu espírito, precisam com urgência, de encontrar um campo de papoilas vermelhas!
As que guardaram da Primavera passada, com o tempo, perderam um pouco o seu tom avermelhado vivo, e por isso estão a precisar de ser substituídas.

Nota: Dão-se alvíssaras a quem lograr encontrá-las.

domingo, 20 de abril de 2008

Neste dia, meu Deus


Neste dia meu Deus,
Eu te louvo, bom Pai,
Admirável teu nome, Senhor!
Teu poder é real,
Outro não há igual,
Obra das tuas mãos é a terra!

Hoje canto louvores
Ao rei de Sião,
E anuncio o Evangelho de amor!
Te entrego, senhor,
Minha vida e meu ser
Para sempre contigo viver!
(Fernando Gomes Lopes de Oliveira)

sábado, 19 de abril de 2008

O peixinho Vanderlei


Naquele sábado, há uns três anos atrás, a família tinha ido passar o dia á aldeia, “á casa da avó.(que já partiu há cinco anos)
Como sempre, as crianças estavam desejosas de ir passear até ao rio, para ver os peixinhos e colher flores, como era costume.
O meu filho Pedro e o neto Gil, lembraram-se que poderiam apanhar alguns peixinhos para o aquário que gostariam de ter. Uma vez no rio, com um passador de arame que levara da gaveta da cozinha, o Gil “vai pescar”, Apanha então, três minúsculos peixinhos que coloca numa garrafa pequena de plástico onde os trás para casa.
O dia chegou ao fim e voltamos para Mira – Sintra e o Gil trás a tal garrafa na mão. Uma vez em casa ele pousa a garrafa junto ao lava – loiça para mais tarde dividir os peixinhos.
Entretanto o pastor Leal chega a casa (ele não foi conosco) e vai á cozinha e vê aquela pequena garrafa de plástico com uma água turva, meia suja e, pensa que é mesmo água suja para deitar fora. Não pergunta nada a ninguém e “ não vai de modas… despeja a garrafa dentro do lava – loiça… e vai á vida dele.
Mais tarde eu vou á cozinha e vejo a garrafa onde estavam os peixinhos vazia. O meu coração “deu logo um baque”…e, não sei porquê… apercebi-me imediatamente que ali havia dedo do pastor Leal! Isto de a gente viver na mesma casa há 42 anos…dá para conhecer muito bem um ao outro…
Chamei-o e perguntei-lhe o que tinha feito á água da garrafa, e ele… com uma grande calma, disse que a tinha despejado dentro do lava – loiça pensando que era água suja.
Bom, o que eu imaginara tinha acontecido! Os peixinhos foram pelo cano abaixo!
Entretanto, vejo que há dentro do lava – loiça uma chávena com um resto de café com leite e apercebo-me que há qualquer coisa a mexer lá dentro! Para meu espanto, um dos peixinhos que ao ser despejado caiu dentro da chávena e tentava sobreviver…
Os outros dois… tiveram pior sorte: Foram direitinhos pelo cano abaixo.
Lá salvei o peixinho e coloquei-o em água limpa numa outra garrafa e ele lá foi de carro nas mãos da Beatriz, fazer cerca de 100kms até Rio – Maior.
O Pedro chamou-lhe Vanderlei… creio que em homenagem a um jogador de futebol, brasileiro.
E pronto! O Vanderlei sobreviveu na chávena de café com leite, já tem três anos de idade, e está lindo e grande! Já quase não cabe no aquário, tão grande está!
Vanderlei, o sobrevivente, é olhado e tratado como um herói!
Há grande Vanderlei!

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Dia 18/04/08 - Dia de luta contra o Analfabetismo no Brasil


Hoje, aqui neste espaço, quero dar todo o meu apoio á Geórgia, que lançou um desafio a toda a Blogosfera no sentido de fazer do dia de hoje – 18/04/08 – um dia especial de luta contra o analfabetismo no Brasil.
Sei que ela teve o apoio de muita gente, como por exemplo: O Lou, a Alice e tantos outros.
E neste dia, apetece-me dizer-lhe: Parabéns Geórgia pela iniciativa!
Acho a ideia esplêndida!
Se cada um fizer um pouco, ajudando todos aqueles que não tiveram a oportunidade de aprender a ler e a escrever, haverá muita gente bem mais feliz, bem mais alegre e bem mais realizada na vida.Daqui de Portugal, vai o meu abraço e todo o meu apoio, para todos os que, de "peito aberto" se empenharam nesta iniciativa tão válida e tão importante - Dia Especial de Luta contra o Analfabetismo no Brasil

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Os nossos conflitos internos


Um velho índio descreveu certa vez os seus conflitos internos.

“Dentro de mim existem dois cães, um é cruel e mau, o outro é bom e dócil. Os dois estão sempre a lutar um contra o outro.”

Quando lhe perguntaram qual iria vencer essa luta, o velho índio parou…meditou e respondeu:

“Aquele que eu alimentar”.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

O Moínho de Vento de Mira - Sintra





Moendo o grão


Moínho de Mira - Sintra, Ex - líbris da Freguesia

Por favor não me levem a mal, mas hoje apetece-me falar um pouco do meu Bairro de Mira – Sintra e do seu Moinho de vento.
O moinho de Mira – Sintra, chamado Moinho da Pedra, encontra-se localizado numa grande Quinta muito antiga, chamada Quinta dos Lóios, com uma situação geográfica sobranceira a Mira – Sintra.
È um belo e sólido exemplar dos moinhos da região saloia, com as suas espessas paredes com mais de um metro, os arcos em cantaria onde assentam o piso superior e as mós, a porta e janelas voltadas para sul e mais duas janelas uma voltada a nordeste e outra a sueste.
Não existem registos da data da sua construção mas sabe-se que é muito antigo.
È um moinho que esteve votado ao abandono durante muito tempo, como tantos outros por aí., mas quando Mira – Sintra foi elevada a Freguesia no ano de 2002, a recuperação do moinho tornou-se o sonho do nosso jovem presidente Dr. Rui pinto.
As obras começaram logo nesse ano e terminaram em Julho de 2004, quando teve lugar a sua inauguração com uma cerimónia á altura.
Difícil foi encontrar um artesão competente, para se responsabilizar pela recuperação, de modo a ficar tal qual era desde a sua edificação. Acabaram por encontrar esse homem tão necessário, na região de Torres Vedras – Miguel Luís Nobre.
Foi recuperado pela autarquia e agora está pronto a moer muitos grãos de trigo tal como fazia antigamente.
A recuperação, para alem de dar nova beleza á paisagem de Mira – Sintra, pretende também, ensinar aos mais novos, as tradições antigas.
Funciona todos os fins - de semana e recebe visitas quer de pessoas singulares, quer de grupos de escolas ou outros.
Ele é bem visível em toda a Mira – Sintra, pois encontra-se num alto, e eu, gosto muito de olhá-lo da minha janela…ou de outro qualquer lugar, quer parado, quer a trabalhar, lindo, com as suas velas brancas ao vento, e em certos dias o ruído do vento nas pequenas cabaças de barro leva até aos nossos ouvidos uma doce e bela melodia.
Eu gosto muito do meu Moinho de Vento!

terça-feira, 15 de abril de 2008

Aquela janela...


Sentada á mesa da cozinha, tomando o pequeno almoço ou – o café da manhã – no dizer dos nossos queridos irmãos brasileiros... olho pela janela, na qual afastei as cortinas para poder logo bem cedo, regalar os meus olhos e o meu espírito… com a beleza deste céu ímpar de Mira – Sintra, e olhar e ouvir um tentilhão que todos os dias a esta hora se vem empoleirar em cima de uma antena de T.V. fixada no telhado do prédio que fica bem em frente do meu.
Mas, rapidamente, como todos os dias acontece, os meus olhos e a minha atenção se desviam para uma janela do quarto andar desse mesmo prédio, que tem os estores subidos até ao meio, e as cortinas afastadas para os lados
Há anos que tudo está igual naquela… e nas outras janelas do prédio. Nada muda, ninguém mexe em nada.
Lembro-me de há vários anos atrás, olhar, e ver a Sara e o irmão Miguel, á janela a fazer sinais e a falar para o meu neto Gil que vive por cima de mim; ela e o Gil eram colegas de escola e ainda são.
Lembro-me de todos os dias ao cair da noite a avó abrir a janela e chamar pela Íris, irmã mais nova da Sara, que brincava na rua até anoitecer, com os outros meninos dos outros prédios; isto, no bom tempo em que os meninos podiam brincar na rua, diante ou atrás das casas, sem correrem o risco de serem raptados.
Pois bem, nesse tempo, tudo era vida e movimento nessa casa e nessas janelas.
Viviam na casa várias pessoas: A avó, creio que divorciada, que era a “alma” daquela família; a mãe da Sara, uma jovem bonita, mãe solteira ou, divorciada… com os três filhos, e uma outra mulher ainda jovem, tia da Sara, aí na casa dos trinta e poucos, que, ao que soube mais tarde, enveredou pelo caminho do álcool muito jovem ainda.
Um dia, de triste memória… correu a notícia pela vizinhança: Essa tia da Sara, depois de uma violenta discussão familiar, saltou da janela do quarto andar para a rua e, levada ainda com vida para o hospital, viria a morrer no dia seguinte.
A avó decidiu que não era mais possível a família viver naquela casa e, logo, logo, se mudaram para casa de uns familiares aqui no bairro mas noutra zona. Por vezes cruzo-me com alguém daquela família ou no autocarro ou na rua.
Já lá vão alguns bons anos desde que isto aconteceu e, creio que nunca mais entrou ninguém naquela casa, onde continua tudo como estava, sempre com o estore subido até ao meio e a cortina afastada para os lados… naquela janela, onde os meus olhos batem sempre… quando me sento á mesa da cozinha.
Dá-me cá uma tristeza!...