sábado, 6 de fevereiro de 2010

Salvamentos pelos filhos


Uma pobre minhoca prestes a morrer

Ontem, durante a nossa caminhada pelo campo, teve lugar um salvamento.
Eu caminhava um pouco á frente, de máquina fotográfica na mão, entretida a tirar algumas fotografias num local tão cheio de coisas bonitas, quando o meu filho Zé, de 28 anos, me chamou, para observar uma minhoca que se encontrava mesmo no meio do caminho, imóvel, e sem possibilidade de se deslocar, pois tinha-se aventurado a sair do meio das ervas molhadas pela chuva, e tinha ido perigosamente por o caminho de terra batida, onde a areia se agarrara ao seu corpo, qual croquete, ficando condenada a não conseguir dali sair, e muito provávelmente, vir a ser esmagada por um qualquer pé de alguém distraído que ali passasse, ou então, servir de pequeno almoço a alguma ave das muitas que ali há.
O Zé olhava para ela preocupado, e perguntou-me: "onde é que a ponho?" Eu respondi: No meio dessas ervas molhadas aí ao lado, onde ela poderá livrar-se da areia e prosseguir o seu caminho.
Entretanto, eu abaixei-me para apanhar um pauzito para ele a levantar e tirar dali; mas, ele já ia agarrá-la com a mão, sem qualquer problema. Como a mim me faz muita impressão tocá-las, lá lhe passei o pauzito e ele com todo o cuidado colocou-a no meio das flores amarelas(azedinhas).
Achei bonito o cuidado dele com a minhoca, que me fez lembrar um outro caso, quando ele tinha cerca de dois anos e ia ás cavalitas do Pedro. o irmão mais velho, que tinha na altura 17 anos, e que ao caminharmos por um caminho na aldeia, onde no meio crescia uma erva muito verdinha, e onde dos lados estava marcado o chão pela passagem das rodas dos tractores, vimos então uma caracoleta de pauzinhos ao sol, a sair perigosamente do meio da erva verde aproximando-se do local de passagem das rodas dos tractores. Todos parámos para "apresentar" a caracoleta ao "menino," e quando já ía-mos a caminhar novamente, chegando quase perto do moínho de vento lá no alto, reparámos que o Pedro com o menino ás cavalitas estava a voltar para trás. Imaginem o que ele foi fazer! Foi, nem mais nem menos "salvar" a caracoleta da possível morte pelas rodas de algum tractor, pegando nela e colocando-a a salvo atrás do muro, junto a uma videira.
Fiquei muito contente de ver o meu Pedro, um lindo rapaz de 17 anos, a salvar uma caracoleta.
Quando ontem vi o Zé fazer o mesmo á minhoca, lembrei-me logo do salvamento a que o Zé assistiu aos dois anos, e pensei se aquela atitude do irmão quando ele era pequenino, teria alguma coisa a ver com a sua actuação agora, aos 28 anos!
Como mãe, fiquei feliz, porque pelo menos isso eu consegui passar para eles! Além de muitas e muitas outras coisas, claro.

2 comentários:

Maria Antonia disse...

Amiga Viviana
Como é meu costume qdo tenho oportunidade visito o seu blog e achei interessante o deste dia "Salvamento pelos filhos". Todos nós temos por hábito salvar os k estejam em sitio k lhes possa acabar com a vida. Caracóis...cobras assustam-se para fugirem, pássaros levam-se para casa depois colocam-se em liberdade. Os cães como sabe já tenho 2 princesas, todos os dias chova ou faça sol lá vou dar comer a gatos e tratá-los se estiverem doentes, etc.
Todos fazem parte do universo e fazem falta na natureza. Parabéns pelos filhos que tem.
Bjinho
Mitó

Viviana disse...

Querida Mitó!

Que engraçado!

Foi a única pessoa a comentar o post da minhoca!

Quando o publiquei o Jorge avisou-me que as pessoas não iriam apreciar e que pelo contrário, iriam "fugir" a sete pés...
Pois o bichinho é um rastejante que até certo ponto faz lembrar as cobras.
E, tanto quanto sei...pouca, mesmo muito pouca gente aprecia ver cobras.

Mas olhe amiga, eu olho-os todos do mesmo modo: Criação de Deus.

E basta-me isso para os apreciar e proteger.

Olhe, muito obrigada!

Pois estava já a ver que o post da minhoca ficaria sem nenhum comentário!

Não é que isso constituísse problema...mas era estranho.

Um abraço, e parabens por tudo o que a minha amiga tem feito pelos animais.

Essas princesas estão umas lindonas!

Sorte a delas!

Até logo

viviana