Vi-o a primeira vez no verão passado, sentado num daqueles bancos altos, ao balcão de um café, na aldeia onde fica a casa dos meus saudosos pais, e onde eu tinha ido passar uns tempos, para poupar o meu coração doente, que me impedia de subir os três andares que dão acesso aqui á minha casa.
Ele estava a tomar o pequeno - almoço. Havia várias pessoas ali, mas reparei que ele estava só, não vi ninguém falar com ele. Chamou-me a atenção porque tinha um aspecto andrajoso, e um ar triste, muito triste. Reparei que, como as calças estavam subidas por estar sentado, não tinha peúgas ou meias, e os pés estavam arroxeados com o frio da manhã.
Eu estava sentada a uma mesa com o meu marido, e tomava-mos o pequeno - almoço. Quando olhei para ele, alguma coisa de especial aconteceu comigo, de tal modo que senti uma enorme compaixão por ele.
Tomei o pequeno - almoço e saí, mas fui para casa a pensar nele.
No dia seguinte ele lá estava no mesmo lugar.
Ao terceiro dia, 4ª feira, o café fecha para descanso semanal, e nós fomos ao café Central tomar o pequeno - almoço, Só uma nota: ia-mos tomar o pequeno - almoço ao café para o meu marido poder ler o jornal, pois na aldeia não havia lugar de venda.
Era nosso hábito, depois do pequeno - almoço dar-mos uma volta pela aldeia para fazer um pouco de exercício. Naquela 4ª feira quando voltávamos de andar, vimos uma ambulância que levava para o hospital o João (nome fictício), porque se tinha sentido mal de noite com falta de ar.
Uma vizinha disse-me que ele dormia dentro de uma caminoneta velha, lá em baixo num parque de estacionamento de uma empresa.
Quando olhei a ambulância, levantei os meus olhos ao céu e roguei ao Senhor que o acompanhasse e guardasse de todo o mal. ( eu sempre faço isso quando vejo uma ambulância a caminho do hospital)
No dia seguinte, eu entrei no café e contei á proprietária o sucedido na véspera, e estávamos a falar ainda, quando, para nosso espanto, vimos o sr. João a entrar no café, ainda com muita dificuldade em respirar e com muito mau aspecto. Como de costume sentou-se ao balcão e tomou o pequeno - almoço.
Eu, sentada a uma mesa, não tirava os olhos das costas dele e pensava que teria que falar com ele, a fim de ajudá-lo naquilo que eu pudesse.
Quando me levantei da mesa, dirige-me a ele e disse-lhe esta frase, com a minha voz e o meu coração repassados de ternura e compaixão: O senhor está doente, não está?
Nunca irei esquecer aquele momento. Ele levanta os olhos do balcão, suavemente, e com um olhar mais triste do mundo, olha-me no rosto, com uns olhos cor de mel, dos mais lindos que já vi… e responde-me que sim, que está doente. Eu apresentei-me, disse-lhe que era filha da senhora Argentina (era assim que a minha mãe sempre foi conhecida e tratada na aldeia, por ela ter nascido na Argentina) e então, ele esboça um sorriso e diz-me que era muito amigo dos meus pais e que se criou com o meu irmão, de quem sempre foi muito amigo e ainda hoje é. Disse-me então: “Fizeram-me muito mal… tiraram-me tudo…” Creio que ele viu que podia confiar em mim e abriu-se, e falou-me, ainda que por alto, da sua triste e longa história, com os olhos cheios de lágrimas. Eu ouvi-o com toda a atenção, comovida e com o meu coração a arder de compaixão.
Depois de o ouvir, tentei encorajá-lo e criar nele esperança, falando – lhe da misericórdia e amor de Deus, e disse-lhe ainda, que através da oração o Senhor poderia agir e tirá-lo daquela situação triste. Recordo-me que lhe disse que tinha a certeza que a situação iria melhorar, e ele ainda iria voltar a trabalhar, coisa que ele já não fazia há cerca de seis anos. Prometi-lhe que iria orar por ele e iria pedir a todos os meus amigos, irmãos, e familiares, para orarem por ele. Antes de me retirar, apertei-lhe a mão calorosamente.
Fui o mais rápido que eu pude para casa, e nem fui caminhar. Mal entrei em casa, corri para o quarto, ajoelhei ao lado da cama, e numa súplica fervorosa derramei a minha alma perante o Senhor, rogando - lhe com muitas lágrimas que tivesse compaixão do meu amigo João e que o ajudasse, restituindo-lhe toda a sua dignidade de ser humano.
Depois, entrei em contacto com todos os meus amigos, irmãos e familiares, e contei-lhes a triste história deste meu amigo, e pedi-lhes encarecidamente que orassem por ele. Usei o e-mail., o blogue, o telefone, tudo. O que é certo é que dentro de pouco tempo, havia muita, muita gente a orar por ele.
Pedíamos ao senhor, que lhe desse uma cama para dormir, uma casinha, pequenina que fosse,para ele se resguardar do frio, da chuva e do calor.
A partir daquele dia, todos os dias me encontrava com ele e aos poucos, ele foi-me contando toda a sua triste história de vida. E eu sempre a encorajá-lo, a dizer-lhe para ter confiança e ter fé em Deus.
Nascido e criado na terra, a vida sorriu-lhe e tornou-se empresário de uma oficina de mármores, que é do que quase toda a gente da aldeia vive, pois é uma zona de transformação de mármores.
Mais tarde rumou ao Algarve, onde teve vários negócios comerciais. Vivia bem, nessa altura e na sua casa havia sempre lugar para mais um, inclusive muitas pessoas da sua aldeia, a quem convidava para passar uns tempos e aproveitar as belas praias do Algarve.
De um momento para o outro, como que por mistério… as coisas começaram a correr mal e ficou sem nada. Por lá ficou uns tempos a viver da misericórdia de alguns. Decidiu voltar á aldeia, sem nada, triste e deprimido.
Sem dinheiro, sem saúde, sem amigos, sem apoios… rapidamente se transformou num pobre, a viver da caridade alheia. A única coisa que possuía era uma velha camioneta de carga, dentro da qual viveu durante seis anos.
Um dia, eu ia a passar numa rua perto da minha casa, ia com o meu marido, a minha irmã e o meu cunhado, para almoçar-mos num restaurante ali perto, para comer um bom “cozido á portuguesa “, quando o vi sentado num degrau com a cabeça encostada á parede. Aproximei-me dele e vi que chorava convulsivamente, só, completamente só.
As pessoas passavam e ninguém ligava. Quando vi que chorava, o meu coração derreteu-se… abracei-o com muita força e chorei com ele, sentada no degrau. Já não queria saber do cozido á portuguesa para nada, eu queria era ficar ali com ele. Eu disse - lhe: Está muito triste não é? Ele acenou com a cabeça dizendo que sim. Perguntei-lhe se o poderia ajudar nalguma coisa e ele acenou a cabeça dizendo que não. Que só deus o poderia ajudar. Então levantei-me e fui andando e chorando até ao restaurante, onde a comida não me soube a nada, pois só me lembrava dele.
Criaram-se laços de afecto tão grandes… que ele para mim é como um irmão, um grande, grande amigo.
Entretanto voltei para a minha casa em Mira – Sintra e de vez em quando ia lá á aldeia. Passada cerca de uma semana, ao anoitecer, eu fui á janela olhar as flores e o jardim e, reparei numa luz acesa numa pequenina casa, que ficava junto á minha, mas que funcionou sempre como garagem, mas que agora alguém me tinha dito que a transformaram para a arrendar aos emigrantes que vieram de vários lugares.
Quando vi a luz acesa, fiquei muito contente, tão contente, que fiquei a imaginar quem seria que iria lá viver. Bom, fui dormir e no dia seguinte ao passar á porta para ir tomar o café, qual não é o meu espanto quando vejo sair de lá o meu amigo João, muito bem arranjado, barba feita e com sorriso no rosto. Eu não queria acreditar! Ele tinha finalmente uma casinha! Convidou-me para entrar, e mostrou-me uma cama confortável, com lençóis limpinhos, cobertores quentinhos. Olhando á minha volta, não lhe faltava nada!
Disse-lhe então: Deixe-me abraçá-lo! Porque eu estou muito feliz.
Quando cheguei a casa, ajoelhei no mesmo lugar quando supliquei misericórdia, e com a voz entrecortada por muitas lágrimas, agradeci, agradeci, ao meu Deus.
Nós orámos, e o Senhor usou uns sobrinhos dele, para lhe proporcionar aquela casa e aquele bem - estar. Do Centro de dia, vêm todos os dias trazer-lhe o almoço e o jantar; lavam-lhe e tratam-lhe das roupas e vêm á 5ª feira limpar-lhe a casa
Entretanto, como já tinha a casa, começámos a rogar ao senhor por trabalho para ele.
Passada uma semana , cheguei lá e ele não estava. Pensei que tivesse doente e estivesse no hospital, mas não, quando perguntei por ele, disseram-me que estava a trabalhar. Imaginem a minha alegria! Corri para casa e fui ajoelhar no mesmo lugar para agradecer.
Começámos então a orar para o Senhor cuidar da sua alma, e libertá-lo de todos aqueles maus pensamentos que o apoquentavam. Daí a uns dias ele veio dizer-me que gostava muito de ter uma Bíblia, Claro que lhe arranjei logo uma Bíblia e fui entregá-la no café, onde ele estava á mesa com um grupo de amigos. Ficou tão contente, tão contente!
Depois disso vendo-me dirigir para uma casa de uma família crente, onde se realizam cultos todos os domingos á noite, disse-me que gostaria de lá ir. Eu respondi-lhe que teríamos todo o gosto em recebê-lo lá.
Passados uns dias ele apareceu e gostou muito de estar lá, e agora vai sempre que pode. Ali, arranjou mais um grupo de amigos e irmãos.
Agora, estamos a orar para que o Senhor complete a obra na sua vida, salve a sua alma, e lhe tire da mente alguns pensamentos ruins que ainda o perturbam.
O meu amigo João, parece outra pessoa! Não tem nada a ver com aquele João que eu conheci sentado ao balcão do café, naquela 2 ªfeira do mês de Agosto, do ano 2007.
Porque é que vos conto isto tudo?
È apenas, e tão - somente, para vos mostrar, e provar… que o nosso Deus, é Deus de Amor e de infinita Misericórdia! E que responde ás nossas orações, quando são feitas dentro da sua vontade!
A Ele toda a Glória! Todo o Louvor! Toda a Adoração!
Pelos séculos dos séculos Ámen
sábado, 31 de maio de 2008
sexta-feira, 30 de maio de 2008
O que eu ando para aí a dizer...

Entrei no autocarro e sentei-me no meu lugar habitual, que é aquele (único) em que os passageiros ficam virados um para o outro.
È verdade! Já agora, porque será que eu gosto tanto de me sentar ali!?
Provavelmente terá a ver com o que eu vou contar.
A certa altura, logo no inicio da viagem, entra uma senhora de cerda de 65/70 anos e senta-se á minha frente.
Olhei para ela, sorri, e disse-lhe:
-A senhora está tão elegantemente vestida!...
Tem um tailleur tão bonito!
E também está muito bem penteada!... -
Ela olhou para mim com um sorriso aberto, fixou-me e disse:
Ah!... a senhora é aquela senhora que aqui há tempos, na paragem do autocarro, lá em baixo na estação, me disse que eu tinha um chapéu muito bonito!’
Oopss! - pensei eu - Acho que começo a ser conhecida por andar a dizer “estas coisas” por aí ás pessoas!...
Sim, respondi, fui eu… lembro-me muito bem!
A senhora tinha um chapéu redondinho, branco, com um laço de fita de seda azul, e disse-me que a senhora é que o tinha feito, aliás, que fazia todos os seus chapéus!
Sim, era…respondeu-me ela.
Desatámos as duas a rir… e o “pessoal” todo a olhar para nós…
Não voltei a encontrá-la depois disto, mas se a encontrar… vai ser muito bom!
E vou voltar a dizer, se for caso para isso…que ela está muito bonita!
È verdade! Já agora, porque será que eu gosto tanto de me sentar ali!?
Provavelmente terá a ver com o que eu vou contar.
A certa altura, logo no inicio da viagem, entra uma senhora de cerda de 65/70 anos e senta-se á minha frente.
Olhei para ela, sorri, e disse-lhe:
-A senhora está tão elegantemente vestida!...
Tem um tailleur tão bonito!
E também está muito bem penteada!... -
Ela olhou para mim com um sorriso aberto, fixou-me e disse:
Ah!... a senhora é aquela senhora que aqui há tempos, na paragem do autocarro, lá em baixo na estação, me disse que eu tinha um chapéu muito bonito!’
Oopss! - pensei eu - Acho que começo a ser conhecida por andar a dizer “estas coisas” por aí ás pessoas!...
Sim, respondi, fui eu… lembro-me muito bem!
A senhora tinha um chapéu redondinho, branco, com um laço de fita de seda azul, e disse-me que a senhora é que o tinha feito, aliás, que fazia todos os seus chapéus!
Sim, era…respondeu-me ela.
Desatámos as duas a rir… e o “pessoal” todo a olhar para nós…
Não voltei a encontrá-la depois disto, mas se a encontrar… vai ser muito bom!
E vou voltar a dizer, se for caso para isso…que ela está muito bonita!
quinta-feira, 29 de maio de 2008
Dar e receber

Ide para os vossos campos e jardins e aprendereis que o prazer da abelha consiste em retirar o mel da flor. Mas também a flor tem prazer em dar o seu mel á abelha. Pois para a abelha a flor é uma fonte de vida. E para a flor a abelha é mensageira de amor. E, para ambas, abelha e flor, o dar e o receber com prazer é uma necessidade e um êxtase.
Kalil Gibran
quarta-feira, 28 de maio de 2008
Plantaram duas árvores mortas
Neste espaço havia um canteiro, que ia de um lado ao outro da rua e fora feito pela Câmara de Sintra.
Eu e mais duas vizinhas do meu prédio começámos a plantar flores e arbustos, e o canteiro ficou muito lindo e estava bem cuidado; cuidámos deles muitos e muitos anos.
Da minha janela do terceiro andar regava-o com uma mangueira. No verão tinha que regá-lo pelo menos uma vez por semana para as plantas se aguentarem.
Um belo dia, há aproximadamente 3 anos, a Autarquia resolveu fazer obras na rua, tendo ficado como está hoje.
Sem qualquer aviso prévio, um dia de manhã cedo, vejo as máquinas de uma empresa a destruírem o canteiro e a arrancarem as plantas e os arbustos e levarem-nos para um aterro longe daqui.
Podem imaginar como eu fiquei! Tentei deter os homens mas era tarde demais. Fartei-me de chorar e corri para o presidente da Junta, que fica aqui perto da minha casa, contar-lhe a situação. Ele não tinha qualquer informação sobre o assunto e imediatamente telefonou para a Câmara de Sintra, a pedir explicações ao engenheiro responsável pela obra, tendo ele respondido que que era uma decisão para ir para a frente.
O presidente pediu então para, pelo menos, plantarem uma árvore de cada lado da rua e colocarem junto de cada uma um banco de jardim, tendo e engenheiro concordado com a idiea do presidente da Junta.
Eu e mais duas vizinhas do meu prédio começámos a plantar flores e arbustos, e o canteiro ficou muito lindo e estava bem cuidado; cuidámos deles muitos e muitos anos.
Da minha janela do terceiro andar regava-o com uma mangueira. No verão tinha que regá-lo pelo menos uma vez por semana para as plantas se aguentarem.
Um belo dia, há aproximadamente 3 anos, a Autarquia resolveu fazer obras na rua, tendo ficado como está hoje.
Sem qualquer aviso prévio, um dia de manhã cedo, vejo as máquinas de uma empresa a destruírem o canteiro e a arrancarem as plantas e os arbustos e levarem-nos para um aterro longe daqui.
Podem imaginar como eu fiquei! Tentei deter os homens mas era tarde demais. Fartei-me de chorar e corri para o presidente da Junta, que fica aqui perto da minha casa, contar-lhe a situação. Ele não tinha qualquer informação sobre o assunto e imediatamente telefonou para a Câmara de Sintra, a pedir explicações ao engenheiro responsável pela obra, tendo ele respondido que que era uma decisão para ir para a frente.
O presidente pediu então para, pelo menos, plantarem uma árvore de cada lado da rua e colocarem junto de cada uma um banco de jardim, tendo e engenheiro concordado com a idiea do presidente da Junta.
Na sequência destes acontecimentos, enviei uma exposição ao Presidente fa Junta de Freguesia, ao Presidente da Câmara de Sintra e ao Engenheiro responsável pela obra.
Apenas o Presidente da Junta me respondeu e dentro de um curto prazo, dos outros dois aguardo ainda uma resposta.
Estou a pensar que quando fizer 3 anos (Setembro) sobre o acontecido, escrever-lhes novamente a perguntar se eles acham que os cidadãos não têm direito a uma resposta.
E assim vão as nossas autarquias!
Destruiram o meu canteiro, atiraram com as minhas plantas e arbustos para o aterro , plantaram duas árvores mortas e os prometidos bancos nunca chegaram
Na foto, vimos 4 homens a plantar uma árvore no local, mesmo por baixo da minha janela tendo tambem plantado uma outra do outro lado da rua, ambas mortas...acabando as duas por serem arrancadas por os miúdos da escola.
Nunca nasceu uma folhinha sequer em cada uma delas!
terça-feira, 27 de maio de 2008
Dificuldade em aceder á internet

Amigos,
Desde ontem á noite que estou com muita dificuldade em aceder á Internet.
Só o consigo por breves minutos, por isso não pude ter o prazer de visitar os vossos blogues.
Se eu deixar de aparecer por algum tempo, já sabem o motivo.
Um grande abraço para todos
Viviana
Desde ontem á noite que estou com muita dificuldade em aceder á Internet.
Só o consigo por breves minutos, por isso não pude ter o prazer de visitar os vossos blogues.
Se eu deixar de aparecer por algum tempo, já sabem o motivo.
Um grande abraço para todos
Viviana
Inocência

Vou aqui como um anjo, e carregado
De crimes!
Com asas de poeta voa-se no céu…
De tudo me redimes,
Penitência
De ser artista!
Nada sei,
Nada valho, nada faço,
E abre-se em mim, a força deste abraço
Que abarca o mundo!
Tudo amo, admiro e compreendo.
Sou como um sol fecundo
Que adoça e doira, tendo
Calor apenas.
Puro,
Divino
E humano como os outros meus irmãos,
Caminho neste ingénua confiança
De criança
Que faz milagres a bater as mãos.
(Miguel Torga)
De crimes!
Com asas de poeta voa-se no céu…
De tudo me redimes,
Penitência
De ser artista!
Nada sei,
Nada valho, nada faço,
E abre-se em mim, a força deste abraço
Que abarca o mundo!
Tudo amo, admiro e compreendo.
Sou como um sol fecundo
Que adoça e doira, tendo
Calor apenas.
Puro,
Divino
E humano como os outros meus irmãos,
Caminho neste ingénua confiança
De criança
Que faz milagres a bater as mãos.
(Miguel Torga)
segunda-feira, 26 de maio de 2008
Desafio aceite

Respondendo ao desafio da minha amiga Flor:
Família – Instituição criada por Deus no Jardim do Éden, a fim de que o ser humano possa através dela, atingir o seu crescimento e desenvolvimento plenos.
Uma bênção maravilhosa.
Homem - Ser criado á imagem e semelhança de Deus para o louvar e glorificar.
Mulher – Uma prenda valiosíssima que Deus ofereceu a Adão a fim de que ele não estivesse só. Deu-lhe o privilégio de ser mãe, e desta forma a continuadora da espécie humana.
Sorriso - Manifesta o estado de espírito da pessoa, que pode ser: alegre, triste, desanimado etc etc. Manifesta também simpatia, amizade e amor.
Um dos sorrisos mais lindos que conheço, é o da minha neta Margarida (2 anos).
Perfume - O perfume que eu mais desejo espalhar, é o “Suave Perfume de Cristo”.
Depois há outros perfumes que eu gosto: O da flor da aboboreira, da alfazema e do goivo.
Paixão – È uma coisa bonita, mas com conta, peso e medida. A paixão desenfreada,
Quase sempre acaba mal.
Há outras paixões que não as amorosas. A minha por exemplo, é a
Que sinto por o meu Mestre e Senhor Jesus Cristo.
Amor - Uma das mais belas invenções de Deus.
Quando é puro e verdadeiro faz milagres extraordinários nas pessoas.
Todo o ser humano precisa de amor, sem ele é impossível ser feliz ou realizar-
Se como pessoa.
Olhos – São as janelas da alma. O olhar mais lindo que existe é o das crianças.
Sal - Serve para temperar, preservar e conservar.
O senhor Jesus disse que os cristãos são o sal da terra e a luz do mundo.
Chuva – A chuva é uma bênção para todos os seres vivos. Eu gosto muito da chuva porque ela rega, refresca, revigora, revitaliza, enche os rios, lagoas e lagos, limpa o ar, as ruas e os telhados, e dá -nos águinha para beber.
Eu não me importo de me molhar e andar á chuva.
Mar – O mar, para mim é um grande mistério e uma enorme atracção.
Quando estou sentada na areia á beira – mar, gosto de pensar e tentar descobrir o que está por baixo da água. Imagino coisas fantásticas lá.
Também gosto de olhar o horizonte e pensar sobre o que está lá do outro lado.
Por vezes fecho os olhos e num instante eu já estou do outro lado do Atlântico!
Livro - Considero os bons livros, bons amigos..
Gosto muito de ler, sobretudo poesia e livros sobre a natureza.
Mas o meu livro principal é a Bíblia., que eu já leio desde os meus sete anos.
A Bíblia é a Palavra de Deus através da qual Deus se revela ao ser humano.
Filmes – Já apreciei mais os filmes do que agora.
Para dizer a verdade, já não me lembro quando fui a última vez ao cinema.
Nem tampouco os filmes que são apresentados na Televisão, eu costumo ver.
Música - Gosto muito de música mas não de todo o tipo. Há até alguma que eu não
Tolero mesmo, como por exemplo Hard Rock.
A minha preferida é a música clássica dum modo muito especial Grieg,
Dvorak e Granados.
Preciso quase tanto de música como do ar que respiro.
Dinheiro - È um mal necessário.
Não ando a correr atrás dele nem o valorizo por aí além.
Gosto muito de repartir com os que têm menos do que eu., e quanto mais
Reparto, com mais fico! Curioso, não?
Silêncio - Sou das que acho que o silêncio vale ouro.
Preciso do silêncio como do pão para a boca.
Aprecio muito estar quieta no meu canto, a pensar, a reflectir a meditar…
Creio que é no silêncio que eu oiço melhor a voz de Deus.
Solidão – Felizmente não sei o que é a solidão.
Imagino... mas saber por experiência própria… não.
Dum modo geral tenho sempre gente á minha volta.
Mas, conheço, porque visito, muitas pessoas, sobretudo idosos, que vivem em
Total e completa solidão.
Flores – As flores são das coisas que eu mais amo, e creio até que não haverá (ou
Haverá?) quem mais goste delas do que eu. Gosto de todas, das dos jardins e
Das do campo. Acho-as todas muito belas e fantásticas!
Na minha casa há jarras com flores por todo o lado.
Sonhos – Eu tenho muitos sonhos! Quando deixamos de sonhar, morremos.
Apesar dos meus 67 anos… não paro de sonhar.
Cidade - A cidade de que eu mais gosto é Lisboa.
Acho-a muito linda! Assim ancorada junto ao Tejo.
Cheínha de luz e de vida!
País - Portugal é o País de que eu mais gosto. No entanto também gosto muito da
Argentina, pois foi lá que eu nasci e é onde ainda tenho a maior parte da família.
Também tenho um carinho especial pela Finlândia, que é a terra da família da
do pai da minha mãe e onde ainda vivem muitos familiares.
Ainda a Alemanha, está também no meu coração, pois é a terra da mãe da minha
Mãe, ou seja, minha avó.
Não viver sem - Deus, sem família, sem amigos, sem a chuva, sem as flores, sem
A música, sem o meu gato, sem os meus passarinhos, sem as minhas
Caminhadas…
Nunca deixarei de ser – Grata a Deus, por o seu imenso amor para comigo, nunca
Deixarei de ser verdadeira, nunca deixarei de ser solidária,
Nunca deixarei de ser alegre, nunca deixarei de cantar, nunca
Deixarei de sonhar…
Qualidades –È difícil ser eu a falar das minhas qualidades, mas vou tentar.
Creio que sou e sempre fui trabalhadora; sou verdadeira, não minto;
Sou solidária com os que sofrem ou têm menos do que eu; sou alegre,
Gosto de dar umas boas gargalhadas, aliás, sou conhecida no meio da
Família pelas gargalhadas que dou.
Defeitos - Sou exigente, comigo e com os outros (será defeito?).
Creio que sou demasiado faladora, Mas, atenção, por norma não falo da
Vida dos outros.
Gósto - De caminhar, de flores, do mar, dos campos, das montanhas, dos animais,
Das pessoas, das árvores, de filhoses, de rabanadas, de canja de galinha,
De sopa da pedra, de condoitro, dos bolos fofos de Belas…
Não passarei – junto de um cão perigoso, perto de um touro bravo…
Detestas – Que me tentem enganar, que me passem á frente, numa fila de auto – carro,
Que sejam injustos comigo, comer caracóis, beber aguardente, que fumem
Ao pé de mim, chegar atrasada…
Pessoa – Uma pessoa que eu admiro muito é o nosso cientista António Damásio.
Possui talvez, a nível mundial, o maior conhecimento acerca do funciona-
Mento do cérebro humano, e é , creio eu, a pessoa mais humilde e simpática da
Terra.
Desafios – Não só gosto de enfrentar desafios, como também admiro muito os que os
Enfrentam. Desde sempre o meu lema foi: Se os outros são capazes, porque
eu não hei-de ser!?
E como estes desafios servem para se ficar a conhecer um pouco mais da pessoa que ele responde, vou passar o “trabalho de casa” para as minhas amigas:
Ana Maria, Anita, Isabel, Fátima André, Francine,Vilma e Rosângela