domingo, 31 de agosto de 2008

Porque hoje é domingo (20)


Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.

E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.

E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.

O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.

Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;
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Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;

Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;

Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos;

Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado.
Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.

Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido.

Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor
( I Coríntios 13:1 a 13)

sábado, 30 de agosto de 2008

Viver cada dia...


"Que nunca te falte o desejo de viver cada dia melhor, todos os dias."

(desconheço o autor)

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

A ausência


Eu sabia.

Eu sabia que ia ser difícil entrar naquele pátio e não o ver nem o ouvir mais por ali.

Eu pensei nisso na hora em que vi de muito pertinho os homens da "agencia," com o auxílio de duas cordas, baixarem o seu corpo dentro daquela caixa de madeira castanha, para uma cova, onde aos poucos, com o correr do tempo o seu corpo se confundirá com a própria terra.

Hoje entrei no pátio e os meus olhos não o viram nem os meus ouvidos o ouviram.

Era tudo silêncio. Nem sequer os meninos romenos com quem ele costumava brincar e jogar, estavam por ali.

E porque haveriam eles de estar ali? O seu bom e paciente amigo Zé foi-se embora e não volta mais.

Até os dois cães com os quais ia á caça, que estavam sempre presos junto ás casotas debaixo da figueira, que davam sempre sinal da presença de alguem que ali entrasse, e que levavam a noite inteira a ladrar e a uivar, desapareceram dali.

Como diria a minha mãe, não sei que fim levaram.

A figueira que ele plantou há dezenas de anos e na qual ele tinha tanto orgulho, lá está carregadinha de figos maduros que ele tanto apreciava mas que este ano não chegou a provar.

Homem simples, antigo pescador da zona de Cascais, vestia roupa simples.

Nunca ma lembro de o ver de fato(terno) mas no dia em que nos fomos despedir dele, acompanhando - o á última morada, estava tão belamente vestido e arranjado que mais parecia um noivo do que alguem que vai baixar á terra. A Maria dele, disse-me que o neto, já homem, com quem sempre viveu e para quem foi sempre um avô e um pai, lhe oferecera o seu mais belo e rico fato para para vestir naquele dia.

E é assim. Aos poucos, os habitantes do pátio estão todos a ir-se embora .

Dos muitos dos quais me lembro, restam apenas três: A Maria, o António e o Chico.

Oxalá Deus permita que se mantenham por muito tempo ainda, por ali.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Pessoas Grandes


Foto de Lara Pires - Olhares - Fotografia online

- "Não é a altura, nem o peso, nem os músculos, que tornam uma pessoa grande... mas a sua sensibilidade sem tamanho!"

(desconheço o autor)

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Os meus Hinos queridos (2)


Entre as inúmeras bençãos que Deus me tem concedido, está a de, desde pequenina ter tido o privilégio de aprender a cantar muitos Hinos de Louvor a Deus, tanto na Casa de Oração como em casa no Culto Doméstico.

O "Grande Amigo" é um dos meus hinos queridos.

O Grande Amigo

CC 155

Em Jesus amigo temos,
Mais chegado que um irmão;
Ele manda que levemosTudo a Deus em oração!
Oh! Que paz perdemos sempre,
Oh! Que dor no coração,
Só porque nós não levamosTudo a Deus em oração!

Temos lidas e pesaresE na vida tentação;
Não ficamos sem conforto,
Indo a Cristo em oração.
Haverá um outro amig
De tão grande compaixão?
Os contritos Jesus CristoSempre atende em oração.

E se nós desfalecemos,
Cristo estende-nos a mão,
Pois é sempre a nossa força
E refúgio em oração.Se este mundo nos despreza,
Cristo é nosso em oração;
Em seus braços nos acolheE nos dá consolação.

Joseph Scriven
(1820-1886)

O hino “Em Jesus amigo temos” foi descoberto por um vizinho de Joseph Scriven, que numa visita no meio de uma grave enfermidade do autor, viu a letra numa cômoda, e questionou o Sr. Seriven sobre a beleza extrema da mensagem contida nele. Scriven respondeu: “- Fiz este poema com meu Jesus, não pretendo que ninguém mais o veja”.

Joseph Scriven nasceu na Irlanda em 1820 e viveu lá por os primeiros 25 anos de sua vida. Em 1845 foi para o Canadá e morreu em 1886 na idade de 66, após uma vida cheia de terríveis lutas. Conheceu Cristo após a mulher a quem amava ter morrido afogada, momentos antes do casamento, em um acidente. Sua mãe sofria de grave enfermidade e a tragédia voltou a lhe acompanhar com a morte prematura de seu filho.

Não há muitas informações sobre ele, só restou o testemunho de muitos que o relatavam como um homem piedoso, que tinha um profundo compadecimento
pelo sofrimento dos outros e amava profundamente a Cristo.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Será possível? Sabotagem na linha do Tua?


A Linha Ferroviária do Tua está situada numa das mais belas regiões de Portugal, no concelho de Mirandela, Trás - os - Montes.
A paisagem envolvente é deslumbrante, com as suas altas montanhas cobertas de verde, com os seus vales floridos em tons multicores, com um rio lá ao fundo onde correm águas cristalinas e límpidas e onde o ar é leve e inebriante.
A mão do homem pouco ou nada tocou por ali, está praticamente tudo ao natural.
Por estes motivos é uma zona procurada por muita gente, principalmente estrangeiros, que se deixam encantar com o que encontram.


A linha do Tua pode ter cada vez menos combóios, mas tem cada vez mais papoilas.
Oiço, e não quero acreditar.

Outro acidente na linha do Tua?
Presto atenção ás notícias e ás entrevistas feitas ao Presidente da Camara Municipal de Mirandela, e ao Maquinista do Composição e fico estupefacta!

Será que é mesmo assim?

Será que alguem, ou alguma entidade, interessada em fazer surgir a tal Barragem que o Governo projecta fazer no local, encerrando para isso a linha do Tua, é mesmo capaz de atentar contra a vida de pessoas inocentes que viajam naquela linha para conseguir os seus fins?

Mas o que é isto?

Se, segundo ouvi, a linha tem 120 anos e houve apenas um acidente, até se começar a falar da construção da barragem, há quatro anos atrás, e agora num ano e meio acontecem quatro acidentes... dá mesmo que pensar!

Estou revoltada, muito preocupada, e expectante... para ver como o Governo e as várias Entidades a este assunto ligadas, irão tratar estes tristes acontecimentos.
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«Maquinista do Metro do Tua desconfia de causas do acidente

“Isto não é um acidente ferroviário”, declarou Fernando Pires à RTP.

O maquinista cita técnicos que referem que um acidente ferroviário deveria implicar falhas na via, no material circulante ou existência de obstáculos. “Não tinha nada disso.

A via estava boa, o material óptimo e não tinha obstáculo nenhum.
Só pode ser uma coisa muito estranha”, comenta.

Fernando Pires sustenta que os acidentes começaram desde que teve início o debate para a construção da barragem do Foz Tua.

No período de ano e meio ocorreram quatro acidentes. “Eu estive em dois. Os mais recentes”.

Nestes acidentes faleceram quatro pessoas.

O desastre de sexta-feira, a um quilómetro da Estação da Brunheda, concelho de Carrazeda de Ansiães, provocou um morto e 43 feridos, um dos quais em estado grave.

Viajavam 47 pessoas na composição.

O acidente mais grave ocorreu a 12 de Fevereiro de 2007, em que três pessoas perderam a vida.
Conclusões de inquéritos estão por divulgar

O maquinista acredita que a Linha do Tua é segura e que o material se encontra em boas condições
Fernando Pires está curioso por saber as conclusões do inquérito em curso pela CP, REFER, Metro de Mirandela e Instituto da Mobilidade e Transportes Terrestres.

Uma curiosidade partilhada com o presidente da Câmara Municipal de Mirandela. José Silvano, que também preside à Metro de Mirandela, lamenta que só tenham sido divulgadas as conclusões do inquérito ao primeiro acidente, em Fevereiro do ano passado.

O documento apontava causas naturais, como o desabamento de terras e pedras, para o acidente. Para o autarca “ao não haver divulgação dos resultados dos inquéritos, está-se a alimentar a teoria da conspiração em que muitos transmontanos já acreditam, de alguém querer fechar a Linha do Tua”.

Governo garante que Linha do Tua tem vistorias frequentes

A REFER analisa o estado de conservação da via ferroviária de 15 em 15 dias, garantiu a secretária de Estado dos Transportes, sexta-feira, aquando de uma deslocação ao local do acidente.

A CP tinha vistoriado na semana passada a composição que esteve envolvida no acidente e concluiu este não poderia ter origem em problemas mecânicos da composição.

Barragem envolta em polémica

O PEV e os autarcas da região do Tua têm-se manifestado contra a construção da barragem da Foz do Tua.
Os autarcas de Mirandela, Carrazeda de Ansiães, Vila Flor, Alijó e Murça quiseram criar um programa de desenvolvimento do Vale do Tua, antes de negociarem as compensações com a EDP (empresa que irá construir a barragem).

O início dos trabalhos de construção desta barragem está previsto para o início do próximo ano. A barragem deverá ser construída na junção do Tua com o Douro, local onde se cruzam as linhas ferroviárias do Tua e do Douro. As obras implicam colocar debaixo de água parte da Linha do Tua, com 120 anos.»

(notícias R.T.P. 25/08/08)

domingo, 24 de agosto de 2008

Porque hoje é Domingo (19)


A multiplicação dos pâes

Depois disto partiu Jesus para o outro lado do mar da Galiléia, que é o de Tiberíades.
E grande multidão o seguia, porque via os sinais que operava sobre os enfermos.
E Jesus subiu ao monte, e assentou-se ali com os seus discípulos.
E a páscoa, a festa dos judeus, estava próxima.
Então Jesus, levantando os olhos, e vendo que uma grande multidão vinha ter com ele, disse a Filipe: Onde compraremos pão, para estes comerem?
Mas dizia isto para o experimentar; porque ele bem sabia o que havia de fazer.
Filipe respondeu-lhe: Duzentos dinheiros de pão não lhes bastarão, para que cada um deles tome um pouco.
E um dos seus discípulos, André, irmão de Simão Pedro, disse-lhe:
Está aqui um rapaz que tem cinco pães de cevada e dois peixinhos; mas que é isto para tantos?
E disse Jesus: Mandai assentar os homens. E havia muita relva naquele lugar. Assentaram-se, pois, os homens em número de quase cinco mil.
E Jesus tomou os pães e, havendo dado graças, repartiu-os pelos discípulos, e os discípulos pelos que estavam assentados; e igualmente também dos peixes, quanto eles queriam.
E, quando estavam saciados, disse aos seus discípulos: Recolhei os pedaços que sobejaram, para que nada se perca.
Recolheram-nos, pois, e encheram doze alcofas de pedaços dos cinco pães de cevada, que sobejaram aos que haviam comido.

Vendo, pois, aqueles homens o milagre que Jesus tinha feito, diziam: Este é verdadeiramente o profeta que devia vir ao mundo.
(Evangelho segundoi S. João cap.6 - vers. 1 a 14)