domingo, 16 de novembro de 2008

Porque hoje é domingo (31)


O AMOR, O FERVOR, A HUMILDADE E A BENEFICÊNCIA

"Que o vosso amor seja sincero.
Detestai o mal e apegai-vos ao bem.
Sede afectuosos uns para com os outros no amor fraterno; adiantai-vos uns aos outros na estima mútua.
Não sejais preguiçosos na vossa dedicação; deixai-vos inflamar pelo Espírito;entregai-vos ao serviço do Senhor.
Sede alegres na esperança, pacientes na tribulação, perseverantes na oração.
Partilhai com os santos que passam necessidade; aproveitai todas as ocasiões para serdes hospitaleiros.
Bendizei os que vos perseguem; bendizei, não amaldiçoeis.
Alegrai-vos com os que se alegram, chorai com os que choram. Preocupai-vos em andar de acordo uns com os outros; não vos preocupeis com as grandezas, mas entregai-vos ao que é humilde;não vos julgueis sábios por vós próprios.
Não pagueis a ninguém o mal com o mal; interessai-vos pelo que é bom diante de todos os homens.
Tanto quanto for possível e de vós dependa, vivei em paz com todos os homens.
Não vos vingueis por vós próprios, caríssimos; mas deixai que seja Deus a castigar, pois está escrito: É a mim que compete punir, Eu é que hei-de retribuir, diz o Senhor.
Em vez disso, se o teu inimigo tem fome, dá-lhe de comer; se tem sede, dá-lhe de beber; porque, se fizeres isso, amontoarás carvões em brasa sobre a sua cabeça.
Não te deixes vencer pelo mal, mas vence o mal com o bem.

(Epístola de S. Paulo aos Romanos 12:9 a 21)

sábado, 15 de novembro de 2008

Ver as follhas caindo


Mesmo que fique alguma coisa importante por fazer, tire um pouco de tempo para sentar-se num banco, e em silêncio, assistir ao espectáculo grandioso, das folhas das árvores caindo...

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Poema do Pôr -do -Sol


Pôr - do Sol em Mira Sintra -Foto do Gil Lemos (meu neto)
Clique em cima da foto para ver melhor



O Pôr-do-Sol traz à nossa alma
a nostalgia
duma eterna Pátria Mãe
onde ao ocaso
se segue o amanhecer
e nunca há noite
para a alma de ninguém.
E deste sentimento sublime
um sublime desejo nasce também:
que o pôr-do-sol de nossas vidas
siga o destino
do pôr-do-sol do Astro Rei.
(Milú Almeida)

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Nunes Claro, Poeta em Sintra






Pobres Rosas De Sintra


«Toma essas rosas de Dezembro, agora,
Que ao frio, à chuva, esta manhã colhi,
Elas trazem humildes, lá de fora,
Saudades da montanha até aqui.

Hão de morrer d’aqui a pouco, embora!
Em cada curva onde o perfume ri,
Trazem mais o terno duma hora,
Que um frágil coração bateu em ti.

Aceita-as pois, mas, como a vida é breve
E, um dia, perto, leve e branca a neve,
Há-de cair sobre o teu peito em flor,

(Não vá Dezembro algum murchar-te o encanto)
Deixa tu que eu te colha agora, enquanto
Tens sol, tens mocidade e tens amor.


Nunes Claro (1878-1949)

“ Médico distinto e poeta de rara sensibilidade. Só deixou um livro de versos, “Cinza das Horas”, e um poema . «Oração à Fome», dedicado a Guerra Junqueiro.
O mais ficou disperso.
Foi também um «pai dos pobres».
No Parque Municipal está gravado na pedra um belo soneto deste médico-poeta
Ali também, tendo como plinto uma rocha, está um busto do poeta, em bronze, da autoria do distinto escultor Anjos Teixeira(filho )"

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

A cruz no meio do campo


Em Portugal não é raro, ao passearmos pelo campo ou viajarmos por o país fora, de repente, os nossos olhos cairem em cima de uma cruz de pedra colocada no meio do campo, rodeada de ervas e arbustos.
Geralmente todas elas têm um aspecto de quem já está ali há muito, muito tempo, pois evidenciam o efeito dos elementos naturais, sol, vento, chuva,calor e frio.
A pedra está escura.
Desde criança que estas cruzes sempre mexeram com a minha curiosidade, e recordo que quando perguntava a alguem porque é que elas estavam ali, sempre me respondiam com hipóteses, nunca com uma certeza.
A explicação era, que possivelmente ali teria morrido alguem, geralmente assassinado, ou então que alguem que por ali andaria a trabalhar as terras, tivesse tido uma visão de algo sobrenatural.
Era então colocada uma cruz de pedra como um símbolo, uma memória do acontecimento, para o registar e perpetuar.
Mas o que é muito curioso é que hoje, aos 67 anos, e depois de pela vida fora ter visto muitas cruzes dessas, eu continuar a vê-las e a olhá-las, precisamente da mesma maneira, com a mesma curiosidade e o mesmo sentimento que tinha quando era criança.
E quando acontece, que alguma das que eu conheço é retirada para, por exemplo, fazer uma urbanização no local, eu entristeço-me e fico com muita pena, mas a tendência é mesmo essa, a pouco e pouco elas irem desaparecendo.
Fico a pensar:

O que é que farão com elas?
Será que simplesmente vão para o entulho?
Se assim é, é de lamentar.


terça-feira, 11 de novembro de 2008

Hoje em Portugal celebra-se o dia de S: Martinho


Castanhas assadas


Castanhas


Castanheiro


Hoje, 11 de Novembro, toda a gente em Portugal sabe que é o Dia de S. Martinho, e qualquer família que se preze come castanhas assadas, e bebe um bom copo de água pé, que é um vinho de baixo teor alcoólico feito a partir do bagaço ao qual se juntou água; ou de jeropiga que é um vinho doce fraco.
As escolas promovem magustos onde as crianças comem castanhas e têm uma programação alusiva ao dia. Geralmente faz-se uma festa muito bonita que as crianças apreciam muito.
O dia de S. Martinho, é uma tradição muito antiga, que tem a ver com uma lenda, que conta que um dia, um soldado romano cavalgando no seu cavalo, num dia frio e chuvoso, encontrou um mendigo á beira da estrada a tremer de frio, e compadecido, com a espada, rasgou a sua capa em duas partes e ofereceu uma delas ao mendigo para se agasalhar.
Diz ainda a lenda, que logo imediatamente a chuva e o frio cessaram e raiou um sol radiante;
daí o chamar-se a estes dias, antes e depois do S. Martinho, o "Verão de S. Martinho".
Estou a olhar da janela e verifico que o céu está bem azul, e o sol já está aí luminoso e quentinho. È muito curioso, mas o que é certo é que todos os anos nesta altura há uns dias que parecem de verão.
Este é o lado bonito do dia S. Martinho, porque depois há o outro aspecto menos bom e até bastante negativo, que é o facto de muito boa gente, aproveitar este dia para se "emborrachar" e fazer cenas pouco agradáveis, o que é de lamentar.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

A centenária Ragna Martin


Ragna Martin

Norueguesa com 102 anos escreve sem óculos.

« Vive em Portugal há mais de quatro décadas
Nasceu na Noruega, casou em Inglaterra, mas é em Portugal, onde está radicada há mais de quatro décadas, que Ragna completa 102 anos.
Apesar da idade ainda mantém a vitalidade de anotar na agenda o que faz cada dia. Todos os dias.
Foi há quarenta anos que Ragna Martin trocou a sua Inglaterra adoptiva, e a Noruega natal, por uma quinta em Afife, Viana do Castelo.
Hoje, passa os dias aos cuidados da Residencial Mirante, em Areosa, sempre "bem-disposta" e "vaidosa", explica quem a conhece melhor.
Em quarenta anos em Portugal, a língua foi, e continua a ser, o único entrave. Apesar de perceber a língua lusa, comunica num inglês "aportuguesado".
Mostra-se uma mulher feliz por estar viva e admite que o segredo da longevidade poderá estar na "facilidade como se adaptou às várias culturas, dos diferentes países" por onde passou.
Com 102 anos, são também muitas as memórias, assim como as saudades que diz sentir da Noruega. "Adoro Portugal e os portugueses. São boas pessoas e entendem bem quem vem de fora, não fazem muitas perguntas", brincou.


Ragna Martin nasceu em Halden, na Noruega, a 11 de Novembro de 1906 e frequentou o curso de Fisioterapia na Suécia. "Éramos quatro amigas e só eu consegui entrar para a universidade, isso mudou a minha vida."
Depois de formada foi trabalhar para a Alemanha e acabou por casar, em 1944, com um inglês. Durante os anos da Segunda Guerra Mundial trabalhou para a BBC, em Londres, como tradutora. "Fazia a tradução para a Inglaterra das notícias da Noruega", explicou Lill Bobone, uma das sobrinhas, também de ascendência norueguesa mas radicada em Portugal há 46 anos.


Em 1964, Ragna viaja para Portugal para ajudar um dos dois irmãos a cuidar de uma quinta, em Ponte de Lima. Acabou por ficar "maravilhada" com o Alto Minho e decidiu comprar um terreno em Afife, Viana do Castelo, onde construiu a casa na qual viveu até 2006.
"Viveu nesta casa durante mais de trinta anos e nunca quis voltar à Inglaterra ou à Noruega", afirma a sobrinha.
O actual quarto de Ragna no lar onde se encontra está recheado de fotografias e memórias.
Viúva há mais de dez anos e com dois filhos, Ragna mantém uma lucidez invejável, o que lhe permite conversar com os sete netos e dez bisnetos que regularmente a visitam, assim como os dois filhos e alguns amigos que vêm de propósito de Inglaterra para vê-la.
Aos 102 anos não dispensa o cabeleireiro, o pó-de-arroz ou o bâton e a sua lucidez chega ao ponto de estar sempre acompanhada de uma pequena agenda onde, sem ajuda de óculos, anota tudo o que faz ao longo de cada dia.
Amanhã, Ragna assinala o 102.º aniversário com uma festa organizada pela Residência Mirante, na companhia de três dezenas de familiares e amigos.»

(Paulo Julião - Diário de notícias)

PARABÉNS RAGNA - MUITOS ANOS DE VIDA!