quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Feliz Ano de 2009


Nigella damascena - nome vulgar -Espora

E assim, num ápice, o ano de 2008 se foi...
Mais logo, receberemos o ano de 2009.
Os anos vêm, e os se vão... e nós vamos percorrendo o nosso caminho, a nossa distância.
ÉBENEZER (até aqui nos ajudou o Senhor).
Vamos receber 2009 com alegria.
Vamos sorrir e cantar.
Vamos ser solidários.
Vamos olhar "os outros" com amor.
Vamos procurar construir a Paz.
Vamos trabalhar e procurar construir um mundo melhor.
Vamos ser humildes e compassivos.
Vamos percorrer a nossa distância de mão dada com o Pai.
Vamos entronizar Cristo nos nossos corações.
Vamos em frente, de rosto bem levantado.
Vamos ser felizes... e saborear a vida... em 2009.
Que para tanto Deus nos ajude.

A TODOS OS QUERIDOS AMIGOS QUE VISITAM ESTE CANTINHO, EU, DE TODO O CORAÇÃO DESEJO, UM ANO DE 2009 MUITO FELIZ E MUITO ABENÇOADO.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

A chuva em Mira-Sintra


Chuva em Mira-sintra - foto da viviana

Durante a maior parte do ano, Mira-Sintra tem uma luminosidade muito especial e um céu de um azul lindíssimo.
Agora que é inverno o cenário mudou. A luminosidade está ausente e o céu é cinzento escuro.
Porém, para mim, só mudou o tipo de beleza, pois continuo a encantar-me com Mira-Sintra.
E mais, como desde criança gosto muito da chuva, constitui uma alegria imensa para mim, cada dia de chuva que vem.
Fico habitualmente á janela longo tempo, olhando o horizonte e divertindo-me com o jogo dos pingos que brincam e dançam no vidro da janela.
Ao mesmo tempo, elevo os olhos para o céu, e sorrindo, agradeço reconhecida, ao Criador, por essa benfazeja e preciosa água que cai sobre a terra para a fecundar e permitir que haja vida.
As sementes que brotaram da terra na Primavera, que amadureceram com o sol do Verão, e que foram espalhadas pelo vento do Outono, mercê da chuva, já brotaram e já construiram um enorme e belo tapete verde que acalma e alegra o meu olhar.
Louvado seja o Senhor pela chuva!


segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Esta é a cidade - um poema de António Gedeão


Rua Augusta - Lisboa

Esta é a Cidade, e é bela.
Pela ocular da janela
foco o sémen da rua.
Um formigueiro se agita,
se esgueira, freme, crepita,
ziguezagueia e flutua.

Freme como a sede bebe
numa avidez de garganta,
como um cavalo se espanta
ou como um ventre concebe.

Treme e freme, freme e treme,
friorento voo de libélula
sobre o charco imundo e estreme.
Barco de incógnito leme
cada homem, cada célula.
É como um tecido orgânico
que não seca nem coagula,
que a si mesmo se estimula
e vai, num medido pânico.

Aperfeiçoo a focagem.
Olho imagem por imagem
numa comoção crescente.
Enchem-se-me os olhos de água.
Tanto sonho! Tanta mágoa!
Tanta coisa! Tanta gente!
São automóveis, lambretas,
motos, vespas, bicicletas,
carros, carrinhos, carretas,
e gente, sempre mais gente,
gente, gente, gente, gente,
num tumulto permanente
que não cansa nem descança,
um rio que no mar se lança
em caudalosa corrente.

Tanto sonho! Tanta esperança!
Tanta mágoa! Tanta gente!

(António Gedeão)

domingo, 28 de dezembro de 2008

Porque hoje é Domingo (37)


Foto retirada na Net

«Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador.
Toda a vara em mim, que não dá fruto, a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto.
Vós já estais limpos, pela palavra que vos tenho falado.
Estai em mim, e eu em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes em mim.
Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.
Se alguém não estiver em mim, será lançado fora, como a vara, e secará; e os colhem e lançam no fogo, e ardem.
Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito.
Nisto é glorificado meu Pai, que deis muito fruto; e assim sereis meus discípulos. »
(Evang. S. João 15:1 a 8)

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

A bela Sintra


Palácio da Pena,que eu vejo da minha janela no alto da Serra.

Há tanta coisa linda a dizer, sobre a minha bela Vila de Sintra!
Hoje trago-vos a opinião do Prémio Nobel da Literatura José Saramago.

«Todos os caminhos vão dar a Sintra.
O viajante já escolheu o seu.Dará a volta por Azenhas do Mar e Praia das Maçãs, espreitará primeiro as casas que descem a arriba em cascata, depois o areal batido pelas ondas do largo, mas confessa ter olhado tudo isto um pouco desatento, como se sentisse a presença da serra atrás de si e lhe ouvisse perguntar por cima do ombro: "Então, que demora é essa?" Pergunta igual deve ter feito o outro paraíso quando o Criador andava entretido a juntar barro para fazer Adão.[...]
Da varanda do Palácio o viajante olha a massa verde do parque. Que a terra é fertil, já o sabia; conhece bastante de searas e pinhais, de pomares e olivedos, mas que essa fertilidade possa manifestatr-se com tanta força serena, como de um ventre inesgotável que se alimenta do que vai criando, isso só aqui estando se sabe.[...]
O Sol cobre tudo isto. Um pequeno esforço das árvores levantaria a terra para ele. o viajante sente a vertigem dos grandes eventos cósmicos.»

(José Saramago

Viagem a Portugal -1922

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Seis anos de uma imensa saudade.


Açucenas para a Nena - eram as flores de que ela mais gostava.

Eram três horas e trinta minutos, da madrugada de uma segunda-feira, dia 23 de Dezembro do ano dois mil e dois. quando a Nena, a minha querida Mãe, deu por finda a sua caminhada terrena, que durou noventa e um anos,e partiu para junto do seu Deus e Pai, a quem ela tanto amou e serviu, a fim de descansar dos seus trabalhos e receber a corôa da glória.
São decorridos seis anos de uma imensa saudade. de muitas lágrimas e de uma enorme falta.
Porém, há a certeza de que a Nena está agora bem melhor, e de que, mais cedo ou mais tarde, é apenas uma questão de tempo.. nós iremos voltar a encontrar-nos e voltar a estar-mos juntas de novo, numa vida feliz e eterna, que O Menino de Belém, preparou para todos aqueles que o amam e o aceitam como Senhor, e Salvador das suas vidas.
Por isso, é possível sorrir e ter esperança, vivendo na expectativa desse glorioso dia.

Jesus Alegria dos Homens



«Nesta hora de incerteza. de cansaço e de agonia,
nesta hora em que, de novo, a guerra se prenuncia,
neste momento em que o povo não tem rumo, nem tem guia;
Ó Jesus, agora e sempre Tu és a nossa alegria!

Nesta hora seca e torpe, de vergonha e hipocrisia,
quando os homens apodrecem nos banquetes e na orgia,
nesta hora em que a criança atravessa a noite fria;
Tu és a nossa esperança, Tu és a nossa alegria!

Alegria manifesta, que brotou e se irradia
de uma simples e modesta e sublime estrebaria,
alegria nunca ausente,
alegria onipotente
que palpita para o crente
e faz dele um novo ser;
alegria cristalina,
doce, mística, divina,
que nos toma e nos domina
e nos enche de poder.

Tu és a nossa alegria! Santa alegria, Senhor,
que nos une e nos separa e nos fecunda de amor!
Por isso cantamos hinos, temos prazer no louvor,
até nas horas escuras do afastamento e da dor.

Cantai, ó povos da terra!
Trazei harpas e violinos,
oboés, cítaras, guitarras,
harmônios, címbalos, sinos,
clavicórdios e fanfarras,
coros de virgens e mártires, de meninas e meninos!

Cantai, ó povos da terra!
Trazei avenas e tubas, flautas, flautins,
clarinetas, celos, clarins
e tambores
e metálicas trombetas e puríssimos cantores!

Cantai, ó povos da terra!
Trazei pássaros e fontes, bulícios, rios e ventos,
rochas, árvores enormes, alvos lírios orvalhados, palmas viçosas luzindo,
sons da noite, vozes múltiplas dos animais e das águas,
das pedras e dos abismos, das florestas intocáveis
e dos mundos subterrâneos, sons da madrugada clara:
estalos de galhos verdes. Doces ruídos domésticos: talheres e louças brancas.
Sons de fábricas, ruídos de teares e bigornas, de madeiras e metais,
passos pesados de botas de militares eretos,
passos macios e quentes de rosadas colegiais.

Cantai, ó povos da terra!
Cantai de noite e de dia,
na tarde pesada e morna,
na manhã ágil e fria,
na aflição, ou na ventura,
ao nascer, ou na agonia:
Jesus - Senhor dos senhores,
Tu és a nossa alegria! Tu és a nossa alegria! Tu és a nossa alegria!»

(Gioia Junior)