Imagem da netVivemos num tempo em que, mais do que nunca, as regras de higiene e boa apresentação pessoal, são extremamente rígidas e exigentes.
Creio que nunca como hoje, as pessoas tomaram tantos banhos. lavaram tantas vezes a cabeça e mudaram tanta vez de roupa.
Recordo-me a propósito, que há alguns anos atrás, estando eu ainda na vida activa, participei num Seminário sobre Saúde Infantil, orientado por várias personalidades da Europa e da América do Sul, tendo a certa altura sido dito, que muitas doenças que as crianças hoje enfrentam, tem a ver com a falta de imunidade, ou seja, de anticorpos, por excesso de higine e da esterilização prolongada de biberãos e chupetas, o que faz com que a criança ao não contactar com os micróbios que normalmente existem á sua volta, não possa desenvolver os tão necessários anticorpos que a protegeriam das doenças.
Mas neste nosso mundo, tão preocupado com a higiene, existe tambem o reverso da medalha.
Há pessoas que por circunstâncias várias na sua vida, escapam a este padrão, apresentando-se com um aspecto desagradável e repulsivo, que leva os outros a afastarem-se e geralmente a fazerem comentários desagradáveis.
Eu sei que é difícil para qualquer um de nós lidarmos com esta situação.
E sei tambem que há nesta área pessoas mais sensíveis do que outras.
Lembro-me que quando era uma jovem enfermeira, eu suportava com a maior facilidade todos os cheiros e situações próprias de uma sala de operações ou de uma enfermaria. Nada me incomodava.
Veriquei depois, que com o correr dos anos, fui ficando mais sensível e com algumas dificuldades neste aspecto.
Mas o que é certo é que todos nós, numa ocasião ou noutra, haveremos de nos confrontar numa ou noutra circunstância com estas situações.
A minha questão é, como iremos nós lidar com estas pessoas, e como vamos nós agir, de modo a procedermos conforme a prática de Jesus, mostrando amor, respeito e compaixão pelo nosso semelhante?
Creio que há três formas de agir:
Primeira - Eu preciso de olhar a pessoa em questão, como alguem criado por Deus e a quem Deus muito ama.
Segunda - Eu tenho de pensar e sentir, que se na minha vida tivessem ocorrido as mesmas circunstâncias, podia muito bem ser eu que estivesse no lugar daquela pessoa, e ainda, que eu, não sabendo o dia de amanhã, não esteja livre de que o mesmo me aconteça.
Terceira - Eu devo procurar agir da mesma forma como Jesus agiria, se Ele se encontrasse com aquela pessoa.