domingo, 30 de agosto de 2009

Tempo de férias


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Informo os estimados amigos que têm a gentileza de passar por este cantinho, que irei tirar um tempinho de férias.

Querendo Deus, estarei de volta no dia 1/10/09

Até lá, tudo de bom e muito obrigada.

Viviana

sábado, 29 de agosto de 2009

Porque hoje é Domingo (70)


Igreja Baptista de Morelena - Sintra

Jesus é o bom pastor

Por isso Jesus continuou«Em verdade vos digo: Eu sou a porta por onde entram as ovelhas.
Aqueles que vieram antes de mim foram ladrões e salteadores, mas as ovelhas não fizeram caso deles.
Eu sou a porta. Aquele que entrar por mim, salva-se.
È como uma ovelha que entra e sai do curral e encontra pastagens.
O ladrão não vem senão a roubar, a matar e destruir.
Eu vim para que as minhas ovelhas tenham vida e a tenham em abundância.
Eu sou o bom pastor. O bom pastor está pronto a morrer pelas suas ovelhas.
O assalariado, a quem não pertencem as ovelhas, logo que vê chegar o lobo, abandona-as e foge.
O lobo apodera-se das ovelhas e põe-nas em fuga.
O assalariado não se preocupa com as ovelhas, porque não lhe pertencem.
Eu sou o bom pastor. Conheço as minhas ovelhas e elas conhecem-me a mim.
Conheço-as tão bem como o Pai me conhece a mim e eu o Pai. Por isso, estou disposto a dar a vida por elas.
Tenho ainda outras ovelhas que não são deste curral. Preciso de as conduzir também.
Elas hão-de ouvir a minha voz e haverá um só rebanho e um só pastor.
O Pai ama-me, porque estou disposto a sacrificar a minha vida para a receber de novo.
Ninguém me tira a vida . Eu é que a dou por minha livre vontade.
Tenho poder de a dar e de a recuperar. È esta a missão que eu recebi do meu Pai.»
Os judeus voltaram a desentender-se por causa destas palavras de Jesus.
Muitos comentavam: «Ele está completamente louco.
Porque é que vocês fazem caso dele?»
Mas outros diziam: «Estas palavras não podem vir de um louco!
E como é que um louco podia dar vista a cegos?»

(Ev. de S. João 10:7 a 21)

Comunicado - Um poema de Miguel Torga


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Na frente ocidental nada de novo.
O povo
Continua a resistir.
Sem ninguém que lhe valha,
Geme e trabalha
Até cair.

(Miguel Torga)

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

O Sonho


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Quando uma criatura humana desperta para um grande sonho e sobre ele lança toda a força de sua alma, todo o universo conspira a seu favor.

(Goethe)

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Sinais dos tempos


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Ontem, quando aguardava na fila a minha vez de ser atendida na Caixa Geral de Depósitos, assisti a uma cena que me marcou profundamente.
Com enorme espanto, apercebo-me da entrada de uma senhora, na casa dos sessenta anos, amparada por um jovem do lado direito, e por uma jovem do lado esquerdo, nos braços dos quais se apoiava, num estado de tamanha fragilidade e magreza que não se conseguia manter de pé sem apoio.
Reparei ainda na distenção abdominal, enorme, (ascite ou "barriga de água") que contrastava com a estreiteza dos ombros.
Os acompanhantes sentaram-na numa cadeira onde aguardou até ser atendida.
Quando a funcionária do Banco se dispôs a atendê-la, eu , como estava perto, sem querer, ouvi o diálogo entre as duas.
Funcionária: "Faça favor de dizer":
Senhora: " Olhe, eu estou muito doente e vou morrer, vinha cá saber o que é preciso fazer para depois de eu falecer o Estado não me vir cá tirar o dinheiro da minha conta."
Funcionária: "Quando a senhora falecer nós aqui não vamos comunicar a ninguém."
Senhora: "Mas há a possibilidade do Estado vir a saber que eu faleci"?
Funcionária. "Se por acaso houver um cruzamento de dados, de outras instituições com a Caixa... poderá vir a saber sim."
Senhora: "Então diga-me como é que eu tenho de fazer isto".
Funcionária: O que eu aconselho que a senhora faça é abrir uma nova conta juntamente com o seu filho. Assim, quando a senhora falecer ele poderá levantar o dinheiro ou movimentar a conta".
Senhora: "Então vamos abrir essa tal conta."
E virando-se para o jovem filho pediu-lhe o bilhete de identidade, e lá procederam a todos os requesitos da abertura da nova conta.
Quando terminaram, os jovens (nora e filho) ajudaram-na a levantar-se, e ela, apoiada nos braços deles, atravessou a sala, passou por o meio das pessoas e chegada á rua lá fora, meteram-na num carro e lá seguiram com ela, não sei se para uma cama de hospital, ou para a sua cama em casa.

Fiquei perturbada e a pensar:
Mas o que é isto?
Como é possível que as coisas estejam de tal forma mal organizadas na nossa sociedade, que para resolver um assunto relacionado com dinheiros, seja preciso, exigido, que uma mulher tão doente e em tão mau estado físico, tenha que levantar-se da cama e sem poder, vir ao Banco para que os seus interesses possam ser defendidos?'
Não seria suposto que em pleno século vinte e um, esta muilher em fase terminal de vida, fosse deixada em paz com a sua situação de doença, e as Instituições se preocupassem em pensar em como resolver esta problemática, sem ser desta forma?'
Afinal, qual é o sinal de progresso e modernidade das instituições, quando se trata de casos como estes, destas pessoas?

terça-feira, 25 de agosto de 2009

O poeta popular António Rufino


Admiro muito os poetas populares
Creio que um dos mais conhecidos entre nós é o António Aleixo.
Ficou célebre pela simplicidade e profundidade das suas quadras.
Mas não é dele que hoje me vou ocupar.
Hoje quero vos apresentar o poeta António Rufino.
O quê, nunca ouviram falar dele?
Pois fiquem sabendo que António Rufino é o meu vizinho, da casa da aldeia há mais de 40 anos.
Hoje, quando eu regava calmamente o meu jardim, ele apareceu trazendo na mão um dossier com as suas poesias e com um sorriso aberto, quis que eu as olhasse.
Estavam dactilografadas e muito bem ordenadas por temas.
Para mim foi uma surpresa muito agradável.
Como na hora não podia lê-las, perguntei-lhe se me permitiria que trouxesse o dossier para minha casa, para as ler e apreciar com calma.
Ele concordou.
Há pouco, abri o dossier ao acaso e os meus olhos encontraram este poema, dedicado por ele á sua mãe, que já partiu.
Li-o, e achei-o deliciosamente belo.
Decidi repartí-lo com os amigos, que habitualmente, têm a gentileza de por aqui passar.
O poeta António Rufino é do Alentejo - Santo Amador, vive em Maceira - Sintra, há mais de 40 anos, trabalhou a vida inteira na Indústria do Mármore, é viuvo, e tem como habilitações literárias a quarta Classe do Ensino Primário.

Mãe

Mãe: tu me geraste
Ao mundo me trouxeste
Tu me criaste
Tu me beijáste
Tanto Amor que me deste...

Mãe tu eras santinha
Trago-te no coração
Toda torta e velhinha
Encostada á bengalinha
Com o queixinho rés do chão.

Tambem eras uma Abelhinha
Pousavas de flor em flor
Eras aquela mãe que eu tinha
Já eras muito velhinha,
Quando perdi o teu amor.

Querida mãe: mãe da minha paixão
Foste tu que me deste a vida
Serás sempre a preferida
Nunca me serás esquecida
Mesmo debaixo do chão.

Mãe, tamben foste uma florinha
Que não sais do meu pensar
Foste sempre muito queridinha
Hoje pareces uma estrelinha
Que es tás no céu a brilhar.

Quando vejo uma velhinha
Com as saias a arrojar
Lembras-me tu, querida mãezinha
Que já morreste coitadinha
Com o tu modo de trajar.

Eu tinha uma santinha
Numa igreja: no seu altar
De tanto amor que lhe tinha
Àquela mulher, minha mãezinha
Ainda hoje lá vou rezar.

(António Rufino)

Porque será?


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Há algum tempo atrás, estando eu a almoçar numa pisaria com o Jorge e o Zé, chamou-me a atenção, um casal na casa dos sessenta, que estavam na mesa em frente, e que desde que chegaram até que sairam, não dirigiram sequer uma palavra um ao outro.
Aquilo fez-me pensar!
Como é possível, sentar-se á mesma mesa, comer uma refeição, virados um para o outro... e não terem nada para dizer ou conversar?
De repente, reportei-me, imaginariamente claro, ao tempo em que eram jovens e namoravam.
Quanta coisa teriam para conversar!
Quanta coisa bonita teriam eles dito um ao outro?
E continuei:
O que é que entre eles aconteceu, para não terem mais nada para dizer um ao outro?
Então, não é agora quando ambos estão de cabelos brancos e a envelhecer dia - a - dia, que mais precisam e mais deveriam conversar, para se apoiarem e ajudarem ?