As mulhereres lavavam a roupa em pé, umas ao lado das outras
debruçadas sobre o lavadouro.
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A entrada do lavadouro.
O lavadouro visto do lado da estrada e o chafariz, onde se ia buscar água.
Creio que hoje em dia práticamente toda a gente tem uma máquina de lavar roupa, pois o progresso das última décadas trouxe mais poder aquisitivo de bens e serviços, mesmo nas pequenas aldeias.
Quando eu era criança, habitualmente, a roupa era lavada no rios, nas fontes ou nas valas. Mais tarde, surgiram os lavadouros municipais, que tinham as mais variadas formas e feitios, e que eram muito concorridos. Ali se juntavam as mulheres, as jovens e as crianças, proporcionando assim, com as suas conversas e a sua alegria natural, verdadeiros momentos de convívio social úteis para o povo do lugar.
Hoje, dum modo geral, esses lavadouros não são usados, porque as pessoas deixarem se precisar deles, pois a roupa é lavada nas máquinas.
É uma pena que muitos deles estejam abandonados, completamente entregues ás silvas e aos matos.
Outros porém, felizmente talvez a maioria, foram recuperados ou mantidos em óptimas condições, pelas autarquias respectivas, constituindo verdadeiros monumentos rurais, atraindo a atenção não só dos moradores locais, como também de quem visita essas aldeias, ou apenas passa por elas em viagem.
Hoje, na nossa volta pela zona das praias de Sintra, fomos encontrar na aldeia do Sacário, perto da praia do Magoito, um belíssimo exemplar destes antigos lavadouros, bem conservado e com um aspecto muito bonito e atraente. Pode ver-se a data em que foi feito - 1956. Tem portanto 54 anos!
Parabéns á autarquia! Pelo seu cuidado com o lavadouro.



