segunda-feira, 31 de maio de 2010

Caminhando e semeando...


Imagem da net.

“O que importa na vida não é o
ponto de partida, mas a caminhada.
Caminhando e semeando, no fim
terás o que colher.”
(Cora Coralina)

Casal Branco - Benfica do Ribatejo


Um belo poema sobre a semente. Está junto á porta de entrada.
Clique em cima para ver melhor.

Muitos ninhos de andorinhas nos beirais.


Há muitas flores por ali.


Ninho de cegonha.

Se um dia destes fôr comer "Sopa da Pedra" a Almeirim, no regresso, aproveite para ir conhecer O Casal Branco, em Benfica do Ribatejo, a caminho de Lisboa.
Trata-se de um lugar muito aprazível que integra vários edifícios antigos, muitas árvores e muita zona verde.
Também poderá comprar vinho de excelente qualidade, produção própria, a preços muito convidativos.
É um lugar bonito, tranquilo, de onde não dá mesmo vontade de ir embora.
Nos beirais das casas, dezenas de andorinhas constroem afadigadamente os seus ninhos, ou sustentam as suas crias.
Nas duas chaminés altas, as cegonhas construíram os seus ninhos e andam numa roda viva a trazer alimento para os filhotes. Dá gosto vêr.

sábado, 29 de maio de 2010

Porque hoje é Domingo (104)


Imagem da net.

Chamando para junto de si os seus doze discípulos, Jesus deu-lhes poder para expulsarem espíritos maus e curarem toda a espécie de doenças e males. São estes os nomes dos doze apóstolos: Primeiro, Simão, chamado Pedro, e seu irmão André, Tiago e seu irmão João, filhos de Zebedeu; Filipe e Bartolomeu, Tomé e Mateus, o cobrador de impostos; Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu; Simão, do partido dos Nacionalistas, e Judas Iscariotes, aquele que atraiçoou Jesus.

Jesus enviou estes doze dando-lhes as seguintes instruções: «Não se desviem para o caminho dos pagãos, nem entrem em qualquer cidade dos samaritanos. Vão antes ter com as ovelhas perdidas do povo de Israel. Pelo caminho anunciem que o reino dos céus está a chegar. Curem os que estão doentes, purifiquem os leprosos, ressuscitem os mortos e expulsem os espíritos maus. Receberam de graça, deêm de graça.Não procurem ouro, prata ou cobre para levar nos bolsos. Não levem saco de viagem, nem muda de roupa, nem calçado, nem cajado. O trabalhador tem direito ao seu sustento.
Quando chegarem a qualquer cidade ou aldeia, procurem uma pessoa de confiança e fiquem em sua casa até se irem embora.Ao entrarem numa casa cumprimentem os presentes com saudações de paz. Se os daquela casa forem dignos dela, que a vossa paz fique com eles; se não forem dignos, que volte para vocês. Se nalguma casa ou cidade não vos receberem, nem derem ouvidos ás vossas palavras, quando saírem daquela casa ou daquela cidade sacudam o pó dos vossos pés. Garanto-vos que no dia do juízo, a gente de Sodoma e Gomorra será tratada com menos dureza do que o povo dessa terra.
( Ev. de S. Mateus cap. 10: 1 a 15)

A flor de Trevo - Vermelho.


Trevo - encarnado -Trifolium incarnatum


Imagens da net.

Nos campos na zona de Leiria onde cresci, havia grandes quantidades de uma flor vermelha que eu gostava muito, a que chamávamos Flor do Trevo. Eu e o meu irmão corríamos por o meio delas alegremente, descontraídamente, ao som da música dos grilos, que num larguinho junto ás suas tocas, cantavam sem parar.
Saí de lá com cerca de vinte anos e andei por diversos lugares, mas nunca mais vi flores iguais áquelas.
Hoje, sem esperar, encontrei-as por acaso na net. Fiquei tão contente, que não resisti a partilhá-las aqui neste cantinho, com aqueles que têm a gentileza de por aqui passar.
Já agora, pedia o favor de me informarem, caso saibam onde elas existam, pois
se não fôr muito longe... irei até elas.
Obrigada.
Passo a apresentá-la:

Trevo- encarnado
(Trifolium Incarnatum)
Também designado entre nós por Erva-do-amor e Trevo-vermelho, planta nativa de grande parte da Europa e da Ásia menor, que cresce espontâneamente em Portugal, em relvados húmidos e terrenos cultivados. Inicialmente uma planta silvestre, passou a ser utilizada como forragem para o gado por conter um elevado nível de proteínas.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Momentos muito especiais na sala de jantar da casa dos meus pais.


Contra-capa do livro de poemas
Clique para ampliar.

Terça-feira é o dia em que habitualmente vamos á aldeia. A minha irmã Terezinha passa por aqui e leva-me a mim e ao Jorge. Fazemos uma paragem em Pero -Pinheiro para tomarmos o pequeno almoço na Pastelaria Sol, passamos depois pelo mercado de Montelavar onde compramos flores frescas para colocar na campa do pai e da mãe, e depois seguimos para Maceira.
A primeira coisa que fazemos é abrir todas as janelas para arejar a casa. Depois vamos ver como estão as flores, os arbustos e as árvores de fruto.
Geralmente, eu cuido do jardim e do pomar, que fica na frente da casa, ao lado da casa e atrás da casa, mais propriamente no quintal, e a Terezinha ocupa-se da casa propriamente dita.
Pois bem, esta última terça-feira andava eu toda entretida no pátio a limpar os vasos e a arrancar as ervinhas, quando a minha irmã me veio dizer: «Viviana, está ali na sala o Sr. Chico da Carreira que quer falar contigo.»
Deixei tudo e fui. Só o facto de ouvir o nome dele fez-me sorrir e criou em mim uma enorme expectativa, pois já sabia que ia viver um momento muito especial, muito bonito. O senhor Chico da Carreira - ou Franciso Magueijo - é poeta, poeta popular e pintor.
Aos nove anos era menino-pastor de ovelhas na sua terra natal - Juncal do Campo - Castelo Branco. Aos vinte e pouco veio para Maceira e foi durante muitos, muitos anos, motorista da Carreira (autocarro) - Lisboa - Maceira.
Lembro-me muito bem de viajar com ele na minha juventude.
Mais tarde comprou um táxi, que era o único táxi da aldeia.
Nesse táxi, verde e preto - que foi durante décadas a cor "oficial" dos táxis, o Chico da Carreira como era conhecido, transportava o meu saudoso pai, muito, muito doente, para o Instituto de Oncologia onde fazia tratamento. Manhã bem cedo lá estava ele á nossa porta, e com um carinho imenso repleto de ternura, ajudava a deitar o pai no banco de trás e assim o levava com todo o cuidado até Lisboa. Foi assim até o pai não precisar mais do táxi, pois ficou internado até o Senhor Deus o levar para o céu, há muitos, muitos anos.
O Sr. Chico da Carreira começou muito cedo a escrever poesia e a pintar, creio que aos vinte e poucos anos. Hoje tem setenta e quatro.
É um poeta triste, pois a vida trouxe-lhe muito sofrimento e muitas lágrimas.
Para além do pai e da mãe que partiram, nos últimos anos morreu-lhe o neto querido, de vinte e dois anos, num acidente de carro; pouco depois morreu-lhe o filho, pai desse neto, com quarenta e tal anos, de morte súbita, ao volante de um táxi, enquanto esperava por uma cliente que estava na farmácia a comprar um medicamento. A seguir partiu a esposa, isto, há cerca de três anos.
Pois bem, foi este homem que veio visitar-me na casa da aldeia.
É sempre uma emoção quando nos encontramos. Eu falo o menos possível para ter o prazer de o ouvir, pois até na sua maneira de falar há poesia. Aliás, todo ele é poesia.
Cumprimentei-o comovidamente, respeitosamente, pois ele está sempre associado ao meu querido pai.
Sentei-me numa cadeira á mesa da sala, junto dele.
Ele veio apresentar-me, e oferecer-me, com uma dedicatória muito especial, o seu quarto livro de poemas - O AMOR PERFUMA A VIDA - que acabou de ser editado. Claro que eu já possuo os outros três anteriores.
Falou do livro, falou dos poemas, mas o momento alto foi quando ele declamou de còr três poemas seus preferidos. Fê-lo de uma forma magnífica! Eu ouvi-o em lágrimas sentidas...
Foi um momento único que eu jamais esquecerei.
Aconteceu naquela sala!
Quantas coisas belas, quantas alegrias, quantas recordações...tiveram lugar naquela sala. A humilde sala da casa dos meus saudosos pais.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

A velhinha que já não sabe quantos anos tem.


Imagem da net.

Naquele dia, o ano passado, saímos em família como habitualmente, para dar uma volta e descontrair um pouco.
O Gil tinha comprado havia pouco tempo a sua nova máquina fotográfica digital, que sempre o acompanhava, e acompanha, nestas saídas. A máquina é grandinha e ainda parece maior, mais volumosa, quando ele coloca o parasol, como acontecia naquele momento.
Estacionámos o Fiat Punto azul num larguinho debaixo de uns belos e refescantes plátanos, junto a uma casinha rural, pequenina e bastante antiga. Reparámos que junto á porta estavam vários gatos, como quem espera por uma comidinha para matar a fome. A porta abriu-se e saiu uma senhora muito idosa, muito magrinha, pequenina, e com um ar muito pobre. Ao passar junto dela eu parei para a cumprimentar e para conversar um pouco com ela, pois parecia uma pessoa bastante só.
Enquanto conversávamos, o Gil não perdeu a oportunidade para tirar algumas fotografias de alguns ângulos interessantes do largo. De repente, a senhora ficou com um ar muito preocupado, e disse: «Para onde é que ele me está a levar o gato preto? Ele, era o Gil. Eu olhei e vi que o gato estava ali ao lado de um carro e que o que a senhora, que via muito mal, julgava que era o gato nas mãos do Gil, era apenas a preta e volumosa máquina fotográfica.
Quando percebi o engano tentei tranquilizar a senhora explicando-lhe que se tratava da máquina fotográfica.
Então ela ficou mais calma.
Conversámos mais um pouco e depois de nos despedirmos fomos á nossa vida.

Passaram-se vários meses e ao passarmos novamente ali perto da casa dela, pedi ao Zé para estacionar ali debaixo dos plátanos para eu ir saber da senhora. A casa estava toda fechada e sem vestígios dela.
Dirigi-me então a duas senhoras que conversavam ali e pedindo desculpa por estar a interromper, perguntei se me sabiam dar notícias da senhora da casinha ali em frente. Elas tiveram a gentileza de me informar que sim, que ela estava bem e que não deveria estar longe dali. Agradeci-lhes e pedi-lhes o favor de entregarem os meus cumprimentos.

No sábado passado, quando ía-mos a caminho da praia, voltámos a estacionar o carro no mesmo lugar para ir-mos tomar o pequeno almoço num café ali perto. O Zé, que é um rapaz bem humorado, disse para o Gil: "É melhor esconderes a máquina fotográfica pois a senhora vai dizer que lhe estás a roubar o gato preto»
Claro que sorrimos ao lembrar-nos dessa cena, mas o Gil levou mesmo a máquina na mão.
Ao estacionarmos o carro, o nosso primeiro gesto foi olhar para a porta da casinha da senhora velhinha, para nos certificarmos se ela estaria por ali, pois queríamos muito vê-la e cumprimentá-la.
Vimo-la então por dentro do vidro da porta, fixando o olhar na tentativa de vêr quem éramos.
Como era tarde e a fome apertava, decidimos ir comer primeiro e na volta parar e falar com ela.
Mesmo assim, ao passarmos á porta sorrimos para ela e acenámos-lhe um olá, isto, eu e o Gil, pois o Jorge e o Zé por temperamento não são muito de parar e conversar com as pessoas. Porém ela, concerteza por ver muito mal, não correspondeu ao nosso aceno.
Quando voltámos ela ainda estava no mesmo lugar por dentro do vidro. Aí, já com os estomagos confortados, parámos, sorrimos, e acenámos-lhe novamente. Vimos que fez um grande esforço para ver quem éramos, mas abriu imediatamente a porta sorrindo para nós com um lindo e doce sorriso.
Eu disse-lhe então: Como vai a senhora? Ao que ela respondeu: «Mal, muito mal. Estou muito doente e muito fraca. A médica disse-me que a minha coluna está a partir-se em duas, veja lá! E, virando as costas para mim disse-me ainda: «A senhora ponha a sua mão aqui nas minhas costas e veja como estou.» Eu enfiei a minha mão por baixo do velhinho roupão, muito gasto e debotado, e logo tacteei uma "crista óssea" alta e fina, na região dorsal que fazia impressão tocar.
Falou-me então do seu dia - a - dia, de como era triste viver assim doente e só, á espera que a morte chegue um dia destes e a leve para descansar.
Eu e o Gil ouvimo-la com toda atenção e ficámos deveras compadecidos. Ela disse que não tem família e que queriam que ela fosse para um lar, mas ela não quer deixar a sua casinha, o seu cantinho, e que por ali tenciona ficar até Deus querer.
Procurei dirigir-lhe algumas palavras de carinho e de encorajamento, mas concluí que não tinha muito mais para lhe dizer.
Perguntei-lhe quantos anos tinha e ela disse que já não sabia quantos eram. Olhando-a, vê-se que serão já muitos, muitos mesmo, talvez uns 95 ou 96.
Despedimo-nos dela abraçando-a, beijando-a, e desejando-lhe as melhoras .
Com um sorriso bonito naquele rosto pequenino e magro ( como de criança) ficou a seguir-nos com o olhar, acenando-nos com a mão até o Fiat Punto desaparecer lá ao fundo.
Pensei: Será que a voltarei a ver? Só Deus sabe. Mas eu gostava, gostava muito.

Parabéns! Maninha Esperança


Esperança

Minha linda e doce maninha:
Faz hoje 72 anos que a nossa mãe querida, recebeu nos seus braços, vinda de Deus, uma linda menina. Eras tu.
Sei que nasceste linda, foste sempre linda, e hoje és cada dia mais linda!
És uma pessoa maravilhosa, és uma alma rara! Em bondade, em alegria, em esperança, em capacidade de amar e perdoar, em amor, sublime amor, para com o Deus-Eterno-Criador, que os nossos queridos pais nos ensinaram a adorar, a respeitar e a reverenciar.
És a nossa "mana mais velha!"
Sempre preocupada connosco, os "mais novos!"
Tu sabes o quanto te amamos, o quanto te queremos bem...
Neste dia lindo do teu aniversário, estamos todos muito felizes, por ti.
Olhamos para o céu, e com um sorriso, e um coração totalmente agradecido, louvamos e bendizemos a Deus por ti, por a tua vida.
Que Ele te abençoe e te guarde e faça resplandecer o seu rosto sobre ti, e te conceda a sua Paz, e muitos, muitos mais anos de vida.
Daqui a pouco já te abraçarei, se Deus quiser.
Até já.