sábado, 31 de julho de 2010

Partiu o actor António Feio


O actor António Feio.

O actor António Feio que fazia teatro desde menino, partiu aos 55 anos, depois de lutar com um cancro do pâncreas durante cerca de doze meses.

Deixou-nos o seguinte recado:

-"Se há uma coisa que eu costumo dizer é: Aproveitem a vida e ajudem-se uns aos outros; apreciem cada momento, agradeçam, e não deixem nada por dizer, nada por fazer."

Os seus amigos dizem que gostava muito de viver.

Entristeceu-me saber que não acreditava em Deus.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

"Tens que me contrariar!"


Imagem da net.

Já alguém lhe pediu para o contrariar?
Sou levada a crer que não.
Muito pelo contrário! É bem provável que já o tenham ameaçado:
"Olha que tu não me contraries!"

Pois bem, a minha irmã Teresa, mais nova do que eu, anteontem disse-me:
«Porque é que não me contrariáste? Tens que me contrariar!»

Eu explico:
Nas obras de reparação da casa da aldeia, decidimos também renovar o jardim e algumas plantas. Fomos ao viveiro e dirigimo-nos para o local onde estão os sacos de terra - composto orgânico - e a minha irmã perguntou-me quantos sacos de 50 quilos seriam necessários; eu, que sou muito boa em calculos, respondi-lhe: Uns quatro ou cinco. Ela, que é extremamente poupada e especialista em conseguir preços mais baixos (ao contrário de mim, que sou incapaz de discutir um preço) atalhou logo: «Ah! isso é muito! Eu acho que dois sacos chegam.» Eu, não a quis contrariar e disse que estava bem, que levássemos dois sacos.
Quando fomos colocar a terra no novo canteiro (alegrete) concluímos que era insuficiente. Ela virando-se para mim disse-me: «Tu é que estavas certa! Eram precisos mesmo uns quatro ou cinco.» E atalhou, quase como que implorando: «Porque é que não me contrariáste? Tens que me contrariar!»
Não é espantoso?
Bom, se eu já tinha muita consideração por ela...passei a ter ainda mais!
A sua atitude, para mim, revelou uma grande humildade..

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Um poema como presente


O sr. Helder serrando a nespereira.

Ás vezes, a forma como Deus actua para connosco, chega a ser engraçada, faz-nos sorrir. Gosto de pensar que Ele é um Deus bem disposto, sorridente e bem humorado.
Pude constatar isso num dia da semana passada.
Há alguns meses que pensámos fazer obras de reparação na casa da aldeia. Lá, há a tradição de pelo S. João (S. João Degolado) - S. João Baptista - toda a gente "caiar" - hoje, pintar...as casas, todos os muros e paredes que dão para a rua.
Se alguém não caiar...já é censurado.
Mas nós, não era tão somente para "na terra onde viveres faz como vires fazer", mas é por que havia a nítida necessidade de obras.
Eu fiquei encarregada de contactar o Sr. Coelho, o pedreiro que fez as últimas obras lá. Porém, por qualquer coisa estranha, eu esquecía-me sempre. O tempo foi passando, passando e nada, eu não falei com o sr. Coelho. Quando tentei telefonar ninguém atendia. Eu até já não me sentia muito bem perante os meus irmãos.
De salientar aqui, que o dito sr. Coelho, não era nada perfeito naquilo que fazia; deixava muito a desejar. Mas como já tinha feito as obras da outra vez...
Pois bem, na semana passada quando chegámos á casa da aldeia (vamos lá uma vez por semana) estava mesmo junto á nossa porta a pessoa que precisávamos!
Não o conhecía-mos, nunca o tínhamos visto, mas era mesmo a pessoa que Deus tinha escolhido para nos fazer as obras.
Era pedreiro e estava a concluir a reparação da casa pegada á nossa.
Despertou-nos a atenção a perfeição do trabalho. Estava impecável.
Enquanto eu estava lá atrás, no pátio, a minha irmã meteu conversa com ele pondo-lhe da hipótese de ele nos fazer as obras.
Em pouco tempo estava combinado.
Três dias depois já as estava a iniciar.
Trata-se do Sr. Helder. Um homem na casa dos quarenta anos, magrinho, estreitinho, carinha pequena, mas uma pessoa linda, excepcional mesmo.
Trabalhador até dizer "baste... aguenta o sol nos seus 39, 40 graus..."perfeito no que faz, com ideias, sugestões e pareceres muito interessantes. Simpático e honesto.
Disse-nos que quando fez a quarta classe queria muito continuar a estudar, mas como tantos...os seus pais precisaram dele para trabalhar. Desde os 11 anos que trabalha na construção cívil, muito tempo como empregado, há alguns anos por conta própria. Sábado passado, quando trabalhava, recebeu um telefonema da mãe que estava a sentir-se mal; parou tudo e correu com ela para o hospital, Felizmente não foi nada de grave, apenas por ter andado ao sol.
Anteontem, reparei que o nosso poeta da aldeia, o Chico da Carreira, que já aqui apresentei, foi ter com ele lá á minha casa, Vi que estiveram a conversar algum tempo e que o poeta lhe apresentava um papel escrito, grande, que ele ouviu ler com muita atenção.
Daí a pouco o sr. Helder disse-nos que teria de sair um pouco mais cedo pois teria que ir a Sintra, ultimar a prenda que o filho de seis anos - Mário - iria oferecer á avó, nesse dia em que se celebrava o dia dos avós.
Não é que o sr. Helder, pediu ao poeta para lhe compôr um poema dedicado á sua mãe, para o filho Mário oferecer á avó como prenda no dia dos avós?
Foi então a Sintra procurar uma moldura, um quadro, no seu dizer, para o poema.
Achei tão lindo!
O sr. Helder, pedreiro, trabalhador da construção cívil a vida toda...com esta fina sensibilidade de querer que o seu filho de seis anos oferecesse um poema á avó!
Felicitei-o e dei-lhe os meus parabéns.
No dia seguinte perguntei-lhe se a sua mãe tinha gostado da prenda; ele sorrindo feliz, disse que sim, que ela gostou muito.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Cruezas da vida das crianças


Imagem da net.

O menino de dez anos, estava no passeio junto da porta da casa de uma familiar, onde fora passar o fim de semana.
Reparou num carro estacionado do outro lado da rua. Olhou para o homem sentado ao volante e reconheceu-o. Hesitou por um breve momento e atravessou a rua em passos lentos, como o coração a bater mais apressadamente.
Ao chegar junto do carro esboçou um sorriso tímido e disse: «Olá!»
O homem, um tanto incomodado perguntou-lhe: " O que é que queres, puto?"
O menino, olhando-o nos olhos, disse; «Eu sou o teu filho ...e disse o nome.
O homem com a maior das cruezas respondeu-lhe: "Estás diferente. Já não te via há tanto tempo que não te conheci."
Nada de importante aconteceu. O menino com os olhos presos ao chão, atravessou lentamente a rua e entrou em casa.

terça-feira, 27 de julho de 2010

O SONHO dela realizou-se


Imagem da net.

Ela tinha um SONHO.
O SONHO MAIOR!

Realizou-se como que por milagre.

«Estou feliz!» Disse-me ela há pouco ao telefone, no seu timbre cristalino de voz infantil.

Sugeri-lhe: Agradece! Agradece! Agradece!

Eu, por toda a vida, não me cansarei de o fazer.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Cada um é para o que nasce...



Oiço dizer esta frase desde criança. Não faço ideia de quem a inventou e porque a inventou.
Quem quer que fosse...referia-se ao ser humano, creio eu.
Acho porém, que ela é aplicável também a outros seres vivos, como por exemplo a esta plantinha da família dos malmequeres, que dá estas lindas e graciosas florinhas bramcas.
Reparem bem onde ela foi nascer!
Num passeio de uma rua do Borel - Amadora.
Sòzinhita, entre duas pedras - britas... longe de todas as suas irmãs, das suas primas, e das suas amigas.
Trazida pelo vento, a sementinha casualmente ali caiu, ali germinou, ali cresceu, ali floriu, e ali está devagarinho... a secar, a amarelecer, a viver os seus últimos dias de verão.
Ah! mas vou estar atenta no próximo Outubro! Quando as primeiras chuvas caírem, sei que vai re-inicar-se o ciclo de vida e, quase que tenho a certeza que não nascerá apenas uma plantinha mas decerto muitas, que resultarão de todas aquelas sementinhas que a par- e -passo se vão desprendendo da flor e caindo na terra, nos intervalinhos de diversas pedras-britas.

domingo, 25 de julho de 2010

Porque hoje é Domingo (112)


Igreja Baptista das Boas Novas - Amadora -
Quinteto vocal Da Igreja Baptista da Marinha Grande
.

Eu, Paulo, sou servo de Jesus Cristo e fui chamado para ser apóstolo, escolhido para anunciar o evangelho de Deus.
Esta boa nova já Deus a tinha prometido na Sagrada Escritura por meio dos seus profetas. Ela diz respeito ao seu Filho, nosso senhor Jesus Cristo.
Pelo nascimento, ele era descendente de David, mas pelo Espírito que santifica foi manifestado como Filho de Deus com poder, pela ressurreição dos mortos. Foi por meio dele que recebi o privilégio de ser apóstolo, para levar as pessoas de todas as nações á obediência da fé, por amor do seu nome.
É no mundo dos que foram chamados a peretencer a Cristo que os irmãos também se encontram. A todos, pois, os que em Roma são amados de Deus e chamados a ser santos, que Deus nosso Pai e Jesus Cristo nosso Senhor vos dêem graça e paz.

Antes de mais, dou graças ao meu Deus por meio de Jesus Cristo. Dou graças por todos vós, porque em toda a parte se fala da vossa fé. Deus sabe como é verdade o que digo - aquele Deus a quem sirvo de todo o coração ao anunciar a boa nova a respeito de seu filho. Ele é testemunha de como sempre vos recordo nas minhas orações. Peço a Deus que, pela sua vontade, me dê um dia a oportunidade de ir até junto de vós. De facto tenho imenso desejo de vos ir visitar para vos transmitir algum dom espíritual, de modo que se tornem mais firmes na fé. Desejo que nos animemos uns aos outros: eu pela vossa fé e vós pela minha.
Meus irmãos, quero que fiquem a saber que muitas vezes fiz os meus planos para vos ir visitar, mas até agora não me foi possível. Desejava que isso também vos levasse algum proveito, tal como tem acontecido com outros povos. É meu dever ir até junto de todos, civilizados ou não-civilizados, sábios ou ignorantes. Daí, o meu grande desejo de anunciar o evangelho também a vós em Roma.
Não me envergonho do evangelho. Ele é o poder de Deus para salvar todos os que crêem, primeiro os judeus e também os não judeus. Nele se revela a justiça de Deus por meio da fé. Como está escrito: Aquele que é justo pela fé viverá.
(Ep. de S. Paulo aos Romanos cap.1 :1 a 17)