Foto em: http://scrapbyde.blogspot.com/Hoje, conversando via telefone com a maninha Esperança, ela referiu-se a um comentário deixado no meu blogue por um novo leitor de apelido Possadágua.
Eu disse-lhe: Olha, gosto do nome Possadágua! Acho muito bonito! Os que me conhecem mais de perto sabem o quanto eu aprecio a água, a chuva, os ribeiros, os rios, o mar, etc.etc. De imediato, ela, que leva três anos á minha frente, suspirou e disse: "Ai Viviana! Que saudades das poças de água da nossa infância! Lembras-te de como nós, com os pés descalços, não perdíamos a oportunidade de atravessar as poças fazendo salpicar a água para tudo quanto era lado! Ás vezes, aí, era mais o nosso irmão, que leva três anos atrás de mim, que vinha de lá a correr e dava um salto para dentro da poça divertindo-se imenso a nos molhar-nos! Lembro-me de andar á chuva com a água a escorrer pelas tranças que caíam sobre as costas...
Estávamos nós nesta nostalgia das poças de água, quando a maninha Esperança disse: "Há quanto tempo eu não vejo uma poça de água!" Ela mora há mais de quarenta anos no centro da cidade de Lisboa. Eu disse-lhe: Olha, eu por aqui como há campo, bosques e matas e a minha querida Ribeira das Jardas...vejo poças com frequência, só que já não meto os pés descalços dentro delas! Consolo-me em vê-las, em olhá-las.
Pois é, disse eu, aí em Lisboa impermeabilizaram de tal maneira o chão que não há mesmo hipóptese de haver poças de água.Foi quando ela disse: "É isso, construiram a cidade de tal maneira, que o que há são inundações que transformam as ruas em rios...mal chove um pouco demais.
É verdade, disse eu. Não era melhor haver "bocadinhos" de chão de terra, onde se formassem as poças, iguais ás da nossa infância?