segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Ainda...as mães


Não parece mesmo uma árvore, esta mãe minha amiga?

Uma mãe é uma árvore grande
que te oferece todos os frutos...
e por mais que lhe peças
encontrarás sempre algum.
Oferece-te os frutos, as flores, as folhas;
por ti despoja-se de tudo
até ficar sem ramos, se preciso for.
Uma mãe é como uma árvore grande...

Uma mãe é como o mar;
não há tesouros
que ela não encerre;
a ternura dela é como as ondas
que embalam e beijam,
sem nunca parar.
Não há ferida, por mais profunda,
que possa fazê-la sangrar.
Uma mãe é como o mar...

Uma mãe é este mistério:
tudo compreende e perdoa,
tudo sofre e tudo doa.

(F. Pastonchi)

domingo, 30 de outubro de 2011

Porque hoje é Domingo (176)


Igreja Baptista das Boas Novas na Amadora

«Tu sabes o meu assentar e o meu levantar; de longe entendes o meu pensamento.

Cercas o meu andar, e o meu deitar; e conheces todos os meus caminhos.

Não havendo ainda palavra alguma na minha língua, eis que logo, ó SENHOR, tudo conheces.

Tu me cercaste por detrás e por diante, e puseste sobre mim a tua mão.

Tal ciência é para mim maravilhosíssima; tão alta que não a posso atingir.

Para onde me irei do teu espírito, ou para onde fugirei da tua face?

Se subir ao céu, lá tu estás; se fizer no inferno a minha cama, eis que tu ali estás também.

Se tomar as asas da alva, se habitar nas extremidades do mar,

Até ali a tua mão me guiará e a tua destra me susterá.

Se disser: Decerto que as trevas me encobrirão; então a noite será luz à roda de mim.

Nem ainda as trevas me encobrem de ti; mas a noite resplandece como o dia; as trevas e a luz são para ti a mesma coisa;

Pois possuíste os meus rins; cobriste-me no ventre de minha mãe.

Eu te louvarei, porque de um modo assombroso, e tão maravilhoso fui feito; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem.

Os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui feito, e entretecido nas profundezas da terra.

Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe; e no teu livro todas estas coisas foram escritas; as quais em continuação foram formadas, quando nem ainda uma delas havia.

E quão preciosos me são, ó Deus, os teus pensamentos! Quão grandes são as somas deles!

Se as contasse, seriam em maior número do que a areia; quando acordo ainda estou contigo.

O Deus, tu matarás decerto o ímpio; apartai-vos portanto de mim, homens de sangue.

Pois falam malvadamente contra ti; e os teus inimigos tomam o teu nome em vão.

Não odeio eu, ó SENHOR, aqueles que te odeiam, e não me aflijo por causa dos que se levantam contra ti?

Odeio-os com ódio perfeito; tenho-os por inimigos.

Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece os meus pensamentos.

E vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno.»

(Livro dos Salmos cap. 139)

sábado, 29 de outubro de 2011

"O CÉU EXISTE MESMO"



Um amigo que leu este livro, sugeriu-me a leitura e emprestou-me o livro, que li em dois dias. Posso dizer, com toda a sinceridade, que o seu conteúdo me tocou e impressionou vivamente. Eu, que cresci com a Bíblia, que tive a benção de nascer num lar genuinamente cristão, onde o pai e a mãe viviam na prática das suas vidas diárias os ensinamentos do Evangelho e os passavam a nós, seus filhos, incentivando-nos a que os vivessemos também. O pai falava-nos do céu, com frequência e escolhia hinos que do céu falavam, para cantarmos no culto doméstico. Naturalmente por isso, lembrei-me muito dele conforme ia lendo este livro muito especial.
Creio que foi dos livros que mais me marcou e, como disse ao Jorge e ao Zé, sinto que depois desta leitura não sou a mesma pessoa que era. Algo mudou em mim.

Passo a apresentá-lo:

O CÉU EXISTE MESMO

Autor: Todd Burpo, Lynn Vincent
Editora: Lua de Papel
Data de lançamento: Junho de 2011

Sinopse:

«A história real do menino que esteve no Céu e trouxe de lá uma mensagem - Colton Burpo tinha quatro anos quando foi operado de urgência. Meses mais tarde, começou a falar daquelas breves horas em que esteve entre a vida e a morte, e da sua extraordinária visita ao céu. O seu relato só agora foi revelado pelos pais. E tornou-se num fenómeno editorial sem precedentes. Foi em 2003 que o pequeno Colton, sentado na sua cadeirinha no banco de trás do carro, começou a falar sobre os anjos que o tinham visitado durante a operação à apendicite aguda... O pai, sacerdote, nem queria acreditar. Estacionou, respirou fundo, e fez algumas perguntas ao filho. E o miúdo respondeu, sem dar muita importância ao assunto. Falou do que viu, dos seus encontros com Deus e com Jesus, das visões que teve durante a cirurgia, da mãe e do pai a rezarem enquanto ele era operado. Foi apenas o início. Colton tinha de facto visitado o céu, e trazia consigo uma importante mensagem para partilhar.»

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

A lição de um REI


O Rei D. Carlos I de Portugal

«E os republicanos acusaram o rei de não se preocupar com os problemas do país!...

Em 1892 o rei D. Carlos doou 20% (!) da sua dotação anual para ajudar o Estado e o País a sair da crise criada pelo rotativismo dos partidos (nada de novo, portanto).
Se calhar foi por isso que, mais tarde, o haviam de matar. Não se pode consentir que alguém dê, num país onde é costume tirar...
o melhor, se calhar, é ter cuidado...»



(http://movimento1128.blogspot.com)

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

"Mau tempo!?" Porquê?


Fonte da Imagem: http://www.ulicafotograficzna.pl

Começa a cair a chuva, que até já vem atrasada, e ouve-se por todo o lado, principalmente nos meios de comunicação social, que "o mau tempo chegou."
Se a chuva vem acompanhada de vento, o que é natural, então já se trata de "o temporal que se abateu sobre." E assim, se fica com mais um tema para juntar á "crise económica" para abrir e encher os telejornais e os debates televisivos.
Quando se esperou tanto por esta chuvinha que tanta falta fazia, reparem que em Bragança já se teve que recorrer a camiões - tanque para fornecer água para uso doméstico, por falta de água na barragem, em vez de a chuva ser recebida com um: Sê bem vinda, chuvinha! Com ar carrancudo diz-se: "O mau tempo chegou".E, se ela se prolonga por alguns dias, o que é óptimo e necessário, dada a sequidão que existia, então diz-se como ouvi ontem: "O mau tempo veio para ficar".
Confesso que na minha forma de olhar e avaliar as coisas, com o máximo de justiça que consigo, baseada no ensino do Evangelho, irrita-me e provoca-me alguma indignação que se veja e analise as coisas por este prisma negativo. Há pouco, entrevistaram algumas pessoas em Bragança acerca "do mau tempo", e, todos com um sorriso de satisfação e tranquilidade dissseram que a chuva era bem vinda e houve até uma senhora que muito contente, disse bem claro: "Esta chuva é um bem precioso." Gostei de ouvir! Ora aí está alguém que sabe ver as coisas e avaliá-las. A mim, garanto-vos que nunca me ouvirão dizer"mau tempo".
O tempo é sempre bom! E nós já devíamos saber que desde que o mundo é mundo, sempre houve tempo de sol, céu azul e calor e tempo de chuva, vento e frio. Como dizia o sábio rei Salomão no seu livro de Eclesiástes - "Há um tempo determinado debaixo do céu para cada coisa." - Agora, que é Outono, é tempo de chuva e vento.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Distância


Florinhas das Azenhas do Mar

Do blogue da minha amiga Fernanda -
http://nanda-fernandarocmsncom.blogspot.com/ -
trouxe estas interessantes e belas palavras da Natércia Freire, que quero aqui partilhar com os amigos:

Distância

Talvez a distância que vai dos homens ás flores seja aquela que vai de Deus aos homens.

Mas a flor é exacta. Cumpre com o homem em perfume, humildade e sofrimento.
E o desmedido homem que qer ser rei, sábio, herói, vidente e santo, como cumpre com Deus?

Natércia Freire
Revista «Bem Viver» nº 10 (1954) p.11
Do blogue http://nanda-fernandarocmsncom.blogspot.com/

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Moisés Valador, foi encontrar-se com o Seu Senhor


O irmão Moisés Valador e eu em 2009.

O meu querido e muito amado amigo e irmão na fé em Cristo Jesus - Moisés Valador - foi encontrar-se com o seu Senhor, a quem ele tanto amava.Estava há bastante tempo preparado e ansioso por partir. Ele disse-me um certo dia, á saída da Casa de Oração: "Irmã Viviana, estou preparado para ir ter com o meu Senhor, estou á espera que Ele me chame a qualquer momento." Teve que esperar alguns meses, internado num Hospital, porém sempre sereno e calmo aguardando pacientemente o toque da trombeta, que acabaria por soar ontem de manhã.
Uma das últimas vezes que foi á Casa de Oração, ao passar junto de mim ao sair, eu acariciei a sua mão que segurava a bengala; já contei aqui o que é que ele fez: parou junto de mim, pegou na minha mão que estava sobre a sua e, sorrindo, sem nada dizer, levou a minha mão ao seu coração. Foi um momento único! Nunca o esquecerei! Este homem de 95 anos, conheceu Deus e com Ele teve uma experiência pessoal há mais de sessenta anos, vivendo feliz e servindo ao Senhor de muitas e variadas formas, inclusivé colaborando em Acampamentos de jovens e outros. Recordo-me tão bem de irmos os dois aos figos, de manhã cedo, numa propriedade de um homem amigo, na Farinha Branca, perto de Montargil. Lembro a alegria com que ele colhia os figos para pôr na mesa do pequeno-almoço, onde eram saboreados com o pão da terra, quentinho, acabado de chegar. Uma das suas tarefas era assar sardinhas para mais de setenta pessoas...ou frango, que ele conseguia que ficasse delicioso Sempre disponível para ajudar, para fazer o que fosse necessário. Ah! esses tempos continuarão na minha memória como algo belo marcante. Este santo homem de Deus, sendo crente há dezenas e dezenas de anos, sempre dizia nas suas orações públicas: "Senhor, ensina-me a orar porque eu não sei."
Já chorei lágrimas de saudade pela separação, pela sua partida, pela sua falta; porém já sorri também e alegrei-me...por esta vida preciosa que o meu Deus permitiu que eu tivesse a benção de conhecer e ser amiga e irmã na fé. Sei que agora ele está bem melhor; está onde ele queria estar, no lar eterno na glória junto do seu Senhor. usufruindo da vida eterna com tudo que ela tem para ofertar a todo aquele que que um dia entendeu e aceitou o imenso e inegualável amor de
Deus revelado por o seu Filho o Senhor Jesus Cristo, lá na cruz do Calvário.
Meu querido irmão Moisés Valador: Irei sentir muitas saudades, eu sei, mas é uma questão de tempo e a gente vê-se. Até lá, lembrar- me-ei de si, sorrindo.