sábado, 4 de fevereiro de 2012

Há laços que me ligam á Ilha de Uto - Finlândia


A sala de aula, vendo-se por cima do quadro negro
as fotos dos meus bisavós.



Os meninos bricam no recreio, na neve.


Assim está a ilha de Uto.

Sou Bengelsdorff de nome, pelo lado da minha mãe, cujo pai nasceu na Ilha de Uto - Finlândia, no final do século XIX. Nunca fui a Uto mas conheço alguma coisa desta ilha, situada no mar Báltico, através da minha amiga Brita, professora da escola local, a quem "conheci" através do blogue da escola- http://utonkoulu.wordpress.com/.
Ao abrir a página, o primeiro site em cima é o da escola.
É preciso clicar licar em :Pienen saaren pienessä koulussa

Mantenho contacto com a minha amiga Brita, através da correspondência electrónica e visito o seu blogue regularmente. e ela o meu.

Hoje, sabendo através das notícias que a Europa sofre uma vaga de frio polar -que por sinal "chegou um bocadinho" a Portugal, fui espreitar o blogue para ver como as coisas estão por lá, onde habitualmente o inverno é extremamente rigoroso, e ao olhar as fotos do último post que tem a data de 3 de Fevereiro, ontem, não pude deixar de me emocionar ao ver as fotografias por cima do quadro negro, precisamente o meu bisavô Frederik e a minha bisavó Ida.
A jovem professora dá uma aula ás crianças loirinhas, descontraídamente sentadas e atentas. Reparei como é bonita e confortável a sala de aulas, naquela escola no meio da neve.
As fotos antigas, por cima do quadro negro, poderiam parecer descontextualizadas no ambiente moderno, e por isso, poderiam optar por tirá-las e guardá-las numa gaveta; mas não, é admirável como as têm por importantes e as valorizam, creio que, como um símbolo de gratidão, para com aqueles que foram os fundadores da escola, há muitos, muitos anos atrás.
Confesso que isso me toca profundamente, deixando-me pensativa, não podendo evitar até que algumas lágrimas escapem dos olhos, tanto mais que o meu filho mais velho, o Pedro, é "igualzinho" em tudo, não só fisicamente, ao meu bisavô Frederik Bengelsdorff, o que quer dizer de uma forma muito clara, que nas minhas veias corre o sangue do meu bisavô.
Se os amigos que por aqui passam quiserem espreitar o blogue da escola da ilha de Uto, poderão confirmar o que eu digo e conhecer um pouco sobre aquele "pedaço de Terra" no mar Báltico. Não entenderão nada do Finlandês mas poderão traduzir para o inglês e caso queiram deixar um comentário a Brita domina bem o inglês

NOTA:

Informo com imensa alegria e muita gratidão, para com o Deus de amor, e gratidão também para com todos os bons amigos que intercederam junto de Deus, por a Clara, que acabei da falar com a Joana, a mãe, que informou que a menina está melhor, embora ainda com febre, mas mais baixa e que já lhe foi tirado o soro e que está a alimentar-se bem e já brinca.
Deverá permanecer no hospital mais alguns dias.
Bem hajam, amigos.
Que Deus vos abençoe e retribua.
Abraço-vos com muita força.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Acham a "osguinha" feia? Eu não!


A "osguinha" a apanhar sol na parede da casa da aldeia.
Clique em cima para ampliar e ver melhor.

A semana passada, estando nós, eu e a minha irmã, na casa da aldeia, ela chamou por mim: "Viviana, anda cá ver uma coisa"! Eu estava no pátio a tresplantar umas flores e fui ter com ela á frente da casa. Ela disse, apontando para a parede branca cheia de sol: "Tu que gostas tanto das osgas olha aquela osguinha bébé que está ali a apanhar sol. Deve ser filha daquela osga gordinha que costuma estar por aqui e que se esconde no telhado."
A osguinha estava quietinha. creio que ainda não sabe o que é o medo pois não fugiu de nós. Observei-a com muita atenção e reparei como era perfeito o seu corpo: A pequenina cauda, tinha um tracinho amarelo, um tracinho preto...em toda ela. Os próprios dedos - 5- tem cinco dedos com uma ventosa na extremidade, que serve para se agarrar ás paredes e árvores, sem cair, esses pequenos dedos tal como a cauda têm também tracinhos amarelos e pretos.
Deu tempo de a observar em pormenor e de conversar com ela.
A certa altura trepou pela parede, devagarinho, e foi para baixo de uma telha (a casa é térrea).
Conheço bem a mãe dela, que anda sempre por ali; geralmente pára e olha-me com curiosidade, seguindo depois o seu caminho. A vizinha do lado, quando a vê diz-me: "Ó menina Viviana olha que osga tão grande a trepar por a sua casa, mate-a"! Eu pergunto-lhe: Porque razão eu a hei-de matar? Ela não me faz mal nenhum e além disso até a acho "bonita", vistosa, perfeita... pelo que tem todo o direito de viver e ser feliz. De salientar que as pessoas da aldeia não simpatizam com as osgas e a tendência natural é matá-las. Mas, apesar disso, ainda se vêm muitas por lá; creio que não existe o perigo de extinção destes "repteizinhos" que têm fama de atacar as pessoas, o que não é verdade. De tanto ouvir dizer isso, quando era criança e ia por um daqueles caminhos com muros de pedras empilhadas, e elas estavam nos orifícios a apanhar sol, eu ia cheia de medo que elas saltassem sobre mim e "deitassem" veneno, que era o que se dizia. Até que percebi que elas não faziam mal a ninguém e aí, deixei de ter medo e passei a simpatizar mais com elas e, agora, posso dizer que gosto das osgas e até convivemos muito bem como amigas.
Acham que elas são feias?
Eu, sinceramente, não acho.
E, alem do mais, basta serem criadas por Deus, para que eu as respeite e admire.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Orem, por favor, por a minha menina


A Clara lembra-me uma rosa-côr - rosa.

Peço a todos os amigos que por aqui passarem que acreditam em Deus e no poder da oração, o favor de orarem por a minha menina - a Clara - a neta mais nova, de apenas 16 meses, que se encontra internada no Hospital com um quadro de febre alta e um diagnóstico de infecção urinária.

Entregámos a Clara ao cuidado de Deus e nEle procuramos descansar.

"Deus é Amor".

Bem hajam.
Irei dando notícias sobre a Clara.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Como foi possível? Ninguém deu por nada?


Casas antigas em Lisboa

Como foi possível que 19 idosos morressem sózinhos nas suas casas, no mês de Janeiro, deste ano, em Portugal, sem que ninguém tenha dado por a sua falta?

14 destes casos aconteceram na cidade de Lisboa, na parte antiga da cidade onde residem muitas pessoas idosas.

O caso que impressionou mais foi o de duas irmãs, uma de 74 e outra de 80 anos, que apareceram mortas em adiantado estado de decomposição. Crê-se que a mais nova tenha morrido primeiro com doença cancerígena, e depois a mais velha, que estava acamada, por falta de assistência da irmã, que cuidava dela.

A PSP (Polícia de Segurança Pública) tornou ontem público, o relatório referente a 2011, onde constam 2872 pessoas encontradas mortas em casa.

Os casos dizem respeito a pessoas com 60 ou mais anos, que morreram em casa sem qualquer tipo de assistência e que foram descobertas pela PSP, muitas vezes em conjunto com outras autoridades.

Eu não posso acreditar que estas pessoas todas ...não tivessem um familiar que soubesse da sua existência e da forma como viviam: Nenhuma tinha filhos? Irmãos? Sobrinhos?
É muito estranho.

E os vizinhos? Onde a solidariedade? Onde o apoio e a ajuda, que seria natural existir?
É tão triste! Tão terrível!
Que mundo e que sociedade é esta?

E os serviços de apoio a idosos, onde estão?
Há dias ouvi uma personalidade importante dizer:

"Um país que não cuida dos seus jovens e dos seus idosos, é um país sem moral".

Creio ser urgente tomar medidas sérias neste sentido. Não pode, não deve, de forma alguma continuar a acontecer.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Surpresa! Deus preparou-me uma linda surpresa!



O meu Deus surpreende-me.Embora, sabendo eu que Ele tem todo o poder e que tudo lhe é possível, Ele, o meu Paizinho amoroso e bom, está sempre a surpreender-me, com as coisas mais belas que esperar se pode.
Eu creio e sinto, que o Seu olhar está sobre mim desde a formação do meu corpo no ventre da minha mãe.Eu sei que a minha mãe e o meu pai me entregaram ao seu cuidado desde daí e durante todo o tempo que viveram. A prova são as bençãos inesperadas e incontáveis que Dele tenho recebido.

Há dias, Ele quis surpreender-me, e sem eu o sonhar sequer, fez acontecer uma coisa lindíssima!
Foi assim:
Quando regressava de fazer fisioterapia, aqui em Mira-Sintra, dirigi-me á Caixa Geral de Depósitos (Banco do estado) para fazer algumas transferências bancárias na caixa multibanco. Quando terminei, entrei na dependência da caixa, e dirigi-me a um pequeno espaço logo a seguir á porta de entrada, onde estão as máquinas de actualização das cadernetas. Coloquei- a caderneta na ranhura e fui informada que tinha 59 parcelas para actualizar. Como não tinha pressa decidi esperar que tudo fosse actualizado. Enquanto esperava, e aqui começa a surpresa, olhei através do vidro para a rua, para apreciar o belo dia de sol que estava. Quando olhei, reparei na presença de uma senhora (de costas parecia uma jovem) com roupa bonita e muito elegante, que estava parada no passeio, de costas para mim, e com um belíssimo bouquet de flores na mão. Pensei: O que fará esta senhora tão bonita com um bouquet tão lindo na mão? De imediato, como se ela tivesse ouvido o meu pensamento, voltou-se para mim e sorriu como que surpreendida, ao mesmo tempo que se encaminhou ao meu encontro. Eu pensei: provávelmente a senhora precisa de alguma informação, pois não a conheço daqui. Ela veio ao meu encontro e eu ao dela e encontrámo-nos dentro do espaço onde eu estava.Com os olhos a brilhar de contentamento ela disse: "Só pode ser a Viviana. É a Viviana. É igual á fotografia. É tão bonita"! Olhando-me o cabelo disse: "Esse cabelo branco, tão lindo"!" Olhou em volta e disse para quem estava ali: "Esta senhora é uma estrela que caiu do céu para me ilumimar".
Colocou-me o bouquet nas mãos e um envelope onde estava escrito: "Para uma pessoa muito especial - a Viviana". E disse-me: "Trouxe-lhe flores. Flores para si".Eu não entendia o que estava a acontecer e disse-lhe serenamente: Mas eu não a conheço.
Ela respondeu: "Nunca nos vimos como é que me há-de conhecer". Aqui, pareceu-me conhecer a voz e, olhando para o envelope que tinha um coração desenhado no remetente, arrisquei: Natália! E ela abraçando-me comovida disse: "Sim, sou a Natália"! Aí, emocionámo-nos as duas e demos um longo, longo abraço, apertado e misturado com uma imensa ternura e emoção. "Tanto que eu esperei por este dia, Viviana! Há quanto tempo"! Também eu, respondi.
Entretanto a caderneta já estava actualizada há que tempos e esperava na ranhura que eu a tirasse, e eu, não me lembrei mais dela. Foi a Natália que disse: "Viviana, a caderneta já está". Se não fosse ela a caderneta ficava lá. Atravessámos a rua e sentámo-nos num banco que está no passeio em frente. Ali, sentadas ao lado uma da outra, olhando-nos, sorrindo felizes e emocionadas, eu disse: É tão linda Natália! Tão elegante! Vestida com tanto gosto...eu não a imaginava assim; pensava que fosse mais gordinha e diferente. Quantos anos tem? "Sessenta", respondeu ela.Não parece,disse eu. Tem um corpo de jovem adolescente e um rosto muito bonito.
Ela agradeceu e diz: "Bonita é a Viviana"!
Ali ficámos um tempo a conversar sobre várias coisas das nossas vidas, mas como ela estava com pressa, pois tinha que ir para junto da mãe idosa, para dela cuidar, ela convidou-me a entrar no carro e levou-me a casa, ali pertinho. Quando chegámos vinha o Jorge a sair para ir ter comigo. Ela assim que o viu saiu logo do carro para ir cumprimentá-lo. Convidei-a a subir mas ela não pôde, estava com pressa. Despedimo-nos ali. num abraço tão bom, tão saboroso, as duas com as lágrimas nos olhos e ela lá partiu acenando com a mão e atirando um beijo.

Eu, não estava bem em mim.Parecia-me viver um encantamento.

Quando olhei pelo vidro para a rua e vi a senhora com o bouquet na mão, pareceu-me uma visão, uma cena irreal. O sentimento do encontro mexeu comigo o dia todo e até vários dias. Esperei que o meu coração acalmasse para escrever aqui sobre o acontecimento. Hoje, sorrio quando revivo o encontro e agradeço ao meu Deus por os presentes e as surpresas lindas que Ele prepara para mim.

Mas quem é a Natália?

Eu conto:
Um dia entrei na farmácia aqui no bairro e por algum motivo que eu já não recordo muito bem, eu disse á Drª Eugénia, a directora clinica, que tem esta farmacia aqui, há trinta e tal anos, e de quem eu sou amiga desde esse tempo do início, eu dissse-lhe que tinha um blogue na internet, não sei a que propósito. Ela quis o endereço e eu dei-lho, claro. Passado algum tempo eu fui á farmácia e uma uma jovem doutora perguntou-me: "A D. Viviana tem um blogue, não tem"? eu disse que sim e e ela respondeu: "Não se importa de me dar o endereço pois a minha mãe reformou-se e gosta de ver blogues bonitos".Dei o endereço e nunca mais pensei no assunto. Passou-me algum tempo e o Jorge foi lá aviar uma receita e a doutora disse: "A minha mãe tem lido o blogue da D. Viviana e ela pede se ela não se importa de lhe dar o número de telefone pois ela queria telefonar-lhe".O Jorge veio a casa saber se eu não me importava de lho dar, e eu disse que não, que até o fazia com gosto. Passou algum tempo e um dia o telefone tocou: Era a Natália. Disse-me palavras tão bonitas acerca do blogue e das minhas postagens, e acerca da minha pessoa, de modo que eu fiquei espantada.Conversámos longamente sobre várias coisas enclusivé sobre a importância da fé em Deus.
Eu disse-lhe que enviava todos os dias um e-mail a um grupo de amigos, com uma mensagem de esperança, de incentivo, de encorajamento e também do testemunho do amor de Cristo. Perguntei-lhe se ela o desejaria receber ao que ela respondeu que sim, que gostaria muito. Desde então, e já lá vai muito tempo...ela recebe e responde muitas vezes ao e-mail. Também telefona e conversamos muito, mas sempre sobre coisas importantes das nossas vidas. Daí, a pouco e pouco nasceu uma smizade muito linda e muito importante, entre nós.
Faltava conhecermo-nos pessoalmente. Parecia difícil e complicado dadas as vidas de cada uma. Aqui, entra o dedinho de Deus...que encontrou uma forma inesquecível de nos conhecermos. Surpreendeu-me! Através deste presente lindo que ele "arranjou e embrulhou" e me fez chegar, eu e a Natália pudemos viver um momento único, um momento bonito que marcou e vai marcar para sempre as nossas vidas.

Nota:

A Natália foi a minha casa, mas como eu não estava ela foi á farmácia ter com a filha e informou-a da minha ausência. Esta dissse-lhe que ao passar de carro, viu-me na Caixa Geral de Depósitos, daí ela estar lá á espera que eu saísse para me abordar.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

E já lá vão 30 anos...


O Zé em primeiro plano, na Madeira.

...que o meu filho mais novo - o Zé - nasceu. O acontecimento teve lugar no dia 29 de Janeiro de 1982, aos meus 41 anos de idade. Bate certo - tenho 71.
Fui abençoada por Deus com a dádiva de 4 filhos, homens. Primeiro o Pedro, que tem 44, depois o Miguel, que tem 43, depois o João, que tem 38 e depois o Zé, que fez ontem 30. Estes filhos são uma benção preciosissima, do Deus de Amor. Todos diferentes, mas todos com características muito especiais. Sei que nenhum deles é capaz de mentir. Essa foi uma das qualidades que recebi dos meus queridos pais e que lhes tentei passar a eles, e resultou.
Quantas alegrias me têm dado! Quanto eu tenho recebido deles em afecto, em cuidado, em respeito, em ternura e em bondade! Sempre a procurarem alegrar-me, a tentar descobrir o que é que eu gosto, sempre a telefonarem e a visitarem-me, sempre que podem.

É bem verdade o que diz a Palavra Sagrada de Deus:

"Os filhos são herança do Senhor; bem-aventurado (muito feliz) aquele que enche deles a sua aljava". (Salmo 127:3)

Ontem e hoje, mal acordei, ainda escuro...elevei a minha gratidão ao Pai de Amor e Bondade, por há 30 anos atrás...me ter entregue nos braços, para eu cuidar e ensinar a viver...o Zé.
Ele aí está: Belo, saudável, bem formado, trabalhador, com uma cultura invejável, bem disposto, mesmo quando vem do trabalho cansado: Vem a assobiar quando sobe as escadas...mesmo ás duas da manhã.Gosta muito de rir e fazer rir, sempre a contar coisas cheias de humor. Que o digam as sobrinhas e os sobrinhos. O Nuno é "fã" do Zé.

Uma vez mais: Parabéns, Zézito. Que continues assim e que Deus te abençoe e conceda uma vida longa e feliz.
Ah! E que te mostre onde está aquela que vai ser a nora que me está a faltar.
Beijos da mãe.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Porque hoje é Domingo(188)



«E sucedeu que, nos dias em que os juízes julgavam, houve uma fome na terra; por isso um homem de Belém de Judá saiu a peregrinar nos campos de Moabe, ele e sua mulher, e seus dois filhos;

E era o nome deste homem Elimeleque, e o de sua mulher Noemi, e os de seus dois filhos Malom e Quiliom, efrateus, de Belém de Judá; e chegaram aos campos de Moabe, e ficaram ali.

E morreu Elimeleque, marido de Noemi; e ficou ela com os seus dois filhos,

Os quais tomaram para si mulheres moabitas; e era o nome de uma Orfa, e o da outra Rute; e ficaram ali quase dez anos.

E morreram também ambos, Malom e Quiliom, ficando assim a mulher desamparada dos seus dois filhos e de seu marido.

Então se levantou ela com as suas noras, e voltou dos campos de Moabe, porquanto na terra de Moabe ouviu que o SENHOR tinha visitado o seu povo, dando-lhe pão.

Por isso saiu do lugar onde estivera, e as suas noras com ela. E, indo elas caminhando, para voltarem para a terra de Judá.

Disse Noemi às suas noras: Ide, voltai cada uma à casa de sua mãe; e o SENHOR use convosco de benevolência, como vós usastes com os falecidos e comigo.

O SENHOR vos dê que acheis descanso cada uma em casa de seu marido. E, beijando-as ela, levantaram a sua voz e choraram.

E disseram-lhe: Certamente voltaremos contigo ao teu povo.

Porém Noemi disse: Voltai, minhas filhas. Por que iríeis comigo? Tenho eu ainda no meu ventre mais filhos, para que vos sejam por maridos?

Voltai, filhas minhas, ide-vos embora, que já mui velha sou para ter marido; ainda quando eu dissesse: Tenho esperança, ou ainda que esta noite tivesse marido e ainda tivesse filhos,

Esperá-los-íeis até que viessem a ser grandes? Deter-vos-íeis por eles, sem tomardes marido? Não, filhas minhas, que mais amargo me é a mim do que a vós mesmas; porquanto a mão do SENHOR se descarregou contra mim.

Então levantaram a sua voz, e tornaram a chorar; e Orfa beijou a sua sogra, porém Rute se apegou a ela.

Por isso disse Noemi: Eis que voltou tua cunhada ao seu povo e aos seus deuses; volta tu também após tua cunhada.

Disse, porém, Rute: Não me instes para que te abandone, e deixe de seguir-te; porque aonde quer que tu fores irei eu, e onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus;

Onde quer que morreres morrerei eu, e ali serei sepultada. Faça-me assim o SENHOR, e outro tanto, se outra coisa que não seja a morte me separar de ti.»
( Livro de Rute cap. 1:1-17)