domingo, 30 de setembro de 2012

Porque hoje é Domingo (218)

                                         Igreja de Odrinhas - Sintra

Salmos 104


Bendize, ó minha alma, ao SENHOR! Senhor  Deus meu, tu és magnificentíssimo; estás vestido de glória e de majestade.
Ele se cobre de luz como de um vestido, estende os céus como uma cortina.
Põe nas águas as vigas das suas câmaras; faz das nuvens o seu carro, anda sobre as asas do vento.
Faz dos seus anjos espíritos, dos seus ministros um fogo abrasador.
Lançou os fundamentos da terra; ela não vacilará em tempo algum.
Tu a cobriste com o abismo, como com um vestido; as águas estavam sobre os montes.
Å tua repreensão fugiram; à voz do teu trovão se apressaram.
Subiram aos montes, desceram aos vales, até ao lugar que para elas fundaste.
Termo lhes puseste, que não ultrapassarão, para que não tornem mais a cobrir a terra.
Tu, que fazes sair as fontes nos vales, as quais correm entre os montes.
Dão de beber a todo o animal do campo; os jumentos monteses matam a sua sede.
Junto delas as aves do céu terão a sua habitação, cantando entre os ramos.
Ele rega os montes desde as suas câmaras; a terra farta-se do fruto das suas obras.
Faz crescer a erva para o gado, e a verdura para o serviço do homem, para fazer sair da terra o pão,
E o vinho que alegra o coração do homem, e o azeite que faz reluzir o seu rosto, e o pão que fortalece o coração do homem.

(Salmo 104:1 a 15)

sábado, 29 de setembro de 2012

A minha pequenina horta deu-me tanto!

Já o disse aqui. Tenho uma pequenina horta á beira da Ribeira das Jardas com uma praiazinha de areia fina, que vai da encosta até á água. Aquela zona da Ribeira é das mais lindas; tem árvores altas de um lado e do outro onde há uma variedade de passarinhos a chilrear e a cantar. O som da água da ribeira, saltitando de pedrinha em pedrinha, oferece uma música suave e bela que nos  acalma, serena e mexe com as fibras sensíveis da nossa alma.  Também a voz do vento e da brisa suave nos aconchega. Sentarmo-nos  na areia á beirinha da água  e usufruir  daquele presente magnífico que a natureza nos dá, é  muito bom...

 
                                         A água limpinha da Ribeira

Um pouco acima há uma lage branca, muito bonita e lavadinha que atravessa  a ribeira de margem a margem e que em tempos de pouca chuva, serve de ponte para passar de um lado para o outro.

Gosto muito da minha hortinha e vou lá com frequência. No verão é preciso regar muitas vezes para as plantinhas crescerem e se desenvolverem. Agora, no Outono, já deixei de regar, pois Deus se encarregou de abrir as torneiras do céu e saciar a sede das plantas que ainda lá estão. Já colhi várias coisas, entre elas o chá de Hortelã pimenta de chocolate que trouxe do Algarve, mais propriamente do Arimbo, na serra algarvia, Trouxe dois pézinhos que se desenvolveram de tal maneira espalhando raízes, que fizeram um canteiro grandinho  que deu um braçado de chá que lavei muito bem debaixo da torneira, sequei á sombra num tabuleiro e  cortei os tronquinhos pequenos e desfolhei as folhinhas, do que resultou um frasco grande cheio de chá de hortelã pimenta de chocolate, que misturo com  chá príncipe, resultando um excelente e saboso chá, que além do mais, é óptimo para o estomago.

Este verão quase não comprei tomates. Os seis pézinhos que plantei produziram tanto...cachos com cinco ou seis frutos. Não imaginava que o sabor fosse tão bom! Muito frescos, com muito sumo e com uma polpa durinha e macia. A côr é de um vermelho muito lindo.

As beringelas - plantei três pézinhos -  também produziram bem. São excelentes.
O feijão verde parecia de seda, de tão macio que era. Saboroso...igualzinho ao que o meu pai plantava na horta . As favas tenrinhas e saborosas.
As cenouras com um sabor muito especial, ainda que mais pequeninas.

Os alhos franceses também tenrinhos e gostosos; deles fiz umas boas sopas para a neta Clara. Os pepinos, o milho, a salsa e a hortelã, também  muito bons.


Resta colher, talvez dentro de quinze ou vinte dias, os amendoins e as batatas doces que ainda estão a crescer e a desenvolver-se. Também os restantes tomates que ainda estão um pouco verdes e algumas beringelas.

Enfim, a minha hortinha deu-me várias coisas muito agradáveis.
Está a ser uma boa experiência, espero poder continuar com a ajuda do meu Deus.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Lindos! "os miminhos" que chegaram pelo correio

O Zé estava de folga e decidimos " ir dar uma volta". O Jorge  ficou a ver o correio e eu e o Zé fomos indo para o carro. Quando o Jorge chegou disse: "Há aqui uma encomenda que vem de Águeda"  Quando eu ouvi Águeda ...disse: Então é para mim, da minha amiga Rosa. E não me enganei...era mesmo. A minha amiga Rosa que é uma simpatia... lembrou-se de me fazer mais uma surpresinha, a juntar a tantas outras; ou chega uma encomenda pelo correio, ou chega ela própria mais o Helder, o marido, que como ela é uma pessoa linda!

Conhecemo-nos através deste espaço, já lá vão quase cinco anos,  logo  no início deste blogue, e desde então, nasceu, cresceu e desenvolveu-se uma bela, linda e sincera amizade, a qual eu não me canso de agradecer ao Senhor meu Deus.

São lindos "os miminhos" que chegaram, se não, vejam:



                                      É uma toalhinha e um saco do pão.
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Só me resta dizer: Obrigado, muito obrigado, querida Rosa e querido Helder.
Oro, para que Senhor Deus a quem nós amamos, adoramos e procuramos servir, abençoe a nossa amizade  e a faça crescer e desenvolver-se muito mais.
Abraços

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Parabéns Nuno, pelos teus nove anos!

                                                 O Nuno

O meu  neto Nuno completou ontem nove anos.
É um menino cheio de vida, cheio de energia, com uma capacidade  enorme de inventar brincadeiras engraçadas, com as quais  se entretem horas e horas seguidas. Ele consegue imaginar e inventar coisas que simplesmente nos deixam espantados. Há dias, aqui em casa, pegou numa cartolina, canetas, régua e esquadro, e fez duma forma, diríamos que perfeita, o projecto de construção de uma casa, onde nada ficou esquecido. Guardámos, como trabalho importante.

Com o nosso gato Teco - um "gatão" enorme - lindo, com uns belíssimos olhos azuis e um farto pêlo cor - de - mel, o Nuno tem uma relação  fantástica. Tem por ele um carinho enorme a ponto de andar com ele ao colo, dormir com ele e, imaginem...dar-lhe beijinhos. Disse-me há dias: "Avó, sabes que para mim o Teco é como um filho". Pediu aos pais para permitirem que o Teco esteja lá em casa  no dia da festa de aniversário, como convidado especial. Os pais, um tanto receosos com o que possa acontecer, como por exemplo, o Teco se assustar e poder fugir saltando o muro do jardim, mesmo assim acederam e o Zé vai levar o gato á festa do Nuno.

"Benfiquista dos quatro costados"...já foi com o padrinho - o Zé - ao estádio do Benfica assistir a vários jogos. O Zé fê-lo sócio logo que nasceu e agora treina numa escola do Benfica em Mem-Martins -Sintra. Está todo contente.

É aluno da Escola Bíblica Dominical da Igreja Baptista do Cacém, onde gosta muito de ir, e estuda violino e canto, no conservatório de Música de Sintra.

Enfim, o Nuno é um menino abençoado por Deus,  é uma dádiva para a família, e, apesar destes tempos complicados e incertos que Portugal, a Europa e o mundo vivem... estamos certos e confiantes de que o Senhor fará da sua vida uma benção.
Parabéns Nuno, muitos Parabéns!
Que Deus te abençoe.
Beijos da avó.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

A bela e preciosa Bíblia que chegou pelo correio


                              
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Faz hoje uma semana, o "carteiro" tocou e subiu ao terceiro piso para entregar á porta...uma encomenda muito especial. Quando olhei o remetente os meus olhos  e o meu rosto iluminaram-se de alegria!
Ela, a minha querida e  muito antiga amiga Palmira, com quem trabalhei no Instituto Maternal há  mais de quarenta anos...e que há muito, muito tempo não via, e a quem, através de uma antiga colega reencontrei...telefonou-me solicitando o meu endereço pois queria enviar-me um presente  para ela tão importante e valiososo, que era a velha e centenária Bíblia que herdara da sua mãe, publicada em 1911, da edição aprovada em 1842 pela raínha Dª Maria II com a consulta do Patriarca Arcebispo eleito de Lisboa.
É uma tradução do Padre António Pereira de Figueiredo.

Tem a seguinte dedicatória  escrita por a minha amiga Palmira:

"Esta Bíblia era da minha querida mãe, que nasceu em 1896 e faleceu em 1986.
Ficou comigo até hoje, dia em que a vou oferecer á minha grande amiga Viviana Regueiras com um beijo de despedida até quando Deus quiser".

Assinado, Palmira, 6/9/2012.

Disse-me pelo telefone que tinha urgência em fazê-la chegar a mim, pois tem 86 anos e queria muito que a Bíblia ficasse em boas mãos.

Comoveu-me e enterneceu-me esta atitude da minha querida amiga Palmira.
Irei estimá-la, preservá-la, valorizá-la e passá-la-ei ao meu filho mais velho quando eu partir, pois sei que ela ficará em boas mãos. Já falei com ele sobre isso e ele está disponível para a receber.

O Jorge esteve hoje a cuidar da lombada que estava solta pois tem todo o aspecto de ter sido muito manuseada. Que bom!
Fiz nela, hoje demanhã, a minha leitura matinal, e para já está na minha mesinha de cabeceira junto da minha Bíblia velhinha que leio há cinquenta anos.
Amanhã, na festa de aniversário dos 9 anos do neto Nuno, irei levá-la e mostrá-la a toda a família. Quero que todos, "do menor ao maior" a possam ter nas mãos e olhá-la e admirá-la para  aprenderem a amar e a valorizar este velho tesouro precioso que me chegou pelo correio.
Obrigado, muito obrigado, minha querida amiga Palmira por este significativo presente.
Um beijo

domingo, 23 de setembro de 2012

Porque hoje é Domingo (217)

                                                     Casa de Oração da Igreja Baptista de Morelena . Foto da Viviana

E em Gibeom apareceu o SENHOR a Salomão de noite em sonhos; e disse-lhe Deus: Pede o que queres que eu te dê. (I livro de Reis cap. 3:5)

E disse Salomão:

  A teu servo, pois, dá um coraçäo entendido para julgar a teu povo, para que prudentemente discirna entre o bem e o mal; porque quem poderia julgar a este teu tão grande povo?   E esta palavra pareceu boa aos olhos do Senhor, de que Salomäo pedisse isso. ( livro de Reis cap.3:9)

  E deu Deus a Salomäo sabedoria, e muitíssimo entendimento, e largueza de coraçäo, como a areia que está na praia do mar.   E era a sabedoria de Salomäo maior do que a sabedoria de todos os do oriente e do que toda a sabedoria dos egípcios.   E era ele ainda mais sábio do que todos os homens, e do que Etã, ezraíta, e Hemã, e Calcol, e Darda, filhos de Maol; e correu o seu nome por todas as naçöes em redor.   E disse três mil provérbios, e foram os seus cánticos mil e cinco.   Também falou das árvores, desde o cedro que está no Líbano até ao hissopo que nasce na parede; também falou dos animais e das aves, e dos répteis e dos peixes.   E vinham de todos os povos a ouvir a sabedoria de Salomäo, e de todos os reis da terra que tinham ouvido da sua sabedoria. ( I livro de Reis cap. 4:29 a 34

sábado, 22 de setembro de 2012

Foi-se o Verão - chegou o Outono

                                                       Imagem da Net.

Sim, o verão despediu-se  ontem...já aí temos o Outono.
Hoje, o dia foi igualzinho, igualzinho, ao descrito pelo poeta no poema abaixo.
Ah! e já agora, acabei de saber pelo meu Metereologista particular - o meu neto Gil -  que amanhã vai chover em Mira-Sintra e arredores.
Venha ela, a bendita chuva! Reparei hoje que a natureza "morre de sede". Tudo tão ressequido...faz dó.
 

Outono

O Outono já chegou - aos arrufos do vento
as folhas num desmaio embalam-se pelo ar...

- vão caindo... caindo... uma a uma em desalento,
e uma a uma, lentamente, vão no chão pousar...

O céu perdeu o azul - vestiu-se de cinzento
e envolveu na neblina a luz baça do luar...
- na alameda onde vou, de momento a momento,
há um gemido de folha a cair e a expirar...

O arvoredo transpira a carícia dos ninhos,
e o vento a cirandar nas curvas das estradas
eleva o folhareu no espaço em redemoínhos...

Há um córrego a levar as folhas secas em bando...
- e a aragem que soluça entre as ramas curvadas,
parece que o arvoredo em coro está chorando!...

(J.G. de Araújo Jorge)