quarta-feira, 7 de maio de 2014

O QUE É O HOMEM?

Fonte da imagem: http://tudehistoria.blogspot.pt/

O  QUE É O HOMEM?

Senhor, nosso Deus!
Grande é a tua glória em toda a terra.
O resplendor da tua  grandeza ilumina o céu.
O teu poder é imenso:
Da boca das criancinhas
suscitaste louvor
para fazer emudecer  os teus adversários.
Eu contemplo o céu, obra das tuas mãos,
a lua e as estrelas no firmamento:
Quão pequeno é o homem!
E, contudo, com ele te importas e o estimas.
Deste-lhe domínio e dignidade;
por um pouco ele não seria como tu.
Fizeste-o senhor sobre as tuas criaturas,
tudo lhe puseste sob os seus pés:
os animais do campo e as aves do do céu,
os peixes do mar e toda a natureza.
Senhor, nosso Deus,
grande e magnífica é a tua glória em toda a terra.

Os homens são como a erva
e a sua beleza é semelhante ás flores do campo.
Seca-se a erva, as flores murcham e caem;
mas a palavra do nosso Deus
permanece para sempre.

(Salmo 8, 1-10;  Livro de Isaías cap. 40, 6-8)

No livro - TU ESTÁS COMIGO


















terça-feira, 6 de maio de 2014

A ultima vontade do escritor Ferreira de Castro

O escritor português Ferreira de  Castro
ÁS ENTIDADES DE LISBOA E SINTRA

Uma carta de Ferreira de Castro

Nunca pedia nada à minha Pátria, nunca pedi  ou jamais recebi qualquer favor ou amparo oficial.
Hoje, porém, faço-lhe uma solicitação, ao mesmo tempo a primeira  e a última; é tal, e morrerei com a esperança  de que  não me será negado. Peço ás entidades de Lisboa e de Sintra, das quais a anuência dependa, peço ás entidades existentes no momento da minha morte ou ás que lhe sucedam, se aquelas  não me derem deferimento, que autorizem a realização da derradeira vontade que expresso aqui.
Tendo escrito a maior parte  da minha obra em Sintra, onde tanto sonhei e trabalhei, eu desejaria ficar ali para sempre, entregue  à protecção da sua poesia inesquecível e da sua beleza inefável. Desejaria ficar sepultado á beira de uma dessas poéticas veredas que dão acesso ao Castelo dos Mouros, sob  as velhas árvores românticas que ali residem e tantas vezes  contemplei com essa ideia no meu espírito. Ficar perto dos homens, meus irmãos, e mais próximo da Lua e das estrelas, minhas amigas,  tendo em frente a terra verde e o mar a perder de vista. - o mar e a terra que tanto amei. ...

.....

... Se me for concedido aquele derradeiro lugar, eu desejaria que o meu caixão ficasse colocado dentro de um quadrilongo de cimento, coberto com placas de granito cimentadas e por cima uma camada de terra onde as ervas rasteiras vivessem livremente. Desejaria também que  não houvesse nenhum atributo fúnebre, nada que recordasse a morte, mas apenas,  ao lado da campa invisível, um bloco de granito cavado em forma de banco onde pudesse descansar quem por ali subisse ao castelo ou andasse, em erradíos passos, comungando com a poesia  de Sintra, como milhares de vezes eu andei. Não pretendia nenhuma inscrição.  Mas se alguma for precisa, como admitiu o dr. Álvaro Salema, ao ler o embrião deste documento, peço que seja limitada ás palavras «escritor Ferreira de Castro»,  discretamente gravadas nas costas do banco. Assim,  não haverá no local qualquer ambiente funerário.

Hoje, vinte e cinco de Fevereiro de mil novecentos e setenta, com intensa emoção estou a escrever e a ver nitidamente aquele banco, a  vê-lo como se ele já estivesse lá. E grandemente me comove a esperança de que os homens do meu país lhe darão realidade.

Lisboa, 25 de Fevereiro de 1970.

  E, foi concedido o seu desejo.




Muitas  vezes me sentei a descansar neste banco, com o meu pensamento no escritor,  quando subia a Serra.
  No livro - IN MEMORIAM  - de Ferreira de Casro

segunda-feira, 5 de maio de 2014

MATERNIDADE - Um poema de Alsácia Fontes Machado (continuação)

A Retrato da Sra. Richard Hoare e seu bebê ((1763)  óleo sobre tela, e mede 132.5 x 101.6 cm.Obra de Joshua Reynolds (1723/1792dicionar legenda

MATERNIDADE

Continuei errante, peregrina,
Na estrada em que seguia
Desde moça e menina,
E fui achar mais tarde,
A flor mais rara
De todas as que o Sol aquece e cria,
De todas as que até então achara.
Aquelas três flores que eu vira outrora
Achavam-se fundidas numa só,~
E a flor erguia agora
As suas folhas verdes dentre o pó.
Sorria para o Sol, sorria para mim,
P´ra o céu e para a Terra,
Como a Bonança.
Ó rara flor, quem és, assim?

Tão poderosa e forte
Que ao pé de ti eu sinta confiança?
 - Sou a que nem a morte
Desespera,
Sou quem move montanhas poderosas,
Quem dentre os cardos  faz brotar as rosas,
E das entranhas do Mal o Bem espera,
Quem não desiste de amansar a fera,
Quem nas tuas mãos frágeis pode pôr
O poder de revolver o mar profundo,
Quem converte em gigante uma criança.
Dos homens sou  o guia e sou o pão,
Sou filha da  Saudade  e do amor,
Brotei do aroma da Desilusão,
Sou a força do Mundo,
-Sou a Esperança.

E a Esperança ficou dentro do mundo,
No coração da Terra,
Vi-a crescer maravilhosamente.
E foi de vale em vale,
De serra em serra,
A derramar o frescor no coração da gente,
A combater a Fome, a combater a Guerra.
E foi riso e foi Sol, foi  Alegria,
Foi a luz do luar, a luz do Dia,

Foi um beijo de amor e foi miragem,
Como um fanal no nosso peito a arder.
E foi crescendo, crescendo,
Até se tornar em Mulher,
Tal qual a nossa imagem.
E assim, 
Por um mistério da  Vida
Que a nossa pobre mente não alcança
Nem a história dos homens nos refere,
A Mulher é a Esperança
E a Esperança é a Mulher.

Mulher, em ti,
Encarna-se a  Beleza, o Heroísmo,
Existe em ti
Uma centelha da Eternidade,
Um misto de holocausto e altruísmo,
És a Maternidade!

Teus seios túrgidos, opulentos,
Derramam leite criador.
Teus flancos saudáveis, arquejantes,
Ocultam o mistério da concepção.
Tu darás o leite aos sedentos
E hás-de gerar, primeiro no coração
E depois na matriz,
Uma outra humanidade de gigantes
Mais feliz.
Há-de nascer do teu amor fecundo
E a embalarás nos braços
E com desvelo lhe guiarás os passos 
E lhe encherás o peito desde o fundo
De todas as mais nobres concepções
Que em ti houver,
Porque é a Semente da Mulher
Que há-de salvar o Mundo!

Oh  que  esp´rança, que sonho, que grandeza,
Uma criança que cresce para a  Vida
Entre os  teus braços criadores, Mulher!
E que tarefa enorme, desmedida,
Dar ao  Mundo um homem mais!
Tu podes não ter pão
Para lhe dar,
Tu podes não ter lar
E o teu coração
Despedaçar-se em ais,
Mas tens, decerto, a boca para o beijar
Quando ele salta no teu colo.
E os beijos que lhe dás,
Mesmo com pranto e dor,
Saciam-no de amor
E enchem-no de paz.

Tornam-no mais  formoso
E fazem-no crescer.
Destino glorioso
É o da mãe. Mulher!
E quando o peito dele contra o teu auscultas,
Quando o apertas nos braços, loucamente,
Tu vives duplamente
E sabes porque vives e sabes porque lutas,
Pois é quando tu cumpres
A missão Maternal,
Que tu enches o mundo
E és Mulher total!

Porque foi do Amor sem altruísmo
Que a Desilusão nasceu,
E tudo o que era alegre entristeceu...
Depois foi a Saudade que irrompeu
Num clamor de indómita ansiedade,
E os três geraram a Esperança
No fim da tempestade...

E tu, Mulher, és a Esperança.

Mulher, filha da Esperança,
Mulher, mãe do Amor,
Prepara entre os teus braços,
Na criança,
Um mundo cheio de  Pão, 
De Paz e de Labor
Onde não haja  dor,
Nem a Desilusão;
Só tu podes fazê-lo.
O Mundo pelo qual
A humanidade anseia.
E no teu gesto maternal
Semeia
Uma  Vida melhor!

(Alsácia Fontes Machado)

No livro - APELO

EDIÇÃO DE UM GRUPO DE AMIGOS da AUTORA


Lisboa - 1952

domingo, 4 de maio de 2014

Porque Hoje é Domingo (290)


Depois disto manifestou-se Jesus outra vez aos discípulos junto do mar de Tiberíades; e manifestou-se assim:
Estavam juntos Simão Pedro, e Tomé, chamado Dídimo, e Natanael, que era de Caná da Galiléia, os filhos de Zebedeu, e outros dois dos seus discípulos.
Disse-lhes Simão Pedro: Vou pescar. Dizem-lhe eles: Também nós vamos contigo. Foram, e subiram logo para o barco, e naquela noite nada apanharam.
E, sendo já manhã, Jesus se apresentou na praia, mas os discípulos não conheceram que era Jesus.
Disse-lhes, pois, Jesus: Filhos, tendes alguma coisa de comer? Responderam-lhe: Não.
E ele lhes disse: Lançai a rede para o lado direito do barco, e achareis. Lançaram-na, pois, e já não a podiam tirar, pela multidão dos peixes.
Então aquele discípulo, a quem Jesus amava, disse a Pedro: É o Senhor. E, quando Simão Pedro ouviu que era o Senhor, cingiu-se com a túnica (porque estava nu) e lançou-se ao mar.
E os outros discípulos foram com o barco (porque não estavam distantes da terra senão quase duzentos côvados), levando a rede cheia de peixes.
Logo que desceram para terra, viram ali brasas, e um peixe posto em cima, e pão.
Disse-lhes Jesus: Trazei dos peixes que agora apanhastes.
Simão Pedro subiu e puxou a rede para terra, cheia de cento e cinqüenta e três grandes peixes e, sendo tantos, não se rompeu a rede.
Disse-lhes Jesus: Vinde, comei. E nenhum dos discípulos ousava perguntar-lhe: Quem és tu? sabendo que era o Senhor.
Chegou, pois, Jesus, e tomou o pão, e deu-lhes e, semelhantemente o peixe.
E já era a terceira vez que Jesus se manifestava aos seus discípulos, depois de ter ressuscitado dentre os mortos.

Ev. de S.  João cap.21:1 a 14)

sábado, 3 de maio de 2014

Maternidade - um poema de Alsácia Fontes Machado

 Retrato da Sra. Richard Hoare e seu bebê ((1763)  óleo sobre tela, e mede 132.5 x 101.6 cm.
Obra de Joshua Reynolds (1723/1792

No meio evangélico, o mês de Maio é o mês da Família.
Por esse motivo, decidi, ir publicando neste espaço alguns temas sobre o assunto.
Começarei hoje, apresentando a primeira parte, (o poema é longo) de um belo poema da autoria da poetisa Alsácia Fontes Machado, que se encontra no seu livro - APELO

MATERNIDADE

Quem és, flor rubra, cintilante,
De pétalas de fogo, a palpitar,
Que eu vejo a cada passo,
Na estrada por onde vago
Cheia de cansaço,
Que as aves beijam e que beija o mar?
Quem és? E a flor,
Mais rubra e mais  brilhante,
Sorriu-me, aliciante
E disse: - Olha em redor.
Vê, tudo quanto existe, Dos vermes aos cristais,
Do bosque aos areais,
O dia alacre e a noite escura e triste,

O homem, e o condor,
As pedras e os sóis,
Tudo o que vês, enfim,
Nada se faz sem mim:
 Eu sou o Amor!

Mais adiante, achei,
Dispersas pelo chão,
 As pétalas cinzentas
Duma outra flor desconhecida.
Eram pétalas tristes, maceradas,
Sangrentas,
Desmaiadas,
Da cor das vestes do Senhor dos Passos.
Juntei-as numa mão,
Senti-as a tremer, a soluçar
Entre os meus braços.
Mas quem és tu, então?
Ó desolada flor?
Acaso és a paixão?
Serás a Dor?
E á voz do meu carinho
As pétalas chorosas, soluçantes,
Responderam baixinho:
 Nós somos a flor da solidão,
A que não tem corola nem esteio

A que não tem abrigo nem anseio,
Aquela para quem o céu e o chão
É ressequido e duro,
A que não tem já sonho nem futuro:
- Sou a Desilusão.

E estrada em que eu  seguia sem parar,
Nas leis do meu Destino,
Levou-me a umas ruínas.
As pedras resvalavam devagar,
Por entre cardos riam as boninas
E as sombras dos ciprestes,
Ao luar,
Riscavam nas arestas mais agrestes
Figuras de fantasmas.
Fiquei ali parada,
A meditar.
Tudo ali era estranho e delirante,
Tão perto e tão distante
Que eu estava perturbada...
De súbito notei por entre as pedras
Admirável flor que eu nunca vira.
Tinha cor do poente
Nas tardes outonais,
Que ia das ametistas á safira,
Do róseo das auroras aos corais...
Toquei-lhe levemente.
 - Que intensa claridade
Se desprende de ti!
Não sei quem possas ser
Aqui, na soledade,
Vivendo nas ruínas, esquecida.
Que maravilha vim achar aqui!
 - Escuta e vai dizê-lo  á Humanidade:
 - Sou a Saudade!

Nota:
Continua  na próxima segunda-feira

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Pelos caminhos de Portugal - de Mário Gil

Um belo caminho na Serra de Sintra
Casualmente, ao "dar um jeito", numa prateleira da minha estante de livros pessoais, os meus olhos "bateram numa mão cheia de pequenos livros, que, creio eu, em qualquer momento seleccionei para "passar os olhos".
De entre eles peguei num - Músicas Populares para convívios e passeios - uma edição  do G.B.U. (Grupo Bíblico Universitário) uma organização evangélica que apoia estudantes universitários. Um dia, querendo Deus, falarei mais sobre o G.B.U., pois tem uma história bonita que merece ser divulgada.
Ao folhear o livrinho, de entre as muitas e interessantes músicas nacionais, encontrei uma,- Pelos Caminhos de Portugal - a qual de tão linda, não resisti a publicá-la aqui neste espaço, para "recordar".

Nota: Segundo os autores do livro - Célia Franco - Quim Rogério- Emanuel Machado- Oivind Benestad, a maior parte das músicas populares portuguesas,  foram tiradas do livro RENASCER CANTANDO, V.Nova Gaia 1985.

PELOS CAMINHOS DE PORTUGAL

Refrão:
Pelos caminhos de Portugal
Eu vi tanta coisa linda
Vi um mundo sem igual
Eu vi Estoril,
Eu vi Sintra, eu vi Cascais,
Da Batalha eu fui a Fátima
Onde a fé vive bem mais.
Eu vi Coimbra
Terra de muito aconchego
De Viseu fui pra Lamego,
Cheguei a Vila Real.
Em Trás-os-Montes
Com carinho eu vi Bragança
Terra cheia de amizade
De amor e de esperança.
E vi aldeias
Vi o Parâmio e vi o Zeire
Onde nasceu minha mãe
E uma infância feliz teve.
Estive em Chaves,
Vi o Bom Jesus em Braga,
De Monção fui pelo Minho
Onde a beleza não se acaba.
Fiquei contente
Em Viana do Castelo
E de Póvoa de Varzim
Ao Porto que eu tanto quero.
Meu rico Espinho
Meu rico Aveiro
E depois fui por Figueira da Foz
E de Leiria
Nazaré, Alcobaça,
Fui por Caldas da Raínha
E Santarém logo após
Lá em Peniche
Comi boa caldeirada
Em Sesimbra foi sardinhas
E em Setúbal só uma olhada.
Val de Lobo
Lá no Algarve, Portimão,
Em Tavira e em Faro
Eu deixei meu coração.
Serra da Estrela
Que é tão célebre,
A boa Évora e a linda Portalegre,
Castelo Branco,
Covilhã e já não tarda
A terra do meu pai
A tão querida Guarda.
Tenho que ir
À Madeira e aos Açores
À procura de belezas.
Sei que me falta ver
Muita coisa e boa
Porém, já estou contente
Pois vi o céu, eu vi Lisboa,
Eu vi o céu, eu vi Lisboa.
  (Mário Gil)

Oiça :

Pelos Caminhos de Portugal - Mário Gil por Verdegaio

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Famílias Construídas em Deus

Recebi, via e-mail, este  texto,  que considero muito  importante e actual, e partilho-o aqui com os amigos.

FAMÍLIAS CONSTRUÍDAS EM DEUS

Uma Família construída em Deus . a nossa família

“Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o Senhor não proteger a cidade, em vão vigia a sentinela” 
(Salmo 127: 1)

A visão e o padrão bíblicos da família estão intrinsecamente ligados à esfera espiritual do relacionamento do ser humano com o seu Criador. Toda a abordagem  bíblica da questão familiar é quase sempre feita numa base teológica, onde a relação homem/mulher, dentro do pacto marital, encontra o seu padrão e a sua referência na relação de Deus com o seu povo.
No princípio da criação da raça humana, o primeiro casal não conhecia a experiência de uma vida familiar sem a perfeita comunhão com o seu Criador. Adão e Eva desfrutavam de um relacionamento saudável um com o outro e ambos com Deus,  de quem recebiam orientação para lidar com o resto da criação e sobre a qual eram responsáveis. 
O padrão divino apontava no sentido de que a relação familiar fosse o reflexo humano do modelo divino da relação ontológica e económica (ou funcional) existente entre as três pessoas da Santíssima Trindade.  Não admira, pois, que a instrução a ser dada aos mais novos (especialmente os filhos) fosse da responsabilidade dos pais (Deuteronómio 6: 5-7). 
Tendo em vista este pano de fundo bíblico, percebe-se, claramente, a incongruência da existência de “famílias de descrentes”, onde, às vezes, o ateísmo é orgulhosamente assumido e declarado como sendo uma opção válida. Infelizmente, esta realidade é a prova inegável da presença e da influência do pecado na raça humana. 
A existência de famílias nas quais o Senhor não é reconhecido como soberano e ideal construtor das mesmas, nem está sentado no centro dos corações dos seus componentes, revelam as idiossincrasias  do homem caído, que perdeu as referências da sua origem.
O ideal divino é o de que as famílias humanas constituam ambientes privilegiados de adoração genuína , onde o amor a Deus, sobre todas as coisas, seja a base de todo o processo educacional dos membros do seu agregado, especialmente dos mais novos (Deuteronómio 6: 5-7; Josué 24: 15). 
Famílias construídas no temor do Senhor, onde Cristo assume o protagonismo de ser o convidado mais importante, são uma bênção para a vida da igreja local. Famílias enriquecidas com o amor e a graça de Cristo exercem uma influê
7; Josué 24: 15). 
Famílias construídas no temor do Senhor, onde Cristo assume o protagonismo de ser o convidado mais importante, são uma bênção para a vida da igreja local. Famílias enriquecidas com o amor e a graça de Cristo exercem uma influência positiva, contribuindo para o convívio e o crescimento de todos os congregados. 
Que as nossas famílias reflitam o modelo bíblico que coloca Deus e a sua glória no centro e acima de qualquer outro interesse humano, por mais importante que este seja. Que por meio de vidas quebrantadas e transformadas pelo poder do Espírito Santo, santificadas e nutridas pela viva e infalível Palavra de Deus, as marcas da nossa identidade cristã sejam bem evidentes diante de todos os que construíram as suas famílias fora da tutela divina. Que através de relacionamentos saudáveis, sólidos e redentores, muitos venham a reconhecer que só famílias edificadas por Deus cumprem o padrão idealizado pelo  inventor e arquiteto da vida familiar, único capaz de, com segurança inabalável,  proteger e cuidar de qualquer casa ou cidade.
 Soli Deo Gloria! 

Pastor Samuel Quimputo

Igreja Evangélica Baptista de Sete Rios - Lisboa

27/04/2014)