quarta-feira, 7 de maio de 2014
terça-feira, 6 de maio de 2014
A ultima vontade do escritor Ferreira de Castro
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| O escritor português Ferreira de Castro |
Uma carta de Ferreira de Castro
Nunca pedia nada à minha Pátria, nunca pedi ou jamais recebi qualquer favor ou amparo oficial.
Hoje, porém, faço-lhe uma solicitação, ao mesmo tempo a primeira e a última; é tal, e morrerei com a esperança de que não me será negado. Peço ás entidades de Lisboa e de Sintra, das quais a anuência dependa, peço ás entidades existentes no momento da minha morte ou ás que lhe sucedam, se aquelas não me derem deferimento, que autorizem a realização da derradeira vontade que expresso aqui.
Tendo escrito a maior parte da minha obra em Sintra, onde tanto sonhei e trabalhei, eu desejaria ficar ali para sempre, entregue à protecção da sua poesia inesquecível e da sua beleza inefável. Desejaria ficar sepultado á beira de uma dessas poéticas veredas que dão acesso ao Castelo dos Mouros, sob as velhas árvores românticas que ali residem e tantas vezes contemplei com essa ideia no meu espírito. Ficar perto dos homens, meus irmãos, e mais próximo da Lua e das estrelas, minhas amigas, tendo em frente a terra verde e o mar a perder de vista. - o mar e a terra que tanto amei. ...
.....
... Se me for concedido aquele derradeiro lugar, eu desejaria que o meu caixão ficasse colocado dentro de um quadrilongo de cimento, coberto com placas de granito cimentadas e por cima uma camada de terra onde as ervas rasteiras vivessem livremente. Desejaria também que não houvesse nenhum atributo fúnebre, nada que recordasse a morte, mas apenas, ao lado da campa invisível, um bloco de granito cavado em forma de banco onde pudesse descansar quem por ali subisse ao castelo ou andasse, em erradíos passos, comungando com a poesia de Sintra, como milhares de vezes eu andei. Não pretendia nenhuma inscrição. Mas se alguma for precisa, como admitiu o dr. Álvaro Salema, ao ler o embrião deste documento, peço que seja limitada ás palavras «escritor Ferreira de Castro», discretamente gravadas nas costas do banco. Assim, não haverá no local qualquer ambiente funerário.
Hoje, vinte e cinco de Fevereiro de mil novecentos e setenta, com intensa emoção estou a escrever e a ver nitidamente aquele banco, a vê-lo como se ele já estivesse lá. E grandemente me comove a esperança de que os homens do meu país lhe darão realidade.
Lisboa, 25 de Fevereiro de 1970.
E, foi concedido o seu desejo.
| Muitas vezes me sentei a descansar neste banco, com o meu pensamento no escritor, quando subia a Serra. |
No livro - IN MEMORIAM - de Ferreira de Casro
segunda-feira, 5 de maio de 2014
MATERNIDADE - Um poema de Alsácia Fontes Machado (continuação)
domingo, 4 de maio de 2014
Porque Hoje é Domingo (290)
Depois disto manifestou-se Jesus outra vez aos discípulos junto do mar de Tiberíades; e manifestou-se assim:
Estavam juntos Simão Pedro, e Tomé, chamado Dídimo, e Natanael, que era de Caná da Galiléia, os filhos de Zebedeu, e outros dois dos seus discípulos.
Disse-lhes Simão Pedro: Vou pescar. Dizem-lhe eles: Também nós vamos contigo. Foram, e subiram logo para o barco, e naquela noite nada apanharam.
E, sendo já manhã, Jesus se apresentou na praia, mas os discípulos não conheceram que era Jesus.
Disse-lhes, pois, Jesus: Filhos, tendes alguma coisa de comer? Responderam-lhe: Não.
E ele lhes disse: Lançai a rede para o lado direito do barco, e achareis. Lançaram-na, pois, e já não a podiam tirar, pela multidão dos peixes.
Então aquele discípulo, a quem Jesus amava, disse a Pedro: É o Senhor. E, quando Simão Pedro ouviu que era o Senhor, cingiu-se com a túnica (porque estava nu) e lançou-se ao mar.
E os outros discípulos foram com o barco (porque não estavam distantes da terra senão quase duzentos côvados), levando a rede cheia de peixes.
Logo que desceram para terra, viram ali brasas, e um peixe posto em cima, e pão.
Disse-lhes Jesus: Trazei dos peixes que agora apanhastes.
Simão Pedro subiu e puxou a rede para terra, cheia de cento e cinqüenta e três grandes peixes e, sendo tantos, não se rompeu a rede.
Disse-lhes Jesus: Vinde, comei. E nenhum dos discípulos ousava perguntar-lhe: Quem és tu? sabendo que era o Senhor.
Chegou, pois, Jesus, e tomou o pão, e deu-lhes e, semelhantemente o peixe.
E já era a terceira vez que Jesus se manifestava aos seus discípulos, depois de ter ressuscitado dentre os mortos.
Ev. de S. João cap.21:1 a 14)
sábado, 3 de maio de 2014
Maternidade - um poema de Alsácia Fontes Machado
sexta-feira, 2 de maio de 2014
Pelos caminhos de Portugal - de Mário Gil
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| Um belo caminho na Serra de Sintra |
De entre eles peguei num - Músicas Populares para convívios e passeios - uma edição do G.B.U. (Grupo Bíblico Universitário) uma organização evangélica que apoia estudantes universitários. Um dia, querendo Deus, falarei mais sobre o G.B.U., pois tem uma história bonita que merece ser divulgada.
Ao folhear o livrinho, de entre as muitas e interessantes músicas nacionais, encontrei uma,- Pelos Caminhos de Portugal - a qual de tão linda, não resisti a publicá-la aqui neste espaço, para "recordar".
Nota: Segundo os autores do livro - Célia Franco - Quim Rogério- Emanuel Machado- Oivind Benestad, a maior parte das músicas populares portuguesas, foram tiradas do livro RENASCER CANTANDO, V.Nova Gaia 1985.
PELOS CAMINHOS DE PORTUGAL
Refrão:
Pelos caminhos de Portugal
Eu vi tanta coisa linda
Vi um mundo sem igual
Pelos caminhos de Portugal
Eu vi tanta coisa linda
Vi um mundo sem igual
Eu vi Estoril,
Eu vi Sintra, eu vi Cascais,
Da Batalha eu fui a Fátima
Onde a fé vive bem mais.
Eu vi Coimbra
Terra de muito aconchego
De Viseu fui pra Lamego,
Cheguei a Vila Real.
Eu vi Sintra, eu vi Cascais,
Da Batalha eu fui a Fátima
Onde a fé vive bem mais.
Eu vi Coimbra
Terra de muito aconchego
De Viseu fui pra Lamego,
Cheguei a Vila Real.
Em Trás-os-Montes
Com carinho eu vi Bragança
Terra cheia de amizade
De amor e de esperança.
E vi aldeias
Vi o Parâmio e vi o Zeire
Onde nasceu minha mãe
E uma infância feliz teve.
Com carinho eu vi Bragança
Terra cheia de amizade
De amor e de esperança.
E vi aldeias
Vi o Parâmio e vi o Zeire
Onde nasceu minha mãe
E uma infância feliz teve.
Estive em Chaves,
Vi o Bom Jesus em Braga,
De Monção fui pelo Minho
Onde a beleza não se acaba.
Fiquei contente
Em Viana do Castelo
E de Póvoa de Varzim
Ao Porto que eu tanto quero.
Vi o Bom Jesus em Braga,
De Monção fui pelo Minho
Onde a beleza não se acaba.
Fiquei contente
Em Viana do Castelo
E de Póvoa de Varzim
Ao Porto que eu tanto quero.
Meu rico Espinho
Meu rico Aveiro
E depois fui por Figueira da Foz
E de Leiria
Nazaré, Alcobaça,
Fui por Caldas da Raínha
E Santarém logo após
Meu rico Aveiro
E depois fui por Figueira da Foz
E de Leiria
Nazaré, Alcobaça,
Fui por Caldas da Raínha
E Santarém logo após
Lá em Peniche
Comi boa caldeirada
Em Sesimbra foi sardinhas
E em Setúbal só uma olhada.
Val de Lobo
Lá no Algarve, Portimão,
Em Tavira e em Faro
Eu deixei meu coração.
Comi boa caldeirada
Em Sesimbra foi sardinhas
E em Setúbal só uma olhada.
Val de Lobo
Lá no Algarve, Portimão,
Em Tavira e em Faro
Eu deixei meu coração.
Serra da Estrela
Que é tão célebre,
A boa Évora e a linda Portalegre,
Castelo Branco,
Covilhã e já não tarda
A terra do meu pai
A tão querida Guarda.
A boa Évora e a linda Portalegre,
Castelo Branco,
Covilhã e já não tarda
A terra do meu pai
A tão querida Guarda.
Tenho que ir
À Madeira e aos Açores
À procura de belezas.
Sei que me falta ver
Muita coisa e boa
Porém, já estou contente
Pois vi o céu, eu vi Lisboa,
Eu vi o céu, eu vi Lisboa.
À Madeira e aos Açores
À procura de belezas.
Sei que me falta ver
Muita coisa e boa
Porém, já estou contente
Pois vi o céu, eu vi Lisboa,
Eu vi o céu, eu vi Lisboa.
(Mário Gil)
Oiça :
Pelos Caminhos de Portugal - Mário Gil por Verdegaio
quinta-feira, 1 de maio de 2014
Famílias Construídas em Deus
Recebi, via e-mail, este texto, que considero muito importante e actual, e partilho-o aqui com os amigos.
FAMÍLIAS CONSTRUÍDAS EM DEUS
FAMÍLIAS CONSTRUÍDAS EM DEUS
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| Uma Família construída em Deus . a nossa família |
“Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o Senhor não proteger a cidade, em vão vigia a sentinela”
(Salmo 127: 1)
A visão e o padrão bíblicos da família estão intrinsecamente ligados à esfera espiritual do relacionamento do ser humano com o seu Criador. Toda a abordagem bíblica da questão familiar é quase sempre feita numa base teológica, onde a relação homem/mulher, dentro do pacto marital, encontra o seu padrão e a sua referência na relação de Deus com o seu povo.
No princípio da criação da raça humana, o primeiro casal não conhecia a experiência de uma vida familiar sem a perfeita comunhão com o seu Criador. Adão e Eva desfrutavam de um relacionamento saudável um com o outro e ambos com Deus, de quem recebiam orientação para lidar com o resto da criação e sobre a qual eram responsáveis.
O padrão divino apontava no sentido de que a relação familiar fosse o reflexo humano do modelo divino da relação ontológica e económica (ou funcional) existente entre as três pessoas da Santíssima Trindade. Não admira, pois, que a instrução a ser dada aos mais novos (especialmente os filhos) fosse da responsabilidade dos pais (Deuteronómio 6: 5-7).
Tendo em vista este pano de fundo bíblico, percebe-se, claramente, a incongruência da existência de “famílias de descrentes”, onde, às vezes, o ateísmo é orgulhosamente assumido e declarado como sendo uma opção válida. Infelizmente, esta realidade é a prova inegável da presença e da influência do pecado na raça humana.
A existência de famílias nas quais o Senhor não é reconhecido como soberano e ideal construtor das mesmas, nem está sentado no centro dos corações dos seus componentes, revelam as idiossincrasias do homem caído, que perdeu as referências da sua origem.
O ideal divino é o de que as famílias humanas constituam ambientes privilegiados de adoração genuína , onde o amor a Deus, sobre todas as coisas, seja a base de todo o processo educacional dos membros do seu agregado, especialmente dos mais novos (Deuteronómio 6: 5-7; Josué 24: 15).
Famílias construídas no temor do Senhor, onde Cristo assume o protagonismo de ser o convidado mais importante, são uma bênção para a vida da igreja local. Famílias enriquecidas com o amor e a graça de Cristo exercem uma influê
7; Josué 24: 15).
Famílias construídas no temor do Senhor, onde Cristo assume o protagonismo de ser o convidado mais importante, são uma bênção para a vida da igreja local. Famílias enriquecidas com o amor e a graça de Cristo exercem uma influência positiva, contribuindo para o convívio e o crescimento de todos os congregados.
Que as nossas famílias reflitam o modelo bíblico que coloca Deus e a sua glória no centro e acima de qualquer outro interesse humano, por mais importante que este seja. Que por meio de vidas quebrantadas e transformadas pelo poder do Espírito Santo, santificadas e nutridas pela viva e infalível Palavra de Deus, as marcas da nossa identidade cristã sejam bem evidentes diante de todos os que construíram as suas famílias fora da tutela divina. Que através de relacionamentos saudáveis, sólidos e redentores, muitos venham a reconhecer que só famílias edificadas por Deus cumprem o padrão idealizado pelo inventor e arquiteto da vida familiar, único capaz de, com segurança inabalável, proteger e cuidar de qualquer casa ou cidade.
Soli Deo Gloria!
Pastor Samuel Quimputo
Igreja Evangélica Baptista de Sete Rios - Lisboa
27/04/2014)





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