terça-feira, 29 de julho de 2014

HORAS MORTAS - um poema de António Ferreira de Sousa

Fonte da imagem:opiniaoreversa.blogspot.com
HORAS MORTAS

HORAS MORTAS, crepúsculos da vida
Pedaços  d´existência atribulada.
Levadas pelo vento, à desgarrada,
Qual folha pelo Outono sacudida,

Voai! Voai velozes que é perdida
Aquela doce esp´rança já sonhada...
Fugi, numa carreira alucinada,
Deixai-me achar, por fim, uma guarida.

As minhas Horas Mortas são lamentos
Que eu oiço e mais ninguém. Os meus tormentos
Só eu posso sentí-los e sofrê-los...

Ó Tempo! Corre célere a meu lado!
Eu s`tou já velho e fraco, já cansado...
Polvilha- me de neve os meus cabelos!...

   (António Ferreira de Sousa)
          António Madalena

No livro -  Fogos Fátuos - 1943

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Cascata e Terra Colorida de Chamarel - Ilha Maurícia

Cascata e Terra Colorida de Chamarel - Ilha Maurícia. Fonte da imagemhttp://www.noivasdepasserelle.com.br/:
                                     
 Este  maravilhoso livro - oferta do meu filho Joâo - contem belezas extraordinárias..
Dele, seleccionei, A CASCATA E TERRA COLORIDA DE CHAMAREL - ILHA MAURICIA- para partilhar  com os amigos que por aqui passarem.

Altura da cascata: 83m.
Cores da terra: vermelho, castanho, violeta, verde, azul, carmesim e amarelo.
Melhor Altura para visitar: ao nascer do sol.

A terra colorida de Chamarel ou Terres de Coulours de Chamarel é  uma íncrível caracteristíca  geológica  na Ilha Maurícia. É uma área de terreno ondulado com camadas contrastantes de solo colorido. Conhecida localmente como  como "Terra das Sete Cores", as sete tonalidades atingem o auge do seu esplendor ao nascer do Sol. Esta pequena Área não tem qualquer cobertura de vegetação e é um aglomerado exposto de cinza vulcânica, expostos de cinzas vulcânicas e óxido de ferro. Pensa-se que este fenómeno resultou do efeito da erosão sobre a lava consolidada que teria arrefecido de forma desigual e originando uma espécie de paisagem lunar. A cinza é invulgar, pois é construída por elementos que não se misturam. No local, estão á venda amostras de terra colorida em tubos de vidro. Curiosamente, depois das cores estarem todas misturadas no tubo, tornam a separar-se em faixas coloridas distintas passado alguns dias..Existem diversos pontos estratégicos para observar a vizinha  Cascata Chamarel e lançar-se de um elevado penhasco em direcção ao Riviere du capu. É  a cascata mais elevada da Ilha Maurícia. A tera das Sete Cores e a Cascata Chamarel são populares atracções turísticas a cerca de  4Km  a sul da região de Chamarel, no Sudoeste da Ilha. RC.

No livro - 1001 Maravilhas Naturais -Que deveria ver antes de morrer - Michael Bright

domingo, 27 de julho de 2014

Porque Hoje é Domingo (302)


 ADORADORES COM MENTES RENOVADAS

“Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” 
Romanos 12: 1, 

O poder salvador do sangue remidor do Senhor Jesus não só garante 
o perdão dos nossos pecados e a absolvição da pena e da condenação, que pesavam sobre todos nós, mas também estabelece uma base segura da obra santificadora que o Espírito realiza no coração de todos aqueles que são chamados, eficazmente, das trevas para a maravilhosa luz.
A mudança radical operada no centro da personalidade humana (que a Bíblia apelida de “coração”) é, ao mesmo tempo, a união orgânica do crente com Cristo e o início de um processo de transformação interna na vida do primeiro, tendo em vista a redenção final (glorificação) que expurgará todas as réstias da corrupção e da degradação ética e moral causadas pela influência do pecado.
Assim, a nova ética, na vida do crente nascido de novo, deve fundamentar-se  na obra redentora que Cristo realizou na cruz do calvário.
De um modo consciente, os crentes em Jesus devem consagrar as suas vidas (mente, emoções e vontade) como oferta suave, numa atitude de culto que agrada a Deus.
Esta consagração envolve uma predisposição mental, por parte do crente,  para sofrer as necessárias transformações que o Espírito santo terá que realizar, de forma soberana, mas suavemente, no interior do seu ser, conformando-o à imagem daquele que é o padrão de toda a perfeição humana, o Senhor Jesus.
O processo de transformação mental, iniciado no momento da regeneração, envolve, também, uma atitude de participação activa, que implica uma enérgica determinação de rejeição dos padrões deste mundo caído, indiferente às orientações da Palavra divina, e hostil ao próprio Deus.

Exortando os romanos sobre as implicações práticas da fé cristã, Paulo “roga” aos irmãos daquela grande metrópole a não se deixarem dominar pelos modelos reinantes naquela cultura, potencialmente pagã,  incentivando-os a permitir que as suas mentes sejam, constante e continuamente, renovadas pelo poder reparador do Espírito Santo, a fim de que a “metamorfose” realizada no seu interior (mas que também afeta as suas atitudes e acções externas) proporcione a todos um conhecimento prático da vontade revelada de Deus.
O desafio lançado pelo apóstolo Paulo aos romanos (e a todos nós) é o de que, munidos da plena consciência da extraordinária obra salvadora de Deus, executada pelo Filho na cruz, confirmada pela vitória da sua ressurreição e aplicada com poder e graça pelo ministério do Espírito Santo,  vivam (com fé, humildade e gratidão) vidas consagradas que glorifiquem o Senhor, permitindo, reverentemente, que o Espírito santificador tenha livre acesso na acção purificadora da mente.
A verdadeira adoração abre as portas para uma progressiva renovação mental. Por sua vez, uma mente progressivamente renovada pelo Espírito Santo, por acção directa (a voz interior) e/ou por meio do ensino da Palavra revelada, é um “sacrifício” de aroma suave e um veículo de bênçãos para os irmãos no ambiente e no ato de adoração.
Que a transformação espiritual realizada em nós nos leve a uma atitude de constante adoração, consagrando as nossas vidas ao Deus que salva, santifica e abençoa.

Soli Deo Gloria!

Pastor Samuel Quimputo - in -Boletim nº 153 - 27/07/2014

Igreja E. Baptista de Sete Rios - Lisboa

Nota:

Recebi, via e-mail, e por  me parecer muito importante... partilho aqui com os amigos.

sábado, 26 de julho de 2014

POR NOSSA CAUSA


“Aqueles que me odeiam sem causa são mais do que os cabelos da minha cabeça; poderosos são aqueles que procuram destruir-me, que me atacam com mentiras; por isso tenho de restituir o que não extorqui”. (Salmos 69:4

Este é um salmo do rei Davi considerado como messiânico. Trata dos sofrimentos de Davi que prefiguram os sofrimentos de Jesus.

Quando chegamos neste versículo, é como se o Senhor Jesus proferisse suas palavras. É deveras comovente pensar em tantos inimigos que se uniram para causar os sofrimentos no Salvador. E então, encerra o citado versículo com tais palavras: “ tenho de restituir o que não extorqui”.

O pecado do homem roubou de Deus a adoração, a obediência, o serviço e a glória que lhe eram devidos. Além disso, o próprio homem roubou de si mesmo a vida, a paz e a alegria que provém da comunhão com Deus. Cristo veio literalmente restituir aquilo que não roubou:

De lado colocou seus ricos trajes reais
E velou sua divindade  com o manto dos mortais.
Com essas vestes, amor maravilhoso demonstrou,
Ao restaurar ao mundo aquilo que não tomou.

(Comentário Bíblico Popular – W.Macdonald)

Devemos ser gratos ao Senhor Jesus por tanto amor demonstrado, e amá-lo mais e mais de  todo o coração. “Ó Salvador, ao contemplarmos a humilhação porque passaste, de todo estamos admirados, Senhor, a quanto te humilhaste. Louvor a ti, pois nós rendemos, por tanto amor que nos mostraste, com gratidão reconhecendo a humilhação que suportaste”. (HC 545).

Que assim seja

Orlando Arraz Maz

Nota:

Encontrei este  verdadeiro e importante texto, no blogue do querido irmão Pastor Orlando Arraz  Maz -http://arrazmaz.blogspot.pt/  - Pensamentos para um viver feliz - e entendi por útil,  trazê-lo comigo, a fim de o partilhar com os bons amigos que por aqui passam.
Sei que alguns que estão bem longe...apreciarão lê-lo. Não é assim Amélia? Não é assim Néné? não é assim Fernando?

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Meditação - Um poema de António Ferreira de Sousa

Uma paisagem de Cabeceiras de Basto.  Imagem da net.


MEDITAÇÃO

Eu passo longas horas esquecido
No doce contemplação  da natureza,
Tam cheia de caprichos, de  beleza,
E quedo-me, assim, quase adormecido...

         E vejo, em pensamentos, a grandeza
         De tudo quanto Deus há construído:
         - A Terra, o Céu, o Mar embravecido,
         Um Mundo todo cheio de incerteza  - .

O Bem e o Mal, a Sorte e a Desventura,
A Dôr, o Sofrimento e a Amargura,
Têm todos, nesta vida, o seu império...

         Mas, tudo quanto vejo, é quási nada
Do mundo que Deus  fez, - obra talhada
Em moldes todos cheios de mistério...

   (António Ferreira de Sousa - no livro - FOGOS - FÁTUOS)

Nota:

Ontem, o Jorge, meu marido, entrou em casa com um velho e amarelecido livro , na mão, e disse-me:
"Olha, está aqui este livro de um poeta de Cabeceiras de Basto - terra do meu saudoso pai - Trouxe-o para apreciares e ver  se queres publicar algum dos poemas."

Hoje, de manhã cedo, iniciei a sua leitura e gostei do que encontrei.
Não tenho conhecimentos técnicos para me pronunciar sobre o tipo de poesia aqui apresentada, mas ao folheá-lo, gostei...e daí ter decidido oferecer aos amigos que por aqui passam, este interessante poema.

No início do livro encontrei estas palavras do autor:

"Ao publicar «FOGOS FÁTUOS» não alimento a pretensão tôla de valorizar, com ele, a literatura  portuguesa. Outro fim não tenho em vista que não seja o de prestar homenagem à  memoria de pessoas muito queridas, já idas, dispersas no gyro dos tufões, testemunhar a minha  simpatia  a  alguém  a quem muito quero e a minha consideração a alguns amigos a quem dedico  vários sonetos.
   A critica - se o meu livro a merecer - vai adjectivar de piegas as produções que compilei.
   Pouco importa. Senti-as; tanto basta.
Felizes são aqueles que não sentem...

      Cabeceiras de Basto, Abril de 1943.

                O Autor

Segunda nota:

Eu  tinha na altura, 2 anos.
  

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Tentando apanhar a própria sombra

Fonte da imagem: www.mundofotos.net
Muitas pessoas correm atrás da luz, da paz e da alegria. Em parte alguma (da Palavra Sagrada) somos exortados a procurar essas coisas. Se damos entrada a Cristo nos nossos corações, elas virão por si mesmas. Lembro-me de, quando era rapaz, procurar debalde alcançar a minha sombra.Um dia ia  andando com o rosto virado para o sol; olhei em torno por acaso e verifiquei que a minha sombra  me seguia. Quanto mais depressa andava, mais ràpidamente a sombra corria atrás de mim; era-me impossível fugir dela.
Do mesmo modo a paz e a alegria nos seguirão, se voltarmos  o rosto para o Sol da Justiça.

    ( D.L. MOODY - no livro - O Caminho para Deus e como encontrá-lo)

terça-feira, 22 de julho de 2014

Um pensamento de Margarida Carpinteiro

Margarida Carpinteiro - Atriz e escritora portuguesa
"Quando a gente quer muito uma coisa, e essa coisa é digna de nós, e nós dela, essa coisa acontece"

                 (Margarida Carpinteiro)