segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Qual o tamanho do seu passo?

 
 
 Por isso, meu senhor, vai à frente do teu servo,
e eu sigo atrás, devagar, no passo dos rebanhos e das crianças,
até que eu chegue ao meu senhor em Seir".(Gênesis 33:14)
«Quem diria Jacó andando no passo dos rebanhos e das crianças!  

Desde que saíra de casa há vinte longos anos, sua vida fora bastante agitada. Trabalhara arduamente para seu sogro durante quatorze anos em troca de suas duas mulheres, e mais seis anos cuidando do rebanho. Agora é um homem envelhecido, experiente, com uma família numerosa e uma grande riqueza.

Apesar de suas conquistas era um homem cuja consciência o perturbava noite e dia, pois o engano praticado contra o seu irmão o perseguia constantemente. Agora, a caminho de uma reconciliação, lá estava ele tentando aplacar sua ira com a dádiva de rebanhos.

Como muitos de nós somos parecidos com Jacó!  

Envolvemos-nos  profundamente em nossas ocupações, trabalhamos arduamente, frequentamos cursos de aperfeiçoamentos, e o mês se torna pequenino para tanta atividade. E no meio de toda essa correria, deixamos para trás deveres superiores, relacionamentos quebrados, amizades desfeitas que precisam ser consertadas, perdão que precisamos liberar, e dar assim o alívio necessário para nossa consciência. E qual a solução? Diminuir a velocidade de nossos passos, buscar a reconciliação e dar o abraço restaurador.

Jacó levou muito tempo carregando suas culpas, pelo menos longos vinte anos, mas conseguiu o abraço de seu irmão, cujo relato ainda hoje nos emociona:

“Mas Jacó insistiu: Não! Se te agradaste de mim, aceita este presente de minha parte, porque ver a tua face é como contemplar a face de Deus; além disso, tu me recebeste tão bem!” (Gen. 33:10).

Não precisamos levar tanto tempo como levou Jacó. Hoje mesmo devemos buscar a amizade que ficou distante, consertar ou apagar as palavras usadas que magoaram, e seguir em paz com o nosso coração.

Ao findar sua viagem Jacó edificou um altar e o chamou: “El Elohe Israel” O Deus de Israel, seu novo nome.

Quando eu e você andarmos “no passo das crianças”, consertarmos todas as diferenças, aliviados, podemos imitar Jacó, edificando um altar de adoração em nosso coração declarando que Deus é o nosso Deus.»

Que assim seja

Orlando Arraz Maz© - no blogue  -    http://arrazmaz.blogspot.pt/

domingo, 6 de dezembro de 2015

Porque hoje é Domingo (367)


«HUMILHAI-VOS, POIS, DEBAIXO DA POTENTE MÃO DE DEUS, PARA QUE, A SEU TEMPO, VOS EXALTE; LANÇANDO SOBRE ELE TODA A VOSSA ANSIEDADE, PORQUE ELE TEM O CUIDADO DE VÓS..

A ELE,SEJA A GLÓRIA E O PODERIO PARA TODO O SEMPRE!  AMÉM.»

sábado, 5 de dezembro de 2015

"Mãe: As papoilas da California estavam fechadas"


Na imagem, toda a beleza das papoilas da Califórnia,  numa encosta junto ao mar.

Fonte da imagem: https://br.pinterest.com/

Descobri as papoilas da Califórnia  há alguns anos atrás. Em Portugal vêm-se poucas, não sei porquê. Já tentei plantar alguns pés no jardim da casa da aldeia, porém não vingaram
Mas gosto muito delas, creio que pela forma das pétalas  e também pela cor, de um amarelo forte - torrado. Aqui na zona, descobri há dias algumas no meio da relva de um jardim numa estação de serviço, onde habitualmente "metemos gasolina" e onde bebemos uns cafézinhos, num espaço muito luminoso e agradável, onde nos sentimos muito bem.
Quando as vi, corri para elas para as observar e disse para o filho Zé e para o marido que estavam comigo: Olhem,  papoilas da Califórnia! Não resisti, e pedi permissão a duas delas, com um pedido de desculpas... e colhi duas hastezinhas  para colocar numa jarrinha.
Eles repararam nisso.

Dois dias depois, era o dia do meu aniversário. De manhã bem cedo o  meu filho Zé, abriu a porta da nossa casa, vindo da sua casinha - vive independente -  e ao entrar, com um doce sorriso  e um bouquet de florinhas várias na mão, disse olhando-me: "Mãe, as papoilas da Califórnia estavam fechadas". (Estava um cerrado nevoeiro) Ao mesmo tempo que me dizia isto, passava-me para as mãos o bouquet que colhera no caminho. Na outra mão trazia um saquinho de papel com um bolinho   - pekan - que é o meu preferido, e que habitualmente  acompanho com o cafézinho que tomo na estação de serviço. Quer dizer: O meu Zé, levantou-se cedinho e foi de propósito tentar apanhar algumas papoilas da Califórnia e comprar  o meu bolinho preferido, para me alegrar no dia dos meus anos.

Imaginam  como ficou  o meu coraçãozinho?  Ah! estes filhos que Deus me deu! Que bênção!
Daí a momentos bate à porta  o meu filho mais velho - o Pedro - vindo de Rio Maior - a 100 quilómetros daqui -  acompanhado com a filha mais nova - a  Margarida de 9 anos. O Pedro  guarda todos os anos um dia das suas férias para passar o dia aniversário da sua mãe, com ela.
E a menina com a mãe, pediram licença á professora para vir passar o dia com a avó que fazia anos...
A Margarida trazia  nos braços um belíssimo vaso com uma estrela de Natal, vermelha e amarela...

Isto foi só o começo do dia...tantas outras coisas bonitas haveriam ainda de acontecer. Por tudo isso, creio que o dia será inesquecível  para mim.
 Completar 75 anos com toda esta alegria, é sem dúvida uma enorme, uma imensa bênção de Deus.
Assim, vai para Ele a minha eterna gratidão,  a minha sincera adoração e o meu mais completo louvor!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Filhotes de andorinha pousados num salgueiro

Quatro Filhotes de Andorinha, da espécie hirundo rustica L., pousados nos ramos de um salgueiro-chorão, enquanto aguardam pelos progenitores que, em breve, lhes trarão alimento. 
 
  Nota:

Encontrei esta fotografia dos filhotes de andorinha, no blogue do meu amigo  Francisco Clamote -  http://obiologoamador.blogspot.pt/ - de Almada - e achei-a tão linda que decidi trazê-la , com permissão que já tenho, do autor - a fim de partilhá-la aqui com os amigos.
É linda, não é?

Obrigada Francisco.
Continue a fotografar e a apresentar-nos coisas bonitas.
Alegra-nos o coração e os olhos.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Fez ontem 75 anos, que a minha mãe foi mãe pela terceira vez


Ontem, pela bondade divina, vivi um dia muito lindo, muito especial!
Ah! mas recebi tanto amor, tanta ternura, tanto carinho, tanta atenção...
Sorrio, só de me lembrar.
Para mim, posso dizer com toda a convicção, que o dia de ontem se tornará um dia inesquecível.
Completaram-se 75 anos sobre a minha chegada ao mundo. Aconteceu, na Argentina, mais propriamente ena província de Misiones - Oberá. Yerbal Viejo.
A minha querida e saudosa mãe, que já mora no céu há 13 anos, teve então a sua terceira filha,  para a qual, ela e o meu saudoso pai, escolheram o nome de Viviana, dado que eram religiosos e entenderam dar-me o nome do meu onomástico - 2 de Dezembro é o dia de Santa Viviana.
Ontem, o dia foi tão cheio, tão preenchido, que não tive muito tempo para pensar.Porém, quando tudo acalmou, quando os meus queridos que comigo estiveram, foram cada um para as suas casas e só fiquei eu e o Jorge, mais os gatos, o peixinho e o passarinho, no silêncio do meu canto, onde costumo reflectir - gosto muito de reflectir - voltei muito atrás no tempo, e pensei demoradamente, sobre a minha mãe e o meu pai,  naquele dia em que eu nasci. Como já fui mãe cinco vezes, tenho um sentimento muito preciso sobre o que é isso de ser mãe, de receber nos braços uma criança, dádiva,  "temporária" do Deus Criador - Senhor da vida .Então, pude sentir um carinho e um amor imenso pela minha querida mãe e pelo meu querido pai.
Ah! mas quanto foram importantes e fundamentais na minha vida!
Ao mesmo tempo que sorrio ao pensar nisso, uma lágrima de emoção tenta soltar-se dos olhos.

Há algum tempo atrás, encontrei o seguinte pensamento:

"Nós somos a mãe que tivemos"

É bem verdade! Quem conheceu a minha mãe e me conhece, sabe que assim  é. Ultimamente, até na minha aldeia, onde os meus pais viveram por mais de cinquenta anos, ao encontrar diversas pessoas ela exclamam: "Está tão parecida com a sua mãe"!
Fico toda contente, creiam.

Os que estão à minha volta, e os meus amigos e irmãos na fé, sabem como eu gosto e aprecio viver.
Não me canso de agradecer ao Pai por estes 75 anos de vida. Não me canso de cada dia, na minha oração matinal agradecer com todo o meu vigor,  cada dia novo que me oferece para viver.
Creio firmemente, pela Palavra Sagrada, que eu vim a este mundo com uma missão, a qual eu devagarinho vou cumprindo pela misericórdia e bondade do Senhor.
 Já vou na curva do caminho da vida, lá bem adiante; não me é dado saber - nem o pretendo - se falta muito ou falta pouco, deixo isso ao cuidado do Pai. Uma coisa eu sei: Tenha o tempo que tiver para viver ainda, eu quero vivê-lo como até aqui, avançando no caminho com a minha mão na mão do Senhor. Guiada e conduzida por Ele, sei que posso estar tranquila e confiante. Ele é o meu pastor e nada me faltará. 
A minha eterna gratidão,  a minha adoração sincera e o meu louvor permanente, são para o  Deus Eterno - a minha melhor porção na minha caminhada aqui.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Entrámos em Dezembro - o último mês do ano

Fonte da imagem: blog.encontresuaviagem.com.br.

DEZEMBRO

Dezembro era o último mês do ano romano,  que se dividia em dez meses.
Os saxões chamavam-lhe "winter- monath", isto é, mês de Inverno e também "heligh-monath" ou mês santo, dado que o Natal caía neste  mês. O solstício de Inverno ocorre a 22 de Dezembro, quando o sol passa pelo trópico de Capricórnio.

DIAS FESTIVOS

25 de Dezembro - Natal
31 de Dezembro - Noite de fim de ano.

Adágio - Natal verde, cemitério cheio

Cotovia voando - Fonte da imagem: pt.dreamstime.com
... Surge depois o exército de estrelas:
     os vizinhos vales, secos ou húmidos,
ficarão cobertos de belas flores, com a primavera.
E quantas vezes, as musas matinais, hão-de ver
as cotovias levantar voo dos prados  de giestas.
E as teias- de- aranha brilharão entrelaçadas, orvalhadas,
    Quando as margaridas desaparecerem,
o inverno cobrirá  os prados  de neve prateada...

     (R.L. Stevenson )

Texto - no livro - A Alegria de Viver com a Natureza
de Edith Holden

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

FILHOS - PÁGINAS DE UM LIVRO

Os meus filhos Pedro e Miguel cortando a meta abraçados

FILHOS - PÁGINAS DE UM LIVRO

"ENSINA O MENINO NO CAMINHO EM QUE DEVE ANDAR.
E ATÉ  QUANDO FOR VELHO NÂO SE DESVIARÁ DELE".
             (Livro de Provérbios cap.22: 6)
   
Nossos filhos são como livros que não foram concluídos. Escrevemos o prólogo com letras caprichadas e informamos com detalhes como eles vieram  ao mundo. A obra é concluída quando eles partem antes de nós, mas na maioria das vezes é inacabada, pois partiremos antes deles.

Como os livros onde os manuscritos são lidos várias vezes e em seguida cortamos aqui ou acolá, o mesmo não se dá com a página que escrevemos sobre nossos filhos. Não há retoques a fazer, pois elas expressam o que nosso coração sente, e devem dizer exatamente, sem floreios, o que eles são.

Na medida em que escrevemos partilhamos nossos escritos com as pessoas que amamos, e que tem paciência em ler, reler e opinar muitas vezes, e assim melhorarmos o texto. Os manuscritos sobre nossos filhos muitas vezes são compartilhados com pessoas muito próximas, mas não para serem corrigidos ou melhorados, mas para que nosso coração se tranquilize em ouvir suas ponderações, compreenda suas lágrimas ou se regozije pelo que leram.

Não desanimemos em redigir todos os dias os manuscritos, mesmo naqueles dias de sombras, ou mesmo quando nossas mãos tremerem ao escrevê-los. 

Entretanto, a melhor transcrição que podemos fazer no livro de suas vidas é relatar com detalhes sua experiência com Deus, seu dia a dia com Jesus e o amor que nutrem por ele. Sem dúvida estas páginas superam as páginas tristes, alegram o coração de Deus e de todos os que desejam compartilhar tais manuscritos.

Que assim seja
Orlando Arraz Maz©

No blogue -  http://arrazmaz.blogspot.pt/