terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Tanta fartura de água da chuva!

Um campo à beira da estrada, aqui perto, cheíínho de água da chuva. Foto minha.   

Esta imagem  acima, terá cerca de dois ou três anos. Nela se pode ver a "farturinha" de água da chuva, que inundou e encheu aquele espaço  de cultivo. À esquerda, junto das casas, passa a estrada de onde fotografei, onde passo quase todas as semanas quando vou à casa da aldeia. Passei neste local há dois ou três dias e, digo-vos que a imagem deste espaço é bem diferente desta da foto. Sequinha, toda sequinha, a terra e o que que resta nela  de algumas ervas.

Lemos e ouvimos, nos meios de comunicação social, os agricultores e os criadores de gado clamarem desesperadamente por a tão benfaseja e desejada chuva.

Muitos, começam a perguntar porque é que não chove. O que é que está a acontecer?
Sabemos muito bem que os Invernos em Portugal são habitualmente, bem molhados,  com farturinha  de água.

Ainda temos o mês de Abril que, a seu respeito, o povo diz: "Em Abril, águas mil."

Vamos aguardar com calma que Deus mande a preciosa chuva.

Ele nunca  nos faltou com ela!

Mais dia menos dia, ela cairá em abundância. Estou certa.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Palavras de Eugénio de Andrade

Ribeira das Jardas -  Foto pessoal.   

Cantas.  E fica a vida suspensa.
É como se um rio cantasse:
em redor é tudo  teu;
mas quando cessa o teu canto
o silêncio é todo meu.

(Eugénio de Andrade - no livro - Primeiros Poemas)

domingo, 25 de fevereiro de 2018

Porque hoje é Domingo (478)


Ó Deus, é justo que te louvem em Sião
e te sejam pagas as promessas feitas.
Tu escutas as nossas orações
e por isso todos correm para  ti,
reconhecendo os seus pecados.
São muitas as nossas faltas,
mas tu perdoas - nos
Feliz aquele que tu escolheste e atrais
para viver no teu templo, junto de ti.
Sentiremos o prazer da casa, 
e do teu santo templo!

Tu nos respondes, ó Deus, nosso Salvador,
com admiráveis  actos de justiça;
tu pões em segurança  toda a terra
e a imensidão dos mares.
Tu mantens firmes as montanhas
com o teu poder e a oua força.
Tu acalmas o bramido dos mares,
o estrondo das ondas e o tumulto dos povos.
Até os que habitam em terras distantes
tremem perante as tuas maravilhas;
os teus feitos trazem gritos de alegria
de um extremo ao outro da terra.

Tu cuidas da terra, enviando-lhe o orvalho
e torna-la rica e fértil.
Enches a transbordadr os rios caudalosos
e fazes com que a terra produza trigo,
pois foi para isso que  a criaste.
Irrigas os sulcos, regulando a sua altura;
amoleces a terra com chuvas abundantes
e abençoas as suas sementeiras.

A tua  bondade favorece as colheitas!
Por onde quer que vás há abundância.
As pastagens do deserto tornam-se verdejantes
e as colinas revestem-se de riqueza.
Os campos cobrem-se de rebanhos;
e os vales enchem-se de trigais;
todos exclamam e cantam com alegria!

(Salmo 65 - na Bíblia para Todos)

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Ciclames belos!  Foto pessoal.

«Gasta o amor às  mãos cheias!
O amor é o único tesouro
que se multiplica por divisão,
o único dom que aumenta
quanto mais dás:
Oferece amor, deita-o fora,
atira-o aos  quatro ventos,
esvazia os bolsos,
sacode o cesto,
vira o copo
e amanhã terás
muito mais.»
  (Anónimo)

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

A força do coração - Um poema de Edite. C.C. Pereira

Mar  do Magoito - Sintra - Foto pessoal.

A FORÇA DO CORAÇÃO

No fundo do mar sem fim.
quietos, adormecidos, 
estão meus sonhos perdidos 
que ainda esperam por mim.

O tempo que já passou
foi arrastando a ilusão;
e só mesmo o coração
sente que nada mudou.

Se o deixo de comandar
a minha vida,  sozinho, 
ele escolhe o seu caminho
e não me deixa pensar.

Já sei que a vida não é
como eu a sonhei um dia.
Acabou-se a fantasia.
Só o coração tem fé! 

 (Edite C.C. Pereira - no livro - Lágtrimas e sorrisos -   (Maio - 2005)


domingo, 18 de fevereiro de 2018

Porque hoje é Domingo (477)


A parábola do bom samaritano

Um certo doutor da lei, que queria experimentar Jesus, levantou-se e fez-lhe esta pergunta: «Mestre, que devo eu fazer para ter direito à vida eterna?» «Que diz a Escritura acerca disto?», respondeu-lhe. «Como é que  a entendes? E ele disse: «Ama o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda  a  alma, com todas as forças e com todo o entendimento. E ama o teu próximo como a ti mesmo.» Jesus comentou: «Respondeste bem. Faz isso e alcançarás a vida.» Mas o doutor da lei querendo justificar-se tornou a perguntar: «E quem é o meu próximo?» Então Jesus contou o seguinte: «Ia um homem a descer de Jerusalém para Jericó. Caíram sobre eles uns ladrões que lhe roubaram roupa e tudo, espancaram-no e foram-se embora deixando-o quase morto. Por casualidade, descia um sacerdote por aquele caminho. Quando viu o homem passou pelo outro lado. Também por lá passou igualmente um levita que,  ao vê-lo se desviou. Entretanto um samaritano que ia de viagem passou junto dele  e, ao vê-lo, sentiu compaixão. Aproximou-se, tratou-lhe os ferimentos com azeite e vinho e pôs-lhe ligaduras Depois colocou-o em cima do seu jumento, levou-o para uma pensão e tratou dele. No outro dia, deu duas moedas de prata ao dono da pensão e mandou-lhe: "Cuida deste homem, e quando eu voltar pago-te tudo o que gastares  com ele."» Jesus perguntou então ao doutor da lei: «Qual dos três te parece que foi o próximo  do homem assaltado pelos ladrões?» E ele respondeu: » O que teve compaixão dele.» Jesus  concluiu: «Então vai e faz o mesmo.»

   (Ev. de S. Lucas cap.10: 25 a 37 - na Bíblia para Todos)

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

A alegria do re-encontro!

Narciso da Serra - ou Narciso do Barrocal. Foto Francisco Clamote- no blogue - obotanicoaprendiznaterradosesp
antos.blogspot.
 
 Na passada terça-feira,  depois do almoço, demos um "pulinho" à estação de serviço da Carregueira - aqui pertinho - para tomar um cafézinho e passar  os olhos pelos jornais.
O filho Zé, motorista de serviço, quis fazer uma gracinha à mãe e ao pai e toca de ir-mos ali para os lados da Pedra Furada -Sabugo. É uma zona que conheço bastante bem, pois fica a caminho da casa dos meus saudosos pais, ali adiante, na aldeia de Maceira. 
     Com tranquilidade e boa disposição, fomo-nos deixando levar pelo Zé, por alguns lugares um pouco mais recônditos, alguns onde nunca  estivemos, como  é o caso de um pequeno lugar - Vale Figueira - que fica ao fim de uma estrada de terra batida que vai  de  Mafra -Gare até  alguns lugares pouco habitados. A paisagem era deslumbrante, mesmo muito bela e tranquila. Em todo aquele percurso, apenas encontrámos um casal que parecia estar a explorar o sitio. Quando passámos por eles, sorriram para nós e cumprimentaram-nos.
Depois, nada, ninguém...
De repente, numa curva da estrada, avisto umas flores brancas, muito lindas, baloiçando ao vento. Do lado direito, passava, e podia ouvir-se, um ribeiro de águas cristalinas. 
Logo que vi as flores brancas pedi ao Zé para parar, pois estava a acontecer uma agradável e linda surpresa.
Eram narciso brancos!   Em toda a minha vida, só me lembro de uma única vez os ter encontrado, numa encosta de uma serra não muito longe dali. No caminho (a pé) da Pedra Furada para a aldeia de Maceira.  Eu caminhava sozinha, depois de ter descido do comboio que me trouxera de Leiria, onde vivia e trabalhava...para vir  passar uma semana de férias com os meus pais na aldeia.
Ora isto aconteceu na década de sessenta!  Vejam quantos anos faz!  
Eu nunca mais, até esta terça-feira passada, tinha visto os belos e elegantes narcisos brancos. 
 
Não tenho palavras para definir o meu sentir quando me vi, de repente, no meio deles! De um lado e do outro da estrada. Claro que apanhei um raminho!
 
Hoje, ao pesquisar por eles na net, fui encontrá-los no blogue do amigo  Francisco Clamote -
 obotanicoaprendiznaterradosespantos.blogspot.com.
 
Fiquei muito contente, pois foi possível conhecer o seu nome científico e, ainda outras duas espécies de narcisos que eu também gosto muito e  que são:
 
                    Narcissus - calcicola 
                               
Espécie que tenho, plantado, num canteiro de rosas no jardim da aldeia.
 
    
 E ainda...
                               Esta beleza-  Campaínhas - amarelas  - cucos- ou campaínhas dos montes - Narcissus - belbocadium subsp. que abundam aqui pertinho de casa. à beira da Estrada e, que devem estar mesmo por aí " a estalar"! Não resisto a apanhar uns lindos "bouquês", todas as Primaveras.

         
Nota:

Obrigada amigo Francisco pela cedência  das suas fotos.