segunda-feira, 14 de abril de 2008

Aniversário em família


O avô Jorge fez 71 anos no sábado.
Como é costume nestes dias de aniversário, a casa encheu-se de gente e de alegria.
Juntei os quatro filhos, as três noras e os sete netos; os dezasseis que constituem a minha família mais chegada.
O bom Deus deu-me a energia e a saúde necessárias para cozinhar e tratar de todos os preparativos para a festa. (tenho andado com uma crise aguda de artrite)
Foi um dia excelente!
As crianças corriam alegres pela casa, soltando as suas gargalhadas cristalinas e contagiantes, e inventando as brincadeiras mais engraçadas que possamos imaginar…
As três mais velhas (oito e nove anos) ás tantas, vêm perguntar-me se podem usar as minhas “pinturas”, os meus colares, os meus brincos e os meus “enfeites”. Claro que disse que sim, mas, com a condição de deixarem tudo arrumadinho como estava.
Daí a pouco aparecem junto de nós todas“produzidas”… como dizem os nossos irmãos brasileiros.
À hora das refeições, eles comeram primeiro, excepto o Gil que já tem catorze anos e já comeu com os adultos.
À noite, antes de adormecerem, lá veio a história contada por a avó, como acontece desde pequeninos, e que mereceu toda a atenção deles.
Dou muitas graças ao bom Deus pela família linda que Ele me deu. È na verdade uma grande bênção.
Hoje, tenho aqui comigo o Nuno de quatro anos, que dormiu cá porque tem estado com febre e não pode ir para a “escolinha”. Já me interrompeu mais de vinte vezes (mais uma neste momento) por isso tenham em conta a escrita deste texto de hoje. Sejam benevolentes. Certo?

Sem internet.


Todo o dia de domingo sem serviço de Internet.Acho que vou ter que mudar novamente.

sábado, 12 de abril de 2008

Lá longe...muito longe! (Ev. João 14, 1 a 4)


Muito longe…
Para além do sol poente,
Muito longe…
Onde o mar encontra o céu,
Há um lar resplandecente
Que o Senhor me prometeu.

È tão longe
É tão dura a caminhada!...
É tão longe!
E eu sem força para andar.
Vou chegar muito cansada,
Mas quero continuar.

Está tão longe
O meu lugar de repouso!
Está tão longe
E eu triste e abatida,
O esforço é tão penoso!
Mas vou ganhar a corrida.

Pois lá longe,
Quando eu chegar, enfim,
Pois lá longe,
Onde há hinos de louvor,
ALGUEM espera por mim
E me acolhe com amor.

(Edite Costa Carvalho Pereira)


no livro - Lágrimas e Sorrisos

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Márcia Venturini...marcou a minha vida


Há pessoas que o bom Deus coloca no nosso caminho e que acabam por nos marcar profundamente. São como que estrelas reluzentes, que lançam luz e alegria na nossa vida, e com as quais aprendemos coisas muito belas, que nos enriquecem e nos ajudam a perceber melhor, o que na verdade é importante na nossa caminhada aqui.
Quando essas pessoas partem para a eternidade, o desprendimento é muito doloroso e fica em nós um vazio do tamanho do mundo.
Nunca saem da nossa vida. Viverão dentro de nós sempre… creio que por toda a eternidade. E, conforme vamos avançando no nosso caminho, e concomitantemente na nossa idade, temos tendência a lembrá-las mais, e ter ainda muito mais saudades… do que já tínhamos.
Eu estou a viver essa fase da minha vida. Aos 67 anos, tenho tantas e tão belas coisas para recordar! E tantos e tão extraordinários amigos e irmãos que de algum modo fizeram parte e marcaram a minha jornada aqui.
O bom Deus foi pródigo comigo neste aspecto e em muitos outros.
Nestes últimos tempos, vem constantemente á minha memória, uma querida, doce amiga, e irmã... chamada Márcia Venturini, com quem convivi de muito perto e com quem trabalhei para o Senhor.
Aprendi tantas coisas com ela! Coisas que ainda hoje recordo tantas vezes... e que procuro pôr em prática na minha vida.
Há muito cânticos que dela me fazem lembrar. Saliento um: "Eu quero ser Senhor amado, como um vaso nas mãos do Oleiro, quebra a minha vida e faze- a de novo, eu quero ser, eu quero ser, um vaso novo." Nunca o canto, sem me lembrar dela. Ensinou-o num Acampamento da Uinão Feminina Missionária, que eu dirigi em Àgua de Madeiros, e para o qual eu a convidei para apresentar o tema do Acampamento - "Minha vida nas mãos de Deus" -.
Recordo que estávamos reunidas, sentadas debaixo daqueles enormes pinheiros do pinhal de Leiria... quando ela o ensinou. Nessa altura o meu Zè tinha 4 meses, e, como eu era dirigente do Acampamento e estava sempre com responsabilidades, então ela, oferecia-se para me cuidar do bébé. Dava-lhe a papa, o biberão, mudava-lhe as fraldas e adormecia-o. Quando ele estava acordado, e eu estava a apresentar, debaixo dos pinheiros, as minhas palestras, ela lá estava com ele ao colo, muito feliz. e conforme eu falava, o menino, julgando que eu estava a falar para ele... sorria para mim e palrava. Ela divertia-se com isso.
A última vez que a encontrei foi numa esquina de uma rua na Amadora.Ela ia com uma grande mala para o combóio e eu para o trabalho no Centro de Saúde. Claro que ela me perguntou imediatamente pelo Zézinho! Que tinha muitas saudades dele. Disse-lhe que ele estava na Universidade e ela sorriu muito feliz. Perguntei-lhe pelos filhos e ela disse-me que estavam longe, muito longe... e que sentim a casa vazia. Disse-me que eu é que tinha feito bem, ao ter um filho aos 41 anos... ela achava que deveria ter feito o mesmo. porque assim ainda teria um filho em casa e não estariam sózinhos.
Nunca mais a vi. Soube mais tarde que tinha ido para o Brasil por motivos de saúde.
Há uns meses atrás, ao abrir a Revista do Lar Cristão, vejo a sua fotografia numa página e, imediatamente, o meu coração deu um pulo de alegria, julgando que seria uma motícia anunciando a sua vinda a Portugal... e eu poderia voltar a vê-la e abraçá-la! Afinal, era a notícia da sua passagem para a eternidade. Imaginem como eu fiquei! Chorei tanto, tanto... o meu coração ficou destroçado.
Hoje, aqui, quero lembrá-la e falar um pouco sobre ela para que os que me lêm , possam conhecer um pouco desta mulher extraordinária que marcou aminha vida.
Márcia Venturini, nasceu em S. Paulo em 20/11/45.
Aos 9 anos foi baptizada e bem cedo começou a sua preparação frequentando diversas organizações, a fim de dedicar a sua vida á obra do Senhor. Logo que casou, com o querido Pastor Francisco de Sousa, rumaram para o sertão no Ceará, onde em circunstâncias bem difíceis anunciaram a Palavra.
Em 1974, segue como marido e os dois filhos pequenos para os Açores onde desenvolve um trabalho excelente. São organizadas as Igrejas de Horta e Praia da Vitória.
Ficam ali 9 anos, ao fim dos quais rumam a Portugal, e trabalham em Barcelos, Viana do Castelo e mais tarde em Santarém.
Enquanto isso, foi líder de várias organizações como por exemplo: A união Feminina Missionária e a Organização de crianças, Infantes do Rei. Também dirigiu muitos Acampamentos e encontros especiais.
Em 1996 vai para Cabo Verde onde ao fim de sete meses de estadia, organiza com seu marido a Igreja da cidade da Praia.
Ao fim de um ano, tem que regressar a S. Paulo por motivos de saúde, pois sofre de cancro do pulmão para alem das complicações de uma diabetes que a acompanhou desde criança.
No dia 27/02/07, é chamada á Glória a fim de receber a coroa da vida.
Tinha 61 anos e uma vida repleta de serviço cristão.
Os seus dois filhos: Joede e Lília, são ambos missionários. Ele é médico e Pastor na Guiné - Bissau. e ela missionária no Paraguai.
È desta linda, e grande mulher, minha amiga do coração, que eu me tenho lembrado com uma imensa saudade. Mas não só saudade… também com uma imensa e enorme gratidão a Deus, por Ele a colocar no meu caminho e por tudo quanto ela realizou, com tanto amor, para que o mundo pudesse ser um pouco melhor.
A ela, Márcia Venturini, aqui presto a minha sentida homenagem e eterna gratidão.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Para o meu Rubi



Querido Rubi,

Como foram bons aqueles momentos no passado domingo, contigo e com a tua mãe na tua casa!
Não imaginas a alegria e a felicidade que senti, em poder finalmente conhecer-te, ouvir-te e abraçar-te!
Desde o dia do teu acidente, todos nós da Casa de Oração, vivemos o teu drama e sofremos a tua dor.
Orámos muito por ti e entregámos a tua vida nas mãos daquele que tudo pode – O Deus Criador.
Como tu deves ter sofrido! E não tiveste culpa do acidente!
Como tu disseste, vinhas atrás dum carro que vinha a “empastilhar,” abriste o sinal e começáste a ultrapassar. O carro que ia á tua frente, sem abrir sinal… vira á esquerda derepente e apanha-te em plena ultrapassagem..
Quantos dramas, quanto sofrimento humano, quanta dor, quantas lágrimas, quanta tristeza… provocados por aqueles condutores irresponsáveis que andam por aí todos os dias nas nossas estradas!
Mas olha Rubi, como a tua mãe disse, se o acidente se desse quando andavas na mota… creio que teria sido bem pior.
Quando penso que tiveste de amputar a tua perna esquerda…aos vinte anos!
Meu querido… fico mesmo triste…
Mas graças a Deus, com todo o apoio da tua mãe e com a misericórdia e bondade de Deus… agora que finalmente já tens a tua prótese…tu aí estás! Aguentáste-te! Conseguiste ultrapassar esse período “negro”e, vejo-te com um espírito forte, com uma vontade de venceres, determinado a ir em frente Que bom, Rubi! Que bom!
Mas como eu te disse, é muito difícil e perigoso na tua idade, “partires” para a vida sozinho.
Há tantos percalços, tantos perigos, tantas “ratoeiras”, tanta coisa ruim…que eu acho que não deves “partir” sozinho. Pensa no que eu te disse Rubi, Convida Jesus a entrar na tua vida! A ser o teu companheiro de jornada! Entrega tudo nas suas amorosas mãos e vais ver como tudo será diferente! Muito diferente!
Gosto muito de ti Rubi! Podes contar comigo! Tens em mim uma grande amiga.
Estou aqui. Dispõe.
Ainda por cima és parecidíssimo fisicamente, com o meu Zè…
Um grande, grande abraço, como aquele que te dei no domingo… e que eu não vou esquecer, meu querido Rubi.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Mais uma Esmeralda e um Rubi

Rubi



Há muitos, muitos anos atrás, era eu ainda uma criança, um certo dia caminhava num bosque, entretida a olhar as borboletas e a espreitar entre os ramos das árvores e arbustos, na esperança de encontrar um ninho de algum passarito, quando, de repente, ao aproximar-me de uma clareira, reparo que vem caminhando na minha direcção um REI, com as suas vestes majestosas e um brilho no olhar semelhante á luz do sol. As suas mãos eram grandes e fortes.
Eu fiquei parada olhando-o com temor, mas Ele avançou gentilmente para mim e dissse-me:” Viviana, não tenha medo, eu gosto de ti e amo-te muito”. Logo a seguir pegou-me ao colo e abraçou-me.
Quando me colocou no chão olhou-me nos olhos e disse-me com uma voz doce como o mel: "Eu vou dar-te um presente, do qual tu vais gostar muito". E dizendo isto tirou de debaixo do seu manto, um cofre em forma de coração, em tons rosa – avermelhado, e feito de umas fibras especiais que o tornam inquebrável e dão-lhe uma capacidade de dilatar, de modo que quanto mais cheio está mais espaço tem.
A seguir, abriu a porta do cofre e mostrou-me como ele estava cheio de umas moedas, lindíssimas, resplandecentes, como eu nunca tinha visto e disse-me que o nome de cada moeda era AMOR e que eu teria de as investir o melhor que eu pudesse e soubesse, e em troca desse investimento eu receberia um TESOURO que ficaria para sempre guardado naquele cofre.
Eu, preocupada, disse-lhe: Senhor meu REI, eu não sei investir, não sei como se faz isso. Ele, voltando a levantar o seu manto tirou de lá um "LIVRO "e colocou-mo nas mãos e disse: "Viviana, neste livro, que se chama”A MINHA PALAVRA” tu vais encontrar tudo o que precisas saber para investires as tuas moedas – “AMOR.” "
Então eu, ali parada diante DELE, com os olhos marejados de lágrimas, ajoelhei-me e disse-lhe: Meu Senhor e Rei, eu prometo que eu vou investir o melhor possível as minhas moedas – “AMOR –“ de modo a não te desapontar.
Antes dele se afastar de mim e seguir o seu caminho, colocou a sua mão sobre a minha cabeça e disse-me:”Viviana, o teu caminho não vai ser fácil mas olha, se precisares de mim é só chamares, eu estou sempre junto de ti.”
Segurando nas minhas mãos o precioso cofre cheio de moedas – “AMOR” – e o maravilhoso livro – “A MINHA PALAVRA” –, continuei o meu caminho e de imediato comecei a ler o” LIVRO” e rapidamente aprendi como investir as minhas moedas, e ao fim de pouco tempo, o meu cofre, devagarinho, começou a guardar um tesouro constituído por: Esmeraldas, Safiras, Rubis, Pérolas, Diamantes, Ágatas, e todo o tipo de preciosidades.
Cada peça do meu tesouro tem um nome e como são muitas, também os nomes são muitos, como por exemplo: Emanuel, Adolfo, Margarida, Esperança, Pedro, António, João, Teresa, Jorge, Mimi, Sofia, Vilma, Paulo, Lou, Alice, Eduarda, e tantos tantos outros.
No último domingo, com imensa alegria e uma enorme sentimento de bem – estar, eu acrescentei ao meu tesouro mais duas preciosidades: Uma esmeralda, chamada Ana e um Rubi, chamado Miguel.

terça-feira, 8 de abril de 2008

A galinha de água (Gallinula Chloropus)




Ontem o Lou dizia no seu poste que há muitos anos atrás, um “borracheiro” (creio que é o homem que arranja pneus furados) lhe disse: “O senhor precisa do mar e da areia da praia como do ar”.
Pois bem, a mim nunca ninguém me disse que eu preciso da água, dos rios, dos lagos, dos ribeiros, e de todos os cursos de água que por aí existem… mas eu sei que preciso e sinto que preciso.
Não sei explicar porquê! Mas ás vezes penso que pode ter sido por eu ter crescido nas margens do Rio Lis, em Leiria, e apanhado muita erva para os coelhos (tínhamos aí uns trinta) numa vala linda toda florida, onde para alem de uma imensa variedade de cores, havia uns enleios que tinham umas flores tipo trombeta, brancas como a neve, que trepavam pelas canas acima e me encantavam. Era no meio desse cenário que os rouxinóis e outras aves, faziam os seus ninhos entrelaçados entre as canas floridas.
Aqui perto da minha casa passa uma Ribeira – A Ribeira das Jardas – que também é linda e entre as muitas coisas que eu já lá observei estão as Galinhas de água. Ando cá com uma vontade de as ir “espreitar”!...
O seu nome clássico é Gallinula Chloropus.Vive nas margens dos cursos de água, onde haja vegetação abundante para se poder esconder e nidificar.
Não se deixa ver com facilidade, correndo assustada á aproximação das pessoas,
Tem cerca de 35 centímetros de comprimento. O macho e a fêmea são iguais e embora aparentando ser preta, é castanho - escura. Apresenta uma zona frontal avermelhada e penas brancas debaixo da cauda. O bico é vermelho com uma extremidade amarela.
A reprodução acontece na Primavera e o ninho é construído por o macho e a fêmea entrelaçando juncos e ervas, junto ao solo, em forma de taça. A fêmea põe entre cinco a quinze ovos, cuja incubação demora entre 19 a 22 dias.
È comum vê-la caminhando ao longo das margens das zonas húmidas, bamboleando a cabeça como é habitual observar nas galinhas domésticas, enquanto caça insectos aquáticos, larvas, aranhas e moluscos. A alimentação é completada com sementes e brotos de plantas.
Se um dia viajarem para a Zona de Rio – Maior, e as quiserem observar, vão até ao Arrimal que fica ali perto e deliciem-se a vê-las com os filhotes num lago natural que ali existe.