quarta-feira, 30 de abril de 2008

E O PRÉMIO VAI PARA...


Olhai os lírios do campo foi nomeado por outro blog amigo SLetras. Assim continuamos esta "RedeTeia" cumprindo as regras.


Pela blogosfera decorre uma inciativa com a finalidade de homenagear blogs de amigos que nos visitam ou que nós visitamos e que, de alguma forma, têm pontos em comum connosco.
Desta forma o blog OlhaiosLíriosdoCampo foi nomeado pela Isabel, pessoa muito gentil e amável que possui um espaço que é um jardim de afectos, flores e sorrisos. "SLETRAS" (http://bc-beblogspotcom.blogspot.com/).
Como é um blog muito bom, sim senhora!
De acordo com as seguintes regras:
1. Este prémio deve ser atribuído aos blogs que gostamos e visitamos regularmente, postandocomentários.
2. Ao receber o selo "é um blog muito bom sim senhora"! devemos escrever um post incluindo:o nome de quem nos deu o prémio com o respectivo link de acesso+ a tag do prémio + a indi-cação de outros 7 blogs.
3. A tag do prémio deve ser exibida no blog.Assim o blog http://olhaioliriodocampo.blogspot.com/, conhecido por OlhaiosLíriosdoCampo, declara que os blogs que visita e comenta, entre outros que comenta e visita lamenta não nomear são:
Porque é uma jardim de sentimentos e de amizade.
Isabel

Ontem vi um coelho bravo



Sempre gostei de coelhos, provavelmente porque na minha infância sempre tivemos muitos… mais de quarenta, creio eu. Gosto sobretudo dos coelhos bravos.
Pois bem, ontem quando fazia a minha caminhada, de repente, vejo um que estava quase junto dos meus pés… no meio da vegetação, e que quando me viu desatou a correr por um largo cheio de ervas e flores. Parei, e fiquei ali, encantada a vê-lo correr, com aquela elegância característica deles, até ele desaparecer lá ao fundo debaixo de uns arbustos.
Fiquei muito contente e por estranho que pareça… o coelho bravo alegrou o meu dia, tanto assim, que enquanto lidava cá em casa, lembrava-me da cena bonita e privilegiada que os meus olhos contemplaram logo de manhã, aqui no meu querido Bairro de Mira – Sintra que alem de rouxinóis… também tem coelhos e, muito, muito mais.

terça-feira, 29 de abril de 2008

O Amor de Mãe


O Amor de uma Mãe pelo seu filho difere na essência de todos os outros afectos, e a chama arde com tanta firmeza e com clareza que se manifesta como uma coisa imutável, nesta vida na terra em constante mudança, de tal forma que quando ela já não estiver presente é ainda uma luz para os nossos passos e uma consolação.

(W. H Hudson)

segunda-feira, 28 de abril de 2008

A história do pequeno lagostim


Sempre que é possível, vou passar alguns dias á aldeia, á casa que foi da mãe.
Há por lá muitos lugares interessantes para visitar, e um dos que visito primeiro é o rio Mourão que è um local mágico e encantador para mim.
Numa das minhas idas lá, decidi, tal como o Pedro e o Gil antes fizeram, apanhar uns peixinhos para colocar num aquário. Levei para isso, um pequeno passador de arame e uma pequena garrafa de plástico.
Era o fim do verão e o rio levava pouca água, pelo que também havia muito poucos peixes; mas lá consegui apanhar “dois”.
Quando voltei para a minha casa aqui em Mira – Sintra e fui colocar os peixinhos no aquário, apercebi-me que há apenas um peixinho e que o outro que eu julgava um peixe, é simplesmente um pequeno lagostim de água doce. Tão pequeno era!
Bom, comecei a pensar o que iria fazer com ele. Se o deixasse junto do peixinho que era maior do que ele, decerto seria comido. Resolvi então deixá-lo dentro da garrafa e depois, quando eu pudesse, iria colocá-lo na ribeira das Jardas que passa aqui perto, e assim ele seria salvo. Só que, como guardei a garrafa num local pouco visível, na bancada do lava – loiça, esqueci-me dele… e durante aqueles dias todos não lhe dei de comer. Tinha passado quase uma semana… quando dei por isso. Pensei logo que ele tinha morrido de fome, e então fiquei cheia de problemas de consciência, pois achei que isso seria inadmissível. Mas não, o”lagostinzínho” estava vivo e bem vivo! Creio que a água onde estava, como era a do rio, deveria ter nela nutrientes que eu não vi.
Foi um alívio ver que estava vivo! Logo a seguir fui com o Jorge levá-lo para a ribeira.
Uma vez lá, procurei o que eu achei que seria o melhor lugar para ele: Um sitio com luz solar, com alguma vegetação e com alguma corrente.
Decidi então que haveria um “momento solene”, com alguma pompa e circunstância.
Ele merecia! Tinha tido uma má experiência e até aguentou vários dias sem morrer de fome!
O sol brilhava na água que “cantava” uma melodia apropriada para a ocasião. No ar corria uma suave e benfazeja brisa que mexia levemente a vegetação.
Parados á beira da água, eu e o Jorge, demos inicio á cerimónia e com a garrafa na palma da mão e fixando com carinho os olhos no pequeno lagostim, iniciei o discurso:
Ò lindo e pequenino lagostim! Peço-te desculpa por te ter retirado do teu habitat natural, onde vivias decerto tão feliz! Mas olha, foi sem querer, eu, como vejo mal, não reparei que afinal não eras um peixinho mas apenas um lagostim! Desculpa também ter-me esquecido de dar-te de comer e quase te ter matado á fome! Não foi de propósito mas, tão somente, porque a minha cabeça já está cansada e um bocado esquecida.
Mas olha, pensando bem, és capaz de viver mais feliz nesta ribeira do que lá no rio, pois aqui a água é mais limpa e corre mais e, sobretudo esta ribeira vai ter água todo o ano, e não corre o risco de secar, como o rio, que está todo assoreado e cheio de pedras pelo meio. Eu acho até, que aqui tens mais condições para viver feliz. E olha, eu prometo que virei visitar-te, sempre que possa, e terei muito gosto em ficar aqui um bocadinho a falar contigo, certo?
Terminei a cerimónia colocando-o suave e lentamente na água, onde ele mal caiu, se foi refugiar debaixo de uma folha verde de uma planta muito linda. E lá ficou no seu novo habitat, creio que muito feliz! Pelo menos eu fiz por isso.
Do outro lado da ribeira, o Jorge assistiu a tudo isto sem dizer uma palavra e com um ar um pouco estranho. Confesso que não sei muito bem o que ia na cabeça dele.
Contei esta história aos netos, e imediatamente eles pediram para ir ver o “Pequeno Lagostim” que vive na ribeira das jardas.
Sempre que podemos vamos até lá, mas nunca mais o conseguimos ver.

domingo, 27 de abril de 2008

Porque hoje é domingo...


Alaúde

...Cantai alegremente a Deus, nossa fortaleza; celebrai o Deus de Jacob.




Trazei o saltério, e trazei o adufe, a harpa suave e o alaúde.




(Salmo 81:1 e 2)

sábado, 26 de abril de 2008

A Carolina faz hoje 6 anos!


Parabéns, minha linda e querida neta Carolina, pelos teus seis anos!

Beijinhos da avó

Medos e pânicos



Ontem, foi a festa de aniversário da sobrinha neta Maria, que fez dois anos.
Estávamos num restaurante na praia de Carcavelos, mesmo á beira – mar, e havia muitas crianças, entre elas a minha neta Sara.
O calor repentino do dia, mais de trinta graus… encheu a praia de gente; pareciam formigas á beira – mar! Com as pessoas… vieram os “cães”, que por lei são proibidos na praia…mas estão por lá sempre.
Claro que as nossas crianças não resistiram a ir “molhar os pés” á beira da água, e o avô Jorge foi com elas; só que de repente a Sara – que tem um medo pavoroso dos cães – viu junto dela um cão e estancou… já não saiu dali sem ajuda. A pobre pequena praticamente, fica em pânico quando vê um cão.
O irmão e as primas e, parece que o avô também…riram-se dela… e não imaginam como ela ficou ofendida! Já não bastava o cão… ainda por cima estavam a troçar dela!
Quando voltaram para o restaurante a Sara vinha muito zangada com todos eles e foi logo procurar-me, e dizer-me que precisava de falar comigo em particular Eu, que estava no meio de uma conversa muito interessante, sobre poesia, com uma senhora, lá fui ouvir a Sara, que estava ofendidíssima com o irmão, primas e avô.
Lá tentei acalmar a pequena e disse-lhe para procurar esquecer o acontecido e aproveitar a excelente festa da qual estava a participar. Ela disse: “ó avó eu não consigo, eu não consigo…posso até estar errada mas não consigo! Porém, passado um bom bocado… ela já estava a brincar e a conversar com as primas e o irmão.
Poderão perguntar, “porque carga de água”… é que eu trago isto aqui…. Pois bem, é simplesmente para chamar a atenção para a necessidade de respeitarmos os medos das crianças e não só, os medos de todos…e nunca… por nunca ser, troçarmos ou rirmo-nos deles, porque esses medos, esses pânicos, trazem imenso sofrimento e, temos também que nos lembrar, que as pessoas não assim porque querem ou por escolha, mas, porque por algum motivo… vieram a ser vitimas dessa situação. Devemos sim, é pelo contrário, tentar ajudar e, encaminhar para um apoio especializado quando for caso disso.
Essa é a atitude mais correcta e aquela que está conforme o ensino de JESUS.