sábado, 22 de janeiro de 2011

A propósito de Eleições


O Filósofo José Gil

«São professores, músicos, estilistas, catedráticos, atletas, poetas, actores, empresários, investigadores, juizes, sociólogos, encenadores, filósofos, psiquiatras, médicos, designers, artistas plásticos, historiadores, cineastas. Estão mais ou menos atentos à política, mas têm ideias sobre o país e traçam um claro retrato do desfasamento que existe entre o chamado país real e o chamado país político. Aceitam falar sobre como viram a campanha e a conclusão principal é a de uma profunda desilusão para com os candidatos, os seus discursos e a sua atitude. Nas respostas, surge um grito de indignação face ao que é apresentado como uma espécie de autismo da classe política. Um apelo a que o fosso entre eleitos e eleitores comece a ser estreitado.»

(Inquérito organizado por São José Almeida)

Resposta de José Gil- Filósofo: (um dos cinquenta entrevistados)

1."Uma maior erosão da democracia portuguesa. Isto é: um fosso maior entre cidadãos e classe política. A evidência do baixo nível do discurso político, da falta de ideias, de visão e de altura – ao mesmo tempo que se foi incapaz de comunicar com o povo com verdade. Esta campanha foi o triunfo do egotismo de trazer por casa – como argumento legitimador da sinceridade política. Foi também a revelação de fortes divergências entre as nossas instituições de soberania. Se antes da campanha a imagem do país era caótica, agora desapareceu. Ficou uma maior descrença, uma maior desconfiança, mas também uma maior indiferença dos portugueses relativamente ao mundo político. E mais medo quanto ao futuro: as pessoas perderam ainda mais as suas referências.

2. Nas condições actuais, o máximo conteúdo positivo de cidadania que posso dar ao acto de votar é recusar qualquer escolha, a qual significaria aceitar a degradação do sistema democrático que esta campanha acentuou."

José Gil

(asjp - Associação Sindical dos Juizes Porrugueses)

10 comentários:

Cadinho RoCo disse...

No Brasil vivemos situação semelhante de enorme empobrecimento político.
Cadinho RoCo

gaivota disse...

acho que nem digo mais nada!
...
beijinhos, minha amiga

Rosa disse...

Olá Viviana
O desencanto é grande, e penso que toca toda a gente.

Amiga, desejo um bom resto de Sábado (mais ameno)
Por aqui está um vento que leva tudo, quase levava a tenda e tudo o resto :(

Beijos

manuel marques disse...

Infelizmente vamos continuar a ter a mesma mesmice.

Abraço e bom fim de semana.

Marlene Maravilha disse...

Querida Viviana!
Blog com novo visual! Ficou lindo!
Estava a ler o teu perfil e temos muitas coisas parecidas. Íamos nos dar muito bem se estivessemos perto, tenho absoluta certeza, minha amiga.
Obrigada pelas tuas visitas. Elas deixam-me mais feliz!
Um domingo na paz do Senhor Jesus!

Viviana disse...

Olá, Cadinho

Que alegria me dá com a sua visita, amigo.

Eu sei, eu sei que os nossosa paíes irmãos sofrem deste mesmo mal.

Aguardemos dias melhores.

Um abraço

viviana

Viviana disse...

Querida Gaivota

Para quê mais palavras, não é verdade?

Ah! como isto tem de mudar...

Um abraço

viviana

Viviana disse...

Querida Rosa

Para onde nos trouxeram, amiga.

Aguardemos e esperemos que o bom Deus tenha misericòrdia de nós como país.

Um grande abraço

viviana

Viviana disse...

Amigo Manuel

Tal qual disse...

"A mesma mesmice."

Um grande abraço

viviana

Viviana disse...

Querida Marlene
Ainda não é Fevereiro...por isso, não deve estar tão longe de mim como habitualmente...

Desejo que tudo corra bem por aí.

Obrigada por as suas boas palavras. Elas alegraram-me, crei-a.

Ah! mas como eu gostava que estivessemos perto uma da outra!

Seria tão bom!

Quanto poderíamos falar e ouvir sobre as bençãos incontáveis do nosso Deus sobre nós, e daquilo que Ele é e representa para nós...
Como eu gostaria de orar juntamente consigo.

Que bom que Ele nos fez conhecer!
Mesmo á distância colhemos frutos.

Um grande e afectuoso abraço

viviana