sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Ressurreição - Sebastião da Gama


Fonte da imagem: ministeriodeusefiel.wordpress.com/

Senhor!
Eu bem te vejo, apesar
da escuridão!
Inda me não tocou a tua mão,
mas bem na sinto, bem na sinto em meus cabelos,
numa carícia igual a um perfume ou um perdão.

Senhor!
Eu bem te vejo, apesar
da escuridão!
Que já se abriram cinco
(ou são cinquenta?...?
ou são quinhentas?---)
Estrelinhas azuis no Céu azul
- as Tuas cinco, ou não sei quantas, feridas
lavadas pelas águas lá de Cima.

Vejo-Te ainda incerto e vago
como um desenho sumido,
mas esta é, Jesus, a última das noites.
Há já três
(não Te lembras, Senhor, das bofetadas
e dos cravos nos pés?...)
que Te pregaram numa cruz
e que morreste.

Até logo, Senhor!
(Deixa ser longa a Noite e o Logo longo,
que é de noite que eu seco os meus espinhos
e cavo, na minh´alma, o Teu jardim.
Rompa tarde a Manhã de ao fim
da Tua minha Noite derradeira.

- Não quero é que Te rasgues novamente,
quando, no terceiro Dia longe - perto
misericordiosamente,
ressuscitares em mim.)

Sebastião da Gama - In - SERRA - MÃE

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Isto... é Portugal

Ao visitar o blogue - http://rendadebirras.blogspot.com/ - da minha amiga Dilita, fui surpreendida por este vídeo encantador, sobre o Ouro Tradicional de Viana do Castelo.
Eu sempre tive muita curiosidade sobre "aquele ouro" que enfeita de uma forma fantástica as lindas mulheres daquele canto de Portugal.
Está ali tudo...no vídeo.
Aprendi imenso.
Previno os amigos que o vídeo é um pouco longo, mas creio que valerá a pena vê-lo até ao fim.
Obrigada Dilita por o ter divulgado.


quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Por um acto de amor...tantos corações continuam a bater


O inventor - Wilson Greatbatch. Fonte da Foto:
http://sicnoticias.sapo.pt/vida/

Há homens e mulheres que passam por a vida de uma forma tão bela e significativa, que quando "partem"... deixam um enorme rasto de luz e beleza! Basta pensarmos sobre os músicos, os escritores, os poetas, os pintores, os arquitectos e, cientistas, como por exemplo, este homem extraordinário, que partiu ontem, aos 92 anos, cujo nome ficará na história e na vida de tantos e tantos seres humanos, um pouco por todo o mundo....refiro-me a Wilson Greatbatch, o célebre inventor do Pacemaker, que a partir desta sua invenção nos anos sessenta, conseguiu salvar milhares e milhares de seres humanos por todo o mundo, fazendo com que corações "cansados e doentes" prestes a parar...voltassem a bater no peito das pessoas prolongando-lhes a vida de uma forma maravilhosa.
Ao escrever este texto, estou a sorrir ao lembrar-me que, três irmãos da mesma família, meus grandes amigos...trazem no peito um Pacemaker que os faz ter uma vida práticamente normal.

Alguns dados sobre este extraordinário ser humano:

»Para Wilson Greatbatch a invenção era um acto de amor e cada invento que resultava valia outros nove que eram só frustrações. O norte-americano de 92 anos morreu nesta terça-feira de uma causa desconhecida, mas deixa um legado de respeito. O pacemaker – a sua criação mais famosa, que mantém os corações a bater – continua a ser a salvação para centenas de milhares de pessoas, todos os anos.

Esta foi apenas uma das mais de 150 patentes que Greatbatch recebeu ao longo da vida.
O norte-americano nasceu a 6 de Setembro de 1919, em Buffalo e desde a adolescência que era um interessado na tecnologia do rádio. “Acho que foi o mistério que me atraiu [à tecnologia do rádio]. Havia alguma coisa que estava a acontecer e que não se conseguia ver ou sentir”, disse citado num artigo biográfico do instituto Smithsonian.

Durante a Segunda Guerra Mundial teve oportunidade de exercitar esse fascínio nos navios de guerra. Quando voltou, casou-se com Eleanor Wright, de quem teve uma filha e quatro filhos e com quem viveu durante 60 anos.

Greatbatch tirou mais tarde o curso de engenharia em Cornell, depois de já estar casado e sustentar a família. Em 1970 abriu uma empresa que produzia as baterias para o pacemaker. Em 1996 recebeu o prémio Lemelson-MIT por reconhecimento de carreira e dois anos depois foi admitido no Hall of Fame dos inventores norte-americanos, em Akron, Ohio.

Durante todo este tempo não parou de inventar. “Nove coisas em dez não resultam”, dissera em 1997 à Associated Press. “A décima compensa as outras nove.”
Nos últimos anos enveredou pela luta contra a sida, onde inventou instrumentos para a pesquisa e desafiou os cientistas da próxima geração a desenvolver a fusão nuclear, através de um tipo de hélio que é mais abundante na Lua. O inventor acreditava que os combustíveis fósseis vão desaparecer até 2050.

Sobre a natureza da invenção, Greatbatch defendia junto das crianças das escolas onde ia falar que o prémio está no trabalho em si durante o acto de criar. Procurar o sucesso ou ter medo do erro eram um engano “Os nossos hospitais psiquiátricos estão cheios de pessoas que não resistiram ao sucesso, ou que não foram capazes de enfrentar a falha”, disse em 1997, citado pelo Boston Globe.

Nas suas memórias, vai mais longe: “Pedir pelo sucesso da experiência, pelo estatuto profissional, por uma recompensa financeira ou por aprovação dos pares é pedir para ser pago por algo que deve ser um acto de amor.»
(Jornal Público)

Quero prestar-lhe aqui a minha homenagem muito sincera, a minha enorme gratidão, por se dar de alma e coração ao bem comum e, ainda, por o exemplo de vida de Homem grande mas simples que nos deixa.
Abençoada vida!
Que possamos olhar para ela e desejar imitá-la. Num tempo em que escasseiam Homens grandes...saibamos reconhecer a sua vida e a sua obra em prol do bem comum.
Ao Deus - Criador - Omnipresente, Omnisciente e Omnipotente... a minha profunda acção de graças por esta preciosa Vida.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Saudades da minha Mãe...


Três gerações: Avó, filha e neta.

Um dia destes, ao entardecer, sentei-me um pouco para repousar as pernas, neste cadeirão antigo que está aqui junto á janela, de onde usufruo de uma visão fantástica da bela Serra de Sintra. O sol escondia-se atrás do mar, numa profusão de cores que, de tão extraordinárias, me prenderam e me emocionaram. De repente, veio-me á memória a imagem e a figura doce e terna, da minha mãe, que partiu para o céu há há oito anos. Os olhos encheram-se de lágrimas e, olhando o céu azul, exclamei em alta voz: Oh! minha querida mãe! Aos setenta anos...fazes-me tanta falta! Como eu quisera ter-te aqui junto de mim, neste momento sereno e calmo do entardecer...

Há pouco, folheando um pequeno livro - Mães e Filhas de - Helen Exley, encontrei este pequeno texto:

«Apercebi-me de que o processo
da maternidade, aos olhos
dos homens, pressupõe apenas
acarinhar as crianças
até uma certa idade.
Mas a realidade da maternidade abrange
toda a vida da mãe. Uma mãe pode ser
uma boa avó. Uma vez mãe, se-lo-á para
toda a vida, mesmo que a sua filha
tenha 70 anos. A relação muda, é claro,
mas não se torna menos importante.»

Rachel Billington, n. 1942

Do Grande Livro do Amor



«Escrevo-te, a minha caneta mergulha
na fragância dos pinheiros, nesta tarde, para que possas
respirar estas palavras e assim encontrar a imagem
que tenho para ti no meu coração. As letras nadam...
Há ilhas por entre os parágrafos. Ilhas com frondosas
árvores despontando de rochedos brancos.
Longínquas, as montanhas de cetim.
Sente a carícia do seu místico convite.
Escrevo-te, enquanto peixes saltam por entre vírgulas
e pontos finais; iridiscentes e curvos como raios de Sol.
Seguro uma pedra, que pulsa na minha mão
contendo o Sol.
É o tempo em si, o seu tempo, o meu tempo.
Envio-te a ti, inscrita com memórias
que voam para tonalidades mais profundas,
a cada sopro.»

Stephanie June Sorrrell
( n . 1956)
No- grande Livro do Amor

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

"Portugueses Extraordinários" - Joaquim Sá -

"Portugueses Extraordinários" é um novo programa da R.T.P., que teve inicio hoje, a seguir ao jornal da noite.
Tocou-me profundamente o exemplo de um homem, ainda novo - Joaquim Sá- ou, simplesmente Quim, como é carinhosamente tratado por aqueles a quem ajuda, na cidade das Caldas da Raínha, onde vive, e trabalha como funcionário administrativo.
Há cerca de trinta anos que o Quim percorre as ruas da cidade, á hora do almoço e á hora do jantar, dando um prato de comida a todos que lhe estendem a mão, sem nunca ter falhado um único dia, sem nunca ter falhado uma única refeição. Porque a única missão da sua vida é dar tudo o que tem a quem mais precisa, Quim é um português extraordinário.

domingo, 25 de setembro de 2011

Porque hoje é Domingo (!70)


Igreja em Vila - Real.

«O deserto e o lugar solitário se alegraräo disto; e o ermo exultará e florescerá como a rosa.

Abundantemente florescerá, e também jubilará de alegria e cantará; a glória do Líbano se lhe deu, a excelência do Carmelo e Sarom; eles veräo a glória do SENHOR, o esplendor do nosso Deus.

as mäos fracas, e firmai os joelhos trementes.

Dizei aos turbados de coraçäo: Sede fortes, näo temais; eis que o vosso Deus virá com vingança, com recompensa de Deus; ele virá, e vos salvará.

Entäo os olhos dos cegos seräo abertos, e os ouvidos dos surdos se abriräo.

Entäo os coxos saltaräo como cervos, e a língua dos mudos cantará; porque águas arrebentaräo no deserto e ribeiros no ermo.

7 E a terra seca se tornará em lagos, e a terra sedenta em mananciais de águas; e nas habitaçöes em que jaziam os chacais haverá erva com canas e juncos.

E ali haverá uma estrada, um caminho, que se chamará o caminho santo; o imundo näo passará por ele, mas será para aqueles; os caminhantes, até mesmo os loucos, näo erraräo.

Ali näo haverá leäo, nem animal feroz subirá a ele, nem se achará nele; porém só os remidos andaräo por ele.

E os resgatados do SENHOR voltaräo; e viräo a Siäo com júbilo, e alegria eterna haverá sobre as suas cabeças; gozo e alegria alcançaräo, e deles fugirá a tristeza e o gemido.»

(Livro do Profeta Isaías cap.35:1 a 10)

sábado, 24 de setembro de 2011

É Outono novamente...


Fonte da imagem: http://www.google.pt/imgres

Outono

O Outono já chegou - aos arrufos do vento
as folhas num desmaio embalam-se pelo ar...

- vão caindo... caindo... uma a uma em desalento,
e uma a uma, lentamente, vão no chão pousar...

O céu perdeu o azul - vestiu-se de cinzento
e envolveu na neblina a luz baça do luar...
- na alameda onde vou, de momento a momento,
há um gemido de folha a cair e a expirar...

O arvoredo transpira a carícia dos ninhos,
e o vento a cirandar nas curvas das estradas
eleva o folhareu no espaço em redemoínhos...

Há um córrego a levar as folhas secas em bando...
- e a aragem que soluça entre as ramas curvadas,
parece que o arvoredo em coro está chorando!...

(J.G. de Araújo Jorge)

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Chorei por Henrique Medina e agora por Júlio Resende


O Pintor Júlio Resende


Uma das suas obras. Repare-se na beleza das cores.

Quando, no dia 30 de Novembro de 1988, foi anunciada a morte do pintor português Henriqe Medina - "O Pintor da beleza feminina" - chorei muito, durante semanas, porque sabia que nunca mais haveria ninguém que pintasse rostos femininos (mulheres e crianças) como ele. Escrevi aqui sobre isso neste blogue .

Ontem, soubemos da morte do Pintor português, Júlio Resende. Tinha 93 anos e estava acamado há algum tempo. O seu funeral realizou-se hoje para o Cemitério de Valbom - Gondomar - Descansa juntinho do seu amado Rio Douro. Esteve em câmara ardente numa igreja com vitrais pintados por si e, em sua homenagem, os sacerdotes que dirigiram a Homilía trocaram as tradicionais vestes roxas, a que o momento obriga, por vestes verdes, cujos desenhos foram da autoria do pintor.

Assisti hoje, na televisão, a uma recente entrevista sua, na qual o pintor fala de si e da sua obra, com uma enorme humildade.Sempre sorridente e bem disposto, entre muitas coisas, afirmou que se sentia completo, pois na vida conseguiu o que pretendia e que não tinha medo da morte. Falando da sua produtividade artística, que manteve até aos 93 anos, aliás, quase 94, achou estranho que as pessoas se admirassem tanto por ainda trabalhar, e, continuou, dizendo que é normal trabalhar sempre; ele só asim se sentia bem.
Comentei com o meu neto Gil, que estava ao meu lado, este extraordinário exemplo do pintor. Nunca o esquecerei.

O pintor nasceu no Porto, a 23 de Outubro de 1917, filho de um comerciante e de uma professora de música.

«Júlio Martins Resende da Silva Dias diplomou-se em pintura pela Escola Superior de Belas-Artes daquela cidade, onde foi discípulo de Dórdio Gomes.

Viveu em Paris, onde teve como mestres Duco de la Haix e Otto Friez, regressando depois a Portugal, onde viria a ser professor na Escola Superior de Belas-Artes do Porto.

"Ele tinha um gosto especial em levar os alunos para o exterior e colocá-los em contacto direto com as populações rurais", observou Rui Mário Gonçalves em declarações à agência Lusa.

De acordo com o crítico de arte, Júlio Resende passou por duas fases distintas na sua obra: "a primeira marcada pelo expressionismo, com um traçado voluntarioso e tons escuros, e a segunda, com um grande sentido da cor e muita alegria".

"Esta segunda fase terá sido o resultado de uma viagem que fez ao Brasil, há cerca de 25 anos, e que o inspirou a usar mais a cor e a luz", comentou o crítico.

Júlio Resende "foi o pintor da sua geração que conjugou os neo-realistas e os abstratos", destacou

AG

Lusa

"Pintor de transição entre o figurativo e o abstracto, Resende distingue-se também como professor , trazendo à escola do Porto um novo espírito aos alunos que a frequentaram, na década de 1960.

Foi distinguido, entre outros, com o Prémio Nacional de Pintura da Academia de Belas-Artes, Prémio Sousa Cardoso e Prémio Especial da Bienal de S. Paulo.

A obra de Júlio Resende está representada em numerosas colecções públicas e privadas, entre as quais destacam-se a Biblioteca Real Aberto I, em Bruxelas, a Caixa Geral de Depósitos, a Câmara Municipal do Porto, o Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, o Gabinete de Estampas de Antuérpia, na Bélgica, o Museu de Arte Moderna de S. Paulo, no Brasil, e a sede da UNESCO, em Paris.

No Porto, cidade onde nasceu, destaca-se o gigantesco painel de azulejos "Ribeira Negra" existente à saída do tabuleiro inferior da Ponte de D. Luís I, feito em 1968 a pedido da Câmara Municipal do Porto"
Fonte: JN

A morte do Pintor trouxe-me tristeza, não só por sua obra "parar", mas também porque ele era uma pessoa linda, no verdadeiro sentido da palavra, e o nosso "complicado e triste mundo" carece de pessoas lindas como Júlio Resende. E depois... as pessoas são únicas...não se repetem, e a gente fica com muitas saudades.
Agradeço a Deus por este Homem, por o dom que lhe deu e, agradeço ao Pintor Júlio Resende tudo quanto fez de belo e nos deixou por herança.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Dois aniversários... uma imensa gratidão

Já passa da meia-noite, mas para mim, ainda é quarta-feira, 21 de Setembro. Talvez porque tenho a sensação que é "a noite de sono" que nos faz avançar para o dia seguinte.
Assim sendo, digo:
O dia de hoje, 21 de Setembro, é para mim um dia especial, marcante, pois faz hoje 110 anos que nasceu um menino, a quem chamaram José, ou - o Zé do Serafim - que foi o homem escolhido por Deus para ser o meu Pai. Um grande e extraordinário Pai! É tão grato, recordá-lo! Como é tão grato trazer á memória as imagens de tantas cenas da vida, que nos marcaram, que nos modelaram, que, contribuiram com muita força para sermos o que somos hoje, eu, e os meus três irmãos.
Ele era do Minho, de Vilela, uma verdejante e "molhada" (tantas nascentes de água) aldeia dos arredores de Cabeceiras de Basto. Os meus avós Amélia e Serafim, eram lavradores e criadores de gado.
O meu Pai, lembra-me um Castanheiro Centenário, como aqueles que havia nos enormes e abundantes soutos, naquela zona. Gosto de recordá-lo assim.
Já se mudou para o céu, há 35 anos! Mas está sempre connoscoe e, estará.


Um souto de Castanheiros.

Mas há mais alguém, muito, muito importante, que passa também hoje o seu aniversário, neste caso - o primeiro - "faz Um Ano"...estou a referir-me á Clara, a minha oitava neta, a mais novinha de todos. É uma criança saudável- até hoje nunca esteve doente - muito inteligente e bem desenvolvida. Simpática e comunicativa...um encanto! Já anda, já diz muitas palavras, como "bébé", "mamã", "gato"...etct.
A Clara, sempre me lembrou uma rosa côr - de - rosa. Mesmo antes de nascer.
Não sei porquê...mas ela lembra-me uma rosa. Este é o terceiro post onde eu falo nela e, em todos eles, eu coloquei uma rosa côr - de - rosa.
Parabéns, querida Clara!
Que Deus te abençoe.



Termino o meu dia, sorrindo, com todo o meu ser, profundamente agradecido ao meu Deus por a sua imensa bondade, concedendo-me este Pai maravilhoso e esta neta que é um tesouro (côr - de - rosa)
Obrigada, Senhor, por eles e por outros sete netos... e por toda a família que preparáste com tanto amor para mim.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

"Vivendo e aprendendo"


O Padre Alberto Neto

O mês passado, fizemos uma visita em família (alargada) á nossa bela Sintra - sede do nosso concelho. Como sempre acontece quando ali vamos, passámos momentos encantadores, quase mágicos. De regresso a casa, ao fim do dia, a neta Margarida - de cinco anos - disse que, como nunca andou de combóio...e gostaria muito de andar... queria regressar de combóio e não de carro. Então eu, como gosto de andar de combóio, ofereci-me para a acompanhar e, convidei o neto Gil para ir connosco também. Desceríamos na estação de Rio de Mouro onde o Zé iria "apanhar-nos" para levar-nos a casa. A Margarida estava tão feliz no combóio que não queria sair...queria continuar. Depois de lhe prometer que um dia destes andarei com ela mais tempo de combóio, descemos então na dita estação. Logo á saída, ao cimo das escadas rolantes, deparámo-nos com um Largo grandinho e onde havia ums bancos de Madeira onde nos sentámos. Olhando á minha volta, reparei numa estátua de pedra, que me atraiu. Era a figura, em mármore, de um padre: O padre Alberto Neto, do qual não me lembro de alguma vez ter ouvido falar. Perguntei ao neto Gil sobre ele, e o Gil logo me disse que tinha sido um padre "muito popular", que tinha sido Pároco ali, na freguesia de Rio de Mouro e, que até tinha dado o nome a uma escola secundária em Queluz.
Interessei-me em conhecê-lo e fui pesquisar sobre ele para poder vir a saber quem foi. Encontrei informação interessantíssima e achei por bem partilhá-la aqui com os amigos.


Este o local onde agurdámos pelo Zé. Amplie.

«Neste local existiu em tempos uma pequena igreja (lembro-me dela quando era pequeno, mas não consegui recolher informações sobre a mesma). Actualmente existe este pequeno largo com uma estátua em homenagem a Padre Alberto Neto, uns bancos para descansar ou ler o jornal, existe também um Quiosque/Florista. Este largo fica situado mesmo ao lado da estação dos comboios de Rio de Mouro.


Esta a estátua que despertou a minha atenção.

Agora, eis o que encontrei sobre este homem:

«Alberto Neto Simões Dias (Souto da Casa, 1931-?, 1987) foi um sacerdote católico português que se destacou como educador e pelo seu papel no movimento católico progressista contra a Guerra Colonial e a ditadura fascista (Estado Novo) de António de Oliveira Salazar e Marcello Caetano.

Vida
Alberto Neto nasceu em 1931, filho de Eurico Simões Dias e Genoveva Neto, ambos professores primários, na aldeia do Souto da Casa, concelho do Fundão, na Beira Interior. Frequentou o Seminário do Patriarcado de Lisboa em Santarém, Almada e Olivais. Foi ordenado sacerdote católico em 15 de Agosto de 1957, no cargo de coadjutor da paróquia de Santa Maria de Belém. Foi professor em vários liceus, nomeadamente no Liceu D. João de Castro (1962-66?), Liceu Pedro Nunes e Liceu Padre António Vieira, em Lisboa e na Escola Secundária de Queluz, que, posteriormente viria a ser designada por Escola Secundária Padre Alberto Neto em sua homenagem. Entre 1965 e 1972 foi assistente diocesano da Juventude Escolar Católica (JEC) (masculina) e da Juventude Escolar Católica Feminina (JECF), organizações juvenis da Acção Católica Portuguesa de estudantes do ensino secundário. De 1978 e 1981 foi membro de Conselho Presbiterial do Patriarcado de Lisboa. De 1979 a 1982 foi padre da paróquia de Belas e depois de Rio de Mouro. Foi assassinado por um tiro de pistola, em Setúbal em 1987. A investigação criminal não foi inconclusiva, mas o seu resultado, inconveniente para vários sectores da vida portuguesa, foi abafado (v. livro "Os mal-amados", de Fernando Dacosta).

Acção Política
Alberto Neto participou, desde 1969 em reuniões secretas anti-regime e antiguerra colonial. Distinguiu-se principalmente enquanto pároco da capela do Rato, em Lisboa. Colaborou activamente na iniciativa de um grupo de católicos, em 1973, de realização de uma vigília de reflexão sobre a guerra colonial contra a autodeterminação das então colónias portuguesas em África, então decorrente, e a necessidade assinar tratados de paz, reconhecendo a sua independência. Aprovam uma moção criticando a guerra. No segundo dia da vigília, um grupo de polícia de choque da PIDE-DGS entra à força na capela e prende 91 pessoas aí encontradas, incluindo líderes da oposição ilegalizada e funcionários públicos que foram exonerados. Entre eles, encontravam-se Luís Moita, Nuno Teotónio Pereira, Francisco Pereira de Moura, futuro membro de um dos primeiros governos democráticos; Francisco Louçã, actual líder do Bloco de Esquerda, entre outros. Muitos acabaram a cumprir pena na Prisão de Caxias, para presos políticos. Alguns dias mais tarde, o padre Alberto Neto é demitido das suas funções, e a sua vigília condenada pelo Cardeal-Patriarca de Lisboa, Dom António Ribeiro, uma acção que leva muitos católicos a demarcarem-se da hierarquia e reforçando a sua oposição ao regime. Vários deputados da Ala Liberal da Assembleia Nacional, movidos pela solidariedade católica, poriam em questão a legitimidade da acção policial. O mais proeminente, Miller Guerra seria forçado a demitir-se.»

Fonte do texto e das imagens:

(http://www.geocaching.com)

Venho colocar á vossa consideração...

...um assunto, que vou ter que resolver: Em Setembro de 2010, portanto há um ano, nasceu esta ninhada de gatinhos junto á nossa casa na aldeia.

Cuidámos deles e da mãe, bem como de mais uns tantos gatos e gatas que por ali andavam sem dono. A minha irmã Terezinha passou a ir carregada com um saco de comida de gatos, a qual, lhes distribuia com abundância e, deixava ficar a restante para o Chico - um homem que vive ali no pátio - lhes dar durante a semana.
Cresceram, e, em Maio deste ano, a gatinha cinzenta da foto, ou seja, a que está em cima á direita, com 8 meses de idade...ficou prenhe e teve uma ninhada de gatinhos que, tal como aconteceu com outras gatas ali, foram de imediato afogados num balde de água, por um vizinho ou vizinha. Quando chegámos lá, no dia seguinte ao acontecimento, a gatinha, bem como as outras a quem fizeram o mesmo, apresentavam-se muito alteradas, "bufando" e assanhando- se para nós, como que a culpar-nos do desaparecimento dos filhos. Chegámos a ter medo da reacção delas, pois o seu ar era assustador.
Essa reacção foi passando e entretanto um irmão dela apareceu morto bem assim como a mãe e outros gatos.
A gatinha tornou-se muito meiga para nós; era a única que entrava dentro da nossa casa. Como temía-mos pela sua vida, receando que fosse também envenenada, eu decidi trazê-la para minha casa; a Terezinha já tem três gatos em casa. Eu só tinha um - O Teco -. Passado pouco tempo reparei que a barriga dela estava a crescer e levei-a ao veterinário que confirmou que estava prenhe novamente.
Por cá ficou, até que no dia 10 de Julho teve 5 gatinhos, que nasceram de noite, sem ninguém dar por isso, dentro de um roupeiro em cima de um Pullover do Jorge. Só demanhã é que o Zé reparou que havia "qualquer coisa" dentro do caixote de areia dos gatos na casa de banho. Ela transportou-os do roupeiro para lá. Claro que eu preparei um tabuleiro de verga forrradinho com uma almofada e por cima um pano de lençol que mudava todos os dias.
Um nasceu morto e outros dois morreram, entretanto, talvez por falta de maturidade, pois a mãe é apenas uma "adolescente". Restaram dois que agora estão assim: O mais clarinho é uma gata e o mais escuro é um gato.

Já comem comida de gato e ainda mamam, mas pouco.
Entretanto o nosso lindo gato, Teco, que já aqui vos apresentei há tempos, e que também salvei, pois estava praticamente a morrer de fome escondido num canteiro, há cerca de 4 anos; o Teco, habituado ao seu espaço e á atenção de todos e também...e, principalmente porque é um gato calmo, sereno que gosta de sossego e de paz...perdeu o seu espaço, o seu sossego e, naturalmente, alguma atenção, embora tenhamos todos muito cuidado em o acarinhar..., dizia eu, entretanto, o Teco entrou em depressão profunda e não parece mais o Teco. Não quer comer, anda triste, não brinca, esconde-se nos sitios escuros e fica o dia inteiro a dormir, sem reagir aos estímulos. Estamos deveras preocupados com ele. Há muita confusão com a gata e os gatinhos que correm por toda a casa e dão volta a tudo. Estamos convencidos que ele precisa de voltar a ter o seu espaço e o seu sossego...só assim voltará a ser o que era.
Gostamos muito da gata e dos gatinhos mas não temos condições de ficar com quatro gatos num apartamento; nem para eles seria bom.

O Teco com os gatinhos. Sempre a dormir.


O Teco nos seus bons tempos.

Posto isto, coloco-vos a seguinte questão:

Saberão os amigos de alguém que esteja interessado em aceitar, para cuidar, um destes gatinhos, ou os dois... ou a mãe?
Eles são lindos e muito meigos. Asseadinhos - fazem "tudo" no caixote". Comem bem a comida de gatinho ou, de gato. Até agora não "destruiram" nada e dormem toda a noite.Eu gostava muito de poder ficar com eles, mas por causa do Teco não dá.
Se eu não encontrar ninguém que os aceite, terei um último recurso, mas que eu não gostaria muito de a ele deitar mão: Levá-los a uma casa de venda de animais e oferecê-los para dar a alguém. A gata, se não encontar outra solução, vou mandá-la esterilizar e volto a levá-la para a aldeia.
Desculpem o tamanho do post mas queria explicar-vos tudo.
Obrigado, por o interesse que possam dispensar a esta minha preocupação.

domingo, 18 de setembro de 2011

Oração da Maçaneta


Oração da Maçaneta

«Não há mais bela música
que o ruído da maçaneta da porta
quando meu filho volta para casa.


Volta da rua, da vasta noite,
da madrugada de estranhas vozes,
e o ruído da maçaneta
e o gemer do trinco,
o bater da porta que novamente se fecha,
o tilintar inconfundível do molho de chaves
são um doce acalanto,
uma suave cantiga de ninar.

Só assim fecho os olhos,
posso afinal dormir e descansar.

Oh! a longa espera,
a negra ausência,
as histórias de acidentes e assaltos
que só a noite como ninguém sabe contar!

Oh! os presságios e os pesadelos,
o eco dos passos nas calçadas,
a voz dos bêbados na rua
e o longo apito do guarda
medindo a madrugada,
e os cães uivando na distância
e o grito lancinante da ambulância!

E o coração descompassado a pressentir
e a martelar
na arritmia do relógio do meu quarto
esquadrinhando a noite e seus mistérios

Nisso, na sala que se cala, estala
a gargalhada jovem
da maçaneta que canta
a festiva cantiga do retorno.
E sua voz engole a noite imensa
com todos os ruídos secundários.
-Oh! os címbalos do trinco
e os clarins da porta que se escancara
e os guizos das muitas chaves que se abraçam
e o festival dos passos que ganham a escada!
Nem as vozes da orquestra
e o tilintar de copos
e a mansa canção da chuva no telhado
podem sequer se comparar
ao som da maçaneta que sorri
quando meu filho volta.

Que ele retorne sempre são e salvo,
marinheiro depois da tempestade
a sorrir e a cantar.
E que na porta a maçaneta cante
a festiva canção do seu retorno
que soa para mim
como suave cantiga de ninar.

Só assim, só assim meu coração se aquieta,
posso afinal dormir e descansar.
»

Gióia Júnior

In - Orações do Cotidiano

Porque hoje é Domingo (169)


Tabernáculo Baptista - Rotunda da Boa Vista - Porto

«Ora, quanto ao que está enfermo na fé, recebei-o, não em contendas sobre dúvidas.

Porque um crê que de tudo se pode comer, e outro, que é fraco, come legumes.

O que come não despreze o que não come; e o que não come, não julgue o que come; porque Deus o recebeu por seu.

Quem és tu, que julgas o servo alheio? Para seu próprio senhor ele está em pé ou cai. Mas estará firme, porque poderoso é Deus para o firmar.

Um faz diferença entre dia e dia, mas outro julga iguais todos os dias. Cada um esteja inteiramente seguro em sua própria mente.

Aquele que faz caso do dia, para o Senhor o faz e o que não faz caso do dia para o Senhor o não faz. O que come, para o Senhor come, porque dá graças a Deus; e o que não come, para o Senhor não come, e dá graças a Deus.

Porque nenhum de nós vive para si, e nenhum morre para si.

Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. De sorte que, ou vivamos ou morramos, somos do Senhor.

Porque foi para isto que morreu Cristo, e ressurgiu, e tornou a viver, para ser Senhor, tanto dos mortos, como dos vivos.

Mas tu, por que julgas teu irmão? Ou tu, também, por que desprezas teu irmão? Pois todos havemos de comparecer ante o tribunal de Cristo.

Porque está escrito: Como eu vivo, diz o Senhor, que todo o joelho se dobrará a mim, E toda a língua confessará a Deus.

De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus.

Assim que não nos julguemos mais uns aos outros; antes seja o vosso propósito não pôr tropeço ou escândalo ao irmão.

Eu sei, e estou certo no Senhor Jesus, que nenhuma coisa é de si mesma imunda, a não ser para aquele que a tem por imunda; para esse é imunda.

Mas, se por causa da comida se contrista teu irmão, já não andas conforme o amor. Não destruas por causa da tua comida aquele por quem Cristo morreu.

Não seja, pois, blasfemado o vosso bem;

Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo.

Porque quem nisto serve a Cristo agradável é a Deus e aceito aos homens.

Sigamos, pois, as coisas que servem para a paz e para a edificação de uns para com os outros.

Não destruas por causa da comida a obra de Deus. É verdade que tudo é limpo, mas mal vai para o homem que come com escândalo.

Bom é não comer carne, nem beber vinho, nem fazer outras coisas em que teu irmão tropece, ou se escandalize, ou se enfraqueça.

Tens tu fé? Tem-na em ti mesmo diante de Deus. Bem-aventurado aquele que não se condena a si mesmo naquilo que aprova.

Mas aquele que tem dúvidas, se come está condenado, porque não come por fé; e tudo o que não é de fé é pecado.»

(Ep. de S. Paulo aos Romanos cap. 14:1 a 23)

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

O Presente


Fonte da Imagem: http://www.google.pt/imgres

Encontrei este texto no blogue da minha amiga Ana - http://anamgs.blogspot.com-
e, pensei logo em "repartí-lo" com os meus amigos aqui.
A Ana deu-me permissão para o fazer.
Obrigado querida Ana.

"Nada na vida acontece em vão."

«Se um dia ao acordar, você encontrasse,
ao lado da sua cama, um lindo pacote
embrulhado com fitas coloridas, você o
abriria, antes mesmo de lavar o rosto,
rasgando o papel, curioso para ver o que
havia dentro...

Talvez houvesse ali algo de que você nem
gostasse muito...
Então você guardaria a caixa, pensando no
que fazer com aquele presente aparentemente
"inútil"...

Mas no dia seguinte, lá está outra caixa...
Mais uma vez, você abre correndo, e dessa
vez há alguma coisa da qual você gosta muito...

Uma lembrança de alguém distante, uma
roupa que você viu na vitrine, a chave de
um carro novo, um casaco para os dias de
frio ou simplesmente um ramo de flores de
alguém que se lembrou de você...

E isso acontece todos os dias, mas nós não
percebemos...
Todos os dias quando acordamos, lá está,
à nossa frente, uma caixa de presentes
enviada por Deus, especialmente para nós:
um dia inteirinho para usarmos da melhor
forma possível!

Às vezes ele vem cheio de problemas, coisas
que não conseguimos resolver, tristezas,
decepções, lágrimas...

Mas outras vezes, ele vem cheio de surpresas
boas, alegrias, vitórias e conquistas...

O mais importante é que, todos os dias, Deus
embrulha para nós, enquanto dormimos, com
todo o carinho, nosso presente: O DIA SEGUINTE!
Ele cerca nosso dia com fitas coloridas, não importa
o que esteja por vir...

A esse dia quando acordamos, chamamos PRESENTE...
O PRESENTE de Deus para nós.

Nem sempre Ele nos manda o que esperamos, o que
queremos...
Mas Ele sempre, sempre e sempre, nos manda o
melhor, o de que precisamos, e que é sempre muito
mais do que merecemos...

Abra seu PRESENTE todos os dias, primeiro
agradecendo a quem o mandou, sem se importar
com o que vem dentro do "pacote".
Sem dúvida, Ele não se engana na remessa dos
pacotes.
Se não veio hoje, o PRESENTE que você esperava,
espere...

Abra o de amanhã com mais carinho, pois a qualquer
momento, os sonhos e planos de Deus pra você
chegarão embrulhadinhos pra PRESENTE!

Deus não atende as nossas vontades, e sim nossas
necessidades.

Que você tenha um dia abençoado, cheio da Presença
de Deus, e que seu presente venha lhe trazer muita
paz, experiências com Deus, e esclarecimento sobre
o muito que ainda temos a aprender com Ele e por
Ele!»

(desconheço autoria).

http://anamgs.blogspot.com-

Rosas em Setembro?


Tão esbelta!


Veja-se a quantidade de flores...


Esta, já mais aberta


E esta, ainda mais aberta.

Em Portugal, com o seu clima ameno, as roseiras que começam a florir na Primavera, portanto em meados de Março, poderão "ir dando rosas" até Setembro, Outubro...foi o que aconteceu lá no nosso jardim da casa da aldeia.
As roseiras pareceram-me um pouco tristes, sem graça; chei por bem podá-las e ver o que acontecia. Não é que passado pouco tempo, "arrebitaram" e encheram-se de botões!? Adubei-as e, gora, abertas, alegram sobremaneira os olhos e o coração de quem as contempla.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Consegui! Consegui salvá-la! Ela voou!


A libelinha presa na teia. Clique em cima para ver melhor.


A libelinha já liberta prestes a levantar vôo.
Ainda se pode ver nas asas restos de teia.
.

A nossa casa da aldeia não fica perto de nenhum curso de água. Dali, até ao Rio Mourão, serão cerca de dez minutos, a caminhar. Daí, nunca ter percebido porque razão as Libélulas ou, Libelinhas, frequentam o espaço do nosso jardim, pois habitualmente elas vivem e reproduzem-se onde há água. Elas andam por ali pousando de planta em planta, ou de flor em flor. E, não se pense que são jovenzinhas... não, são adultas, grandes e com cores belíssimas.
Ontem, ao chegarmos diante da cancela da cerca do jardim, diante da casa, enquanto eu pegava na chave para a abir, o Jorge, ao meu lado exclamou: "Olha, olha o que aqui está! Só ele tinha reparado numa grande teia de aranha suspensa de dois ramos do Laurel, mesmo diante da nossa cara. Porém o espanto foi maior quando os nossos olhos viram uma grande e bela libelinha presa na teia. Era de um verde, amarela, azul e preta. As asas de um dourado reluzente, estavam presas nos fios da teia, imobilizando completamente o bichinho. Todos nós a julgámos já morta, pois não se movia, porém, de repente o Jorge disse: "Ela está viva! Ela mexeu-se." Imediatamente passei a máquina fotográfica para as mãos do Jorge e pedi á Terezinha que me desse um pauzito para eu tentar libertá-la. Posso dizer-vos que senti uma enorme responsabilidade com o que ia fazer a seguir, pois o mais pequeno descuido poderia destruir-lhe a asas finíssimas, e não podendo voar seria a morte certa da libelinha. Tinha que ser rápida e eficiente. Aconteceu uma coisas estranha: naquele instante, senti a mesma sensação de quando trabalhava no bloco operatório de não poder falhar...
Elevei o meu pensamento a Deus e pedi ajuda. As asas estavam completamente presas em vários fios e eu tinha um medo enorme de as quebrar...Mas não, num instante as minhas mãos enormes...doentes com psoríase... fizeram um trabalho esmerado, e ela começou a colaborar comigo, tentando libertar-se, e para isso, batendo as asas com enorme vigor. Gostaria de poder ter registado o ruído desse bater das asas... Nunca ouvi nada igual e, muito provávelmente, nunca mais irei ouvir.O que certo, é que ela conseguiu libertar-se e ainda sem voar, caiu no chão junto aos nossos pés e, imediatamente um gato que estava á espera de comida, saltou para cima dela e deu ideia de que a tinha trincado; eu, gritei para o gato e o gato largou-a... e, vi que ela não tinha sido maltrada por ele. Enxotámos o gato lá para trás da casa e continuámos o salvamento. Com muita paciência, tentei que ela subisse e se agarrasse a um pauzinho fininho, o que depois de várias tentativas ela conseguiu; coloquei-a sobre um ramo do Lilás, de onde ela tentou voar, mas caiu novamente no chão. Á terceira tentativa ela levantou vôo e lá foi á vida dela!
Podem imaginar a cara de nós os três? Uma sensação tão boa invadiu a gente e ficámos ali, rindo e sorrindo, todos contentes, como se tivessemos feito o maior salvamento do mundo!
Salvámos apenas, e tão só...uma linda e vistosa libelinha, que daqui em diante eu procurarei no nosso jardim para me lembrar desta singela mas bonita históriazinha: Era uma vez uma Libelinha...

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

A Fonte Seca - de Sebastião da Gama


A Fonte de Contenças de Cima já secou há muito.
Fonte da imagem:: http://santiagoonline.comxa.com

«A fonte está sequinha
e a gente chora de vê-la...

É melhor o rebanho não passar.
Que trilhe matos e matos
á procura de fonte aonde beba.

É melhor o rebanho não passar
pela fonte sequinha...
morra pràí ao pé de qualquer moita,
sem ter encontrado água
mas ainda com fé de encontrar.»

(Sebastião da Gama)
Em - SERRA MÃE

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Prémio Champalimaud: projecto garantiu visão a mais de 120 milhões de pessoas


Fonte da imagem: http://www.rcmpharma.com/

Não posso deixar de publicar aqui, neste espaço, mais um feito notável e importantíssimo do Centro de Investigação Champalimaud em Belém, Lisboa.

«Mais de 120 milhões de pessoas em África conseguem ver devido à associação que sexta-feira recebeu em Lisboa a quinta edição do Prémio António Champalimaud de Visão, avança a agência Lusa.

Com o valor de um milhão de euros – o maior a nível mundial relacionado com questões de saúde oftálmica –, o galardão foi entregue ao Programa Africano de Controlo da Oncocercose (APOC), uma doença provocada pela picada de uma mosca que leva à cegueira absoluta.

O projecto da APOC sobre a “cegueira dos rios”, pelo facto de afectar as populações que vivem nas zonas ribeirinhas, desenvolve-se em 19 países do continente africano, entre os quais Guiné-Bissau, Angola e Moçambique, disse a presidente da Fundação Champalimaud, Leonor Beleza.

Para prevenir a doença basta tomar uma única dose do único medicamento existente para o efeito, trabalho que a APOC desenvolve junto das populações de mais de 120 mil povoados dos diferentes países, na esmagadora maioria habitados por pessoas pobres e negligenciadas, como frisou.

Ao todo, foi anunciado na cerimónia, a organização com sede no Burkina Faso já distribuiu mais de mil milhões de doses do medicamento.

A cerimónia, realizada em Lisboa, foi presidida pelo chefe de Estado português, Cavaco Silva, e contou com a presença, na mesa de honra, do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.

Na sua intervenção, Leonor Beleza disse pretender que o prémio seja visto com um gesto de solidariedade de todos os portugueses para com os projectos que distingue.»

(RCM)

pharma

Caso deseje, poderá encontrar mais informação sobre o Centro de Investigação Champalimaud e o seu fundador aqui.

Mary Rose Abad - Uma mulher a recordar


Mary Rose Abad


Uma moradorada Aldeia 11 de Setembro

Nos tempos que vivemos, há muitos que querem ficar na História como grandes protagonistas do mal, como por exemplo, aqueles quatro homens que há dez anos atrás -11 de Stembro de 2001 - desviaram os quatro aviões comerciais, nos Estados Unidos da América, com a intenção de tirar a vida ao maior número possível de seres humanos e causar uma enorme destruição.

Pois bem, em contraste, há muitos também que se batem por causas nobres e estão disponíveis para fazer o bem e amar o próximo, tal como o Grande Mestre do AMOR, o Senhor Jesus Cristo, nos ensinou e recomendou que fizéssemos.

"Conheci" ontem - vejam, só ontem - quando já aconteceu há dez anos... o nome e o rosto de uma jovem mulher norte-americana: Mary Rose Abad, que é o exemplo vivo de alguém com um "Coração Grande".
Ela trabalhava num banco, numa das Torres Gémeas que desapareceram... e, tinha um sonho, um sonho lindo, que era construir casas de habitação para aquelas pessoas que vagueavam nas ruas de Manila, nas Filipinas, sem ter onde morar. Alegremente, cheia de entusiasmo, Mary Rose conseguiu construir 48 casas e uma escola, onde cerca de duzentas pessoas vivem hoje.

Ontem, o seu marido juntou-se aos habitantes dessa aldeia, á qual, em 2001 foi dado o nome de "Aldeia 11 de Setembro", e todos juntos prestaram á Mary Rose uma bela e significativa homenagem com muitas rosas brancas... pois a Mary Rose foi uma das vitimas da destruição do seu local de trabalho.

Gostei muito de "conhecer" esta mulher de coração grande e, ao pensar nela, sorrio para Deus e agradeço-lhe muito por Ele colocar por aí, seres humanos que fazem a diferença pelo bem que praticam e que conseguem passar por a vida deixando um suave perfume, feito a partir de flores da bondade e do amor, que quando inalamos nos deixa uma maravilhosa sensação de frescura e bem-estar.
Agradeço a Deus por esta mulher linda, e a ela, Mary Rose Abad, expresso aqui a minha admiração e o meu muito, e muito Obrigado, por esse exemplo lindo e importante que nos deixou.

domingo, 11 de setembro de 2011

Porque hoje é Domingo (168)


«Porque, vede, irmãos, a vossa vocação, que não são muitos os sábios segundo a carne, nem muitos os poderosos, nem muitos os nobres que são chamados.

Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes;

E Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são, para aniquilar as que são;

Para que nenhuma carne se glorie perante ele.

Mas vós sois dele, em Jesus Cristo, o qual para nós foi feito por Deus sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção;

Para que, como está escrito: Aquele que se gloria glorie-se no Senhor.»

( I Ep. de S. Paulo aos Coríntios cap. 1:26 a 31)

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Tenho que repartir...


(à esquerda a amiga Alice e ao seu lado a amiga Carmen)

Considero uma benção a possibilidade de aceder e, "apropriar-me"...dos presentes tão ricos que tantos amigos/as, repartem connosco nos seus blogues. Ah! mas quanto tenho sido abençoada por essas pessoas maravilhosas , cujo encontro, o Senhor se encarregou de preparar. Ás vezes tão distantes quilométricamente...mas ao mesmo tempo tão cerca de nós, que as podemos praticamente sentir como que sentadas no mesmo banco que nós, no jardim, onde vamos espairecer e "apanhar ar".
Desta vez, ao entrar "na casa" da querida amiga Alice: http://alicenopaisdopensamento.blogspot.com/ - o presente escolhido por ela para mim (para nós) era este extraordinário testemunho transcrito, em baixo, que me tocou fortemente e, por isso mesmo, eu achei que teria de o repartir aqui com os meus amáveis amigos.
Aqui está:

INTOCÁVEL

Já rasgaram minha alma
já violaram minha dor
já invadiram meu corpo
já destruíram meus sonhos
já assustaram meu medo
já romperam a minha dignidade
mas jamais, em tempo algum,
poderão tocar no amor que tenho por meu Deus.

Já corri dos homens
já fugi da vida
já desisti de continuar
já chorei um oceano
já me isolei por mais de um ano
mas jamais, em tempo algum,
desistirei de estar com meu Deus.

Pode o homem enlouquecer
pode o mundo guerrear
podem todos me deixar
podem até me esquecer
me enterrar ou eu morrer...
Mas jamais, em tempo algum,
deixarei do O adorar.
Alice

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

A minha Homenagem ao Pastor Horst Kasner


O Pastor Horst Kasner e a sua esposa Herlind Kasner

«Horst Kasner, pai da chanceler da Alemanha, Angela Merkel, nasceu em 1926 em Berlim e estudou Teologia após a Segunda Guerra Mundial.
Morreu na sexta-feira passada, dia dois de Setembro, com a idade de 85 anos.
Kasner, um pastor protestante (Luterano) mudou - se com a família para o lado oriental, comunista, nos anos cinquenta.

Merkel nasceu na cidade de Hamburgo, na Alemanha Ocidental, em 1954. Pouco depois, Kasner assumiu um posto pastoral no Leste comunista. Em 1957, Kasner levou a família para Templin, uma pequena cidade 80 km ao Norte de Berlim, onde formava novos pastores no Estado ateu.

Como mulher cristã, que sou, achei por bem, não deixar passar em branco este acontecimento que me tocou, de uma certa forma, e por isso aqui estou a partilhar este meu sentir, com os amigos que habitualmente têm a gentileza de por aqui passar.

Ao Pastor Horst Kasner, presto a minha homenagem sincera pela sua dedicação e entrega ao serviço de Cristo.

Não posso deixar de agradecer a Deus pela sua preciosa vida, assim como também desejar que o Senhor a quem o Pastor Horst Kasner serviu com dedicação e empenho, console e conforte os seus familiares neste momento de separação e dôr.

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Nota sobre a evolução do estado de saúde da pequenina Raquel:

Acabei de falar r com o Pastor Jónatas Lopes, pai da menina, que me deu boas ntotícias:

A Raquel saiu ontem dos Cuidados Intensivos onde se encontrava por uma cirurgia cardíaca urgente, no passado sábado. A febre alta que surgiu entretanto, está a baixar, com a administração de um antibiótico mais potente. Os médicos continuam a tentar identificar a bactéria causadora do grave quadro clinico instalado.

Mais uma vez, agradeço. de coração a todos os que têm intercedido junto do Deus de amor, por a Raquelinha. Que Ele vos recompense e abençoe.

Vamos continuar a "levantar" as nossas mãos e o nosso coração, até ao trono de graça do nosso glorioso Senhor, Deus e Pai, para que em breve esta pequenina de três anos apenas, regresse ao conforto do seu lar.


Gostava de ver por ai mais Plumbago Azul


Plumbagp Azul. Fonte da imagem:
http://www.cultivando.com.br/plantas_detalhes/



Uma belíssima sebe de Plumbago azul .
Fonte da imagem:
http://www.keywordpicture.com

Clique em cima para ampliar

Na minha infância e adolescência, era frequente encontrar o Plumbago Azul - ou - Dª Emília. O tom azul das suas flores, exercia sobre mim um efeito mágico que me seduzia e encantava; talvêz porque a minha côr preferida já nessa altura era o azul. Como a via geralmente em jardins ou muros de gente humilde, relacionei-a sempre com a humildade - não sei se para os outros assim será.
Presentemente, vejo tão poucas destas plantas que me dá a ideia, de que com a "invasâo" dos nossos jardins com muitas plantas importadas, sobretudo da Holanda, que esta belíssima e tradicional planta dos jardins portugueses, tenha sido desconsiderada e desvalorizada pelas pessoas, o que é uma pena.
Por falar nela, deixo aqui, para os interessados, algumas informações.

«Nome popular: Bela-emília; Plumbago, Jasmim-azul; Dentilária.
Nome científico:
Plumbago auriculata Lam.
Família: Plumbaginaceae.
Origem: África do Sul.

A Bela-emília é uma planta arbustiva, que alcança de 1 a 2 m de altura, com numerosas brotações na base, de florescimento intenso e muito decorativo.
Ocorre também a variedade “Alba” de flores brancas, ainda pouco difundida entre nós.

Tolera o frio, podendo ser cultivada em todo o país.

Como cuidar: A Bela emília cresce melhor quando cultivada sob sol pleno, ficando muito bonita quando plantada em conjuntos isolados, ou formando renques ou cercas-vivas e ainda como trepadeira apoiada em pilares ou colunas, graças à ramagem longa e mais ou menos escandente.

Podada drasticamente a cada 1 ou 2 anos para renovar sua vegetação e melhora o florescimento.»

Como reproduzir: Multiplica-se por sementes, por divisão de touceira e por estacas-ponteiro.

( http://www.cultivando.com.br/plantas_detalhes/bela_emilia.html)

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Notícias sobre o estado de saúde da menina Raquel


Fonte da imagem: http://www.315zg.com/tag/funny-kids

Recebemos hoje da irmã Margarida de Barros, Secretária da Convenção Baptista Portuguesa, as notícias que se seguem sobre o estado de saúde da pequenina Raquel, que teve de fazer no sábado passado uma cirurgia cardíaca de urgência.

"O Pastor Jónatas Lopes deseja expressar a todos os irmãos que têm orado pela sua família e a todos os que têm de uma forma ou outra manifestado o seu cuidado a sua gratidão. Sentem-se muito sensibilizados e agradecidos.

Continuam, no entanto, a pedir as orações ao Senhor pois, apesar de a operação ter corrido bem, de a Raquel estar fora de perigo e sem sequelas, apesar de todo o acompanhamento e cuidado que tem tido que não poderia ser melhor, o processo de recuperação e de internamento irá ser possivelmente longo e também poderá haver algum revés. Não se sabe ainda que bactéria a afetou e ainda há inflamação.

Assim, vamos continuar orando para que o Senhor acompanhe esta família e todos os que forem necessários ao seu redor para que a Raquel volte bem para o seu lar.

Continuaremos a informar os irmãos, na medida que for necessário.

Com saudações fraternais,

Margarida Barros
(secretária da CBP)

Nota:
A Raquel é filha do Pastor Jónatas Lopes e da Filipa.

Estou muito grata a todos aqueles que intercederam, e estão a interceder, junto do Deus de amor, em favor da pequenina Raquel. Vamos continuar, com fé e confiança na misericórdia bendita do Senhor.
Bem hajam.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

"UMA VIDA PASSAGEIRA"


Fonte da imagem -http://extension.missouri.edu/p

Encontrei no blogue da minha amiga Ana - http://anamgs.blogspot.com/ - este texto, cujo conteúdo achei muito interessante e significativo, e daí, desejar partilhá-lo com os amigos que gentilmente por aqui passam.

«Se pudéssemos ter consciência do
quanto nossa vida é passageira,
talvez pensássemos duas vezes
antes de jogar fora as oportunidades
que temos de ser e de fazer os outros
felizes. Muitas flores são colhidas cedo
demais. Algumas, ainda em botão.
Há sementes que nunca brotam e há
aquelas flores que vivem a vida inteira,
até que, pétala por pétala, tranquilas,
vividas, se entregam ao vento.

Mas não somos adivinhos. Não sabemos
por quanto tempo estamos enfeitando
esse jardim e tão pouco aquelas flores que
foram plantadas ao nosso redor.
E descuidamos.Cuidamos pouco. De nós,
dos outros.

Nos entristecemos por coisas pequenas e
perdemos minutos de horas preciosos.
Perdemos dia, às vezes anos.
Nos calamos quando deveríamos falar;
falamos demais quando deveríamos ficar
em silêncio.

Não damos o abraço que tanto nossa alma
pede por que algo em nós impede essa
aproximação.
Não damos um beijo carinhoso "por que não
estamos acostumados com isso" e não dizemos
que gostamos por que achamos que o outro sabe
automaticamente o que sentimos.

E passa a noite e chega o dia, o sol nasce e
adormece e continuamos os mesmos, fechados
em nós. Reclamamos do que não temos o
suficiente. Cobramos, dos outros, da vida, de
nós mesmos.

Nos consumimos. Costumamos comparar nossas
vidas com as daqueles que possuem mais que a
gente.

E se experimentássemos nos comparar com
aqueles que possuem menos?
Isso faria uma grande diferença.
E o tempo passa...

Passamos pela vida, não vivemos.
Sobrevivemos, por que não sabemos
fazer outra coisa. Até que, inesperadamente,
acordamos. E então nos perguntamos:
E agora?

Agora hoje, ainda é tempo de reconstruir
alguma coisa, de dar o abraço amigo, de dizer
uma palavra carinhosa, de agradecer pelo
que temos.

Nunca se é velho demais ou jovem demais
para amar, dizer uma palavra gentil ou
fazer um gesto carinhoso.

Não olhe para trás, o que passou, passou.
O que perdemos, perdemos. Olhe para
frente!

Ainda é tempo de apreciar as flores que
estão inteiras ao nosso redor.
Ainda é tempo de voltar-se para Deus e
agradecer pela vida, que mesmo passageira,
ainda está em nós! Pense!... Não o perca mais!»

(Desconheço o autor)

http://anamgs.blogspot.com/

domingo, 4 de setembro de 2011

Porque hoje é Domingo (167)


Fonte da imagem: http://www.dannybia.com/danny/bibl/tudo_

«Quão amáveis são os teus tabernáculos, SENHOR dos Exércitos!

A minha alma está desejosa, e desfalece pelos átrios do SENHOR; o meu coração e a minha carne clamam pelo Deus vivo.

Até o pardal encontrou casa, e a andorinha ninho para si, onde ponha seus filhos, até mesmo nos teus altares, SENHOR dos Exércitos, Rei meu e Deus meu.

Bem-aventurados os que habitam em tua casa; louvar-te-ão continuamente. (Selá.)

Bem-aventurado o homem cuja força está em ti, em cujo coração estão os caminhos aplanados.

Que, passando pelo vale de Baca, faz dele uma fonte; a chuva também enche os tanques.

Vão indo de força em força; cada um deles em Sião aparece perante Deus.

SENHOR Deus dos Exércitos, escuta a minha oração; inclina os ouvidos, ó Deus de Jacó! (Selá.)

Olha, ó Deus, escudo nosso, e contempla o rosto do teu ungido.

Porque vale mais um dia nos teus átrios do que mil. Preferiria estar à porta da casa do meu Deus, a habitar nas tendas dos ímpios.

Porque o SENHOR Deus é um sol e escudo; o SENHOR dará graça e glória; não retirará bem algum aos que andam na retidão.

SENHOR dos Exércitos, bem-aventurado o homem que em ti põe a sua confiança.»

(Livro dos Salmos cap. 84)

sábado, 3 de setembro de 2011

Pedido urgente de Oração


Fonte da imagem: http://ibrnovooriente.blogspot.com

Acabei de receber da Irmã Margarida de Barros (a pessoa que me enviou o ninho do post anterior)o seguinte pedido urgente de oração:

"Prezados irmãos,

Saudações fraternais em Cristo.

Vimos solicitar aos irmãos que promovam nas vossas igrejas um tempo de oração em favor da filha do Pastor Jónatas e Filipa Lopes. A Raquel, de 3 aninhos de idade, está neste momento a ser submetida a uma operação ao coração de urgência em virtude de um virus ou bactéria que se alojou e que lhe está a causar problemas graves. Teve de ir de emergência para o hospital em Coimbra, e é lá que, nesta tarde, a operação se está a efectuar.

Agradecendo ao Senhor pela vida e ministério desta família, intercedamos pela saúde da sua pequenina.

Louvamos a Deus pela oportunidade de nos unirmos como seu povo em intercessão.

Desejamos bênçãos para todo o trabalho que neste fim de semana se realiza em adoração a Deus e em proclamação da salvação em Cristo Jesus."

Margarida Barros
(secretária da CBP) - Convenção Baptista Portuguesa

Peço a todos os amigos que por aqui passarem e que crêem no poder da Oração, o grande favor de se unirem a nós e elevarem as suas preces em favor desta menina. Vamos colocá-la nas mãos amorosas e ternas do Mestre, que um dia disse:
"Deixai vir a mim os meninos porque deles é o Reino dos Céus"...
...E tomando-os nos seus braços e impondo-lhes as mãos, os abençoou".

Quem se lembraria de enviar um ninho pelo correio?


O envelope do correio com o ninho e o marcador que vimha junto.
Clique em cima se quiser ler o marcador.


O ninho

Tínhamos acabado de almoçar. O Jorge desceu as escadas e foi á caixa do correio.
Instantes depois, entrou com um envelope de tamanho médio, na mão, e virando-se para mim, disse: "É para ti". Eu, como espero receber a qualquer momento uma carta do Brasil, da minha amiga Michele, olhei e disse: Já sei, é do Brasil! O Jorge disse: "Vê lá bem se é do Brasil". Então, pegando no envelope e olhando para o remetente vi que vinha do Pragal, do outro lado do Tejo, da minha querida amiga e irmã em Cristo Margarida de Barros. Dirigi-me ao escritório e cheia de curiosidade abri o envelope e, á primeira impressão, olhando para dentro, vi um saco de plástico dobrado várias vezes e dentro, pareceu-me ver umas ervas secas e logo pensei: Ah! a Margarida deve ter encontrado algumas ervinhas especiais para tratar a minha artrite, com a qual ela sabe que eu sofro muito. Porém, logo vi que havia um ninho de passarinho bem acomodado no saco de plástico. O meu coração levou "um baque"! Fiquei sem palavras e com uma sensação de perda de forças, fiquei muito estranha, mesmo. Quando tomei bem consciência do que a minha amiga fizera, pôs-se-me um nó na garganta e as lágrimas começaram a cair. Pensei: Só mesmo alguém que me quer muito bem, que me ama muito, que tem prazer em alegrar-me, poderia fazer isso. Pude perceber então que a nossa doce e linda amizade e...amor cristão, que é muito maior que a amizade, que já dura há mais de trinta anos, é uma preciosidade, uma joia de grande valor, que vale tanto, tanto, que é capaz de me surpreender com um gesto como este, de alguém que caminha na rua com os seus cães e que de repente vê um ninho de passarinho, onde houve "criação", e que já não sendo necessário para nada, o vento se encarregou de o atirar para o chão. O que me encanta e comove é que a Margarida ao vê-lo se tenha lembrado de mim! Ela sabe que eu gosto muito de ninhos vazios e que até coleciono...mas nunca falámos sobre isso; ela soube por o blogue ou um e-mail, mas fixou e eu acho isso tão bonito, tão bonito!
Depois, foi ao correio comprou um envelope apropriado e...imagino o carinho e a alegria com que o colocou na caixa do correio.
Mais uma vez, o meu Deus a quem tanto amo e a quem procuro alegrar e servir, me fez "uma gracinha"! Ah! mas Ele faz-me tantas "gracinhas"! Acho que Ele olha sorrindo para mim e diz: "Miúda: Toma lá, é para ti!" Acho que Ele se diverte a fazer-me sorrir e a fazer-me feliz, com tantas...grandes e pequenas coisas...

Irmã Margarida - ou melhor - Guida: Não imagina o que o seu gesto amoroso e gentil, fez comigo...Passaram-se mais de 24 horas e ainda estou debaixo desse efeito tão bom e tão especial que faz com que os meus olhos deixem, livremente, escapar o conteúdo do saco lacrimal.
Obrigado, muito obrigado! Nunca esquecerei o que fez e, sei que quando disto me lembrar, hei-de sorrir de alegria e felicidade.
Bem haja, minha querida irmã. Que o nosso Deus a recompense e a abençoe muito.
Um beijo

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Manuela de Azevedo - Um nome que honra as mulheres portuguesas


Manuela Azevedo hoje, aos cem anos


A Jornalista quando jovem


O último livro publicado

Manuela de Azevedo, a decana do jornalismo nacional comemorou ontem cem anos. O seu sentido crítico mantem o apuro de outros tempos.

Se o tempo lhe devolvesse a vista, não sobravam dúvidas a Manuela de Azevedo. "Se a saúde me deixasse, faria uma reportagem que envolvesse velhos e crianças", admitiu a primeira mulher a receber em Portugal a carteira profissional de jornalista.O quê, ao certo, não sabe. "Se eu estivesse realmente em contacto com a vida, conheceria os problemas de raíz, problemas que necessitam de ser divulgados e que não conheço porque, não sendo cega, vejo já muito mal e não consigo ler. As notícias? Oh,menina, essas só as vou ouvindo", confessou ontem ao DN, (Diário de Notícias) no dia em que celebrou cem anos.
Volvido um século de vida e quase oitenta de início de actividade, Manuela de Azevedo confessa que a máxima que lhe foi passada pelo director do Diário de Lisboa (DL) JoaquimManso ainda lhe serve de inspiração: "Os jornalistas têm liberdade e autoridade máximas". E, se não têm, deveriam ter."Porque o jornalismo ajuda a abrir os olhos e ao desenvolvimento do País. Actualmente, só lhe falta sentido de responsabilidade. Especula-se um bocado e eu não gosto disso", criticou. Graças a Deus não é sempre nem em todos os orgãos", adiantou.
Começou a trabalhar nova, tinha 23 anos e desde então levou a maior parte dos seus dias a escrever 16 horas seguidas. Pisou as redações de República, Vida Mundial,Dl, O Dia e DN. "Sinto-me profissionalmente realizada.Dentro dos meus horizontes, não deixei nada por fazer. Nunca quis ser directora, nem chefe de redação, nem coisas nenhuma desse género. Queria, e tinha, a liberdade de entrar e sair quando me apetecia."
E assim fazia.
De reportagem em reportagem, há uma que não esquece."Foi uma investigação para o DN, já depois do 25 de Abril, sobre a história de pré-introdutor da Inquisição em Portugal.
Ana Filipa Silveira
(Diário de Notícias)

Nota:

Manuela de Azevedo, para além de jornalista, foi também professora, critica de arte e escritora. Escreveu e publicou dezenas de livros, contos, novelas, ensaios, biografias, crónicas, romance e teatro.
Nascida em Lisboa, foi ainda criança viver em Mangualde, onde o seu pai era correspondente de "O Século", cuja leitura despertou nela o gosto pelo jornalismo.
Em 1935 lançou o livro de poemas "Claridade", com prefácio de Aquilino Ribeiro.
Doou uma parte importante do seu espólio á Camara Municipal de Santarém, local onde a Jornalista é muito considerada e estimada, tendo-lhe sido prestada ontem uma significativa homenagem.
Durante as últimas décadas fundou e dirigiu a Casa Memória de Camões, em Constância.
A esta ilustre e valorosa mulher portuguesa, presto aqui, a minha homenagem e manifesto a minha gratidão, pelo que é, pelo que fez e, por o exemplo que nos deixa, de que vale a pena lutar e perseguir os nossos sonhos, dando sempre o melhor de nós, sem nunca baixar os braços.
Obrigado, muito obrigado, Manuela!
Que Deus lhe conceda ainda muitos anos de vida vividos em paz e contentamento.


quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Português já esteve em todos os países do mundo


João Paulo Peixoto na China

Vi e ouvi, ontem, a entrevista feita por um jornalista de um canal televisivo, a um homem de meia-idade, português, professor universitário e, que para meu espanto...acabou de regressar da sua 193ª viagem pelo mundo.
Sorridente, feliz, e com um aspecto saudável, João Paulo Peixoto deixou-me encantada com o seu feito e, principalmente, por aquilo que diz ter aprendido quando viajou por os 193 países reconhecidos pela ONU e por os 204 independentes.
É o 10º homem no mundo a conseguir este feito.
Não resisto a apresentar aqui aos amigos o que "descobri" sobre ele:

"João Paulo Peixoto, de 47 anos, regressou este fim-de-semana de Israel. Com esta viagem, o português visitou o último país que lhe faltava dos reconhecidos pela ONU.

Contactado pelo Boas Notícias, esclarece: "o que eu fiz foi visitar os 193 países reconhecidos pela ONU e os 204 países independentes. Mas fi-lo ao longo de muitos anos (desde que nasci, embora mais intensamente nos últimos 20)".

No entanto, só há dois anos João Paulo Peixoto decidiu passar em todos os países reconhecidos pela ONU.

Dos países que visitou, e apesar das experiências riquíssimas por que passou em cada um deles, o português falou de uma situação que marcou a sua vida...

Uma experiência de vida

...Apanhado pelas cheias, no Paquistão, João Paulo Peixoto encontrou vários desalojados e constatou que "o auxílio das agências internacionais não chegava às populações".

Assim, o português decidiu pedir aos amigos em Portugal que lhe transferissem dinheiro para a conta para distribuir pelas famílias. Ao todo, com a ajuda dos amigos, distribuiu 2.500 euros.

"Todos os agradecimentos eram sinceros e muitos deles eram feitos lavados em lágrimas. Não imaginam a diferença que 50 euros podem fazer para uma família desalojada no Paquistão", explicou.

Lições para não esquecer

De todas as viagens que fez, o português guarda uma grande lição: "a raça humana é maravilhosa, sendo que na nossa verdadeira essência somos todos iguais".

“O que une a raça humana é sua capacidade de amar e a nossa tendência para o bem, e isso existe em todos os países, da mesma forma”. Para além disso, João Paulo Peixoto não se esquece de outra lição que aprendeu: que nós, portugueses, trouxemos uma herança muito rica ao mundo e deixámos muitas influências. Esses povos "não se esquecem de nós e da importância que tivemos; sabem muito melhor que nós onde estivemos e aquilo que fizemos no seu país".

"Devíamos estar orgulhosos disso e capitalizar de diferentes formas esta importância. Penso que depois dos ingleses e franceses fomos o povo que mais importância teve na história da humanidade", concluiu."
(Boas Notícias)